quarta-feira, 9 de abril de 2014

Noé? Não... "Nãoé"!!!

Traída por um trailer. Foi assim que me senti durante a exibição de “Noé”, do cineasta Darren Aronofsky. Quando vi o trailer, fiquei maravilhada. Os efeitos especiais, o clima da época, a cena em que o líder dos inimigos diz a Noé: “ Tenho soldados à minha disposição e você sozinho me desafia?” Então, Noé, confiante e tranquilo, responde: “Eu não estou sozinho.” –  Uau! Há muito tempo esperava uma superprodução das histórias maravilhosas do Antigo Testamento. Com os recursos que temos atualmente, daria para fazer cenas grandiosas. Mas…era tudo falso, meus amigos. Cada cena daquele trailer foi cuidadosamente montada para enganar a mim e a você.
Não é nem questão de o filme não ser fiel à Bíblia apenas. É muito pior do que isso. Ele simplesmente conta outra história. Se fosse considerar esse filme realmente como uma interpretação do texto de Noé, eu diria que é uma versão satanista. E olha que não sou adepta de teorias conspiratórias, e não saio por aí chamando qualquer coisa de satanista.
Segundo o filme, quando o Criador expulsou o homem do Paraíso, após Adão e Eva terem desobedecido, um grupo de anjos, que sabia que havia algo de bom no homem (afinal de contas, era a imagem do Criador), ficou com pena da humanidade e resolveu descer para ajudar. O Criador, intolerante, entendeu como traição e puniu aqueles anjos, condenando-os a morarem na Terra, amaldiçoados.
Eles eram luz, mas a partir deste momento, se tornaram gigantes de pedra, fisicamente deformados e tortos (algo como um cruzamento dos Ents, do Senhor dos Anéis, com o monstro de pedra, de História sem Fim e algum parentesco com um monstro de lava – todos em grave estado de desnutrição e com problemas sérios de coluna), mas ainda gente boa. Ensinaram ao homem tudo o que sabiam a respeito da Terra, porque eram bonzinhos e queriam ajudar. Se tornaram os Guardiões e acolheram os filhos de Caim.  Só que foram traídos e desprezados pelos homens, que desvirtuaram o que aprenderam.
Siiim, meus amigos, os demônios, segundo esse filme, são apenas seres bem intencionados que queriam ajudar… Na verdade, em todo o filme, os únicos personagens que despertam alguma empatia no público são esses anjos caídos. Estranho, não? A gente chega a sentir pena deles, pois parecem injustiçados. São bons e simpáticos. Você percebe neles respeito por Deus (!!) e os homens os chamam de “servos do Criador”. Essa perspectiva e a distorção do caráter de Deus, do porquê ele escolheu Noé e a distorção do caráter dos próprios demônios (que, na verdade, caíram porque foram egoístas e orgulhosos, nunca tentaram ajudar ninguém), faz com que eu desconfie seriamente que o filme foi inspirado por um demônio que queria se autopromover.
Como não se trata do Noé que a gente conhece, vou chamá-lo de “Nãoé”. ;)
No início do filme, os filhos de Caim matam o pai do pequeno Nãoé e roubam uma pele de cobra que ele usava para fazer um ritual de “transferência do direito de primogenitura”, algo como tornar-se protetor do meio-ambiente. Os filhos de Caim são malvados porque exploraram os recursos naturais até que a terra se tornasse árida, comem carne, vivem como seres bestiais famintos (isso eu não entendi. O lugar não tem vegetais e os carnívoros é que passam fome?) e não têm educação.
Um dia, Nãoé sonha com gente morta debaixo dágua e entende que o Criador destruirá o mundo. Sabe que tem que fazer alguma coisa, mas não sabe o quê. Como viu também no sonho a montanha em que mora (sozinho) o avô Metusalém, segue para lá com a família. No caminho, encontra um vilarejo destruído e uma menina ferida, Illa, quase da idade de seu filho Sem (todos os filhos de Nãoé são pequenos). Adota a menina. Na estrada, também encontram os demônios gigantes de pedra com problemas de coluna. Desconfiadas, as criaturas não aceitam ajudar a família e deixam todos em uma vala. No entanto, um gigante com cara de dó volta durante a madrugada para ajudá-los a escapar e segue com eles até a montanha.
Vovô Metusalém é uma espécie de bruxo ou xamã. Dá um chazinho alucinógeno para Nãoé, que vê a arca. (Não é Deus que fala com Noé, é o alucinógeno de Metusalém.) Ele também dá uma semente mágica do Éden a Nãoé, que a planta na terra seca. Essa semente é tipo um feijão mágico vitaminado. Quando os outros demônios vêm levar o demônio traidor, entendem que Nãoé realmente falou com o Criador e resolvem ajudar. Uma floresta cresce em cinco minutos (super feijão mágico) e Nãoé vê ali a madeira para a sua arca. Mãos à obra! A família começa o trabalho, mas quem realmente faz a arca é o diabo e os demônios! Em dez anos, concluem o trabalho. (Na Bíblia levou cem anos, mas no filme, com a ajuda dos demônios, apenas dez.)
Nãoé se convence de que nenhum humano merece viver, nem mesmo sua família. Começa a se tornar egoísta e fanático. Se despersonaliza e agora acredita que a missão deles é salvar os animais, que são inocentes, e manter a Terra limpa dos humanos. Humanos, a sujeira do universo. Ele não é escolhido pelo criador por ser bom, mas por ser obsessivo o suficiente para completar a tarefa. Enquanto no original:
“Disse o SENHOR a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque reconheço que tens sido justo diante de Mim no meio desta geração.” (Gênesis 7.1)
O filme tenta distorcer a noção de “justo” e “justiça”, usando essas palavras fora de contexto diversas vezes, para tentar transformar Noé e Deus em algo que eles nunca foram. Imagino que possa causar confusão na mente de pessoas que não têm muita noção de quem Deus é e se sentem perdidas em um mundo com tanta maldade e injustiça. Sutilmente elas serão levadas a uma interpretação distorcida da mensagem original.
Arca pronta, os animais começam a entrar e são colocados para dormir com uma fumaça-sonífero. Aí, vamos ao anticlímax total: lembra daquela cena do Trailer? Aquela que eu achei superforte, em que o líder dos inimigos diz a Noé: “Tenho soldados à minha disposição e você sozinho me desafia?” Então, Noé, confiante e tranquilo, responde: “Eu não estou sozinho”.
Pois é…no trailer parecia que ele estava falando de Deus. No filme, quando ele diz isso…adivinha? Se levantam atrás dele todos aqueles demônios de pedra. Só pode ter sido de propósito. Quem quer que tenha montado aquele trailer estava realmente a fim de fazer uma piadinha de mau gosto.
Nem a narrativa presta. O filme tem muitas cenas inúteis e sem noção. Por exemplo, em um momento que deveria ser tenso, quando Cam foge para procurar uma esposa justo na hora de fechar a arca, Illa (namorada/esposa/irmã adotiva de Sem) sai atrás de Cam e encontra o vovô Metusalém na floresta. Ele dá um passe que a deixa com dor de barriga e meio ninfomaníaca. O mundo está acabando, mas Ila ataca Sem no meio do caminho, totalmente sem noção do momento ideal (e do local apropriado) para se fazer as coisas (sério, ela começa a beijar ele e você entende que vão tirar a roupa ali mesmo…).
O diabo (líder dos demônios) morre defendendo a arca, pede ao Criador que o perdoe, vira novamente um anjo luminoso e vai para o céu (momento piada que me fez rir), enquanto o outro (que tem cara de coitadinho) diz, com voz abobalhada: “o Criador levou ele para casa!” Então…todos eles querem defender a arca para serem levados de volta para o céu…e, de fato, são. Quer dizer, o diabo é bom, Deus não está nem aí para ninguém (além de ser psicopata, está muito, muito longe. Não dá para contar com Ele) e o homem é que é ruim. No filme, não tem como se livrar do mal, pois ele está dentro do ser humano. A saída? Não dá para entender racionalmente, não. Tem a ver com amor-sentimento e se deixar levar pelo coração. Bela pregação do inferno e completamente contrário ao que a gente acredita.
