terça-feira, 30 de junho de 2009

Perdeu-se no tempo?

Para o Sábado perder-se no tempo, necessário seria esfacelar a semana, porém não há a mínima prova “em favor da rotura do ciclo semanal através da história. Apenas afirmações vagas, imprecisas, hipotéticas”. Verdade é que, ao tempo do dilúvio, dos patriarcas, dos profetas, e mesmo no “período anárquico dos Juízes”, a semana tem-se mantido intacta, inviolável. É um espaço de tempo que corre sobre sete trilhos intermináveis.

Conseqüentemente, o Sábado não se perdeu na era pré-cristã, porque a semana se manteve intacta. Em nossa época jamais se perderia. Sabe, irmão, é humanamente impossível alguém provar que o Sábado perdeu-se no tempo; é uma tarefa impraticável, mesmo que, para tal, se valha de todas as Enciclopédias, museus e da ciência, sabe por quê? Porque a semana nunca perdeu sua continuidade. Sempre teve o primeiro dia, seguido dos demais, até chegar ao sétimo que é o Sábado, ininterruptamente, através dos séculos, até hoje.

Veja como é irrazoável a afirmação de que se perdeu a contagem dos dias:
“Uma simples pessoa dificilmente perde a contagem de um dia. Mais difícil é que uma família o faça. Seria possível que um povoado, ou cidade, ou país, perdesse a contagem de um dia? Seria, pois, absurdo admitir que o mundo, com seus bilhões de habitantes, grande parte observando o primeiro dia da semana, perdesse a contagem do dia!” – A.B. Christianini, Subtilezas do Erro, pág. 147.

Lembre-se que a Bíblia diz ser Deus Onisciente. Seria então absurdo “supor que Deus exija a observância de uma instituição – como no caso do Sábado por mandamento – e permita que este dia se extravie através dos tempos?” – (Idem). Não! Não é possível. Deus é exato!

“Nos tempos de Jesus, os judeus eram extremados na guarda do Sábado. Ao serem espalhados, dispersos por todas as nações da Terra, após a destruição de Jerusalém, levaram consigo a observância sabática. Em tempo algum se perdeu o sétimo dia nas nações que se estabeleceram.” – Ibidem.

Sim, amado, a semana, na era cristã, também permaneceu intacta, imutável, pois o Sábado sempre chegou e continua a chegar ao seu final. “O pastor Willian Jones, de Londres, com a cooperação de competentes linguistas de todo o mundo, elaborou um mapa da semana em 162 idiomas ou dialetos. Todos reconheceram a mesma ordem dos dias da semana, e 102 deles denominaram o sétimo dia de Sábado.” – Ibidem, 147-148. Eis aí, a nata da verdade! Certo?

“Abram as Enciclopédias, cronologias seculares ou eclesiásticas, e o domingo é reconhecido como o primeiro dia da semana, logo depois de passado o Sábado. Quer dizer que não houve extravio de dia algum.” – Ibidem.
Fato de realce e da mais alta importância para consolidar o assunto, é a informação exata de que “os registros astronômicos e datas que remontam a 600 a.C., concordam com o cômputo dos astrônomos de hoje, de que jamais alterou em tempo algum o ciclo semanal.” – (Ibidem).
Quem poderá contestar os astrônomos?

Outro acontecimento que permite consideração séria, pois é claro como a luz solar, é a disposição de todos os que guardam o domingo, o fazem sempre depois que passa o Sábado. Isso prova que, em vindo o primeiro dia da semana, passou o Sábado e começa nova semana, que findará novamente no Sábado, numa sequência interminável, chova, faça Sol, no inverno, verão, etc.

Não há portanto, nenhuma plausibilidade de que o Sábado se perca, nunca, jamais! O ciclo é ininterrupto, nada o obstrui, é uma máquina bem azeitada pelo nosso Pai do Céu. Por isso, aqui no Brasil, nas Américas, nos Continentes, enfim, em toda a Terra, todos vivem a semana no seu dia-a-dia. Ricos e pobres, moços e velhos, homens e mulheres e, sempre ao final da semana, chega o santo Sábado. Preste atenção nisto:
“O que mais se aproxima de uma prova (e é onde os que afirmam ter o Sábado se perdido se apóiam) é a declaração de que, desde os tempos bíblicos, o calendário sofreu várias mudanças, como se essas mudanças fossem tão complicadas e obscuras que ninguém pudesse compreender os acontecimentos que as acompanharam!” – Objeções Refutadas, Francis D. Nichol, pág. 28.

Inúmeros calendários foram utilizados por civilizações diferentes. O calendário árabe, usado pelos povos maometanos, é baseado no movimento da Lua. Os gregos primitivos, mongóis, chineses, judeus e indianos, usavam calendários luni-solares, com o mesmo período dos demais calendários, e os meses eram regulados de maneira a começarem e terminarem com uma lunação. Mas, todos sem afetar a semana.
A seguir, anote o que dizem as autoridades sobre o assunto:
“Houve, de fato, mudanças no calendário. Nenhuma delas, porém, mexeu com a ordem dos dias da semana. Não vamos referir-nos às reformas precárias que não foram adotadas, ou apenas simbólicas, como o calendário positivista, o da Revolução Francesa, e outros. Analisaremos sucintamente as mudanças que alteraram o cômputo dos meses, dias e anos. O calendário judaico vinha dos primeiros tempos bíblicos, e consignava o Sábado.

Os calendários das demais nações do Antigo Oriente, embora dessemelhantes quanto aos meses e anos, eram contudo idênticos na divisão semanal. O calendário romano mais antigo, que se crê fora dado por Rômulo, acrescentou dois meses, elevando o ano civil para 365 dias. Quando Júlio César subiu ao poder supremo de Roma, notando que o calendário vigente era deficiente, chamou o famoso astrólogo Alexandre Sosígenes para estudar a questão. Este determinou que se abandonasse o calendário dos nomes lunares, e se adotasse o egípcio. Foi feita a reforma no ano 45 a.C., e a semana que vinha no calendário egípcio era paralela à do calendário judaico, e foi mantida.

“Assim a ordem setenária dos dias da semana não se alterou. Isso foi antes do nascimento de Cristo. Nos tempos de Jesus e dos apóstolos, a semana na Palestina coincidia com a semana dos romanos quanto à ordem dos dias. Também a denominação dos dias era a designação ordinal, pois os nomes dados aos dias da semana se devem a Constantino, o mesmo que, por decreto, legalizou a observância do primeiro dia...O calendário ficou alterado, sem afetar a ordem dos dias semanais. É a reforma chamada Juliana.

“A outra reforma que alterou o cômputo, mas não a semana, é denominada Gregoriana, feita por ordem do Papa Gregório XIII. Os países latinos: Espanha, Portugal e Itália, aceitaram-na em 1.582.” – A.B.Christianini, Subtilezas do Erro, págs. 148-149.

“Ao ser organizado o Calendário Gregoriano, notou o astrônomo Luiz Lílio que havia um atraso de dez dias, de acordo com os calendários existentes. Luiz Lílio deu conselhos ao Papa Gregório XIII, e este decidiu que o dia seguinte a 4 de outubro de 1582 se chamasse 15 de outubro. A mesma reforma foi ordenada por Carta Patente do Rei Henrique III e a segunda-feira, 20 de dezembro de 1592, sucedeu ao domingo 9, isto é, o dia seguinte a 9 de dezembro devia ser 10 e passou a ser 20. Houve protestos. Os protestantes não se conformaram com as decisões do Papa. Os ingleses concordam em 1572. Fazem suceder ao dia 2 do mês de setembro do referido ano, o dia 14, isto é, o dia 3 passa a ser dia 14, ficando todos os povos cristãos com um mesmo calendário, o Gregoriano.” – Itanel Ferraz, Segue-Me, p. 13.

Muito bem, o que ocorreu em outubro de 1582, nos países que fizeram tal mudança, foi o seguinte: Apanhe lápis e papel. Imagine fazer uma folhinha e escreva o título (que é o mês) outubro O ano é 1582. Escreva agora, em horizontal, os dias da semana, como encontrados em todas as folhinhas e calendários. dom. seg. ter. qua. qui. sex. sáb.
Certo? Agora iremos transcrever, na íntegra, os numerais referentes a estes dias da semana, tais como foram em outubro de 1582. Então escreva debaixo da segunda-feira o número um. O número dois debaixo da terça. O três debaixo da quarta, e quatro debaixo da quinta-feira, e agora – note bem – escreva o número quinze debaixo da sexta-feira, e daí para frente, o número dezesseis em diante até completarem-se os 31 dias deste mês de outubro de 1582.

Notou o que aconteceu? Houve um pulo de 4 para 15, uma alteração nos números, mas não modificou absolutamente em nada a sequência semanal.

Em síntese, o que simplesmente aconteceu e é tão fácil compreender, foi que “quinta-feira, 4 de outubro, foi seguida de sexta-feira, dia 15. Daí resultou que, embora tivessem sido removidos certos dias do mês, a ordem dos dias da semana não se alterou. E é o ciclo da semana o que nos traz os dias de Sábado. Ao passarem os anos, as outras nações foram gradualmente adotando o Calendário Gregoriano no lugar do Juliano, como se chama o antigo. E cada nação, ao fazer a mudança, empregou a mesma regra de saltar dias do mês, sem tocar na ordem dos dias da semana.” – Francis D. Nichol, Objeções refutadas, pág. 28.

O importante a destacar é que em todas as alterações no afã de acertar dias, minutos, horas e segundos, Nada, nada mesmo alterou o ciclo semanal. Sim, meu irmão, quando o bom Pai Celestial afirmou no livro da gênese do mundo:
Gênesis 8: 22
“Enquanto a Terra durar, sementeira e sega, frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite, não cessarão.”
Deus garantiu aos “seres humanos de todas as épocas, de todas as latitudes e longitudes do Universo”, que a semana jamais seria modificada. Deus não a ligou a nenhum corpo celeste que pudesse alterá-la. Ela é um trilho eterno, onde correm sete dias intermináveis e imodificáveis, enquanto “durar a Terra”. A semana nunca foi alterada.
Leia mais isso:
“Quando se realizou o calendário, nem mesmo se cogitou em interromper de qualquer modo o ciclo semanal. Falando na variedade dos planos sugeridos para a correção do calendário, diz a Enciclopédia Católica, volume IX, página 251: ‘Fizeram-se todas as propostas imagináveis; uma só idéia é que nunca se aventou, isto é, de abandonar a semana de sete dias.” – Francis D. Nichol, Objeções Refutadas, pág. 28.
“Porque deveria ter-se perdido a contagem do tempo? Quem o teria desejado assim? A civilização e o comércio existiram através de todos os séculos e, não poderemos crer que os que viveram antes de nós eram capazes, como nós, de con-servar a contagem dos dias?” – Idem.

