sexta-feira, 31 de julho de 2009

Andando na luz – Renunciando o Mundanismo

1° Parte


2° Parte


3° Parte

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Não Há Saúde Sem Saúde Mental

Ainda existe preconceito contra pessoas que sofrem mentalmente. Se alguém tem diabetes, hipertensão arterial, úlcera de estômago, artrite, entre outras doenças físicas, é bem recebido, obtém compreensão, apoio, incentivo e até afeto. Mas isto não ocorre quanto esta mesma pessoa passa a sofrer mentalmente.

Dr. Jair de Jesus Mari , Professor de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo e Professor Honorário do Health Services and Population Research Department – Institute of Psychiatry – Kings College, Universidade de Londres, no Jornal da Associação Brasileira de Psiquiatria, n.5, 2008, escreveu um artigo com o título acima. O que é saúde mental?

Ainda existe preconceito contra pessoas que sofrem mentalmente. Se alguém tem diabetes, hipertensão arterial, úlcera de estômago, artrite, doenças pulmonares, mesmo câncer, entre outras doenças físicas, é bem recebido, obtém compreensão, apoio, incentivo e até afeto. Mas isto não ocorre quanto esta mesma pessoa passa a sofrer mentalmente, pois pode ser rotulada de fraca, dependente, covarde, sem força de vontade, supersensível, esquisita.

Isto não é justo, até mesmo porque as doenças são, de alguma forma, psicossomáticas, ou seja, corpo e mente atuam juntos para evitar o adoecer e mesmo no adoecer. Por exemplo, já se sabe que doenças autoimunes, certos tipos de câncer, febres “estranhas”, manchas e outras lesões na pele, hipertensão arterial, diabetes, enxaquecas, etc., têm uma parcela importante do mundo emocional na formação da enfermidade. Não se adoece só numa parte do corpo. Corpo e mente vivem juntos, sendo uma unidade indivisível como corpo e alma.

A ciência provou que, por ex., casais casados há 50 anos ou mais, ao morrer um, o outro teve diminuição de glóbulos brancos (linfócitos) por 6 meses como resultado da tristeza pela morte do companheiro(a). Mulheres sob alto estresse têm uma perturbação da função de uma parte dos cromossomos chamada “telômero” resultando em encurtamento do tempo de vida. Mulheres, mais que homens, apresentam manchas vermelhas na pele, especialmente nas coxas e pernas, quando sob pressão emocional forte, etc.
Em certas condições a mente apresenta seus transtornos em evidência, como a depressão, doença do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo, distúrbio bipolar, fobias, as complexas doenças psicóticas como a esquizofrenia, etc. Transtorno mental não seleciona raça, nem classe social e econômica. Ricos e pobres “surtam” e se deprimem. Há doutores e iletrados com fobias e com esquizofrenia. O Prof. Jair diz: “Como convencer as pessoas de que adoecer mentalmente é tão normal quanto ter hipertensão arterial, ou diabetes, ou hemorragia?”

Não vamos convencer. A pessoa deveria aprender isto na escola, ou quando se torna um profissional da área, quando sofre o problema ou quando a boa mídia educa. Já atendi muitas pessoas, homens e mulheres, acima dos 50 anos de idade que haviam sido muito produtivas na vida, e ao virem à consulta demonstravam raiva de si mesmas, rejeição de si mesmas por estarem em necessidade de um psiquiatra! A frase comum delas é: “Nunca pensei que fosse ter um problema assim! E eu que criticava e debochava das pessoas com problemas mentais, achando-as fracas!” Pode demorar vinte, trinta, quarenta anos para a dor emocional surgir à tona da consciência produzindo um transtorno mental e, finalmente, a pessoa parar e reconhecer que precisa ajuda para o que era canalizado, quem sabe, na vício do trabalho, em doenças no corpo, mas nunca admitidas como sendo algo não equilibado na mente.

Estima-se que 25% da população adulta experimentará algum tipo de sofrimento mental que exigirá cuidados profissionais. Em qualquer momento 480 milhões de pessoas no mundo sofrem um transtorno mental. A depressão atinge de 10% à 20% da população, 10% tem a doença do alcoolismo e 1% esquizofrenia. Segundo a Organização Mundial da Saúde – dados de Setembro 2007 – três mil pessoas se suicidam por dia no mundo, uma a cada 30 segundos.

Não tenha vergonha do seu sofrimento mental. Já basta sofre-lo. Todo ser humano tem ansiedade. A diferença é o grau, a maneira com ela se manifesta, a consciência ou inconsciência dela e a intensidade dela. Claro, alguns administram bem sua ansiedade e por isso conseguem viver com equilíbrio emocional. Outras são dominadas por ela e sucumbem em algum transtorno mental de gravidade leve, média ou grave, com ou sem sintomas psicóticos. Mas em geral podem se recuperar, com exceções.

Saúde mental é a capacidade de administrar suas lutas interiores, seus conflitos, sua angústia, de maneira que você possa trabalhar, recrear-se, produzir, amar, conviver socialmente de maneira construtiva e amistosa, com consciência de si, de suas limitações e capacidades. Seja humilde e procure ajuda, se precisar. É possível que seu sofrimento possa acabar.

Portal Natural

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Seminário "Saúde e Adoração"


Programação de "Enriquecimento Espiritual" dirigida pelo Pr. Sidionil Biazzi, Presidente da Associação Paulistana da Igreja Adventista do Sétimo Dia, na IASD Cambuci em 19 de Julho de 2009, com o tema "Saúde e Adoração".

Estabelecida em uma perspectiva bíblico-profética, visa buscar através de uma vida espiritual embasada no trinômio revelação/fé/prática, o entendimento das orientações de Deus para estes últimos dias, especialmente para o povo do advento.

Prévia: "Quem vê com os olhos do profeta, vê com os olhos de Deus; vê mais longe, mais profundamente e com mais detalhes"

1) - Seminário Saúde e Adoração - Parte 1
2) -
Seminário Saúde e Adoração - Parte 2

Não se esqueçam do usual apelo à duplicação da boa informação que Deus tem graciosamente nos concedido, afim de que nos preparemos para enfrentar ao Seu lado os eventos que se descortinam no horizonte dos adventistas do sétimo dia.

Oséias 4:6
O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.


Soli Deo Gloria.

Diário da Profecia

Linha Editorial - 2ª Parte

Podemos suportar a verdade?

Você está sentado no mais macio, no mais aconchegante, no mais seguro, no mais calmo
e no mais prazeroso sofá . Alguém chega e lhe diz: Se você continuar ai sentado, corre grande risco de se machucar, passar por medos, dificuldades e acabar nas amarguras da vida. O normal de todos nós é levarmos um susto, e grande maioria além do susto, fazem uma cara de mau gosto e exclamam: “Capaz, estou tão seguro, tão aquecido e tenho sido tão feliz. Deixe de ser bobo, nada de mau pode me acontecer”.