Dentro da arca, a família infeliz ouve os gritos das pessoas lá fora e insiste com Nãoé para resgatá-las, pois são pobres pessoas inocentes e famintas (manipulação emocional descarada).
“Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração” (Gênesis 6.5) Ou seja, não eram homens famintos buscando comida. Não eram pessoas inocentes, coitadinhas, ignorantes cujo maior erro era comer animais. Não eram pobres criaturas injustiçadas. Eracontinuamente mau todo desígnio do seu coração. Todo desígnio do coração. De todo mundo, exceto Noé. Como eles iam se arrepender? Como poderiam mudar se não conseguiam enxergar seu erro? E, versículos 7 a 9:
“Então, se arrependeu o SENHOR de ter feito o homem na terra, e isso Lhe pesou no coração. Disse o SENHOR: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito. Porém Noé achou graça diante do SENHOR. Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus.”
A ideia não era extinguir o homem, mas começar de novo. Deus escolheu Noé porque ele era diferente do restante da humanidade. E decidiu destruir o resto porque, entenda: pessoas vivendo na maldade e na injustiça já estavam mortas diante dEle. Apenas oficializaria sua condição.
Algum tempo depois, Ila descobre que está grávida ao cuspir em uma folhinha mágica…tipo um teste de farmácia pré-diluviano…hahaha… O problema é que Nãoé está convencido de que o criador quer exterminar sua família (Nãoé não leu a Bíblia). A notícia estraga o plano perfeito para a extinção da humanidade. Ele fica revoltado e tem mais um surto psicótico. Acredita que o Criador quer que ele mate o bebê, se for menina, para evitar que faça mais homenzinhos.
Obviamente, como o leitor já adivinhou, vai ser menina. Mas a partir daí o filme vira um dramalhão mexicano, com tentativas de manipulação emocional e tom sombrio, com Nãoé piradão andando pela arca com cara de psicopata e sua esposa magoada e histérica. Não há fé ou demonstrações de grandeza interior. E o Deus do filme é totalmente ausente, omisso, intolerante e cruel. Mais ou menos o que pensam dEle os que interpretam a Bíblia de modo raso e infantil.
Resumindo, Illa entra em trabalho de parto e tem gêmeas. Na hora em que vai esfaquear a cabeça das criancinhas, Nãoé sente amor no coração e o amor vence o ódio. O ódio, no caso, era a ordem do “criador”. Quando resolve desobedecer, Nãoé consegue ser sensato. (oi?)
Mesmo com o conflito resolvido, ao sair da arca, ninguém mais é feliz, nem inocente. Todo mundo matou ou pensou em matar. Não fala de aliança entre Deus e a humanidade, a mensagem original não é passada, o sentido original é distorcido. A história linda descrita nos capítulos 6, 7, 8 e 9 de Gênesis foi transformada em uma palhaçada. Gastaram milhões para enganar os espectadores e fazer uma babaquice pior do que Transformers. Mas dá dinheiro, e isso é o que Hollywood quer. Em um mundo onde o ceticismo burro impera e é fora de moda dizer que acredita em Deus, “Noé” consegue a proeza de enganar cristãos e ateus. Os primeiros, vão assistir por achar que é um filme espiritual. Os outros, vão assistir achando que não é espiritual.
O filme termina, sem que você tenha muita ideia de qual foi a intenção. Um sermão ecológico sobre não destruir os recursos naturais e se manter vegano mesmo no deserto? Uma discussão existencialista sobre “o ser humano merece viver?” Um filme de ficção com batalhas sem graça e personagens rasos? Um filme de terror com sangue espirrado, corpos em estado de putrefação e homens bestializados matando e morrendo por fome? Uma novela mexicana?
Um filme sem graça e mal escrito, pesado e arrastado, com personagens rasos e histórias ridículas. Há quebra de ritmo em diversos pontos e o personagem principal fica doido de uma hora para outra. É risível. Meu marido comentou que apenas dois filmes fizeram com que ele tivesse vontade de sair do cinema antes de terminar. Noé e “The Fountain”. Por coincidência, ambos de Darren Aronofsky. Cansativos, pretensiosos, arrastados, emocionalmente carregados e com tendências ecologico-newage-existencialistas.
O “Noé” do filme não tem nada a ver com o personagem original; o Deus do filme não tem nada a ver com o Deus da Bíblia, a história do filme não tem nada a ver com a história da Bíblia. O roteiro é tão ruim que precisou de um trailer-isca para enganar os incautos. Quero ver se pegassem um livro do Tolkien e fizessem uma distorção desse nível. A essa altura você teria uma porção de nerds dilacerando o roteirista e organizando boicotes em massa. Nunca mais o estúdio se atreveria a fazer algo parecido. O pessoal já ficou indignado porque no segundo filme do “Hobbit” acrescentaram uma personagem que não existia no livro! Imagina se alterassem toda a história, personalidade e caráter de absolutamente TODOS os personagens? O trabalho foi malfeito, mesmo. Eu me senti enganada, traída e assaltada.
Para mim, o verdadeiro roteirista desse filme (por trás do ser humano) foi o mesmo espírito que falou com o amigo perturbadinho de Jó…
“Uma palavra se me disse em segredo; e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela. Entre pensamentos de visões noturnas, quando profundo sono cai sobre os homens, sobrevieram-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram.
Então, um espírito passou por diante de mim; fez-me arrepiar os cabelos do meu corpo; parou ele, mas não lhe discerni a aparência; um vulto estava diante dos meus olhos; houve silêncio, e ouvi uma voz: Seria, porventura, o mortal justo diante de Deus? Seria, acaso, o homem puro diante do seu Criador? Eis que Deus não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui imperfeições; quanto mais àqueles que habitam em casas de barro, cujo fundamento está no pó, e são esmagados como a traça! Nascem de manhã e à tarde são destruídos; perecem para sempre, sem que disso se faça caso. Se se lhes corta o fio da vida, morrem e não atingem a sabedoria.” (Jó 4.12-21)
E:
“Que é o homem, para que seja puro? E o que nasce de mulher, para ser justo? Eis que Deus não confia nos seus santos; nem os céus são puros aos Seus olhos, quanto menos o homem, que é abominável e corrupto, que bebe a iniquidade como a água!” (Jó 15.14-16)
Esse é o espírito que ajudou a escrever o roteiro de “Noé”. Não é um raciocínio muito semelhante? A forma de distorcer as coisas, dizendo que o diabo não é mau, Deus é que atribui imperfeição a tudo! E o ser humano é um nada, pó, ridículo e desprezível. Essa é a visão do diabo, não de Deus.
O objetivo de Deus sempre foi conseguir uma forma de redimir a humanidade, a quem Ele ama e sempre amou. O diabo nos despreza e sente profunda inveja porque Deus deu ao homem o privilégio de ser chamado Seu filho e de cuidar de tudo o que Ele fez. Se alguém tivesse clamado, querendo ouvir a Deus, como o chefe malvado fez em certo momento do filme, certamente ele não teria ficado de fora.
“Desviando-se o justo da sua justiça e praticando iniquidade, morrerá nela. E, convertendo-se o perverso da sua perversidade e fazendo juízo e justiça, por isto mesmo viverá.” (Ezequiel 33.18,19)