“Certo, nem toda a sabedoria e ciência se acham limitadas ao século atual. Ademais a rigorosa conservação dos registros do tempo é de vital necessidade no culto religioso, tanto para cristãos como para judeus. O cristianismo e o judaísmo têm percorrido todos os séculos, desde os tempos bíblicos. São eles provavelmente os elos que mais fortemente nos ligam aos tempos antigos.” – Ibidem.
Pergunto-lhe irmão: “Seria possível que todos os povos cristãos, assim como os judeus, perdessem a contagem da semana?... poderíamos então chegar ao ponto de crer que todos os cristãos de todas as partes do mundo, e todos os judeus dos quatro cantos da Terra perderiam a mesma quantidade de tempo?... é fato que os judeus, que mantiveram através dos séculos o seu próprio calendário, se encontram em exata harmonia com os povos cristãos, no que respeita aos dias da semana.” – Ibidem, 29.

Sim, amado, reafirmo com veemência: o ciclo semanal não têm nenhuma relação com qualquer fenômeno da natureza, como o dia, o mês ou o ano. Tem a semana sua origem em um Deus santo, que criou o mundo em seis dias e, ao sétimo, descansou, findando-a com fecho de ouro, e tem ela cortado os milênios e chegado até nós hoje, tal qual fê-la o nosso Criador. Não há dúvida! Negar esta verdade é um grande desamor. As reformas do Calendário não alteraram em nada a semana. Nem em tempo algum sofreu ela qualquer alteração. A verdade é que sempre e eternamente surgirá, ao final de cada semana, o santo Sábado do Senhor, como o marco eterno do fechamento do ciclo semanal.

“A reforma de Gregório XIII ordenava que o dia 4 de outubro, quinta-feira, fosse seguido do dia 15 de outubro, sexta-feira, ficando, pois, inalterada a semana que já vinha de milênios, isto é, da criação.” – Atalaia, 7/54.

“Em 1931 reuniram-se em Genebra representantes do mundo político, comercial e religioso para a chamada ‘Conferência para a reforma do calendário’. A mudança advogada pelos presentes viria quebrar o ciclo semanal e fazer com que o Sábado caísse em diferentes dias da semana cada ano. Como sempre acontece, Deus em todos os tempos teve defensores ardorosos das verdades sagradas. Assim, onze observadores do Sábado – componentes da delegação dos Adventistas do Sétimo Dia – protestaram e conseguiram a não reforma do calendário. A célebre conferência foi adiada para uma ocasião oportuna. O Espírito de Deus esteve presente e guiou Seus humildes filhos a mais um triunfo em favor das verdades contidas nas páginas lapidares do Livro Sagrado.” – Itanel Ferraz, Segue-Me, p. 137.

Querido irmão: Deus criou a semana de sete dias, e ao sétimo chamou Sábado. Por que tanta indiferença a um dia que Deus criou, separou e santificou?
Reflita nisto, amado!

Sábado.org

Alimentos certos protegem contra gripes e resfriados

Durante o inverno, a tendência é se proteger do frio em ambientes fechados, o que contribui para a propagação de vírus e bactérias. Se o seu sistema imunológico estiver com alguma deficiência, as portas de entrada para as doenças típicas da estação ficam ainda mais abertas. Uma dieta com os itens certos pode ajudá-lo a se fortalecer, e, consequentemente, evitar gripes, resfriados e outros incômodos que surgem nessa época do ano. Basta reconhecer e, claro, consumir os chamados alimentos funcionais, que, além de nutrir, são capazes de afetar beneficamente uma ou mais funções do organismo, e, assim, aumentar o bem-estar e reduzir os problemas de saúde.


As pesquisas em engenharia alimentar apresentam resultados que algumas vezes podem ser contraditórios - que o diga o ovo, que de vilão passou a ser o mocinho das refeições. No entanto, algumas referências são clássicas e têm eficiência comprovada já há algum tempo.
Veja a seguir o que deve ser incluído na dieta para "turbinar" seu sistema imunológico.

Vitamina C
Exemplos: frutas com sabor cítrico, como laranja, tangerina, abacaxi, maracujá, acerola e morango.

Muitas pessoas aumentam a ingestão de vitamina C durante o inverno, pois ela contribui para o fortalecimento do sistema imunológico. No entanto, segundo Fabiana Schmidt, nutricionista da clínica Ágape, em São Paulo, o organismo humano absorve no máximo 80 miligramas de vitamina C por dia (valor compatível a um homem adulto; para as mulheres essa quantia cai para 65ml). O que passa dessa conta simplesmente é eliminado junto com a urina. Isso acontece, por exemplo, com os suplementos vitamínicos, que em média oferecem 1 grama do nutriente. Além do "desperdício", a vitamina C em excesso pode se tornar um agente oxidante, em outras palavras, contribui para o envelhecimento.

O consumo diário de duas frutas é a quantidade ideal. Mas aqui cabe outro alerta da nutricionista: "A vitamina C é sensível à luz, calor e ao oxigênio. Por isso, as frutas devem ser consumidas extremamente frescas". De acordo com Fabiana, não adianta comer uma fatia de abacaxi que estava exposta em um restaurante self service, pois após 15 minutos de contato com o ar, a fruta perde sua concentração de vitamina C. "Confie mais nos alimentos da sua casa". E ela ensina: "frutas com vitamina C não devem ser guardadas na geladeira (sensibilidade à temperatura) e para conservá-la, depois de cortadas, sele-as com um papel filme".

Probióticos
Exemplos: fibras solúveis encontradas nas frutas (inclusive em suas cascas) e cereais integrais.

Os probióticos são carboidratos não digeridos pelo organismo humano e que contribuem para a manutenção da flora intestinal. "É preciso ter um bom funcionamento do intestino, pois é lá que começa a defesa do organismo", alerta Lara Natacci, nutricionista da Nutri Vita Assessoria Nutricional.

Segundo a profissional, se as bactérias do aparelho digestivo não estiverem desempenhando adequadamente seu trabalho, as vitaminas e minerais consumidos não serão absorvidos da forma que deveriam. Um dos grandes vilões para a destruição do equílibrio intestinal, de acordo com Lara, é o antibiótico, que por conta do aumento do índice de doenças, é mais ingerido justamente no inverno. "Além de acabar com as bactérias ruins, ele também destrói as que trabalham a favor da nossa saúde", explica.

Ômega 3
Exemplos: linhaça

Como não é produzido pelo nosso organismo, o ômega 3 deve ser incluído na dieta. E sua principal função contra as doenças de inverno é o poder antiinflamatório. A nutricionista Lara Natacci recomenda que a linhaça pode ser consumida diariamente e de duas formas: a semente triturada - como ingrediente para vitaminas ou adicionada à refeição como farinha - e em óleo. "Como o azeite de linhaça não possui um sabor agradável, indico que seja misturado na mesma proporção ao azeite de oliva ou de macadâmia", diz Lara.

Vegetais com folhas verde-escuras
Exemplo: rúcula e agrião

A nutricionista Fabiana Schmidt cita esse grupo alimentar como fonte de ácido fólico e excelente para fortalecer o sistema imunológico. A quantidade mais apropriada é de 250ml (uma xícara de chá) por dia. Para conservá-los, é indicado o armazenamento na geladeira.
Alho

Quem nunca ouviu falar que um chazinho de alho faz bem para quem está com aquele mal-estar de gripe? Fabiana diz que muito dessa fama deve ser creditada ao efeito psicológico. "Ele provoca uma sensação agradável, assim como uma sopa". No caso da bebida quente, é bem-vinda a adição de canela, que é um agente expectorante.

Caráter emocional à parte, o alho, pode sim, contribuir para o fortalecimento do sistema imunológico. Mas para ter esse efeito é preferível optar pelo consumo em cápsula. "O óleo de alho em cápsula possui quase 1 grama do princípio ativo. Já o chá não concentra mais que 100 miligramas," explica Fabiana. A única contra-indicação é para quem sofre de gastrite moderada ou forte, pois a cápsula é um pouco ácida e, claro, para quem não quer ficar com uma halitose acentuada.

A nutricionista Lara Natacci destaca ainda outra característica do alho: antitossígeno. Ou seja, pode ser usado para acalmar a tosse e combater alguns sintomas de doenças crônicas do aparelho respiratório.

Nutricio

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Perseguição e reavivamento



Nota DDP: Não, como muitos sabem, ele não é adventista do sétimo dia. Mas parece-me mais adventista que muitos de nós, porque prega muito do que deveríamos estar pregando.

Nota GGT: Deus levantará nos últimos dias pessoas que serão tão firmes aos princípios quanto a bússula é ao polo. Esta firmeza despertará a fúria do dragão e perseguições de todos os tipos se levantarão. Mas é melhor sofrer com Cristo do que ser feliz e satisfeito sem Ele. Em breve acontecimentos maiores sobrevirão ao mundo que pena nenhuma poderá descrever. Portanto nos preparemos desde já.

Nota JRH: Uns se prendem ao decreto dominical, outros ao fechamento da porta-da-graças, outros ainda nem se quer prendem-se a algo. O fato é que: se você não consegue vencer, seus vícios, seus pecados, se você não consegue hoje gritar para o mundo quem você diz ser [CRISTOÃO], em dias de guerra jamais conseguirá. Se hoje em paz, nada fizemos, nada almejamos, e tudo rejeitamos, amanhã em pleno combate, seremos soldados fracos, derrotados em nosso egoismo, nossos prazeres que de nada servem a não ser alimentar a nossa carne... Seremos como Judas... Trairemos Aquele que morreu a morte ETERNA, e que se tivesse algum pecado, deixaria de existir! Já pareou para pensar nisso? Se Jesus por algum momento houve se afastado de Deus, Ele deixaria de existir? Morreria a morte eterna culpado... Por isso Deus amou o mundo de tal maneira. (João 3:16).

