segunda-feira, 8 de junho de 2009

Pr. Dario Pires de Araújo fala sobre Música

Pr. Dário é pastor e músico. Foi o grande idealizador e principal responsável pela formação do “Hinário Adventista Cantai ao Senhor”, e teve uma grande participação na formação do Hinário Adventista Tradicional e atual. Segue então suas palavras com autoridade na música:

No Brasil, até os músicos leigos sabem fazer a distinção entre som musical e
ruído, e nem precisam ser muito inteligentes para perceberem que os tímpanos
são afinados para reforçar e encorpar os sons musicais básicos da harmonia na
música erudita que as orquestras sinfônicas executam, e que nada têm em comum
com o ruído das baterias.

No Brasil, se a pessoa já entende um pouco mais de música, em sua cabeça
racional já não mais confunde a música em sua expressão equilibrada de melodia,
harmonia, ritmo natural, forma, agógica, etc., com a monstruosidade de 90% de
ritmo artificial e ruídos, e 10% de pobreza melódica, harmônica, destituída de
forma.

Nenhum brasileiro aceitaria ir para o Céu a fim de, em nome de “música”, ficar
durante a eternidade ouvindo o “ruído” de trovões e “barulho” de mar ferindo as
rochas, só porque o Apocalipse usa essa linguagem simbólica para descrever a
grandiosidade da música celeste, que tão bem a irmã White descreveu após suas
visões. Só para ouvidos e neurônios queimados com baterias aqui, melhor
escolher ficar ouvindo ruídos ensurdecedores no Céu. Aliás, apenas associar a
expressão “música sacra” com “ruído de baterias” já representa uma heresia sem
tamanho.

Para sermos bem honestos, no Brasil também os títulos de mestrado e doutorado
não são capazes, por si só, de pôr no lugar cabeças confusas. Isto é obra do
Espírito Santo em favor dos que desejam.

Qualquer professor se sentiria lisonjeado em ter um ex-discípulo que, com um
simples artigo, pretensamente exegético, conseguisse uma façanha que nenhum
ser humano do planeta em seis mil anos de História Universal conseguiu:
convencer aos muitos bilhões de habitantes da Terra de que Deus resolveu fazer
as pazes com Satanás, e que, por isso, o caminho largo e o caminho estreito agora
vão dar no mesmo destino da bem-aventurança eterna, fazendo desta maneira jus
ao Prêmio Nobel da Paz – 2009 ao infinito. O último teorema teológico de Fermat finalmente foi solucionado...

A exegese de um assunto que se concentra nos efeitos sem se interessar nas
causas, certamente será tendenciosa. Assim, por exemplo, as testemunhas oculares, ao se expressarem, afirmaram que quase todos eram influenciados “por causa da música que é executada na cerimônia”. “... Então começam a tocar os instrumentos musicais até que não se consegue nem ouvir os próprios pensamentos, e sob o excitamento desses ruídos, eles levam grande parte da congregação para frente em todas as ocasiões.” “Seu livro de músicas é ‘Garden of Spices’ e tocam músicas dançantes com letra
sagrada.” S. N. Haskell “Eles gritavam e cantavam suas canções até que se tornavam realmente histéricos.” (do relatório de Burton Wade a Artur L. White, 12 de janeiro de
1962) Vide “Música, Sua Influência na Vida do Cristão”, p. 36-38. CASA, 1ª. edição, 2005".

Desconheço qualquer congregação da IASD no mundo que mantenha a doutrina
da “Carne Santa”, mas vejo quase todas sob as causas do excitamento que
provocava a histeria. Estou constantemente ouvindo “músicas dançantes”,
ritmadas, badaladas, “com letra sagrada” exatamente “sob o excitamento desses
ruídos” (baterias).

Eu jamais cairia na vesguice exegética para provar que é justificável e
recomendável o uso de craque, porque nos escritos de Ellen G. White nunca
apareceu esta palavra.

A doutrina peculiar dos Adventistas sobre o Santuário, em que “terminação da
graça” tem um significado único (ou pela morte, ou pelo fim da intercessão de
Cristo), não pode ser levianamente aplicada a um hipotético passado, o que
excluiria da salvação todos os que nascemos ou vivemos depois, inclusive o
brilhante articulista. Nem é necessário saber falar em russo para ter capacidade
de saber que qualquer tentativa de diálogo seria mera perda de precioso tempo.

Pr. Dario Pires de Araújo

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