O filme não mostra as falas maravilhosas de Deus, seu amor pela humanidade, sua misericórdia, sua aliança com Noé… além de destruir a imagem de Deus e o que Ele pensa da humanidade, faz parecer que obedecer a Deus é algo ruim, que transforma homens pacatos em psicopatas…
Espero que esse texto ajude a evitar que você gaste seu suado dinheirinho com algo que não vale nem um centavo, principalmente por passar uma mensagem mentirosa. E espero que evite que você gaste duas horas e meia de sua vida com uma bobagem desse nível. O alerta é para que ninguém mais seja enganado como eu fui. Há uma diferença enorme entre um filme que assume que é mera ficção, fantasia, e um filme que finge ser uma coisa no trailer e é outra na exibição.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Abrace o mistério

Temos horror da incerteza e desperdiçamos quantidades enormes de tempo e energia tentando criar a ilusão de segurança, de controlar o incontrolável. Amaldiçoamos o inesperado, porque ele atrapalha nossos planos, e não nos damos conta de que, com freqüência, ele traz consigo justamente o desafio de que precisamos naquele momento para mudar e evoluir.

Da mesma forma, não temos paciência com o mistério. Se não podemos resolver ou provar alguma coisa, nós a ignoramos ou a desacreditamos, como se assim aquilo deixasse de ser real.

Contudo, “a vida não é um problema para ser resolvido, é um mistério para ser vivido”, como escreveu Kierkegaard. Todas as pessoas e as verdades que nos rodeiam são mistérios a serem simplesmente aceitos, incentivados, vivenciados e desfrutados. O mesmo acontece com os relacionamentos.

Os melhores participantes do mistério que chamamos “relacionamento” parecem ser as pessoas que não precisam entender tudo, que não estão querendo provar nada, apenas conhecer. São as pessoas humildes o suficiente para aceitar quando estão erradas, que não têm interesses disfarçados, que não têm pressa, que não se vangloriam quando as coisas dão certo nem transferem a culpa quando dão errado. Essas são as almas raras que conseguem manter os braços bem abertos e abraçar plenamente o mistério da vida, o mistério de amar e alegria de serem amadas.

É assim que uma árvore com raízes fortes é capaz de resistir a qualquer tempestade. Comece hoje a reforçar as raízes de seus relacionamentos. Gratidão, respeito e disciplina são três poderosas maneiras de firma-los e alimenta-los. Mas lembre-se também que mesmo as árvores mais fortes balançam quando o vento sopra. Preveja as inevitáveis incertezas, encontre lições no inesperado. As crises vêm para ajudar você em sua busca de crescimento.

Do livro: “Os sete níveis da intimidade”

domingo, 29 de dezembro de 2013

Papo de facebook!

Questão:
Cara, me tira uma dúvida...
Certa vez ouvi comentários que o Adventismo não se "rotula" como evangélico, nem pentecostal, nem protestante... O que seria então?

Resposta:
Não... Somos protestantes sim! No livro O Grande Conflito a Ellen deixa bem claro que fomos chamados para concluir a reforma protestante!

Questão:
E qual é a diferença de protestante e evangélico?

Resposta:
Então... Já ia te falar isso mesmo...

Na essência não somos evangélicos atualmente porque o mundo evangélico diferiu muito nas questões teológicas. Histórica e espiritualmente falando o que o ocorreu foi o seguinte: Deus iniciou a restauração de verdades esquecidas com Lutero, John Huss, Wesley, João Batista e outros. Cada um com a sua luz/verdade, (salvação pela fé, batismo por imersão, livre-arbítrio e etc.). Contudo os movimentos foram por sua vez em regiões do mundo diferentes até mesmo por já ser o necessário para muito rebuliço no Mundo Antigo (Europa oriental e ocidental). Cada um dos reformadores morreu com as suas verdades e fieis a luz que receberam, por exemplo, Lutero faleceu tomando vinho, comendo carne de porco e celebrando o domingo, muito provavelmente. Mas foi fiel a sua consciência e a toda luz que possuía. 

Com o passar das lutas teológicas, territoriais e políticas a reforma/revolução estagna por volta de 1798 com a "falência" do Vaticano e aprisionamento do Papa Pio VI pelo general Berthier de Napoleão.

Por volta de 1830 muitas coisas já haviam ocorrido, como a publicação da Bíblia do Rei Tiago da Inglaterra (King James Version) e a Concordância Bíblica de Alexander Cruden, ferramentas (usadas por Guilherme Muller) que seriam um fator importantíssimos para o continuar da história protestante. O que Deus deseja agora fazer é continuar o que havia parado (por vários motivos, como acalmar e amadurecer o mundo diante do que foi revelado). Neste momento com o EUA estabelecido e independente protestando como um país sem Papa e sem Rei, mais luz começa a ser derramada e agora tudo será unido em um movimento só (o movimento do advento).

Unindo o que estava separado, Ele concede mais luz e é neste momento que a coisa vai diferir grandemente. A nova luz fez total diferença, e o mundo "protestante" fica para trás ao não aceitar, tornando-se posteriormente evangélicos, pentecostais e carismáticos.
As luzes que diferem drasticamente são, por exemplo, a compreensão do santuário celestial e a obra sumo sacerdotal de Cristo! O mundo evangélico não compreendeu o santuário (terrestre e celestial) e basicamente crê que a obra de salvação se limitou à Cruz apenas, eis um dos motivos da frase "uma vez salvo, salvo para sempre".