“Vi que muitos negligenciavam a preparação tão necessária, esperando que o tempo do "refrigério" e da "chuva serôdia" os habilitasse para estar em pé no dia do Senhor, e viver à Sua vista. Oh! quantos vi eu no tempo de angústia sem abrigo! Haviam negligenciado a necessária preparação, e portanto não podiam receber o refrigério que todos precisam ter para os habilitar a viver à vista de um Deus santo.” (Primeiros Escritos pág. 71)

Lição 13 - Missão

1° Parte

Lição 13 - Missão (parte 1)



2° Parte

Lição 13 - Missão (parte 2)



3° Parte

Lição 13 - Missão (parte 3)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

História da adoração 4° Parte

O vínculo universal

Havia o Senhor DEUS criado Adão e Eva. Era para eles formarem um lar, e, sendo um casal, formarem uma família. DEUS instituiu a menor sociedade possível para haver felicidade, duas pessoas comprometidas uma com a outra.
Para que sejamos felizes é necessário que alguém nos faça feliz. Assim, uma única pessoa não pode ser feliz, pois ela não tem quem a quem fazer feliz, nem quem a faça feliz. Os seres sociais necessitam de outras pessoas para se comunicarem e interagirem. A felicidade depende disso, da interação entre seres inteligentes. Aliás, tudo depende da interação, nosso aprendizado, a construção de prédios, a realização de planos, tudo mesmo. Ainda mais a felicidade depende de sermos seres sociais.
E para que pudéssemos ser seres sociais, DEUS nos fez homem e mulher, ou seja, um o complemento do outro. Ele disse que a mulher era idônea ao homem, isto é, complementar, diferente, mas nem superior, nem inferior, assim, nessa complementaridade um tem oportunidade de fazer o outro feliz. É a menor sociedade imaginável, pois um só não forma uma relação social. E era para ser mesmo a menor sociedade, ou seja, a mais simples imaginável, para que fosse fácil de funcionar. Se é dessa sociedade que depende a felicidade dos seres humanos, ela precisa mesmo ser simples, para não correr risco de, por ser complexa, tornar-se difícil de ser dirigida.
A felicidade depende de uma condição, e só de uma. Essa condição é a intimidade. Para sermos seres sociais, dependemos de estar juntos, falar uns com os outros, trocar sentimentos. Estar juntos e de bem uns com os outros é intimidade.
Um casal, para ser feliz, precisa se amar, e para amar, precisa haver intimidade, isto é, estar juntos. A intimidade não é necessária o tempo todo, mas com freqüência faz bem. E há diversas intensidades de intimidade. A intimidade mais intensa entre seres humanos é quando, como disse DEUS, um casal comprometido em se amar, se torna uma só carne. É tanta a felicidade nesse momento que se produz um prazer especial, a êxtase. E, por ser uma explosão de amor, e assim quis DEUS, nessa intimidade há a capacidade de dois seres humanos se reproduzirem e gerarem outro ser humano. O amor assim intenso é capaz de produzir uma nova vida. Sim, uma nova vida para que o amor que explodiu naquele momento possa se expandir a outros seres humanos. Um homem e uma mulher amam seus filhos porque foram gerados em seus momentos de maior felicidade. Os filhos são bênçãos da felicidade.
Mas a intimidade mais íntima, a mais intensa possível a seres humanos não é quando se tornam uma só carne. A felicidade mais intensa não é quando ocorre o ato conjugal. Há um momento ainda mais potente para sermos intensamente felizes: é quando estamos juntos com o nosso Criador.
Nessa Terra não sabemos como é isso pois caídos em pecado, temos medo da presença de DEUS. Mas quando formos restaurados à condição original de antes do pecado, então teremos um tal intenso prazer com a presença de DEUS que talvez não desejemos mais nos afastar d’Ele. Quem aqui nessa Terra vive como Ele deseja, isto é, O obedece, já sabe um pouco o que é isso.
E o que DEUS providenciou para que haja essa intimidade? Ele, depois que criou tudo, em seis dias, estabeleceu o sábado. Nesse dia Ele nos pede que não façamos coisa alguma em nosso benefício pois sábado, o sétimo dia da criação, é o dia da intimidade entre DEUS e Suas criaturas. É o dia que nos dedicamos a Ele, com exclusividade. Ele quer nesse dia nos fazer tão felizes que os restantes serão um prazer por aguardar outro sábado. Esse é o sentido de ter Ele descansado, santificado e abençoado o dia de sábado. Por isso pede que também façamos o mesmo. É para sermos felizes junto com Ele, O Criador. O sentido de se viver é ser feliz. E esse é o desejo do Criador.

Prof. Sikberto R. Marks

Leia também:
História da adoração 1° Parte
História da adoração 2° Parte
História da adoração 3° Parte

A OBRA DA REFORMA DE SAÚDE! (1ª Parte)

A verdade presente repousa na obra da reforma de saúde tão certo como em outros aspectos da obra evangélica. Nenhum ramo, separado dos outros, pode ser um perfeito todo.” (Testemunhos, vol. 6, pág. 327).

Tem-nos sido entregue a obra de promover a reforma de saúde...” CSRA, 38. Ela “Deve ser proclamada em alta voz”. - Isto é, com o poder do Espírito Santo - (CSRA, 37).

A Bíblia diz em Hebreus 12:28: “Sejamos agradecidos, e adoremos a Deus de um modo que o AGRADE”.

Como podemos agradar a Deus?

Deus requer deles (Seu povo) que despertem e se interessem nesta reforma. Ele não se agradará de sua conduta se considerarem esta questão com indiferença”. (CSRA, 39). Manter-se em silêncio quando “Tem-nos sido entregue a obra de promover a reforma de saúde...” (CSRA, 38), desagrada a Deus!

Outro texto que expressa o desejo de Deus:

É Seu desígnio que o grande assunto de reforma da saúde seja agitado, e a mente do público profundamente estimulada a investigar...” (CSRA, 70). Agitar o assunto significa divulgá-lo, torná-lo conhecido.

Na verdade se não nos interessarmos nesta reforma, continuaremos frustrando o cumprimento do Seu divino propósito e não estaremos adorando “de um modo que O agrade” (Hebreus 12:28).

O Senhor fala muitas vezes da necessidade de ensiná-la:

1) "Cumpre-nos apresentar os princípios da reforma de saúde ao povo, envidando tudo quanto está ao nosso alcance para fazer com que homens e mulheres vejam a necessidade desses princípios e os ponham em prática”. (CSRA,442). Está muito claro! Devemos ajudar outros para que “vejam a necessidade desses princípios...”.

2)Erguei os princípios da reforma de saúde e deixai que o Senhor guie os sinceros de coração eles ouvirão e crerão”. (CSRA, 465). (“Não por força ou por violência, mas pelo Meu Espírito...Zac. 4:6).

3)Muitos (entre nós) são lamentavelmente ignorantes... esses necessitam ser instruídos, linha sobre linha , regra sobre regra...”. (CSRA, 451).

Ao aproximar-nos do fim o que o Senhor indicou como nosso dever?

Ao aproximar-nos do fim do tempo, precisamos erguer-nos mais e mais alto na questão da reforma de saúde e temperança cristã, apresentando-a de maneira mais positiva e decidida. Precisamos esforçar-nos continuamente para educar o povo...” (II Test. Seletos, 400).

Devo obedecer a Deus pela fé

Todas as vezes que você confia na sabedoria de Deus e faz tudo o que Ele diz, mesmo sem compreender, você aprofunda sua amizade com Ele. ...Obedecemos a Deus não por obrigação, medo ou imposição, mas porque o amamos e confiamos que Ele sabe o que é melhor para nós.” (Apostila Uma jornada espiritual de 40 dias (fase I), pág. 148).

Amado, acima de tudo faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma”. (III João 2).

Vamos finalizar meditando na seguinte previsão profética:

Devemos ter fé verdadeira e constante em que esta mensagem há de continuar aumentando de importância até ao fim”. (CSRA,37).

As bênçãos de Deus repousarão sobre todo esforço feito no sentido de despertar o interesse pela reforma de saúde, pois ela é necessária em toda parte. Deve haver um reavivamento com relação a este assunto, pois Deus Se propõe realizar muito por meio desse agente”. (CSS, pág. 261).


Fábio Dionel Oliveira Ancião – Igr. Central de Criciúma – SC

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Atenção ao Inscrever-se no ENEM

Os alunos Adventistas que farão as provas do ENEM 2009, que acontecerão no Sábado 03 de outubro e no domingo 04, deverão prestar atenção ao preencher a ficha de inscrição.
Considerando que na Ficha de Inscrição existe espaço para “Portadores de Necessidades Especiais” e “Outros” e não aparece lugar específico para identificar a condição religiosa, os alunos adventistas, de acordo com Luigi Mateus Braga, advogado da Divisão Sul Americana, deverão “mencionar nos dois campos (necessidades especiais e outros)”, conforme figura abaixo.

Clique na imagem para ampliar

O INEP prometeu para esta semana uma orientação sobre a forma correta de identificação dos adventistas. Vale lembrar que a inscrição do ENEM deve ser feita até o dia 17 de julho no site http://sistemasenem2.inep.gov.br/Enem2009

Qualquer novidade, você poderá acompanhar neste blog, ou ainda pelos sites da União Este Brasileira ou Divisão Sul Americana.

Fonte - Perto Está

Comentário ao livro 'Could It Really Happen?'

Nas últimas semanas, fiz a leitura atenta do livro ‘Could It Really Happen?’ (uma análise Adventista de Apocalipse 13 à luz da história e dos acontecimentos atuais) de Marvin Moore.

São 287 páginas do mais puro e honesto desvendar do recente e atual estado do mundo (particularmente ocidental e católico), tendo por base a interpretação adventista para a profecia relatada em Apocalipse 13, quiçá a mais estrondosa revelação histórica de todo este livro da Bíblia.