Há porém outros que além do susto, procuram enxergar o que talvez não estejam
enxergando. Procuram entender o porquê do aviso e de duas uma: ou entende-se que de fato era verdade, ou que no fundo não passou de um alarme falso. Mas e se você ficar sentado, e for verdade?

Como posso eu sentar em um sofá sem antes me certificar, para garantir se
está tudo bem, e então me sentar. Mas é o que muitos têm feito. Dando uma olha superficial, avaliando em seu pensamento o quanto de prazer, dinheiro, status e “segurança” o sofá vai lhe proporcionar e não se senta, mas se atira. Ai então, quando alguém lhe diz algo, totalmente contra o que você tem vivido e acreditado ser o melhor, tapa-se os ouvidos e torce-se o nariz. Mesmo que seja verdade. Uma atitude nada sábia. Por um outro lado, exigimos verdade em praticamente todas as áreas da vida. Por exemplo:

Entes queridos – Ninguém quer ouvir uma mentira do seu grande amigo, de um filho, muito menos do cônjuge;

Médicos – Queremos ter certeza do remédio que devemos tomar e qual nosso real estado de saúde;

Tribunais – Queremos justiça em todos os casos, culpando o verdadeiro culpado;

Empregadores – Queremos que nos digam a verdade e nos pagem de forma justa;

Exigimos também a verdade em rótulos dos produtos, nas bulas de remédios, na sinalizações do trânsito, nos políticos, no noticiário, nos resultados de nossas avaliações, etc. O fato é que exigimos a verdade em praticamente todas as áreas da vida que afetam nosso dinheiro, nossos relacionamentos, nossa segurança ou nossa saúde.

Por outro lado, apesar da grande demanda em busca de verdades, muitos de nós
dizem que não estão interessados na verdade quando o assunto é moralidade, religião ou que vai de encontro com o belo sofá da vida. Exigimos verdades, mas não queremos mudar, quando a verdade nos diz que devemos mudar.

Como você notou caro leitor, existe uma grande contradição aqui. Por que exigimos
verdade em tudo, exceto na moralidade ou em algo devemos mudar? Por que dizemos “isso é verdade para você mas não pra mim”, quando estamos falando de mudanças, mas nunca pensamos nessa falta de sentido quando estamos diante do corretor de imóveis, ou de um médico?

Poucos admitem, mas nossa rejeição pela verdade frequentemente está alicerçada
em fundamentos volitivos, e não intelectuais. Simplesmente não queremos admitir que “é” ou “existe” uma verdade, e preferimos ficar com nossos status, nosso dinheiro, nosso prazer, nosso bem-estar. Um político corrupto não aceita que a verdade é ser honesto, e prefere o seu status. Um carnívoro, muitas vezes não admite que o ato de comer carne só nos trás prejuízos e prefere continuar com o prazer de comer um bom churrasco. Exigimos verdades por um lado, e preferimos ficar na mentira por outro. Seria sábio fazer isso? Mas o que é verdade? Como encontrar verdades? Existe uma verdade absoluta ou tudo é relativo?

Jean R. Habkost

Linha Editorial - 1ª Parte

segunda-feira, 27 de julho de 2009

CD Jovem: Cultura de massa na Igreja Adventista do Sétimo Dia?

Exposição de motivos: Interessante pesquisa sobre a influência da mídia na identidade do adventismo (no caso focada pela introdução de material áudiovisual na difusão especialmente da mensagem musical). Mais interessante ainda são os sinais observados de latente perda de foco da cosmovisão bíblica adventista do sétimo dia neste cenário, bem como das possibilidades que se descortinam considerado um quadro maior de inserção do povo do advento em um ambiente hostil às suas crenças, à manutenção da sua espiritualidade e, principalmente, de sua identidade, considerada em última instância a missão que nos foi concedida. Enfim, conclusões óbvias e profeticamente visualizadas tantas vezes pela serva do Senhor em um cenário mais amplo.

Para atender aos interesses deste espaço, principalmente em questão de agilidade e, para pontuar os contornos conclusivos do tema, transcrevemos apenas as impressões finais do autor, no entanto, o documento pode e deve ser compulsado em sua integralidade no link infra.

*.*.*.*

Quem poderia apostar que o relógio mudaria o mundo da civilização? E quanto mais a escrita? O próprio Gutemberg, um católico fervoroso, não apostaria que sua invenção poderia ser usada de forma poderosa contra a igreja. Mas isso ocorreu. Em sua obra Tecnopólio - a rendição da cultura à tecnologia (1994), Neil Postman mostra como a tecnologia foi modificando a sociedade em vários momentos da história.

Através da premissa de que a tecnologia é um ciclo onde o homem cria o meio e o meio cria o homem, ele afirma que até as crenças mais fundamentais como a verdade e a realidade são mudadas com a tecnologia (1994, p.18). Por exemplo, a invenção do relógio por monges beneditinos entre os séculos XII e XIII possibilitou ao homem a controlar melhor às atividades do dia, como as sete orações obrigatórias dos mosteiros. Mas “o relógio foi além das paredes do mosteiro, levando uma nova e precisa regularidade à vida do trabalhador e do mercador” que tornou possível o capitalismo (1994, p.24).

E a imprensa do alemão católico romano foi usada por outro alemão, um monge, que se voltou contra o poder papal e colocou a Bíblia nas mãos do povo. A religião cristã nunca mais seria a mesma (1994, p.25). O cristianismo estava também sendo influenciado pelos meios de comunicação de massa. Como foi descrito na introdução e no terceiro capítulo deste trabalho, à medida que o cristianismo foi se modificando seus meios de transmissão de conteúdo, sua mensagem também foi modificando.

Na Idade Média o catolicismo usava imagens iconográficas, sem a presença da escrita bíblica e sua liturgia era realizada numa língua estranha ao público. Essa comunicação litúrgica mostrava um Deus transcendente. Com a Reforma Protestante a Bíblia foi usada na língua do povo, assim como as músicas. Os cultos tornaram-se mais pessoais, transmitindo a idéia de um Deus mais imanente. Essa imanência fez com que os cultos pentecostais começassem a apelar para o emotivo.

Os neopentecostais que herdam esse método de liturgia mais imanente, apelando à emoção, buscam no seu contexto tecnológico a mídia audiovisual para não perder seu lugar na pós-modernidade. Pois na sociedade do espetáculo tudo é midiatizado pelo recurso da imagem. E o uso extensivo da mídia de massa visual super-enfatiza a emoção. Assim como “profetizado” por vários filósofos, a geração se tornaria escrava de sua invenção. O meio mudaria a mensagem e o seu autor.