Só esta luz nos abre um leque de verdades bíblicas gigantesco, fazendo toda a diferença justamente por entrar as 2300 tardes e manhãs de Daniel que culminam com o levantar do movimento do advento em 1844 por exemplo, entra também todo o período de 1260 da idade média/inquisição e outros tantos fatores doutrinários.

Outro ponto, é o próprio dom de profecia para os últimos dias manifestado na Ellen. Deus sempre levantou profetas todas as vezes que precisou restaurar verdades e levantar um povo. Fez isso com Moisés, o primeiro grande profeta que guia o povo, escreve livros e se estressa muito pra variar também (rsrs), afinal de contas, a obra é dolorosa.

Depois de Moisés, João Batista é o profeta que faz a transição do santuário terrestre para o celestial quando diz que Cristo é o cordeiro de Deus que veio tirar o pecado do mundo. O véu do santuário rasga-se de alto a baixo simbolizando o fim das atividades terrestres no tabernáculo/santuário. Neste momento da história Deus também precisou restaurar verdades que se perderam e para isto Paulo é chamado como o maior restaurador dos dias apostólicos. O livro de Hebreus é nada mais nada menos que a restauração das verdades quanto ao santuário que se perderam (dentro do próprio povo de Deus). Chegando portanto em 1844, tudo de novo (se anteriormente verdades se perderam em meio ao Seu povo, quanto mais em meio a um mundo sem um povo!).

Agora, neste momento da história, além de verdades perdidas, há também a necessidade de nova luz (por vários motivos, um deles: o tempo do fim). Mais um vez o(a) profeta discorre clareando a mente do Seu povo sobre o santuário como fez Moisés, João e Paulo, porém desta vez com maior profundidade e especificamente sobre o Celestial. Deus foi obrigado a levantar o dom profético, não há como o fim chegar sem clarear o que havia se perdido e o que não havia nem sido compreendido!!!

Questões sobre a natureza de Cristo como humano e divino também complicam entre os evangélicos e os adventista. Um das questões mais polêmica é sobre a natureza do pecado, que para o adventismo em seus primórdios definiu-se por transgressão da lei de Deus como um ato escolhido, já o mundo evangélico crê (em sua maioria) no pecado original (até porque negam a lei Divina também), doutrina que defende o nascer com pecado (sua natureza é pecado) e não em pecado (com uma natureza pecaminosa/propensa para pecar/transgredir a lei). Pessoalmente,  lamento que haja hoje muitos adventista inclusive até teólogos crendo igualmente a eles.

Questão:
É, acho que compreendi agora. Mas diga-me, o pecado original é uma doutrina bem católica, não?

Resposta:
Sim! Exemplo clássico é a “necessidade” de batizarem crianças justamente por crerem que já nascemos com pecado. Deste conceito vem também a doutrina da Imaculada Concepção de Maria, pois quando St. Agostinho surge com esta de pecado original, logo eles se deram conta de Maria e Cristo, ou seja: se nascemos com pecado, Maria era humana e Cristo nasce dela, logo, Maria teve que ser imaculada para que Cristo nascesse sem pecado! 

O que não há registro bíblico e nem necessidade de ter ocorrido, pois pecado é transgressão da lei como ato. Temos o livre-arbítrio sempre!!! Nascemos propensos para o pecado mas não pecando, até mesmo porque Deus não toma em conta o tempo de ignorância conforme é descrito no livro de Atos.

Isso tudo deixa a história da redenção/encarnação muito mais sublime, afinal de contas Cristo veio propenso como nós, poderia ter pecado (caso contrário o deserto da tentação foi um teatro) mas não pecou e exemplificou como podemos vencer pelo poder do Espírito! Escolhemos não transgredir a lei e o Espírito nos concede o poder. A escolha sempre foi e sempre será humana, mas o auxílio/poder, sempre Divino! Afinal de contas, somos salvos pela graça/poder/sangue de Cristo e não por nossas obras. A escolha portanto é apenas o respaldo entregue a Deus, justificando assim Sua ação em nosso coração diante do universo. Ele sempre nos respeitará, diante de nossas escolha.

Só pra ratificar, dois textos da Ellen que deixam bem claro a questão do pecado:

"Pois bem, precisamos compreender o que é o pecado - a saber, que ele é a transgressão da lei de Deus. Essa é a única definição dada nas Escrituras." - Fé e Obras, pág. 56

"Terrível condenação está reservada ao pecador, e, portanto, é necessário que saibamos o que é pecado, para que possamos livrar-nos de seu poder. João diz: "Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei." I João 3:4. Temos aqui a verdadeira definição do pecado; ele "é a transgressão da lei"." - Idem, pág. 117

Veja, se juntarmos a afirmação dela dos dois textos (única definição/verdadeira definição) poderíamos ter a seguinte afirmação: "A única e verdadeira definição de pecado é: transgressão da lei de Deus".

Mas com sinceridade, isso é tão polemico no meio teológico e há adventistas e evangélicos no geral que complicam mais ainda as coisas. Pessoalmente, prefiro ficar muitas vezes calado e ao lado da inspiração do Espírito Santo nos escritos da Ellen e ponto final (opinião pessoa, espero ser respeitado).

Questionador:
Sim, sim... E se essa á única definição clara na bíblia, não é preciso fazer malabarismos conceituais para compreender.

Resposta:
Mas fazem malabarismos. Até porque olhando pela ótica espiritual é tudo o que o inimigo de Deus deseja: que não compreendamos isso e que não abandonemos o pecado, pois se nossa natureza é o pecado em si, não há o que fazer aqui e agora, só quando Cristo voltar (é o que muitos afirmam), o problema no entanto é: o toque que Cristo dará em seu retorno, será um toque de restauração física, a imortalidade/incorruptibilidade que Paulo fala em Coríntios.
Ou seja, a obra do espirito/caráter é feita no tempo que há graça, quando o Santuário se fecha e Cristo vem (Apocalipse 14:14-16) Ele estará fora do santuário e não haverá mais intercessão, em outras palavras, Ele só irá glorificar o que já foi em sua essência transformado! 

E Lúcifer deseja isso? Jamais, pois isto implica intrinsecamente no fim do conflito, bem como no seu fim!!!

domingo, 22 de dezembro de 2013

Conexão com a Música e Desconexão com a Palavra

Já é frequente nos meios adventistas o conceito de que a música se presta ao papel de conectar o adorador com Deus. Cantar leva a sentir Deus de forma mais íntima. Como reflexo disso, não apenas se canta mais, criando um longo espaço dedicado ao canto congregacional (em algumas congregações, o tempo dedicado ao canto é maior do que qualquer outro momento do culto), como também fica implícita (ou explícita mesmo?) a ideia de que cantar seja a parte principal do culto. Os que pensam assim reforçam o poder da música, com sua capacidade de nos atingir de forma mais completa do que um sermão.