A perspetiva adventista é a base do livro e, claro, na análise ao conteúdo. Por isso, Moore começa por contextualizar o cenário profético adventista, destacando desde logo o Sábado como sinal identificativo e marcante entre o nosso povo. No entanto, ele não teme referir que mesmo assim, muitas das suas conclusões adventistas poderão ser adjetivadas como… ‘loucas’; se assim for, o simples fato de se cumprirem apenas darão mais força à nossa interpretação e, acima de tudo, à veracidade da Bíblia.

A história, não apenas recente, da Igreja Católica ocupa um lugar de destaque, para percebermos quais as motivações, estratégias, meios, apoios e mesmo dificuldades que a Igreja do Vaticano teve ao longo dos séculos na persecução do seu desígnio de governação mundial (não apenas religiosa, mas também política).

Moore explora essa mesma história em perfeito paralelo com o que João escreve sobre a besta que sobe do mar, e o relato de Daniel 7 acerca da ponta pequena. Como é que o papado era o verdadeiro rei das nações da Europa; como ele punha e depunha monarcas; como estes se prostravam em humilde veneração ao bispo de Roma, sem o qual nenhum poder era exercido no velho continente europeu; como o Vaticano exerceu a sua autoridade religiosa acima das Escrituras, alterando-as a seu belo prazer e conveniência.

No conhecido e impressionante relato da queda (não total) do Papa em 1798, Moore não se limita aos fatos normalmente assumidos, mas pormenoriza as razões profundas – muitas vezes de bastidores – que levaram a que este poder sofresse uma ferida, que não de morte.

Pessoalmente, fiquei ainda mais estupefato ao ler como o papado foi ressurgindo após a queda e, progressivamente, recuperando o poder que outrora deteve – processo este ainda em curso.

A exemplo disso, estão os fatos que atestam como a Igreja Católica desempenhou um papel preponderante na chegada ao poder de figuras como Adolf Hitler (sabia que ele não o teria conseguido sem esse apoio católico?), ou do acordo com Benito Mussolini, resolvendo décadas de atritos entre as duas partes – neste caso, o Papa da época, Pio XI, apoiou o ditador italiano de extrema-direita mesmo contra o próprio partido católico, porque via em Mussolini um forte aliado para derrubar o socialismo e comunismo, em crescimento no leste europeu (ou seja, uma clara dimensão política do Vaticano).

Em tempos mais recentes, foi indiscutível a aliança de João Paulo II com o ex-presidente americano Ronald Reagan, instrumentalizando juntos os sindicatos polacos para derrubarem o comunismo na Polónia – o que, diga-se, representou um enorme sucesso para o Vaticano. Pois bem, Moore não perde a oportunidade de relacionar estes acontecimentos com o biblicamente anunciado recuperar da influência papal.

Lembra-se, caro leitor, do longo exercício papal de João Paulo II, e até mesmo das suas cerimónias fúnebres? Saiba que este livro explica muito bem como é que a profecia ‘e toda a terra se maravilhou diante dela’ se aplica na perfeição ao que sucedeu durante esse período.

Moore usa dois capítulos para abordar o assunto do Concílio Vaticano II. Tremendamente importante, pois é revelador das intenções da Igreja Católica, tendo em vista o recuperar do seu domínio global. Moore desmonta parágrafos e linhas menos claros neste documento para denunciar o real pensamento das mentes no Vaticano. E, provavelmente, já estará a imaginar, uma união entre igreja e estado está claramente implícito nessas mesmas declarações, sem esquecer a proposta renovada para uma suprema autoridade papal, acima de religiões e políticas. Liberdade de consciência e governos democraticamente eleitos são outros direitos ameaçados pela ideologia católica romana, e explicados nesta obra.

Destaco que Moore baseia-se em citações de fontes católicas para chegar a estas conclusões, que assim são devida e indiscutivelmente fundamentadas.

Em relação à besta que sobre da terra, desde sempre por nós Adventistas identificada como os Estados Unidos da América, Moore elabora um raciocínio muito idêntico: recupera a história americana, analisa o seu desenvolvimento ao longo das décadas até ao presente (o livro foi publicado em 2007) e relaciona esses dados com aquilo que entre nós desde sempre foi entendido como sendo a concretização da profecia: o gradual abandono dos valores de separação de igreja e estado, com o simultâneo aumento da preponderância católica romana nas instituições americanas, até que lhe seja cedido o poder.

Para mim foi fascinante fazer esta descoberta. Estas não são as notícias que normalmente surgem na imprensa, pois o livro aborda razões de fundo, muitas vezes de bastidores. Mas Moore tem a lucidez de, mais uma vez, colocar os nomes e fatos nos devidos lugares, atribuindo ao seu raciocínio um escrutínio ao alcance de todos os que lêem a história mundial.

Como é que a América passa de um anti-catolicismo inicial quase intolerante para uma posição onde esta religião consegue ser determinante mesmo no processo de escolha do presidente da nação?! Como é que lugares chaves de governação e poder judicial estão a ser cada vez mais ocupados por católicos romanos? Este livro dá impressionantes respostas a estas questões.

Mais ainda, para mim a maior descoberta foi perceber como a direita religiosa americana, composta por evangélicos e vários outros grupos protestantes, se aproxima inequivocamente dos ideais católicos ao defender a exaltação de valores morais, logo religiosos, há muito tidos como perdidos e seriamente ameaçados pelo deturpado (em relação ao original) estilo de vida americano. Sem nos darmos conta, são movimentos que visam cercar a liberdade de consciência, por imporem um determinado estilo de religiosidade, ainda que os seus propósitos possam ser os melhores.

Voltando à direita religiosa (curiosamente, um dos nomes mencionados nestes movimentos é o de um autor de novelas bíblicas que sugerem… o arrebatamento secreto!), o anelo final desta fação é, imagine-se, a eliminação da separação entre igreja e estado, defendendo os seus proponentes que isso nunca esteve consagrado na constituição americana e suas emendas. Logo, liberdade religiosa seriamente ameaçada… na nação onde desde sempre foi mais consagrada!

Onde é que estas duas histórias (Vaticano e EUA) se intercetam? Juntamente na interpretação Adventista de que os EUA cederão o poder ao Vaticano e toda a Terra terá de lhe prestar vassalagem. É o que Moore detalhadamente explora na última parte do livro. E, como seria de esperar, ele não tem qualquer temor em apontar a observância do Sábado ou do primeiro dia da semana como o ponto fulcral da crise final, na qual todo o mundo estará envolvido.

Finalmente, todas as peças parecem encaixar na perfeição e clamam até nós como que incentivando a nossa fé a confiar cada vez mais nas profecias da Bíblia e na Igreja Adventista do Sétimo Dia, como povo escolhido por Deus para proclamar a Sua última mensagem de advertência.

Tentei não pormenorizar demasiado para não roubar o fascínio na leitura deste volume. Concluirei da mesma forma como Moore foi sugerindo no final de todas as conclusões do livro, e serviu de título para esta excelente obra: ‘poderá realmente acontecer?’ Eu já tenho a minha resposta. Não tarde em procurar a sua!

Fonte - O Tempo Final

terça-feira, 23 de junho de 2009

Wallpaper Cristo

Faz um bom tempo que não criei mais um papel de parede. Mas aqui vai um especial para todos nós. (Antes tarde do que nunca... rsrs)

(Clique na imagem para ampliar e salvar)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A Música na Escatologia de Ellen G. White

Introdução

A música não figura entre os eventos escatológicos. No entanto, EGW chama a atenção e nos alerta quanto ao papel que a música desempenhará nos acontecimentos finais da história dessa terra.

Na igreja, a música está intimamente ligada ao culto. É o veículo pelo qual se expressa o sentimento na adoração. Canta-se para louvar a Deus como Criador e Redentor. Para fortalecer a fé, para comunicar esperança ao cansado e oprimido. Em certo sentido, na cultura ocidental, é o elemento que dá beleza e significado ao culto. “É através da música que os nossos louvores se erguem Àquele que é a personificação da pureza e harmonia.”¹

Adoração

A essência das três mensagens angélicas de Apocalipse 14 é a adoração a Deus versus adoração à besta e à sua imagem. A primeira justifica a razão pela qual Deus deve ser adorado. Ele é o criador. A segunda mostra que a confederação maligna cognominada de Babilônia, faliu. Em outras palavras, porque adorá-la? Mas se alguém insiste em fazê-lo, a última mensagem declara que será responsável direto pela decisão tomada. “Também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome.” (Ap. 14:10-11) Portanto, não adore a besta nem sua imagem. É insensatez.

Lúcifer desejou ser igual a Deus. Cobiçou as honras e as glórias devidas somente ao Criador (Is. 14:13-14). Sua concupiscência o leva a ser expulso do céu acompanhado da terça parte dos anjos que aderiram suas idéias (Ap. 12:3-4 e 7-9). Estabelece nessa terra seu quartel general estabelecendo aqui um sistema de culto e adoração a si mesmo. “...Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.” (Ap. 12:12). No monte da tentação revelou sua sede por adoração, oferecendo a Jesus os reinos desse mundo em troca da adoração (Mt.4:9).

Pelos séculos, o grande conflito cósmico criado por Lúcifer contra Deus tem como centro: Quem será adorado? Quem será reconhecido?

Este poder antagônico não suporta pessoas que se atrevem a adorar a Deus. Faz o que pode para destruir a beleza e a santidade do verdadeiro culto. Infiltra-se. Influencia pessoas receptivas. Atrapalha. Desvirtua como pode transformando em maldição aquilo que seria uma bênção. Sobretudo na música, pela relevância que ocupa na forma como se adora no mundo ocidental. “Satanás opera entre a algazarra e a confusão de tal música, a qual, devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus. Ele torna seu efeito qual venenoso aguilhão da serpente.”²

O Adventismo do Sétimo Dia

Do movimento religioso do século XIX na América do Norte, conhecido como milerismo, surgiu a Igreja Adventista do Sétimo Dia.³ Esta igreja, em sua história, tem-se caracterizado como um movimento de restauração de verdades da Palavra de Deus e como tal, tem sido uma pedra no sapato do diabo. Em contrapartida, ele tem declarado uma guerra aberta e sem tréguas a este remanescente da mulher que (1) guarda os mandamentos de Deus e (2) tem o testemunho de Jesus (Ap. 12:17; 14:12; 19:10).