A mídia usada pela igreja cristã a tem tornado mais secular, justamente o oposto de seu propósito. Estudos como o de Oliveira e Pires (2005), Klein (2006a) e Contrera (2006) mostram que o cristianismo ao se entregar ao uso da mídia de massa tem se tornado super-emotivo, existencial e mundano. Isso é uma descaracterização do cristianismo, ou seja, ao invés da igreja modificar os padrões seculares, o mundo é que tem modificado a igreja. E os adventistas do sétimo dia também têm enfrentado essa nova onda da religiosidade pós-moderna que tem secularizado o sagrado.

Para responder como essa influência pós-moderna está afetando a Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil, parti do mesmo pressuposto de Postman e dos filósofos da comunicação da escola de Frankfurt, que o meio afeta o conteúdo. Como o conteúdo adventista é escatológico-essencialista, onde a razão bíblica é enfatizada, em detrimento de uma emotividade que gera uma desescatologia-existencialista, a igreja estaria correndo risco de perder sua identidade ao usar os meios de comunicação de massa.

E os números desse trabalho mostram que tal influência já pode ser percebida. Quando classificamos de forma mais geral todas as poesias musicais produzidas desde o início em 1995 até 2007, percebemos que a ênfase existencial está presente em 59% delas contra 41% de conteúdo mais escatológico. Isso tirando as músicas classificadas como litúrgicas que a princípio não são relevantes para a pesquisa. Apesar de ser menor que o esperado, e que o detectado em pesquisas com os neopentecostais, essa presença existencialista na mensagem adventista deve ser olhada com cuidado.

Quando adicionamos os resultados da análise dos vídeos essa preocupação se torna mais evidente. Músicas com poesias que retratam fidelidade a Deus são traduzidas em um relacionamento apaixonante de um casal de namorados. A relação Deus-homem se transforma numa novela jovem. Como Postman sugere, os autores normalmente não entendem o impacto que suas invenções podem causar (1994, p.25). E creio ser esse o caso da produção musical jovem adventista.

Mas ao detectar que cerca de 80% das imagens usadas para comunicar a mensagem no CD Jovem é ilustrativa, isso revela que a produção adventista é mal projetada. Pois não consegue produzir uma mídia capaz de unir texto e imagem. Isso a torna ineficiente para transmitir a mensagem da poesia. E quando essa união é tentada ela é mal sucedida e influenciada pelo existencialismo pós-moderno. Talvez por isso a presença de um roteiro romanceado para traduzir um conceito de fidelidade entre Deus e o crente.

Mas não seria essa pequena ênfase existencialista nas poesias uma oportunidade da Igreja Adventista do Sétimo Dia alcançar os pós-modernos? Como esse trabalho estudou apenas a influência do meio na mensagem e possivelmente na sociedade, é importante verificar o impacto que essas músicas causam nos ouvintes e assim fechar o ciclo da comunicação, onde o meio modela a mensagem que por sua fez modela o homem. Nesse trabalho nos atemos apenas à primeira parte. Mas a partir desse primeiro passo já podemos prever alguns impactos.

Após o CD Jovem e suas mídias audiovisual para serem usadas como auxílio na liturgia adventista, surgiram o ministério de louvor Está Escrito e as projeções da coletânea de músicas do Hinário Adventista. Apesar de não termos dados concretos ainda, podemos afirmar que o recurso áudio-visual de massa veio para ficar na Igreja Adventista do Sétimo Dia. A produção midiática Adventista só cresce em quantidade. CDs e DVDs, estudos bíblicos em vídeo, são produzidos cada vez mais para atender uma comunidade que espera esse tipo de produto.

Mas qual o impacto que isso tem gerado na comunidade adventista? Se levarmos em consideração o que Adorno afirmava quanto à cultura de massa (1974. p.19; 1975. p.176), essa onda de midiatizar o estilo de vida adventista tende a enfraquecer o conteúdo de sua mensagem e criar uma geração que não reflete nas razões de sua existência e de suas origens, que no caso do adventismo é profético-escatológicas.

Ao mesmo tempo, a proposta de Gene Edward Veith Jr. (1994) deve ser considerada. Em sua avaliação da pós-modernidade e o cristianismo, ele propõe que “a igreja poderá ter de apelar às emoções das pessoas, mas logo deverá ensiná-las a pensar biblicamente” (1994. p.219). Ou seja, a igreja não pode rejeitar a pós-modernidade e a cultura de massa, pois se fizer isso possivelmente não sobreviverá.

O que ela deve fazer é usá-la com cuidado. E para tanto, é necessário uma produção midiática bem planejada por comunicadores comprometidos com a mensagem adventista. E mesmo ao usar a mídia de massa, principalmente os recursos áudiovisuais, eles devem ser apenas um meio de atrair a um formato mais racional e bíblico. Talvez esse seja o desafio mais notável que essa comunidade cristã deverá enfrentar nesse século. E sua resposta poderá mudar completamente o rumo de sua identidade.

Rodrigo de Galiza Barbosa
Bacharel em Teologia pelo Unasp
Dez/2008

Fonte - Revista Kerygma

Doença celíaca - A Importância Nutricional

A doença celíaca (DC) caracteriza-se por uma intolerância ao glúten, proteína encontrada na farinha de trigo, centeio, cevada e na aveia. O consumo destes alimentos por pessoas portadores da doença, leva a uma ativação dos anticorpos do intestino delgado. Esses se combinam ao glúten fazendo com que as vilosidades (dobras) do intestino delgado se aplanem. Como conseqüência a absorção de nutrientes é reduzida, podendo levar a deficiências nutricionais.

As causas da doença ainda não estão bem esclarecidas, porém acredita-se que seja uma combinação de fatores genéticos e ambientais.

A forma clássica da doença celíaca aparece em crianças após o desmame, quando há a introdução da alimentação complementar e inclui sintomas como: diarréia, emagrecimento, anemia, falta de apetite, vômitos, dor abdominal, desnutrição, entre outros. Na forma não clássica as alterações gastrintestinais não são tão drásticas e os sintomas variam entre anemia, irritabilidade, fadiga, baixo ganho de peso, constipação. A importância de se fazer um diagnóstico precoce da forma assintomática é que a ausência de tratamento pode levar a complicações como o câncer, osteoporose, anemia, aborto e até esterilidade além de ocasionar diversas carências nutricionais.

O tratamento baseia-se na exclusão total de alimentos e preparações que contenham glúten. Retirando o glúten da dieta, os sintomas desaparecem e o intestino, aos poucos, se restabelece votando a função normal. Como os sintomas podem aparecer depois de uma pequena ingestão de glúten e esse é amplamente utilizado pela indústria, é necessária uma leitura detalhada dos rótulos dos alimentos.