Sutilmente, o tipo de músicas cantadas vem mudando. Saem de cena os hinos tradicionais (muitos herança da reforma protestante do século XVI ou de hinários consagrados dos séculos XVIII e XIX) para composições contemporâneas. Worships oriundos de igrejas como Vineyard ou do Hillsong são traduzidos ou emulados em produções adventistas recentes. Tais cânticos são simples, poéticos, com uma letra que se repete com variações de acompanhamentos musicais e volume de voz, tudo para aumentar o grau de emoção envolvido no ato de adoração.

A mudança de paradigmas musicais traz novas posturas litúrgicas. A liturgia tradicional é despojada de seu aparato rígido, tornando-se mais informal e dando destaque à figura do ministro da música, substituto do antigo regente congregacional. O adorador se envolve mais, participando com a voz e as mãos, uma vez que é convidado (convocado?) a erguer as mãos, fazer gestos, coreografias ou congêneres. O corpo agora recebe permissão para louvar, aumentando o tônus de envolvimento e a sensação de bem-estar emocional decorrente.

Tanto em suas letras quanto em sua forma musical, há uma forte sensação de “romance adolescente”, com predominância de expressões de amor, relacionamento, dependência e forte choro. É inegável que a nova forma de cantar em adoração é marcante, fixando suas melodias simples de forma bem eficaz na mente do adorador. De certa forma, as canções contemporâneas não apenas pavimentaram mudanças litúrgicas em geral, como transformaram a pregação. Estamos diante de uma geração que não possui interesse, paciência e preparo para ouvir sermões longos, centrados na Bíblia e que sejam fruto de cuidadosa exegese. Sermões doutrinários, expositivos e com profundidade não “tocam” os novos adoradores.

É preciso mensagens leves, com forte apelo emocional, que versem sobre relacionamentos, usam de raciocínio simples, tenham espaço para muitas histórias interconectadas e minimalistas. O pregador agora é um narrador, falando na intimidade com o auditório, apresentando no máximo sermões temáticos (explorando alguns poucos textos bíblicos sem se aprofundar em seu contexto) ou, na pior das hipóteses, usando um texto central lido em algum momento do discurso, mas ignorado em boa parte dele.

A conexão com a música notabiliza a desconexão com a Palavra, relegada à segundo plano. Por isso o analfabetismo bíblico, fenômeno lamentado pelos grandes pesadores cristãos, que vem essa praga correr o meio evangélico, começa a atingir os adventistas. Seria leviano dizer que a música em si esvazia o conteúdo bíblico da mente, em um abracadabra misterioso. Em verdade, a postura de adoração orientada por um perfil carismático chegou a nós por meio do worship. Tal postura é que dispensa a profundidade do estudo da Bíblia como fundamento da adoração, dando espaço a experiências pessoais e legitimando o sentimento como meio de conecção com o sagrado.

No início do processo, isso não parecia tão claro. Atualmente, quase no fim dele, fica inegável o que está acontecendo. Apenas quem não quiser ver o negará. Mas lendo o texto de Ellen G. White, no segundo volume de Mensagens Escolhidas, fica fácil entender que a carismatização do aadventismo está às portas:

Mero ruído e gritos não são sinal de santificação, ou da descida do Espírito Santo. Vossas desenfreadas demonstrações só criam desagrado no espírito dos incrédulos. Quanto menos houver de tais demonstrações, tanto melhor para os atores e para o povo em geral. […]

Deus quer que lidemos com sagrada verdade. Unicamente isto convencerá os contraditores. Importa desenvolver trabalho calmo, sensato, para convencer almas de sua condição, mostrar-lhes a edificação do caráter que deve ser levada avante, caso haja de erguer-se uma bela estrutura para o Senhor. Mentes que são despertadas precisam ser pacientemente instruídas caso compreendam corretamente e apreciem devidamente as verdades da Palavra. 
Deus chama Seu povo a andar com sobriedade e santa coerência. Eles devem ser muito cuidadosos de não representar mal e nem desonrar as santas doutrinas da verdade mediante estranhas exibições, por confusão e tumulto. […] 
As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo. […] 
E melhor nunca ter o culto do Senhor misturado com música do que usar instrumentos músicos para fazer a obra que, foi-me apresentado em janeiro último, seria introduzida em nossas reuniões campais. A verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de converter almas. Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção. As forças das instrumentalidades satânicas misturam-se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado de operação do Espírito Santo. (p. 35-36, grifos supridos)

Quem tiver entendimento, pesquise e se prepare. O tempo é chegado – restam dúvidas? 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O HIV é inofensivo!

Desde a eclosão da Aids, em 1981, a expressão “HIV-positivo” se transformou quase que em uma sentença de morte. A presença do HIV em um organismo significava que, mais cedo ou mais tarde, ele adoeceria de Aids. Mas... e se o vírus for inocente? E se ninguém precisasse temer o contágio e nem, por causa disso, tivesse que usar camisinha como uma obrigação, nem tomar drogas pesadas como o AZT, disparadas contra o vírus como a única alternativa de salvação? Essa tese polêmica – ou simplesmente insana na opinião de muitos especialistas – é defendida pelo cientista que mais entende hoje dos vírus da categoria do HIV, chamados de retrovírus. Trata-se do bioquímico alemão, naturalizado americano, Peter Duesberg, da Universidade da Califórnia, em Berkeley. “Peter é extraordinário e brilhante”, diz a seu respeito o seu maior oponente, o virologista americano Robert Gallo, do Instituto Nacional do Câncer (INC). (Gallo descobriu o HIV e é o autor da tese de que é o vírus que causa a Aids.) Duesberg concordou em dar esta entrevista à Super depois que o presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, em abril, anunciou que poderia suspender, em seu país, o tratamento da Aids por meio de drogas anti-HIV, não só por seus efeitos colaterais deletérios, como por haver dúvidas sobre sua eficiência no combate à doença. O anúncio teve o efeito de um terremoto. Pela primeira vez se deu atenção a Duesberg e a mais uma centena de pesquisadores que inocentam o vírus, entre os quais o bioquímico americano Kary Mullis, da Universidade da Califórnia, Prêmio Nobel de Química de 1993. A seguir, entenda por que eles não acreditam que o HIV seja o vilão da história.

Super – Por que você não aceita a teoria de que a Aids é causada por um vírus, o HIV? 
A Aids não é compatível com os critérios usados para definir uma doença como infecciosa – isto é, causada por microorganismos. Para começar, todas as infecções levam ao contágio e são comumente transmitidas para quem trata os pacientes. Não se conhece um único médico ou enfermeira que tenha contraído Aids dessa maneira. No total, desde que a Aids foi diagnosticada há 20 anos, mais de 750 000 casos já foram registrados nos Estados Unidos. O fato de não ter havido a contaminação de um médico ou uma enfermeira sequer demonstra que a Aids não é contagiosa.

Mas a Aids não está se espalhando pela população por contágio? 
Não. As doenças infecciosas se alastram mais ou menos por igual por toda a população. É o que se vê, por exemplo, na poliomielite, na varíola, na hepatite etc. Em vez disso, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, a Aids é uma enfermidade predominantemente masculina: até 85% dos pacientes são homens. Como explicar a baixa incidência no sexo feminino? E não é só isso: quase 70% dos pacientes masculinos são homossexuais usuários de drogas, o que torna a distribuição da doença ainda mais desigual, mais restrita a um segmento específico da sociedade.