A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem duas armas poderosíssimas no grande conflito contra o mal. (1) O espírito de Submissão a Deus na obediência aos Seus mandamentos e (2) a orientação profética através da qual Deus a conduz evitando distorções e alertando quanto às armadilhas e minas ao longo do caminho.

Este bom espírito a tem preservado ao longo de sua história, de muitas heresias e tendências destruidoras. Não sem lutas ou perdas, mas a confiança na palavra profética das Escrituras Sagradas e de Ellen G. White tem sido um guardião.4

Doutrina da Carne Santa

Em 1898 surgiu na Associação de Indiana, nos Estados Unidos, um movimento herético conhecido como doutrina da carne santa. Foi desenvolvido e divulgado pela liderança da Igreja. S.S. Davis e R.S. Donnell respectivamente evangelista e presidente do campo. 5

A doutrina principal do movimento era a crença de que Jesus ao passar pela experiência do Getsêmani, havia obtido carne santa como a que Adão possuía antes da queda.6 Declaravam então, que cada pessoa que segue o Salvador precisa obter a mesma natureza física como preparo para a transladação.7 Uma vez obtida carne santa, a pessoa não mais pecaria, não passaria pela morte sendo transladada viva para os céus à semelhança de Enoc e Elias. 8

Esta heresia afetou diretamente o estilo de adoração desenvolvida por este grupo, pois ali, buscavam a experiência desejada. Faziam longas orações, tinham música instrumental muito alta com abundante uso de instrumentos de percussão, excitação e sermões histéricos.9

A experiência de obter a carne santa precisava ser demonstrada fisicamente¹º e o estilo de adoração ajudava-os na obtenção do êxtase desejado. As massas então eram manipuladas em suas emoções levando as pessoas a um estado de delírio. Em transe, muitas caiam no chão, ao que eram levadas à plataforma. Ali, eram rodeadas por um grupo de pessoas gritando glória a Deus enquanto outros oravam e cantavam histericamente. Quando recobravam a consciência dizia-se-lhes terem passado pela experiência do jardim tendo agora uma carne santa. ¹¹

Testemunhas oculares na Campal de Muncie

Os adeptos do movimento da doutrina da carne santa organizaram uma grande Campal de 13 a 23 de Setembro de 1900 em Muncie, Indiana.

A Associação da Igreja Adventista do Sétimo Dia enviou dois pastores como visitas a essas reuniões. Foram os pastores S.N. Haskell e A.J. Breed que Arthur White declara não terem sido bem recebidos. “As pessoas foram alertadas de que esses dois irmãos não haviam passado por essa experiência e que por isso, não se deviam deixar influenciar por eles.” ¹²

Haskeel relatou o que vira e sentira naquelas reuniões em duas cartas escritas à Ellen White. Ambas datadas de 25 de Setembro de 1900, dois dias após o término da Campal. Na primeira se atém a descrever o que ali vira em termos de demonstração física e estilo de adoração. Esta carta foi enviada a Sra. White, em mãos de seu filho Edson, quando viajou para a costa ocidental do país para recebê-la vindo da Austrália.¹³ Na segunda carta, Haskeel analisa questões teológicas do movimento, sobretudo a forma como consideravam a natureza de Jesus. Esta é enviada a Ellen White pelo correio, endereçada à sua residência em Elmshaven, em Santa Helena, Califórnia, onde fixou residência até sua morte em 1915.

Na primeira carta, que Ellen White recebe das mãos do filho, tão logo chegue aos Estados Unidos, Haskeel declara nunca ter visto nada semelhante. Fala de um forte poder que dominava as pessoas naquelas reuniões. Descreve a intensidade dos êxtases com as pessoas gritando a ponto de perderem os sentidos. As músicas eram excessivamente altas e ruidosas. As pessoas não conseguirem ouvir umas às outras. Tinham instrumentos musicais variados destacando os de percussão como um tambor surdo, pandeiros e outros tipos de tambores. Percebia que as pessoas eram manipuladas pela música ao frenesi.14

Em 10 de outubro de 1900, Ellen White responde a primeira carta de Haskeel.15 A maior parte de seu conteúdo está no livro Mensagens Escolhidas volume dois às páginas 36 a 39.16

A mensagem que aparece nessa carta é incisiva e direta. Parece ter sido esse o estilo de Ellen White quando trata de enfrentar heresias que ameaçam o povo de Deus. As descrições de Haskeel não a tomam de surpresa. “Em Janeiro último”, declara por três vezes, quando ainda estava na Austrália, “foi-me apresentado”... “o Senhor mostrou-me”...”me foram apresentadas...”17

Analisando a forma como escreve a Haskeel, percebe-se claramente uma linguagem escatológica. No contexto dessa carta, vê-se um profeta exercendo seu papel de revelador do futuro. Não que tenha a pretensão de fazê-lo, mas na autoridade da revelação recebida. Daí a relevância do conteúdo revelado.

Análise das Expressões Escatológicas da Carta

As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça.”(36)

Aqui está a escatologia. “Antes da terminação da graça” declara, vai acontecer algo semelhante ao que aconteceu em Indiana. Àquilo que Haskeel vira e que lhe descrevera.

Mas o que especificamente ocorrerá. Ela responde: “Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo.” (36) Reavivamento esperado no tempo do fim.

1) - Haverá muitas coisas estranhas...
2) - Haverá gritos com tambores, música e dança...
3) - Os sentidos dos seres racionais ficarão confundidos...
4) - Não será possível confiar nas pessoas quanto a decisões retas...
5) - Chamarão isso e operação do Espírito Santo...

A mim me parece que a confusão dos sentidos é resultado do êxtase criado pelos tambores, pela música e pela dança. Pessoas envolvidas nesse processo perdem o discernimento quanto a decisões retas.

Kurt Pahlen declara que “A música age sobre o indivíduo e a massa; encontra-se não somente na história das revoluções senão também nas psicoses de guerra. A música é, nas mãos dos homens, um feitiço; o seu efeito se estende desde o despertar dos mais nobres sentimentos até o desencadeamento dos mais baixos instintos, desde a concentração devotada até a perda da consciência que parece embriaguez, desde a veneração religiosa até a mais brutal sensualidade.” 18

Orientações Proféticas

O papel do profeta não é meramente mostrar o futuro revelado, mas orientar para que quando o futuro se torne presente, os filhos de Deus, sensíveis à voz da profecia, possam saber como agir e que decisões tomar. É exatamente isso que Ellen White faz na carta a Haskeel.

O êxtase criado pelo estilo de música seria chamado de operação do Espírito Santo. Ellen White é insisiva: “O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído. Isso é uma invenção de Satanás...” (36) “O Espírito Santo nada tem que ver com tal confusão de ruído e multidão de sons como me foram apresentadas em janeiro último. Satanás opera entre a algazarra e a confusão de tal música, a qual, devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus. Ele torna seu efeito qual venenoso aguilhão da serpente.” (37)

O que as pessoas confusas e sem discernimento chamam de obra do Espírito Santo é em realidade operação satânica com fins e propósitos bem definidos: “... para (1) encobrir seus engenhosos métodos para (2) anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo.” (36) Por inferência pode-se ainda deduzir de que tem o objetivo de (3) desonrar a Deus. Uma vez que se a música fosse “devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus.” (37) Para (4) anular o efeito que a música bem dirigida faria sobre as pessoas.

Declara que “É melhor nunca ter o culto do Senhor misturado com música do que usar instrumentos músicos para fazer a obra que, foi-me apresentado em janeiro último, seria introduzida em nossas reuniões campais.” (36)

Ellen White foi uma defensora do uso da música no culto do Senhor. Inclusive com instrumentos musicais.19 Mas quando se trata do mau uso da música é melhor adorar a Deus sem música do que usar este tipo de música usada na Campal de Indiana pelos adeptos da doutrina da carne santa e que ocorreria outra vez antes da terminação da graça.

Para executar esta declaração necessita-se discernimento espiritual. Uma mente confusa, desconectada com as coisas do céu não consegue saber quando e o que usar.

Algumas pessoas preferem ter qualquer tipo de música no culto do que não ter música nenhuma. Segundo Ellen White porque é melhor não ter certos tipos de música no culto? Porque “a verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de converter almas. Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção. As forças dos agentes satânicos misturam-se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado de operação do Espírito Santo.” (36)

Sistematizando as razões

1) - “A verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de converter almas.” Não é assim que muitos pensam. Justificam o uso de qualquer tipo de música importando que tenha letra religiosa com fins missionários. A clareza do texto me leva a crer que nossa obra não necessita dessa metodologia de marketing adotado pelas igrejas que não tem a luz que como adventistas do sétimo dia temos. No livro evangelismo encontra-se a idéia de que “quanto mais perto o povo de Deus se puder aproximar do canto correto, harmonioso, tanto mais é Ele glorificado, a igreja beneficiada e os incrédulos favoravelmente impressionados.”²º

2) - “Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção.” A música barulhenta e ruidosa é uma perversão. Ao afetar os sentidos das pessoas acaba sendo uma maldição quando se executada corretamente seria uma bênção. Por isso é melhor ter o culto do Senhor sem música, do que com música desse tipo.

3) - “As forças dos agentes satânicos misturam-se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado de operação do Espírito Santo.” O alarido e o barulho são elementos próprios do reino do mau e quando a música da igreja tem essas características, eles se misturam criando uma situação interpretada por alguns como operação do Espírito Santo.

Eis o perigo para o qual Deus nos adverte. As músicas ruidosas, barulhentas, semelhantes às que usavam os seguidores da doutrina da carne santa, cria um reavivamento falsificado entendido por muitos como obra do Espírito Santo. Quem interpretaria algo ruim como obra do Espírito Santo? Haskeel declarara que nas reuniões da campal de Indiana, havia um grande poder. As pessoas achavam que era de Deus, mas estavam enganadas. Era obra de Satanás. Tal como lá, igualmente antes do término da graça, as pessoas serão enganadas em sua percepção entendendo que o êxtase gerado pela música seja interpretado como trabalho do Espírito Santo.