O portador da doença celíaca muitas vezes tem dificuldade em equilibrar a alimentação diante das limitações impostas pela intolerância. O cuidado nutricional tem a função não somente de garantir os nutrientes necessários por meio de alternativas alimentares como também de oferecer ao portador da doença opções e receitas sem glúten.

Confira algumas dicas que vão auxiliá-lo a ter uma alimentação segura:
• Ao comprar alimentos atente-se aos rótulos dos produtos industrializados, examine sua composição para confirmar os que realmente não contém glúten;
• Tome cuidado ao comer fora de casa, pois mesmo que digam que o alimento ao contém glúten, os utensílios utilizados para preparação podem conter resquícios do mesmo;
• Prefira fazer suas refeições em casa, pois você sabe a procedência desses;
• Não reutilize óleos onde foram fritos empanados contendo farinha de trigo;
• Não engrosse, molhos, pudins ou cremes com farinha de trigo;
• Não polvilhe formas para assar com farinha de trigo;
• Oriente a sua família com relação à doença;
• Ao ser convidado para uma festa, caso tenha liberdade com o anfitrião, comente sobre os alimentos proibidos para que seja possível providenciar uma opção segura para o seu consumo;
• Varie a sua alimentação, testes receitas e procure lojas especializadas em produtos sem glúten.

Conheça os alimentos proibidos e permitidos para o portador da doença celíaca.

O que um celíaco pode comer:

CEREAIS:
milho, arroz, canjica
FARINHAS: de arroz, mandioca, milho, fubá, fécula de batata, fécula de mandioca, polvilho doce, polvilho azedo, amaranto e quinua
GORDURAS: gordura vegetal, óleos, margarinas
MACARRÃO: de arroz, quinua ou soja
LATICÍNIOS: leite, manteiga, queijos frescos e minas, derivados
CARNES e OVOS: aves, suínos, bovinos, caprinos, miúdos, peixes, frutos do mar
HORTALIÇAS e LEGUMINOSAS: folhosas, legumes, tubérculos, feijão, cará, inhame, soja, grão de bico, ervilha, lentilha, batata, mandioca (abuse para enriquecer sua refeição)
FRUTAS: todas, ao natural e sucos.

Atenção: leia sempre os rótulos.

O que um celíaco não deve comer:
Todos os alimentos que contenham trigo, cevada, centeio, aveia e malte
Produtos industrializados que contenham esses ingredientes em suas composição.

Nutrício

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Linha Editorial - 1ª Parte

De quanta fé você precisa para acreditar no que escreverei?

Antes de tudo, gostaria de explicar o porque desta pergunta como título e o porquê da palavra fé. Esta é uma palavra que está sempre associada a religiões, ou pelo menos faz lembrar. Escreverei sobre isso em minhas colunas? Não necessariamente. O que as pessoas não notam é que todos tem fé e em grande maioria não está ligada a religiões. Até um ateu possui fé!. Um exemplo de fé fora do contexto religioso é um torcedor ter a certeza de que seu time será vencedor, outro é um ateu que precisa de fé para crer que o mundo surgiu do acaso e que Deus não existe. E por fim temos a fé cristã, que não é apenas o fato de se crer em algo, mas é crer e submeter-se à vontade de Deus. Agora o porquê da pergunta é simples. Hoje vivemos em um mundo onde a mídia audível e áudio-visual, nos inculca linhas de raciocínios, que por muitas vezes não são as mesmas que as nossas, mas por um mero formalismo e falta de importância acabamos por aceitar sem questionar, e é justamente por isso que temos uma sociedade com sérios problemas. A mídia não é a única culpada, mas é um dos principais fatores, se não o principal (exploraremos mais sobre esse assunto em outras colunas).

Mas o que tem sido fortemente pregado é o relativismo, que nem tudo ou quase nada é literal, e que muitas coisas não são confiáveis por serem tendenciosas. É o que muitos têm feito com determinados assuntos, livros, artigos e etc.

Então eu lhe pergunto: Seria isso aplicável a tudo? A resposta é não, pois se fosse assim, não se poderia confiar em nada que se lê, seja qual for o assunto. Mas o que você tem que a ver com isso, caro leitor? É simples. Você deveria desacreditar naquilo que um naturologista escreve sobre o consumo de carne só porque ele é vegetariano? Não necessariamente, porque ele pode estar dizendo a verdade. Você deveria desacreditar no que um carnívoro escreve sobre vegetarianismo simplesmente por que ele come carne? Mais uma vez, não necessariamente, pois ele também pode estar dizendo a verdade.

E quanto as tendências do autor? Será que essa tendência corromperia a sua
objetividade? Se fosse assim, nenhum livro ou artigo seria objetivo. Por quê? Porque todos os livros/artigos são escritos por alguma razão; todos os autores têm uma tendência e nós, ou pelo menos a maioria de nós escritores acredita naquilo que escrevemos! Contudo, isso não significa que aquilo que escrevemos seja falso ou sem objetivo. Ou seja, você não vai precisar de muita fé, vai apenas ter que analisar os fatos e tirar por suas própria conclusões o fator principal, a verdade.

Qual a tendência?

Nossa cultura pós-moderna apresenta uma série de ideias sobre a verdade. É
ensinado que verdade e moralidade são coisas relativas e que não existe uma verdade absoluta. A elite intelectual que domina nossas universidades e os meios de comunicação, tem a ideia do relativismo, como sábia e progressista. Porém todos incluindo a “elite” têm a compreensão intuitiva de que existe uma verdade absoluta, e é relevante notar que todos conduzimos nossa vida, baseados nesse reconhecimento, prova disso é que vivemos buscando a verdade sobre tudo.

Contudo, ainda é um argumento fraco para se provar a existência ou não da verdade absoluta. Trataremos mais sobre isso na próxima coluna, mas pense um pouco: Se alguém vem ter convosco lhe afirmando a relatividade da verdade, ou seja, o que é verdade para mim, pode não ser verdade para você, ou que verdade é algo construído pela alta sociedade para que continuamente estejam no poder, pergunte a tal pessoa se ela estaria disposta a testar a sua teoria se atirando do prédio mais alto de nossa cidade. Faça também perguntas no contexto da lei da não-contradição. Pergunte se ela acredita que duas coisas contraditórias podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. Se ela tiver a desonestidade intelectual de dizer que sim, então pergunte sobre quão segura essa pessoa está de que a verdade absoluta não existe. Estaria ela absolutamente certa disto? Como se ela acabou de afirmar que não existe uma verdade absoluta?