Então, qual seria o papel do vírus? 
O HIV não se encaixa nos critérios estabelecidos. Nenhum outro vírus tem o comportamento que se atribui a ele. Enquanto todos os vírus conhecidos causam doença em alguns dias ou semanas após a infecção, o HIV demoraria até dez anos para provocar efeito. É um paradoxo sem explicação. Na verdade, essa demora no aparecimento do mal é característica das doenças associadas às drogas. O câncer de pulmão surge de dez a 20 anos depois que se começa a fumar, e a cirrose, 20 anos depois de começar a beber.

Até que ponto essa analogia é importante para entender a causa da Aids? 
Ela mostra o quanto é duvidoso que o HIV seja a causa da Aids. Se ela fosse de origem viral, deveria ter seguido um de dois caminhos possíveis: ou teria sido controlada assim que os pacientes desenvolvessem imunidade a ela, ou teria explodido, como previram erroneamente os cientistas americanos. Mas o que aconteceu foi algo completamente diferente: ela está associada a um estilo de vida, da mesma forma que o câncer de pulmão predomina entre os fumantes e, como ele, continua confinada a uma pequena parcela da população.

Então, a causa da doença seria um comportamento... 
A hipótese que nós defendemos é que a Aids é uma epidemia química, não contagiosa, provocada pelo uso persistente de drogas nos Estados Unidos e na Europa, e pela má nutrição (a falta de nutrientes causa problemas químicos, tanto quanto as drogas), na África.

Como se explicam as fotos ou filmes que mostram o HIV infectando as células? 
O fato de um vírus estar presente em um paciente não é suficiente para provar que ele seja a causa da doença. Especialmente se a doença não é contagiosa. Na verdade, em sua grande maioria os vírus são “passageiros” inofensivos do organismo humano e nunca causam doenças.

A hipótese da causa química tem sido estudada de uma forma adequada, na sua opinião? 
Claramente não. Ao contrário, ela tem sido censurada, suprimida e privada de verbas públicas. Os seus proponentes são intimidados e marginalizados.

Você alega que os tratamentos disponíveis para a Aids não ajudaram ninguém até hoje. O que o faz pensar assim? 
Primeiro, as terapias são direcionadas contra o vírus e ele não causa a Aids. Segundo, como as drogas utilizadas prejudicam o sistema de defesa do organismo (como se diz que o HIV faz) elas são Aids por prescrição médica. Receitar AZT, por exemplo, é como receitar a doença.

Como se explica que o jogador de basquete americano Magic Johnson esteja em tão boa forma, embora tenha tido Aids e tomado o AZT? 
Você está enganado: Johnson tomou AZT por alguns meses apenas, dez anos atrás. Depois disso nunca mais. E é por isso que tem boa saúde agora. O HIV é inofensivo, mas as drogas anti-HIV são mortais: Johnson é a prova viva disso.

Você acredita que uma pessoa saudável poderia injetar o vírus em si mesma sem risco de ter Aids? 
Sim. Isso já acontece. De acordo com a Organização Mundial de Saúde 33 milhões de pessoas, atualmente, são HIV-positivas, mas menos de dois milhões desenvolveram a doença desde que ela é conhecida. Portanto, há 31 milhões de pessoas infectadas e completamente saudáveis no mundo – entre as quais Magic Johnson.

Você faria essa experiência? 
Eu já me dispus a isso, desde que o objetivo seja fazer pesquisa – uma investigação financiada por dotações adequadas e com liberdade para publicar os resultados em revistas especializadas. Eu sou um cientista, não um apostador.

Você acredita que o grupo dos chamados “rebeldes da Aids”, do qual você faz parte, pode passar a ser ouvido daqui para a frente? 
Penso que o nosso maior aliado é o fracasso da hipótese de que o HIV cause Aids. As pesquisas nessa linha não conduzem à cura, não previnem e nem explicam a doença, a despeito de todos os esforços já feitos em termos de capital e de recursos humanos por mais de 16 anos. A incapacidade de produzir resultados é a marca registrada do fracasso. Isso, mais a simples lógica dos nossos argumentos, refutarão a hipótese corrente mais cedo ou mais tarde. Da mesma forma que Galileu, mesmo que depois de 400 anos, acabou convencendo até o papa de que a Terra gira em torno do Sol. (Só em 1983 a Igreja admitiu que errou ao condenar Galileu.)

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Alimentação Sem Carne

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Biografias - Uma Orgulhosa Polemica

Mediante a "grande" polemica quanto às biografia autorizadas ou não, o que dizer dos aspectos literários e biográficos dos quatro evangelhos?

Dos quatros evangelho e seus respectivos autores, Marcos e Lucas não pertenciam aos doze discípulos, então eles escreveram sobre Cristo baseados num processo de investigação de pessoas que conviveram com Jesus, o que poderíamos aplicar como sendo uma “biografia não autorizada”, embora as biografias de Cristo não são biografias no sentido clássico, como as que conhecemos hoje, os evangelhos retratam a sua história, portanto podemos sim, dizer que eles representam as suas biografias.

Como qualquer bom pesquisador, seria interessante investigar a construção dos pensamentos descritos nas quatro biografias, observando a sua lógica, limites e alcances de sua inteligência literária, e para analisar esses textos é necessário imergir no próprio texto e interpretá-lo multifocalmente e isento, tanto quanto possível, de paixões e tendências. Isso seria uma verdadeira e sincera busca literária para as compreensões dos fatos ali descritos.

No momento em que estamos, diante dos debates polêmicos, há inúmeras situações em que os artistas envolvidos, se declaram (ainda que nas entrelinhas) temerosos quanto a que tipo de informações será ou é descrita em tais biografias não autorizadas. Esse medo de fato é aceitável, uma vez que compreendemos por exemplo, que todo ser humano não tem naturalmente interesse algum que seus atos falhos sejam expostos de maneira publica, visto que uma biografia em geral sempre será analisada com uma profunda imersão que muita das vezes não estará isenta de paixões e tendências pela maioria dos leitores.

Agora repare, Mônica Bergamo (colunista do Folha) fez a seguinte declaração no TV Folha: “Um artista, um político, até um jornalista, ele faz a sua vida em uma relação com o publico, então o publico tem o direito de saber coisas sobre ele, agora, é tudo? Não! Por exemplo, o psicólogo do Chico Buarque não pode dar uma entrevista falando sobre o que o Chico Buarque fala, porque isso é intimo dele.”, e o cantor Roberto Carlos em entrevisto ao Fantástico afirmando ser a favor das biografias não autorizadas afirmou: “Sem autorização, porém, com certos ajustes, certas coisas que tem que acontecer... Isso tem que se discutir, são muitas coisas... Tem que haver um equilíbrio e alguns ajustes para que essa lei não venha prejudicar nem um lado nem o outro. Nem o lado do biografado nem o do biógrafo e que não fira a liberdade de expressão e o direito à privacidade.”. Em ambas as citações é tacitamente notável que há um interesse supremo de preservar o “vexame” por atos, fatos e atitudes tomadas em um passado que até o momento da possível publicação, estava “morto”.