Outra declaração pela qual dever-se-ia fugir dessa coisa que se manifestará no fim seria: “Ao findar a reunião campal, o bem que devia haver sido feito e poderia havê-lo sido pela apresentação da verdade sagrada, não se realiza. Os que participam do suposto reavivamento recebem impressões que os levam ao sabor do vento. Não podem dizer o que sabiam anteriormente quanto aos princípios bíblicos.” (37) Tudo o que se consegue em tal êxtase, se perde rapidamente. As impressões são passageiras. As pessoas não sabem dizer o que conhecem acerca dos princípios da Bíblia.

Nenhuma animação deve ser dada a tal espécie de culto.”(37) Isso é, não devem ser promovidos, incentivados. Logo após a decepção de 22 de outubro de 1844, Ellen White declara que ocorreram as mesmas manifestações. As pessoas excitadas, no entanto, eram trabalhadas por um poder que pensavam ser de Deus.(37)

A revelação é clara: Este tipo de música será introduzida entre nós. Em nossas reuniões campais, (37) acompanhando “teorias e métodos errôneos.” (37) Heresias como em Indiana.

Essas coisas que aconteceram no passado hão de ocorrer no futuro. Satanás fará da música um laço pela maneira por que é dirigida.” [satan will make music a snare by the way in which it is conducted].

“Maneira” tem que ver com forma, com estilo, e “por que” com propósito. Isso pode ser visto nos movimentos carismáticos modernos. Da igreja católica às igrejas neopentecostais. No Brasil, o movimento católico de renovação carismática conduz mega-missas com música para todos os tipos, gostos e preferências.

Ao usar a expressão “por que é dirigida”, estaria Ellen White pensando em interesses comerciais? Em seguidores de Jesus que fazem música para agradar seus consumidores? Ela não usou a expressão “como” mas “por que”.

Assembléia da Associação Geral da IASD de 1901

Na quarta feira, dia 17 de abril de 1901, no final da seção da Associação Geral, Ellen White deu um testemunho aos ministros presentes. A quase totalidade de suas declarações acha-se no livro Mensagens Escolhidas, volume 2 nas páginas 31 a 36.

Em suas palavras, deixa clara a falácia da doutrina da carne santa. “O ensino dado com relação ao que é denominado "carne santa" é um erro.” (32)

Explica o verdadeiro significado da perfeição cristã por meio de Cristo. Coloca a Bíblia como única fonte de verdade e então trata do estilo do culto adotado pelo movimento. “Fui instruída pelo Senhor de que esse movimento de Indiana é do mesmo caráter que os movimentos que apareceram nos anos passados. Tem havido em vossas reuniões religiosas exercícios semelhantes aos que testemunhei nos movimentos anteriores.” (33-34) Ela se referia a situações paralelas vividas após a decepção de 22 de outubro de 1844. “Tinham manifestações semelhantes às que há entre vós, e confundiam a própria mente e a dos outros com suas maravilhosas suposições... Fui a suas reuniões. Havia exaltação, com ruído e confusão. Não se podia distinguir uma coisa da outra. Alguns pareciam estar em visão, e caíam por terra. Outros pulavam, dançavam e gritavam.” (34)

A maneira por que têm sido dirigidas as reuniões em Indiana, com barulho e confusão, não as recomendam a espíritos refletidos e inteligentes. Nada existe nessas demonstrações que convença o mundo de que possuímos a verdade. Mero ruído e gritos não são sinal de santificação, ou da descida do Espírito Santo. Vossas desenfreadas demonstrações só criam desagrado no espírito dos incrédulos. Quanto menos houver de tais demonstrações, tanto melhor para os atores e para o povo em geral.” (35)

Nesse depoimento, em nenhum momento fala diretamente da música como o fizera na carta escrita a Haskeel. Mas implicitamente ela está lá, quando descreve o tipo de culto e excitação que tinham.

Assembléia da Associação de Indiana

Logo após a Assembléia da Associação Geral, de 3 a 5 de Maio de 1901, realizou-se em Indianápolis, Indiana, a Assembléia da Associação de Indiana com o objetivo de eleger os novos oficiais. Ali estava o foco a heresia da carne santa.

Ellen White estava presente e falou aos delegados declarando que nenhum ponto dessa doutrina (carne santa) pode ser chamado de verdade. Não há uma linha no tecido inteiro.²¹

Falso Reavivamento antes do Verdadeiro

Os Adventistas do Sétimo Dia aguardam com ansiedade a capacitação do Espírito Santo ao que chamam de Chuva Serôdia quando então, a igreja será habilitada a concluir a obra de Deus na terra.

Ellen White anteviu falsos reavivamentos antes do verdadeiro. “Vi que Deus tem filhos honestos entre os Adventistas Nominais e as igrejas caídas, e antes que as pragas sejam derramadas, pastores e povo serão chamados a sair dessas igrejas e alegremente receberão a verdade. Satanás sabe disso, e antes que o alto clamor da terceira mensagem angélica seja ouvido, ele suscitará um despertamento nessas corporações religiosas, a fim de que os que rejeitaram a verdade pensem que Deus está com eles. Ele espera enganar os honestos e levá-los a pensar que Deus ainda está trabalhando pelas igrejas. Mas a luz brilhará, e todos os honestos deixarão as igrejas caídas, e tomarão posição ao lado dos remanescentes.”²²

Observem que este texto se encaixa na declaração de que antes da terminação da graça, haveria gritos com tambores, música e dança. Isso geraria, pelo efeito da música e o êxtase criado por esse método, um falso reavivamento nas corporações religiosas com a intenção de enganar.

Conclusão

A música cria o clima propício ao emocionalismo, ao falso reavivamento. Ele tem este poder ilusório. A forma como se canta. O uso de instrumentos de percussão com seu efeito hipnótico onde predomina a repetição própria dos cultos espiritualistas do paganismo. As dissonâncias e o excesso de amplificação. Tem criado um êxtase e uma falsa segurança que Cristo não prometeu.

O mundo religioso atual tem-se envolvido no carismatismo espiritualista. Do catolicismo à religiões orientais. Cada qual com suas formas e nuances peculiares tendo no entanto, o mesmo espírito a orientá-los. O espírito do mau. Satanás, o grande enganador. “Vi a rapidez com que este engano se propagava. Foi-me mostrado um comboio, avançando com a velocidade do relâmpago. O anjo ordenou-me olhar cuidadosamente. Fixei os olhos nesse trem. Parecia que o mundo inteiro ia embarcado nele. Mostrou-me então o chefe do trem, uma pessoa formosa e imponente, para quem todos os passageiros olhavam e a quem reverenciavam. Fiquei perplexa e perguntei a meu anjo assistente quem era. Disse ele: 'É Satanás. Ele é o chefe na forma de um anjo de luz. Ele leva cativo o mundo. Eles se entregaram à operação do erro a fim de crerem na mentira e serem condenados. O seu mais elevado agente abaixo dele, pela sua categoria, é o maquinista, e outros de seus agentes estão empregados em diferentes cargos conforme deles necessita, e todos vão indo para a perdição, com a velocidade do relâmpago'.”²³

A música será um elemento unificador de culto à besta e à sua imagem. Todos têm crenças distintas com duas comuns. O estado do homem na morte e a observância do falso sábado. A união através dos elementos comuns no qual com o mesmo estilo de música, pode-se adorar juntos. A música certamente será um laço. Uma tremenda armadilha.

Deus convida Seu povo, que tem a luz diante de si na Palavra e nos Testemunhos, a ler e considerar, e dar ouvidos. Instruções claras e definidas têm sido dadas a fim de todos entenderem.”(38)

Estas palavras fazem parte exatamente do contexto no qual declara que Satanás fará da música um laço pela maneira como é dirigida.

Por entre as sombras cada vez mais profundas da última e grande crise da Terra, a luz de Deus resplandecerá com maior brilho, e o canto de confiança e esperança ouvir-se-á nos mais claros e sublimes acordes.” (Ed. 166)

Pr. Jorge Mário de Oliveira
Departamental de Escola Sabatina
Associação Paulistana

__________________

¹ Ellen G. White, Mensagens Escolhidas (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1987), 3: 335.
² Ellen G. White, Mensagens Escolhidas (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1987), 2: 37.
³ Ver George R. Knight, A Brief History of Seventh-Day Adventists (Hagerstown, MD: Review and Herald, 1999), 13-27 e do mesmo autor, A Search For Identity The Develoment of Seventh-day Adventist Beliefs (Hagerstown, MD: Review and Herald, 2000), 29-37.
4 Herbert E. Douglass, Mensageira do Senhor (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2001), 194-209.
5 Arthur L. White, Ellen G. White (Washington, DC: Review and Herald, 1981), 5: 100-107.
6 Como ASD cremos de que Jesus tinha a natureza física dos homens de seus dias, portanto uma natureza física enfraquecida pelos séculos de degradação pecaminosa, porém, uma natureza moral igual à de Adão antes da queda. O que implica que embora tivesse a natureza humana com todas as suas implicações não tinha propensões tem tendências para o pecado. Ver: Nisto Cremos, 27 Ensinos Bíblicos dos Adventistas do Sétimo Dia (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1989), 57-86; Douglass, 199. O que este movimento da doutrina da carne santa dizia era de que através da experiência do Getsêmani, Jesus adquiriu carne santa isto é, uma natureza humana semelhante à de Adão antes da queda.
7 Ver nota dos editores na introdução do capítulo “A Doutrina da Carne Santa”. Ellen G. White, Mensagens Escolhidas (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1987), 2: 31.
8 Arthur L. White.
9 Ibid.
¹º Como no pentecostalismo de hoje. Os que recebem o que chamam de dons de línguas precisam demonstrar fisicamente que foram batizados pelo espírito santo. Ver Guy P. Duffied e Nathaniel M. Van Cleave, Fundamentos da Teologia Pentecostal (São Paulo, SP: Editora Publicadora Quadrangular “George Russell Faulkner”, 1991), 2:80-85.
¹¹ Arthur L. White.
¹² Ibid., 101.
¹³ Ibid., 101-102. Ellen G. White retornava da Austrália depois de haver estado lá por 9 anos de 1891 a 1900. Ver C. Mervyn Maxwell, História do Adventismo (Santo André, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1982), 212.
14 Ibid.
15 A que recebera das mãos de seu filho Edson quando desembarcara nos Estados Unidos vindo da Austrália onde permanecera por 9 anos, de 1891-1900.
16 Em português: Ellen G. White, Mensagens Escolhidas (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1987), 2: 36-39.
17 Ibid., 36 § 3; 37 § 3 e 5.
18 Kurt Pahlen, História Universal da Música (São Paulo: Edições Melhoramentos). Citado por Martin Claret, O Poder da Música (São Paulo: Editora Martin Claret), 11.
19 Ellen G. White, Evangelismo (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1997), 505.
²º Ibid., 508. Neste mesmo livro à página 137 há um princípio para o evangelismo que poderia muito bem ser aplicado ao uso da música na igreja e sobretudo no evangelismo. “Nunca devemos rebaixar o nível da verdade, a fim de obter conversos, mas precisamos procurar elevar o pecador e corrupto à alta norma da lei de Deus.”
²¹ Ver Doc. # 190 – G.A. Roberts, O Fanatismo Santo de propriedade de E.G. White....
²² Ellen G. White, Primeiros Escritos (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1991) 261.
²³ Primeiros Escritos, 263.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Medite!