Existe, meus caros leitores, uma verdade absoluta para tudo, o problema é que
nem todos são capazes de suporta-las ou até mesmo as negam. Terei como tendência em minhas colunas incentivar as pessoas a enxergarem as verdades absolutas de todos os fatos abordados. Não se equivoque pensando que será pelo mau uso de uma exegese ou pela imposição da minha linha de raciocínio, pois será pelos textos e contextos que cada um poderá analisar os fatos e tomar sua posição frente às verdades.

O objetivo

De forma alguma denegrir a imagem de algo ou alguém. Ainda que seja mostrado fatos dos quais visões sejam mudadas sobre determinados assuntos, não será por minha culpa, pois apenas as verdades serão expressas. Não farei de minhas colunas berços de pré-conceitos, mas sim de conceitos. Estudem, leiam, acompanhem e formem os seus conceitos, ao invés de ficarem presos aos pré-conceitos que formamos quando não há conhecimento dos fatos.

Farei com que minhas colunas sejam instrutivas para o crescimento intelectual e moral, logo, espiritual também, pois é justamente o que nos falta em nossa sociedade decaída na imoralidade.

Jean R. Habkost

Andando na luz – Guardando Seus mandamentos

1° Parte


2° Parte


3° Parte

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Novo layout

Como é impossível de não se notar, o site/blog está de cara nova! Pois bem... Vou deixar explicado cada significado dos elementos do site/blog. A linha editorial logo será postada com uma sequencia de colunas divididas em três partes. Estas são colunas que escrevi para o Diário de Jaguaruna, jornal da minha cidade do qual sou colunista. Os conteúdos são inspirados no livro “Não tenho fé suficiente para ser ateu”. Explicando a questão entre o relativismo e a verdade absoluta.

Quanto ao desenho por si só, são as cinco colunas da verdade: Deus, Jesus, Espirito Santo, a Bíblia e os Dez Mandamentos, que são as bases da verdade espiritual. O grande objetivo de Deus e desejo, é que Seus servos mantenham essas colunas de pé. Já o grande inimigo de Deus, procura sempre derruba-las. Cabe a cada um de nós Cristãos leva-las adiante.

O nascer do sol é o grande Sol da Justiça, o céu como plano de fundo é simbolo do grande poder criador de Deus, pois "os céus proclamam a glória de Deus..." (Salmo 19:1).

O despertar de um mandamento

O despertar de um mandamento é um livro escrito por três pesquisadores da área teológica, Natan F. Silva, Gilberto G. Theiss e Azenilto G. Brito. Os autores fazem uma defesa ao sábado bíblico e a lei de Deus usando a própria teologia evangélica mediante seus fundadores, líderes e também pastores contemporâneos. Este livro apresenta com fontes reais que o movimento adventista não é o único a defender a validade do sábado e dos dez mandamentos para os dias atuais. Você que é pastor, membro ou pesquisador, sua biblioteca agradecerá por tal manual de pesquisa e com certeza aos que são apaixonados por apologia encontrarão neste livro uma boa fonte de pesquisa em defesa aos dez mandamentos.

Aqueles que adquirirem este livro estarão ajudando na implantação do canal Novo Tempo em algumas cidades do distrito de Guaxupé-MG. Sua aquisição será ao mesmo tempo uma oferta necessária e importante para a evangelização daquele distrito pelo canal Novo Tempo.

Preço: R$ 25,00 já com o frete.
Para adquirir, entre em contato com a equipe alto clamor pelo e-mail
altocalmor@altoclamor.com

Veja outros livros do alto clamor

Nasce-se gay ou desenvolve-se?

No mundo gay há a defesa da idéia de que pessoas nascem homossexuais. Está isto comprovado pela ciência? É o homossexualismo determinado geneticamente? Ou será uma escolha de comportamento decidida ao longo dos anos, especialmente na infância e adolescência? Existe um gen gay?

Esta discussão começou em 1993 quando a revista científica de respeito mundial, a Science (Ciência), publicou um estudo feito por Dean Hamer dizendo que a ciência estava no limiar de provar que a homossexualidade seria inata (se nasce com ela), genética e, portanto, imutável, sendo uma variante normal de natureza humana. (Satinover, Jeffrey, "Is There a 'Gay Gene?'" National Association for Research and Therapy of Homosexuality (NARTH) Fact Sheet, March 1999, p. 1.)

A mídia logo jogou combustível no fogo. Revistas famosas, como a Newsweek, jornais como o The Wall Street Journal, e muitas outras publicações anunciaram em manchetes as sugestões de que cientistas haviam descoberto um “gen gay”. A revista Time entitulou sua matéria: “Born Gay?” (“Nascido Gay”) 26 Julho 1993.
Contudo até agora não foi descoberto o tal “gen gay” pela ciência. O próprio Hamer, ele mesmo revelado como gay, mais tarde disse: “...fatores ambientais têm um papel [no surgimento da homossexualidade]. Não existe nenhum gen mestre que faz as pessoas gay. ...Não creio que seremos capazes de predizer quem será gay.” (Hamer, Dean and Peter Copeland, The Science of Desire (Simon & Schuster, 1994).

Hamer havia dito que a homossexualidade poderia ser ligada aos achados do cromossoma X. Ele encontrou que de 40 pares de irmãos homossexuais, 33 (83%) receberam a mesma sequência de cinco marcadores genéticos. Outros cientistas, contudo, tal como N.E. Whitehead, Ph.D., co-autor de “My Genes Made Me Do It!” (“Meus Gens Fizeram Me Fazer Isto!”), encontraram uma série de problemas com o estudo de Hamer. Whitehead primeiro apontou que o

estudo falhou no controle do grupo da população geral, notando que se a mesma sequência do cromossoma X que apareceu nos homens homossexuais também apareceram na população geral de homens heterossexuais, então o gen é insignificante.

Outro problema com o estudo é que Hamer não testou os irmãos heterossexuais dos homens homossexuais para ver se eles tiveram o gen, e alguns dados daqueles homens heterossexuais indicaram que eles tinham sequência de gens idênticas. Outro dado é que sete dos pares de homossexuais não possuíam a necessária sequência genética. ( Whitehead, Neil and Briar Whitehead, My Genes Made Me Do It! - Huntington House, 1999, p. 141.)

Somando-se ao estudo de Hamer, dois outros grandes estudos atraíram a atenção da mídia no começo nos anos 90. Um deles, feito em 1991, por Simon LeVay, se tornou mais tarde conhecido como o “estudo do cérebro”. Em seu artigo "A Difference in Hypothalamic Structure Between Heterosexual and Homosexual Men" (“Uma Diferença na Estrutura Hipotalâmica Entre Homens Heterossexuais e Homossexuais”), LeVay tentou encontrar diferenças nos hipotálamos (região cerebral) de homens homossexuais e heterossexuais. Também publicado na Science.( LeVay, Simon, "A Difference in Hypothalamic Structure Between Heterosexual and Homosexual Men," Science 253 (1991): pp. 1034-7.) LeVay encontrou que o cérebro dos 19 homossexuais do estudo eram mais semelhantes ao tamanho de cérebros femininos. E agora? Isto comprovou ser a homossexualidade algo biologicamente determinado?