Em contra partida, veja que paradoxo. Muitos afirmam que as biografias de Cristo são frutos da imaginação dos seus autores e que os relatos ali contidos não são verídicos, porém se os evangelhos fossem realmente fruto da imaginação literária, os autores não falariam mal de si mesmos, não comentariam a atitude frágil e vexatória que tiveram ao se dispersarem quando Cristo foi preso, demonstrando sua fragilidade e confusão.

Não relatariam que Pedro negou a Cristo e não somente uma vez, mas três vezes, mesmo tendo sido relatado anteriormente o juramento do mesmo de nunca negar o Mestre, e o mais intrigante de se pensar é: quem contou aos autores dos quatro evangelhos que Pedro negou a Cristo? Pedro estava só quando cometeu o ato e só Jesus, conforme descrito no evangelho de Lucas, teve a percepção e olhou para Pedro. Só nos resta uma escolha, ele mesmo! O discípulo teve a coragem de contar. Que autor falaria mal de si mesmo? Pedro não apenas contou os fatos, mas expôs os detalhes da sua negação.

Um dos artigos questionados pela ANEL (Associação Nacional dos Editores de Livros) previsto na Lei Nº 10.406, De 10 de Janeiro de 2002, determina que é preciso autorização para a publicação ou uso da imagem de uma pessoa. E que a divulgação de escritos, a transmissão, publicação ou exposição poderão ser proibidas se atingirem a honra, a boa fama, a respeitabilidade ou se tiverem fins comerciais.

E se essa lei tivesse vigor diante dos acontecimentos da era cristã, em que as biografias da vida de Cristo (que por conseqüência abarcam também aspectos da vida de Seus discípulos) estavam sendo escritas e publicadas, teríamos tamanho impacto pela sinceridade e coragem de afirmar suas próprias falhas? Creio que talvez fossem até mais impactantes, contudo resta-nos pensar até que ponto a lei e as intenções dos artistas atuais, afetam o relato literário, porque pela ótica dos evangelhos, o ato de revelar a falha tornou-se algo sublime e evidencia de modo bastante convincente a veracidade das histórias ali contidas.

Roberto Carlos, ainda em entrevista ao Fantástico declarou estar escrevendo sua autobiografia e quanto a isto afirmou: “Eu estou escrevendo a minha história e informando muito mais a essas pessoas sobre a minha vida, sobre as minhas coisas, muito mais que qualquer outra fonte... Eu vou contar tudo o que eu acho que realmente tem sentido de eu contar com relação aquilo que eu senti e que vivi.”, repare que anteriormente ele declarou concordar com uma biografia não autorizada sob as condições de ajustes e agora ele afirma que vai contar tudo o que ele mesmo acha ser conveniente de se relatar.

Se aplicarmos esta situação aos evangelhos notaremos algo extremamente intrigante, primeiramente porque todos eles são em teoria biografias não autorizadas, depois, que são quatro biografias relatando aparentemente a mesma história, contudo escritas por pessoas completamente diferentes umas das outras, com suas personalidades, profissões e históricos de vida distintos, o que consecutivamente influência drasticamente na sua visão de mundo. Diante disto, onde está o Biografado reclamando seus direito autorais? Onde está o Biografado, Cristo, acordando com os biógrafos quais fatos deveriam e quais não deveriam ser expostos? Em momento algum vemos essa interferência da parte de Jesus, até porque elas são escritas após a Sua morte, ressurreição e ascensão aos céus.

Se Roberto Carlos estiver certo quando afirmou isto, também ao Fantástico: “O biografo, ele pesquisa uma história que está feita pelo biografado, então na verdade, ela não cria uma história, ele faz um trabalho e narra aquela história, que não é dele, que é do biografado e a partir do que ele escreve, ele passa a ser dono dessa história, isso não é certo.”, podemos presumir que grande risco e paradoxalmente que grade amor Deus teve ao permitir que Seus escritores expressassem com suas próprias palavras os relatos de Sua vida.

É possível enxergar o quanto Cristo foi bem resolvido consigo mesmo quando esteve na terra, sua segurança era tão certeira que ao ter início os relatos biográficos, Cristo sabia que por Suas atitudes passadas, a vida de tais escritores seria tão profundamente impactada, que não sentiriam necessidade de esconder, manipular, mentir ou omitir fatos que envolviam não só a vida de Cristo, mas a de seus contemporâneos bem como a deles mesmo.

Mário Magalhães em entrevista ao TV Folha firmou que “não dá para o Brasil continuar tendo uma lei que impede que se conte a história de personagens que se tornaram, quase todos eles, figuras publicas por decisão própria.”, e que “a censura prévia é ante-democrática, ela fere os direitos gerais de liberdade de expressão e de informação estabelecidos na Constituição de 1988.”, pois bem, é perfeitamente compreensível e até aceitável tais afirmações, são escolhas de cunho próprio que colocam o artista ou personagem em evidência publica, e sim, todos tem o direito de expressão bem como de informação. Neste contexto, interessantemente Deus cumpri perfeitamente tais direitos, pois permitiu que quatro escritores relatassem por livre expressão linguísticas e cultural os fatos da vida de Cristo bem como respeitou a tal ponto o direito de informação de todo ser vivente, que fatos vergonhosos foram mantidos para a além de “à nível de informação”. O que na realidade, faz de Deus um artista destituído de vergonha ou orgulho, mas profundamente emergido em sabedoria ao preservar as falhas de Seus seguidores para o sublime cunho educativo bem como transformador da alma humana.

Jean R. Habkost
São Paulo, 11 de Novembro de 2013

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Falsidade Científica é Aceita por 157 Revista Científicas!

Imagine só o seguinte experimento: você escreve um trabalho científico falso, baseado em dados falsos, obtidos de experimentos sem validade científica, assinado com nomes falsos de pesquisadores que não existem, associados a universidades que também não existem, e envia esse trabalho para centenas de revistas científicas do tipo open access (que disponibilizam seu conteúdo gratuitamente na internet) para publicação. O que você acha que aconteceria? Pois bem, um biólogo-jornalista norte-americano chamado John Bohannon fez exatamente isso e os resultados, publicados pela revista Science, são aterradores (para aqueles que se preocupam com a credibilidade da ciência): ele escreveu um trabalho falso sobre as propriedades supostamente anticancerígenas de uma molécula supostamente extraída de um líquen e enviou esse trabalho para 304 revistas científicas de acesso aberto ao redor do mundo. Não só o trabalho era totalmente fabricado e obviamente incorreto (com falhas metodológicas e experimentais que, segundo Bohannon, deveriam ser óbvias para “qualquer revisor com formação escolar em química e capacidade de entender uma planilha básica de dados”), mas o nome dos autores e das instituições que o assinavam eram todos fictícios. Apesar disso (pasmem!), mais da metade das revistas procuradas (157) aceitou o trabalho para publicação. Um escândalo.