Aí um dia você toma um avião para Paris, a lazer ou a trabalho, em um vôo da Air France, em que a comida e a bebida têm a obrigação de oferecer a melhor experiência gastronômica de bordo do mundo, e o avião mergulha para a morte no meio do Oceano Atlântico.

Sem que você perceba, ou possa fazer qualquer coisa a respeito, sua vida acabou.

Numa bola de fogo ou nos 4 000 metros de água congelante abaixo de você naquele mar sem fim.

Você que tinha acabado de conseguir dormir na poltrona ou de colocar os fones de ouvido para assistir ao primeiro filme da noite ou de saborear uma segunda taça de vinho tinto com o cobertorzinho do avião sobre os joelhos. Talvez você tenha tido tempo de ter a consciência do fim, de que tudo terminava ali. Talvez você nem tenha tido a chance de se dar conta disso. Fim.

Tudo que ia pela sua cabeça desaparece do mundo sem deixar vestígios, como se jamais tivesse existido. Seus planos de trocar de emprego ou de expandir os negócios. Seu amor imenso pelos filhos e sua tremenda incapacidade de expressar esse amor. Seu medo da velhice, suas preocupações em relação à aposentadoria.

Sua insegurança em relação ao seu real talento ou quanto às chances de sobrevivência de suas competências nesse mundo que troca de regras a cada seis meses. Seu receio de que sua mulher, de cuja afeição você depende mais do que imagina, um dia lhe deixe. Ou pior: que permaneça com você infeliz, tendo deixado de amá-lo.

Seus sonhos de trocar de casa, sua torcida para que seu time faça uma boa temporada, o tesão que você sente pela ascensorista com ar triste. Suas noites de insônia, essa sinusite que você está desenvolvendo.

Os planos de voltar à academia, a grande contabilidade (nem sempre com saldo positivo) dos amores e dos ódios que você angariou e destilou pela vida, as dezenas de pequenos problemas cotidianos que você tinha anotado na agenda para resolver assim que tivesse tempo. Bastou um segundo para que tudo isso fosse desligado. Para que todo esse universo pessoal que tantas vezes lhe pesou toneladas tenha se apagado.

Como uma lâmpada que acaba e não volta a acender mais. Fim.

Então, aproveite bem o seu dia. Extraia dele todos os bons sentimentos possíveis. Não deixe nada para depois. Diga o que tem pra dizer. Demonstre. Seja você mesmo. Não guarde lixo dentro de casa. Não cultive amarguras e sofrimentos. Prefira o sorriso. Dê risada de tudo, de si mesmo. Não adie alegrias nem contentamentos nem sabores bons.

Seja feliz, hoje pois o amanhã é uma ilusão. Ontem é uma lembrança.

Autor desconhecido.

Nota: É... não tem como não parar para pensar... Mas eu te pergunto: o que você tem feito com o seu tempo para Deus? Quantas pessoas você falou de Cristo essa semana? Quantos livros, folhetos, e-mail, convites você entregou essa semana? Deus tem nos dado, todos os dias um período de 24 horas, com cama para dormir, roupa para vestir, alimentos sem falta, e meios suficientemente possíveis de falarmos desse amor, e dessa esperança que tanto nos “ufanamos” por possui-la.

O que é que você tem feito com o seu tempo? O que é que você tem feito com o seu tempo?

O que é que você tem feito com as suas mãos? Com o sua boca? Com as suas pernas? Alimentando o prazer fútil e passageiro desse mundo? Ou lutando em prol da causa de Cristo?

Muitos hoje reclamam da mornidão da igreja, mas também é justamente esses que reclamam que não fazem nada... Parem de reclamar e façam algo pela causa de Cristo.

E aqueles que reclamam digo que o maior problema da igreja hoje, não é a mornidão, a falta de compromisso em passar cursos bíblicos, a falta de compromisso em entregar folhetos ou falta de compromisso com os afazeres da igreja, etc. O maior problema, é a FALTA DE ZELO, DE COMPROMISSO COM DEUS. Quando você enxergar que tudo nesse mundo, não passa de e APODRECE, você terá zelo por Deus, vai ter compromisso com a obra, com a causa de Cristo.

A culpa daquele avião ter caído, sabe de quem é? É MINHA E SUA! Se tivéssemos pregado o evangelho, nada disso teria acontecido, e Cristo já teria voltado. O destino do mundo está em nossas mãos. Nas mãos do povo que Deus escolheu a dedo para carregar a sua verdade.

“Se todo soldado de Cristo houvesse cumprido seu dever, … o mundo poderia ter ouvido a mensagem de advertência. Mas a obra está com anos de atraso. (Testemunhos Seletos vol. 3 pág. 297)

“Caso houvesse sido executado o propósito divino de transmitir ao mundo a mensagem de misericórdia, Cristo já teria vindo à Terra e os santos teriam recebido as boas-vindas na cidade de Deus.” (Testemunhos Seletos vol. 3 pág. 72)

Feliz Sábado.

Jean R. Habkost

Lição 12 - Comunidade

1° Parte

Lição 12 - Comunidade (parte 1)



2° Parte

L12 - Comunidade (parte 2)



3° Parte

L12 - Comunidade (parte 3)

O fim do mundo em 2012: brincadeira de mau gosto

Existem várias teorias e profecias sobre o fim do mundo, mas a mais recente tem um detalhe que faz com que uma grande empresa de mídia tente ganhar dinheiro em cima disso. A história começa com Mike Brown, astrônomo da empresa Caltech, que encontrou mais planetas fora do nosso sistema solar que qualquer outra pessoa. Ele recebe vários e-mails de pessoas preocupadas, perguntando se o mundo vai acabar em 2012. As preocupações das pessoas começam com informações falsas que afirmam que um planeta (que não existe, de acordo com Brown) chamado Nibiru, ou planeta X, entrará no sistema solar, atingirá e destruirá a Terra. Há muito tempo, Brown achava que essas pessoas são apenas ignorantes ingênuos.

Bem, seu ponto de vista mudou um pouco. Um pai, preocupado com a segurança de sua família, mandou uma mensagem de voz para o astrônomo. “Esse homem era cético quanto às afirmações sobre 2012, (…) mas alguma coisa fez com que ele ficasse preocupado o bastante para procurar um astrônomo que ele não conhecia para saber se tudo ficaria bem”, disse Brown em seu blog.

Depois disso, Brown encontrou um e-mail na sua caixa de spam, que afirmava ter sido enviado pelo diretor do Instituto de Continuidade Humana (ICH). O e-mail afirma que o Instituto confirmou evidências que indicam que o “desastre de 2012 é real e inevitável”, diz. “Acreditamos com 94% de certeza que eventos cataclísmicos irão devastar nosso planeta e muitos dos que o habitam. O dia 21 de dezembro de 2012 não pode ser ignorado”, continua o e-mail. O link para o site do ICH realmente leva a um site bem formulado, e quem não reconhece os atores na página acredita que o ICH é real.

A verdade é que o site foi criado pela Sony Pictures. Brown afirma que, ao contrário de muitos sites mal feitos que existem pela web, este realmente parece ser verdadeiro. “É profissional. Não tem sinais óbvios de que foi uma criação de brincadeira”. E brincadeiras às vezes vão longe demais. Em janeiro, algumas pessoas soltaram balões de ar no céu de New Jersey, nos Estados Unidos. Um juiz considerou-os culpados de potencial risco de incêndio e de risco ao tráfego aéreo e multou as pessoas em 250 dólares. Nenhum dos riscos chegou a acontecer, mas o mal que isso poderia ter causado foi suficiente para o juiz.

Brown afirma que isso pode ir longe demais: assustar as pessoas que podem nunca ficar sabendo da verdade, que poderia tranquilizá-las. “Como podemos chamar um e-mail que me assusta e me convence a entrar em um site que então tenta me assustar mais ainda e não admite ser uma simples propaganda de um filme?”, afirma Brown, que diz que o e-mail é simplesmente de mau gosto.

Uma empresa do tamanho da Sony (lembre-se, recorrendo a spam) poderia simplesmente colocar um link para um trailer do filme, ao invés de mostrar um site falso. Eu irei fazer a minha parte para não estimular que nenhum produtor de filmes faça algo assim novamente e não assistirei o filme.

(Hypescience)

Leia também: “O mundo vai acabar em 2012?”

Criacionismo.com.br

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Festas Juninas Paganismo,Misticismo e Idolatria

DOS DEUSES PAGÃOS À SÃO JOÃO BATISTA....

O mês de junho, época de Solstício de Verão na Europa, ensejou inúmeros rituais de invocação de fertilidade, necessários para garantir o crescimento da vegetação, fartura na colheita e clamar por mais chuvas. Estes rituais, eram expressões que foram praticadas pelas mais diferentes culturas, em todos os tempos e em todas as partes do planeta.
O alcance destas crenças eram tão grande, que a Igreja, acabou por achar melhor seguir uma política de acomodação, dando a estes ritos um nome cristão. E, ao procurar um santo para suplantar o patrono pagão de tais rituais acharam mais adequado São João Batista.
Atualmente, os rituais de fertilidade estão representados no casamento caipira e, as antigas oferendas, deram lugar às simpatias, adivinhações e pedidos de graças aos santos.