LeVay estudou cérebros de 41 pessoas, incluindo 6 mulheres, 19 homossexuais e 16 homens presumivelmente heterossexuais. Ele examinou uma parte do hipotálamo chamada de INAH-3 e relatou que ela era mais do que duas vezes maior em homens heterossexuais do que em homens homossexuais. Deduziu que “a orientação sexual tem um substrato biológico” porque se os cérebros de homens homossexuais eram mais iguais em tamanho dos cérebros de mulheres do que dos homens heterossexuais, então os homens gays devem ser mais biologicamente semelhante às mulheres.

Porém, o que o público em geral não sabe é que muitos pesquisadores encontraram falhas neste estudo, incluindo o próprio LeVay, que disse: “É importante enfatizar o que eu não encontrei. Eu não provei que a homossexualidade é genética, ou que encontrei uma causa genética para nascer-se gay. Não mostrei que homens gays nascem desse modo, [que é] o erro mais comum que as pessoas fazem ao interpretar meu trabalho. Nem localizei um centro gay no cérebro.” (Byrd, A. Dean, Shirley E. Cox and Jeffrey W. Robinson, "The Innate-Immutable Argument Finds No Basis in Science: In Their Own Words: Gay Activists Speak About Science, Morality, Philosophy"-September 30, 2002. Accessed 10 February 2006.) Dos 19 homossexuais do estudo de LeVay todos morreram por complicações da AIDS, e é possível que a diferença no tamanho dos cérebros deles tenha sido causada pela doença e não por serem homossexuais. (LeVay, Simon, Queer Science (MIT Press, 1996), pp. 143-45.)

O terceiro maior estudo alardiado como “prova” da ligação entre homossexualidade e genética foi feito em 1991 pelo psicólogo Michael Bailey e pelo psiquiatra Richard Pillard. Usando pares de irmãos — gêmeos idênticos, gêmeos não-idênticos, irmãos biológicos e irmãos adotados — Bailey e Pillard tentaram mostrar que a homossexualidade ocorre mais frequentemente entre gêmeos idênticos. Mais uma vez, o que a maioria das pessoas não sabem, e a mídia não anunciou devidamente, é que este estudo na realidade provê apoio para os fatores ambientais e não para a genética! Se o homossexualismo estive enraizado na genética, então os dois gêmeos teriam que ser homossexuais 100% das vezes, o que não ocorre na realidade. (Byne, William, "The Biological Evidence Challenged," Scientific American (May 1994) : pp. 50-55.)
Bailey e Pillard verificaram no estudo que entre os gêmeos idênticos 52% eram ambos homossexuais, comparados com os não idênticos, onde somente 22% compartilharam a mesma orientação homossexual. Em 9,2% do tempo ambos irmãos não gêmeos foram homossexuais, e em 10,5% do tempo ambos irmãos adotivos foram homossexuais.

Dr. Whitehead explicou mais tarde: "Gêmeos idênticos têm gens idênticos. Se a homossexualidade fosse uma condição biológica produzida inescapavelmente pelos gens (como a cor dos olhos), então se um gêmeo idêntico fosse homossexual, em 100% dos casos seu irmão seria também. ... Os gens são responsáveis por uma influência indireta, mas em média, eles não forçam as pessoas para a homossexualidade. Esta conclusão tem sido bem conhecida na comunidade científica por umas poucas décadas mas não tem alcançado o público geral. De fato, o público crê aumentadamente no oposto.” (Whitehead, N.E., "The Importance of Twin Studies." Accessed 10 February 2006.)

Fonte:Portal Natura

terça-feira, 21 de julho de 2009

A Internet está se auto-organizando em uma "Nova Ordem Global"

Ao longo dos últimos 30 anos, Joel de Rosnay tem se baseado em seus conhecimentos em biologia e tecnologias avançadas para investigar os recursos à disposição da civilização digital. Esta é uma entrevista dada por ele durante um evento chamado Diálogo Mundial do Conhecimento, uma reunião interdisciplinar, focada no futuro, da qual participam alguns dos maiores pensadores mundiais.

Que tendências você vê emergindo da interconectividade global entre humanos e computadores?

Primeiro de tudo eu gostaria de salientar que há mais na civilização digital que nós estamos entrando do que só a Internet. Ela também cobre as telecomunicações (telefone, televisão), satélites e ambientes inteligentes, por exemplo. É verdade, entretanto, que a Internet do futuro, com seus blogs, emails, vídeos, mensagens e sistemas móveis, irá favorecer uma interação entre os usuários cada vez maior.

A Internet se desenvolveu como um sistema darwiniano, gerando filhotes como a árvore evolucionária da vida. Há pouquíssimo planejamento no desenvolvimento da World Wide Web, mas sim uma multiplicidade de iniciativas de indivíduos ou de pequenos grupos. Nós estamos testemunhando uma genuína auto-organização de uma inteligência "cooperativa" ou "conectiva" - termos que eu prefiro chamar de coletiva.

Você fala de vez em quando de um "superorganismo global" para descrever o que nós estamos testemunhando...

Eu tenho usado várias metáforas para tentar tornar as pessoas conscientes do que está acontecendo, algo que é difícil explicar porque é um novo paradigma. No O Homem Simbiótico, publicado em 1995, eu falava de "cibionte", um termo composto do prefixo "cib", de cibernética e da raiz "bio", que se refere à vida, ao mundo vivente. Este termo descreve, portanto, um organismo vivo que é um meta-organismo global. Até hoje, os principais organismos globais que conhecemos têm sido as cidades, nações, grandes organizações internacionais ... mas com o cibionte nós chegamos a um novo nível de complexidade - um superorganismo global para o qual nós estamos assim como os neurônios estão para o cérebro.

Esta metáfora é utilizada por outros cientistas, como E.O. Wilson, em seu último livro. Ele faz eco da teoria Gaia, formulada por James Lovelock, segundo a qual a Terra é um ser vivo.

Como eu explico no O Homem Simbiótico, eu vejo a fusão de dois elementos: por um lado, Gaia, que é o metabolismo do planeta, com seus fluxos de energia e de matéria (carbono, nitrogênio, ciclo da água) e, por outro lado, o cibionte, que é o sistema nervoso no processo de auto-organização.

Quem programa esse supercomputador?