O que isso quer dizer? Quer dizer que tem muita revista “científica” por aí que não é “científica” coisíssima nenhuma. E que o fato de um estudo ter sido publicado não significa que ele esteja correto (pior, não significa nem mesmo que ele seja verdadeiro para começo de conversa). A ciência, assim como qualquer outra atividade humana, infelizmente não está isenta de falcatruas.

E o que isso não quer dizer? Não quer dizer que o sistema de open access seja intrinsecamente falho ou inválido. Certamente há revistas de acesso livre de ótima qualidade, como as do grupo PLoS, assim como há revistas pagas de baixa qualidade que publicam qualquer porcaria. Nenhum sistema é perfeito. Até mesmo a Science publica umas lorotas de vez em quando, assim como a Nature e outras revistas de alto impacto, que empregam os critérios mais rígidos de seleção e revisão. Além disso, o fato de uma revista ser gratuita não significa que ela não tenha revisão por pares (peer review) e outros filtros de qualidade. Assim, o que deve ser questionado não é a forma de disponibilizar a informação, mas a forma como ela é selecionada e apurada – em outras palavras, a qualidade e a confiabilidade da informação, não o seu preço.

O relato de Bohannon acaba de ser publicado no site da Science, dentro de um pacote de artigos intitulado Comunicação na Ciência: Pressões e Predadores. Nessa mesma temática, a revista Nature publicou recentemente também uma reportagem sobre o escândalo envolvendo quatro revistas científicas brasileiras que foram acusadas de praticar citações cruzadas – ou “empilhamento de citações”, em inglês –, esquema pelo qual uma revista cita a outra propositadamente diversas vezes, como forma de aumentar seu fator de impacto (e, consequentemente, o prestígio dos pesquisadores que nelas publicam). As revistas são Clinics, Revista da Associação Médica Brasileira, Jornal Brasileiro de Pneumologia e Acta Ortopédica Brasileira.

O suposto esquema foi descoberto pela empresa Thomson Reuters, maior referência internacional na produção de estatísticas de publicação e citações científicas. Como punição, as quatro revistas tiveram seu fator de impacto suspenso por um ano. A reportagem pode ser lida neste link. O texto inclui explicações de alguns dos atores envolvidos e aborda as críticas aos padrões de avaliação da CAPES, bastante frequentes na comunidade científica brasileira, por enfatizar de maneira supostamente exagerada o fator de impacto das revistas.

(Erton Escobar, Estadão)

Nota: Situação semelhante ocorreu com o físico Alan Sokal, que depois publicou o vexame no livro Imposturas Intelectuais (confira aqui - informação na nota do texto). Fico me perguntando: Se revistas científicas podem cometer erros quando o assunto é verificável, como as “propriedades supostamente anticancerígenas de uma molécula supostamente extraída de um líquen”, o que dizer quando se trata de temas não verificáveis como a origem da vida e a suposta ancestralidade comum de seres vivos? Esses têm mais que ver com a ciência histórica e são menos verificáveis do que aquele. Duro é quando esfregam em nossa cara esses artigos como se fossem provas da evolução numa corte de apelação final. [MB]

domingo, 29 de setembro de 2013

Ben Carson e a Democracia Americana (de Obama)



Obs.: É necessário ativar a legenda no player do vídeo, caso não haja compreensão do inglês.

Premiado com a Medalha Presidencial da Liberdade e dono de 27 títulos honorários de doutorado, considerado por muitos o maior neurocirurgião do mundo, o famoso médico norte-americano Dr. Benjamin Carson deixou o presidente Barack Hussein Obama visivelmente desconfortável durante discurso proferido recentemente no tradicional National Prayer Breakfast.

O National Prayer Breakfast é realizado em Washington, DC, na primeira quinta-feira de fevereiro de cada ano. O evento é organizado pela entidade cristã chamada The Fellowship Foundation e os anfitriões são os congressistas norte-americanos. Na edição de 2013, ‘Ben’ Carson, como é conhecido nos EUA, foi o convidado.

Carson falou por mais de 25 minutos e abordou temas tão variados quanto educação, responsabilidade individual e o pensamento politicamente-correto. Além disso, o renomado cientista, que é conservador, obrigou Obama a engolir em seco diante de suas pesadas críticas às políticas públicas da gestão atual. Ele falou ainda sobre sua infância pobre e acerca de sua fé em Jesus.

No hospital Johns Hopkins em Baltimore, Maryland, ele também é professor de neurocirurgia, cirurgia plástica, oncologia e pediatria e autor de mais de 90 publicações sobre neurocirurgia. Em 2009 teve sua história de vida contada no filme ‘Gifted Hands’ [Mãos Talentosas], no qual foi interpretado por Cuba Gooding Jr.

São vídeos como esse que evidenciam as profundas diferenças entre a democracia brasileira e a norte-americana. Além de figurar discretamente na ‘mesa-diretora’ do evento e se limitar a ouvir calada e respeitosamente as provocações que Benjamin Carson fazia da tribuna, Barack Obama não recebeu nenhum tratamento distinto da parte do palestrante, sequer um aperto de mão. Lá, no debate de idéias, presidentes são tratados como pessoas comuns. E eles mesmos, no fundo, sabem que são.

Vale ressaltar as devidas publicações em português do Dr. Carson com suas devidas sinopses:

Ben Carson - Autobiografia

Ben Carson era um menino pobre de Detroit, desmotivado, que tirava más notas na escola. Entretanto, aos 33 anos, ele se tornou o diretor do Centro de Neurologia Pediátrica do Hospital Universitário Johns Hopkins, em Baltimore, Estados Unidos. Em 1987, o Dr. Carson alcançou renome mundial por seu desempenho na bem-sucedida separação de dois gêmeos siameses unidos pela parte posterior da cabeça – uma operação complexa e delicada que exigiu cinco meses de preparativos e 22 horas de cirurgia. Sua história, profundamente humana, descreve o papel vital que a mãe, uma senhora de pouca cultura, mas muito inteligente, desempenhou na metamorfose do filho, ajudando a transformar um menino sem perspectivas em um dos mais respeitados neurocirurgiões do mundo.

Risco Calculado

Em nossa cultura que tenta evitar o risco a todo custo, estimamos muito o valor da segurança. Mas, ao nos protegermos dos riscos, perdemos a grande aventura de viver a vida em todo seu potencial. Com exemplos pessoais, o Dr. Carson nos convida a enfrentar os riscos presentes em nossa própria vida. Você encontrará informações que o ajudarão a se livrar do medo de se arriscar para que seja capaz de sonhar alto, agir com confiança e colher recompensas que jamais imaginou.






Sonhe Alto

Sonhe alto é uma ampliação do último capítulo da autobiografia intitulada Ben Carson, que conta a história do menino pobre que se tornou neurocirurgião de fama mundial.