A Representação do Fogo e da Fogueira

Também perduraram, desde os tempos imemoriais, os costumes de acender fogueiras e tochas, que livravam as plantas e colheitas dos espíritos maus que poderiam impedir a fertilidade.
A festa de São João está também, diretamente relacionada com o elemento "fogo".
As fogueiras de São João, que queimam atualmente, na noite de 23 de junho (véspera da festa de São João), eram no começo, fogos de fertilização e purificação que se acendiam no dia do Solstício de Verão, na Europa (21 de junho), justamente antes das colheitas, em honra aos deuses para agradecer as suas bondades, ou imediatamente depois, para purificar a terra.
Ela foi muito bem aceita pelo indígena, pois se identificava com suas danças sagradas realizadas também, em torno do fogo. Os jesuítas, muito astutos, se utilizaram do interesse do índio pelas festas religiosas para atraí-los e estabelecerem contatos com objetivos de catequese. Já a quadrilha, tão apreciada e cantada nestas festas juninas é dançada no interior para homenagear os santos juninos e agradecer as boas colheitas da roça. Já cerimônia de casamento caipira é uma manifestação realizada durante os festejos juninos, principalmente nos dias dedicados a São Pedro. O Casamento Caipira satiriza e hironiza às cerimônias tradicionais,ou seja é uma crítica a instituição criada por Deus. O cerimonial é precedido de um grande cortejo pelas ruas da cidade, onde os principais personagens da representação são: a noiva grávida, o noivo, o delegado, o padre, os pais dos noivos, padrinhos, etc. O enlace caricaturado se desenvolve em meio à fugas do noivo, as indecisões da noiva e ameaças por parte dos pais, vigário e o delegado.E o casamento nunca acontece. Os textos apresentam uma linguagem libidinosa,ou seja, depravada.

2. DEFINIÇÃO DE ALGUNS TERMOS:

Santo: No Antigo testamento a palavra hebraica mais usada (cerca de 116 vezes) para descrever “santo” é “QADOSH”, que significa “separado”. No Novo Testamento a palavra grega para “santo” é “ÁGIOS”, que aparece 230 vezes de Mateus a Apocalipse, e significa “separados pelo Senhor como Sua possessão peculiar”. “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus...” - 1 Pedro 2.9
Na Igreja Primitiva todos os crentes eram chamados de “santos”, mesmo quando o seu caráter ainda não estava completamente formado (ex: At 9.13, 32; 26.10; Rm. 8.27; 12.13; 15.25,26).
“...segundo a vontade de Deus é que Ele (Jesus) intercede pelos santos”. - Romanos 8.27

“Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do Corpo de Cristo”. - Efésios 4.11,12

Canonização: Dentro do catolicismo romano este é o nome dado ao decreto que inclui uma pessoa na categoria dos “santos”, os quais são recomendados à veneração dos fiéis. A condição para que a pessoa seja “beatificada” é que já tenha falecido e que pelo menos dois de “seus milagres” tenham sido confirmados. O papa, então, proclama a canonização.

De acordo com a teologia romanista, os indivíduos canonizados acumularam um tesouro de méritos, mediante suas vidas “inculpáveis” e a prática de “boas obras”. Esses méritos em “reserva”, então, podem ser colocados à disposição de cristãos de menor envergadura, em resposta às orações feitas aos “santos”.

A palavra de Deus declara que existe apenas um Mediador e Intercessor entre Deus e os homens: Jesus Cristo.

“Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem”. - 1 Timóteo 2.5

“...o qual está à direita de Deus e também intercede por nós”. - Romanos 8.34

3. A QUESTÃO DA IDOLATRIA

Idolatria, no grego “EIDOLOLATRIA” significa: “culto aos falsos deuses” ou “adoração de ídolos”. Esta adoração pode se referir a ídolos ou imagens propriamente ditas, ou então a tudo aquilo que porventura ocupe o lugar de Deus no coração do homem. Por que Deus abomina qualquer tipo de idolatria?

- Salmos 115.4-7; 1 Coríntios 8.4 - A Bíblia afirma que o ídolo em si é apenas um pedaço de madeira, pedra, etc., esculpido por mãos humanas, que nenhum poder tem em si mesmo.

- Êxodo 20.3-5; Isaías 42.8 - O nosso Deus não divide a sua Glória com ninguém.

- Ezequiel 14.3,4 - Note que há ídolos que levantamos em nossos corações (ex: avareza: Cl 3.5). Precisamos identificá-los e renunciar a sua força em nós.

- Deuteronômio 18.9-12; Isaías 8.19,20 – O ato de comungar com pessoas que já morreram ou idolatrá-las está ligado à prática do espiritismo, magia negra, leitura de sorte, feitiçaria, bruxaria, etc. Segundo as escrituras, todas estas práticas envolvem submissão e culto aos demônios, e são abomináveis ao Senhor.

- Deuteronômio 32.17; Salmos 106.36; 1 Coríntios 10.20,28 - Por traz de cada ídolo há demônios que estão agindo, os quais são seres sobrenaturais controlados pelo Diabo. Noutras palavras, o poder que age por detrás da idolatria é o dos demônios.

Ex: Alguns “santos” da Igreja Católica e sua correlação com entidades espíritas:
- Iemanjá ? Senhora Aparecida.
- Xangô ? São Jerônimo.
- Oxossi ? São Sebastião.
- Iorí ? Cosme e Damião.

4. A CELEBRAÇÃO DO “DIA DE SÃO JOÃO”

Registros históricos declaram que no século sexto, missionários foram enviados para o norte da Europa para juntar pagãos ao grupo romano. Eles descobriram que o dia 24 de junho era muito popular entre esses povos, pois era quando ocorria o solstício de verão (solstício: época em que o sol afasta-se o máximo possível da linha do equador). Procuraram, então, cristianizar este dia, mas como? Por esse tempo o 25 de dezembro havia sido adotado pela igreja romanista como o natalício de Cristo. Desde que 24 de junho era aproximadamente seis meses antes de 25 de dezembro, por que não chamar este o natalício de João Batista? João nasceu, devemos lembrar, seis meses antes de Jesus (Lucas. 1:26,36). Assim sendo, o dia 24 de junho passou a ser conhecido no calendário papal como sendo o Dia de São João.
Na (Inglaterra), antes da entrada do cristianismo, o 24 de junho era celebrado pelos druidas com fogos de artifícios em honra ao deus Baal. Quando este dia tornou-se dedicado a São João, os fogos sagrados também foram adotados e tornaram-se “as fogueiras de São João”!

CONCLUSÃO:

1. NÃO PODEMOS AGIR COMO IGNORANTES (Ingênuos, imprudentes, néscios) - Ef 6.2; Ef 5.15; 2 Co 2.11; Ef 4.27

2. SE TEMOS O CONHECIMENTO DE QUE ALGO É CONSAGRADO A ÍDOLOS, DEVEMOS NOS ABSTER - 1 Co 10.27,28; 2 Co 6.14-17; Ef 5.11
3. TEMOS A RESPONSABILIDADE DE ENSINAR NOSSOS FILHOS A SE POSICIONAREM - Não podemos transferir para a Igreja a responsabilidade que é nossa – Dt 6.3-9; Pv 22.6

4. PRECISAMOS FUGIR DE TODA A APARÊNCIA DO MAL - 1 Co 10.23-33; Pv 6.28
Estamos numa época do ano em que acontecem, como em todos os anos, as ditas festas juninas, que apesar do nome acontecem também no mês de julho. Festas estas consideradas como folclóricas, mas que tem as suas raízes na idolatria. Vejamos: o Apóstolo João e o Apóstolo Pedro foram homens que serviram fielmente ao Senhor, mas eram homens comuns como nós que nasceram, cresceram, trabalharam, envelheceram e morreram (João de morte natural e Pedro foi crucificado de cabeça para baixo), mas nenhum deles ressuscitou como Jesus. Se não ressuscitaram estão mortos aguardando a volta do Senhor que virá buscar a Sua Igreja. Veja 1 Tessalonicenses 3: 16-17 que diz: "Pois o mesmo Senhor descerá do Céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor”.
Ora, se festejarmos ou participarmos destes eventos, até mesmo simplesmente com a nossa presença, estamos sendo participantes de festa de ídolos, o que é contrário à Palavra de Deus que diz em Êxodo 20: 4-5 "Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás, pois Eu, sou o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam". Isto é maldição. Em Atos 15: 20 Lucas diz que devemos nos abster das contaminações dos ídolos. Em 1 Coríntios 8: 1-13, o Apóstolo Paulo fala que "quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só", no versículo 7 deste capítulo o Apóstolo diz que a nossa consciência poderá ficar contaminada.
Também baseado na Palavra de Deus, tenho a considerar que qualquer festividade ou homenagem de caráter religioso a alguém que não seja o Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é idolatria. E quando louvamos, buscamos, veneramos, idolatramos ou consultamos a alguém morto, estamos praticando a necromancia (culto aos mortos) o que é abominação ao Senhor, baseado no capítulo 18 de Deuteronômio.
No Salmo 119: 11 o salmista diz: "Escondi a Tua Palavra do meu coração, para não pecar contra Ti". E baseado nesta Palavra orientamosque se abstenham de participar, organizar, freqüentar estas festas, pois será laço para sua vida espiritual. Oriente também aos seus filhos a não participarem de danças, quadrilhas e não comerem as comidas, não vender rifas. Ao participar estarão firmando uma aliança com os chamados padroeiros.
“Filhinhos guardai-vos dos ídolos. Amém.” 1 João 5.21

FONTES DE PESQUISA:

- Babilônia: A Religião dos Mistérios – Ralph Woodrow.
- Enciclopédia Britânica – BARSA.
- Enciclopédia de Bíblia e Filosofia 0- R. N. Chaplin e J. M. Bentes.
- A sabedoria das Runas (livro secular).
- A umbanda e as suas ordens (livro secular).

G.O.J.E.P.