Os próprios internautas! Aqueles a quem me refiro como o "pronetariado", um termo que designa aqueles que são, e para quem é, a Internet. [usando prone como prefixo, que significa propenso, predisposto.] Claro que há aqui uma referência a Marx e seu chamado para o proletariado do mundo para se unir. O pronetariado - além do fato de que eles já estão unidos - também são diferentes do proletariado no sentido de que eles têm os seus próprios meios de produção.

Com um simples computador portátil, fazendo o upload de fotografias, artigos, links, tags, comentários, cada um de nós está reprogramando esse meta-computador global a partir de dentro. E o mais surpreendente de tudo é que esta gigantesca máquina na qual somos os elementos vivos tem funcionado ininterruptamente há quase 20 anos. Em poucas décadas, sem dúvida, este sistema irá incluir o seu próprio sistema imunológico, como o de uma criatura viva, capaz de combater vírus e spam no interesse comum.

Será que a emergência dessa inteligência cooperativa é uma coisa boa para as sociedades humanas?

Eu não faço julgamentos, eu simplesmente tento analisar as potencialidades e os perigos. O potencial é excelente: por exemplo, repensando as relações entre políticos e cibercidadãos - o que, de qualquer forma, precisa ser feito - poderíamos inventar uma ciberdemocracia genuína, uma democracia mais participativa que poderia complementar a tradicional democracia representativa.

Isto implica, naturalmente, trabalhar para assegurar que esta inteligência emergente leve ao que James Surowiecki chama "A Sabedoria das Multidões". Mas não há garantia de que esta sabedoria irá sempre se manifestar na direção correta. Multidões também podem tornar-se loucas, amplificar efeitos diminutos, reagir com ódio ou se virar contra aqueles que questionam.

Você pode ver outros riscos inerentes ao desenvolvimento da civilização digital, tais como um aumento do controle por parte dos governos?

O cerceamento das liberdades individuais é um risco que existe há muito tempo tempo.

Os governos têm sempre usado escutas telefônicas, vigilância, registros em arquivos... em suma, inteligência. Só que agora isso é possível em uma escala diferente dadas as possibilidades técnicas oferecidas pelos satélites, telefones celulares, cartões de crédito, RFID, armazenamento de informações etc.

Mas eu vejo como sendo o principal risco a criação de uma sociedade dual tanto com um individualismo excessivo (como frequentemente vemos entre os jovens) e um crescente tribalismo - uma identificação cada vez mais forte com uma comunidade, o que me faz temer movimentos grupais levando as pessoas em direções para as quais elas não tiveram tempo suficiente para pensar a respeito.

Eu tenho sempre escrito que, quanto mais o mundo torna-se global, mais ele se torna igualmente tribal. Isto é tanto positivo quanto negativo.

As pessoas têm uma afinidade com o seus países, sua cultura, sua língua, suas raízes e seu território, e tudo isto é positivo. Mas, quando levado ao extremo, isso conduz a um nacionalismo excessivo que se torna perigoso.

Será que não estamos vendo também o desenvolvimento de um tribalismo científico na medida em que pesquisadores se isolam dentro de suas disciplinas?

Eu pensei sobre isso 20 anos atrás: as disciplinas estavam se tornando cada vez mais estreitas e há uma aparente dificuldade em se comunicar com outros cientistas. Mas isto já não é totalmente o caso na medida que existe uma convergência das ciências complexas, do enfoque sistêmico e particularmente através da teoria do caos.

Agora estamos vendo leis análogas em domínios muito diferentes: cibernética, ecologia, economia e fisiologia, por exemplo. Por isso, é possível retornar a uma era de especialistas que têm um conhecimento detalhado de um determinado campo, mas ao mesmo tempo transcendem este campo através de um enfoque sistêmico. Esses especialistas tanto compreendem quanto são inspirados por outras disciplinas e são também, portanto, generalistas.

Estamos vendo agora a chegada de pesquisadores jovens, mais generalistas, que falam com os meios de comunicação - por vezes gerando conflitos com os cientistas mais velhos e mais ligados à disciplina, que os acusam de falar sobre assuntos fora do seu domínio.

É para defender essa interdisciplinaridade que você decidiu participar da reunião do Diálogo Mundial do Conhecimento?

Estou participando porque é um fórum, um lugar e uma organização que é incomparável em nível internacional, no sentido de reunir as idéias de cientistas, filósofos, sociólogos, industriais e políticos sobre a forma como o mundo está se desenvolvendo e sobre os grandes desafios do futuro. Os debates são abertos, e a expressão é tolerante, respeitando as opiniões de todos os interessados. Isso cria uma atmosfera calma e pacífica que é propícia à criação coletiva.

IT

Nota:É calara a tendencia de dominação em massa com pitadas de ocultismo com panteísmo e ainda é possível notar um certo “deboche” quando é perguntado: “Quem programa esse supercomputador?” E com clareza é respondido: “Os próprios internautas!”... Muitos na inocência ou até mesmo por mero descuido alimentam fervorosamente esse meio muito útil porem altamente perigoso...

Expondo seus mais íntimos gostos, seus dados pessoais, gastando tempo precioso em conteúdos frívolos e viciantes. Em algumas de minhas palestras comentei sobre a internet me dirigindo aos jovens da igreja que eu estava, falei do propósito de sua criação e da sua estratégia (temos agora mais provas com esse artigo), depois como quase sempre surgiram as piadinhas “pós-culto” entre as rodinhas na frente da igreja... Mas quero deixar algo a mais ao dizer que: Com o serviço de rastreamento deste site/blog, gratuitamente, preste bem a atenção eu falei GRATUITAMENTE caro leitor, eu posso rastrear a cidade que você está nesse exato momento que está lendo está nota!

A cidade e consecutivamente o estado e o país, o horário, as páginas acessadas, de onde você entro no site/blog, se foi por uma pesquisa no Google ou por outro link qualquer, qual o seu sistema operacional (Windows XP, Vista, Linux, Mac etc), qual o seu navegador (Internet Explore, Mozilla, Safari etc) e mais, consigo também o numero de IP do seu computador. Agora pare e pense, eu consigo isso GRATUITAMENTE e os grande líderes mundias da internet conseguem o que?

Vamos pensar mais antes de fazer piadinhas “pós-culto” meus queridos jovens!!! Lembre-se, eu sou um de vocês também...

Jean R. Habkost

O Seu olhar

O Seu olhar é tão puro, tão meigo, suave, que quando desponta nos meus olhos é impossível não ser levada por eles. Levada para um lugar onde as percepções são diferentes das que podemos ter aqui. O Seu olhar chegou suave, tão mansinho que me trouxe de volta com ânimo para enfrentar minha vida. Quero ter sempre Teus olhos nos meus olhos, Senhor Jesus...

-Porque se não tivesses me revelado eles, ai, nem sei o que seria de meu pobre ser. A minha alma vibra perante Tua presença e deseja não ausentar-se dela. Já pode ser chamada de dependente de Seu maravilhoso olhar, e quando a distração ao redor chama a atenção, e me dou conta percebo o quanto tudo é efêmero e sem sabor se não puder sentir Seu calor dentro de mim. Se Seu olhar é assim tão profundo e encantador sem vê-los fisicamente, sonho a cada dia com o momento em que contemplarei tudo o que irá ser transmitido com Seu olhar, no dia em que Ele vier me buscar, e Ele vem.

Penso que seja tão profundo e maravilhoso que contemplar por um instante converterá a mais profunda tristeza em alegria verdadeira. Sei que não perco em esperar. Esperar por Seu olhar...

Lesyane

segunda-feira, 20 de julho de 2009

"Discoteca cristã" em Fátima

Proporcionar aos jovens uma "diversão santa" durante a noite é o objectivo da «Cristoteca», espaço de dança que não esquece a oração e a evangelização. A ideia, que foi concebida pela Aliança de Misericórdia, comunidade católica originária do Brasil, está a dar os primeiros passos em Portugal.

Para Carlos Marques, da Kerygma, esta iniciativa visa cativar os jovens para um convívio cristão, saudável, sem "bebidas, consumos e extravagancias que normalmente acontecem nas discotecas normais".

Em entrevista à Agência ECCLESIA, Vanessa Bueri, missionária brasileira da Aliança de Misericórdia (portugal@misericordia.com.br), referiu que o conceito pretende cortar com a visão "muito quadrada" que os jovens têm da Igreja.

À imagem do que acontece em todas as «Cristotecas», a que se vai realizar no próximo dia 18 de Julho, em Fátima, começará com a missa, às 20h00. A pista de dança, que abrirá uma hora mais tarde, será servida por «Cristodrinks», bebidas sem álcool. As entradas são gratuitas e não há consumo obrigatório.

Durante a noite, far-se-á a "evangelização corpo a corpo": "abordamos os jovens enquanto eles dançam e se divertem, para poder falar um pouco de Deus com eles", refere a missionária. Quem o desejar, poderá participar no dia seguinte num encontro espiritual e formativo promovido pela Comunidade Canção Nova.

O local onde decorrerá a iniciativa - Centro Pastoral Paulo VI - obriga ao seu encerramento à meia-noite e meia, correndo-se o risco de os jovens partirem para outras discotecas: "Ficamos tristes por terminar nesse horário e por não termos condições para continuar pela madrugada", à semelhança do que sucede no Brasil, em que o fecho não ocorre antes das 5 horas. Para Vanessa Bueri, é preciso proporcionar uma experiência de tal maneira intensa, que os jovens não tenham vontade de ir para outros espaços de diversão.

Para que este "trabalho de formiguinha" crie raízes, é preciso encontrar um local fixo, onde os jovens se possam dirigir todos os fins-de-semana, à semelhança do que acontece em S. Paulo.

Até lá, a «Cristoteca» realiza-se onde é possível. A 13 de Junho, o Café Cristão, no Seixal, recebeu perto de 90 pessoas, naquela que foi a primeira iniciativa na zona de Lisboa. "Os jovens gostaram bastante. Alguns, que nunca tinham frequentado a Igreja, ouviram o barulho e entraram, sem se aperceberem que era um local cristão; e lá dentro, falámos de Deus para eles", referiu Vanessa Bueri, que acrescentou: "nós sentimos que a «Cristoteca» tem a particularidade de ser uma rede que atiramos no meio do mar para poder pescar essas pessoas para Deus".

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: Uma rede ou um laço? Deus aprova esses "métodos"? Qualquer semelhança não é mera coincidência, veja aqui e aqui.

Para saber mais sobre os eventuais contornos desta questão, do ponto de vista escatológico, veja '“Ser-me-eis santos, porque Eu, o Senhor, sou santo, e separei-vos dos povos, para serdes meus” (Lv 20:26)'.

A OBRA DA REFORMA DE SAÚDE! (3ª Parte)

O Posicionamento indicado pelo Senhor...

Primeiramente, meus irmãos, façamos uma leitura de todo o texto, para nos inteirarmos do conteúdo. Depois então voltemos ao início e leiamos uma ou duas palavras, sem pressa, em atitude de oração, meditativamente, ...crendo que Deus nos revelará as verdades ali contidas.

Qual é o posicionamento correto e equilibrado orientado por Deus sobre o uso do alimento cárneo para a Sua igreja?

Numa visão em 1902 foi revelado:

Foi-me mostrado claramente que o povo de Deus deve assumir atitude firme contra o comer carne. Daria Deus... a Seu povo a mensagem de que... precisa abandonar o uso da carne, se Ele não quisesse que eles dessem ouvidos a essa mensagem? Pelo uso de alimentos cárneos a natureza animal é fortalecida e enfraquecida a espiritual.CSRA, pág.383 (1902).

Meditando no texto parte por parte:

Foi-me mostrado claramente...” Quem mostrou e a quem foi mostrado? Foi inspirado pelo Espírito Santo? Aqui há uma afirmação clara e definida, Ellen White diz que Deus lhe mostrou claramente!

Mas o que Deus lhe mostrou?

... que o povo de Deus...” Como mensageira de Deus, ela não revelou sua opinião pessoal sobre o assunto, mas aquilo que o Senhor lhe mostrou claramente... Seu propósito, Sua divina vontade ao Seu povo!

Mas qual é o dever que Deus nos mostrou?

... deve assumir atitude firme...” Deus espera de nós um posicionamento nessa questão (isto foi revelado claramente)! Qual posicionamento? O texto inspirado nos fala de um posicionamento firme, “atitude firme”. Surge uma pergunta: Iremos assumir tal posição ou continuaremos negligenciando um dever conhecido?

Parece-me claro, para sermos fiéis a Sua orientação profética devemos abandonar as atitudes de indiferentismo ou de neutralidade e assumir a posição firme recomendada por Deus!

Mas, atitude firme contra ou a favor?

... Contra o comer carne...” O mais incrível é que, entre nós, muitos estão assumindo atitude firme a favor do uso da mesma, enquanto o Senhor pede o contrário. Noutro texto Ellen diz “o Senhor está reclamando essa reforma”! (ver CSRA, 401 parágrafo 715) Pergunto: Você conhece alguém na igreja que se posiciona de acordo com a orientação dada por Deus? Por assumir o posicionamento orientado por Deus normalmente ele é visto como radical, fanático, etc. Por quê?

Por que muitos temem assumir o posicionamento recomendado pelo Senhor? Muitos que não têm essa maravilhosa revelação profética que Deus nos concedeu como um povo, estão assumindo tal posicionamento (ex: o posicionamento do instituto Nina Rosa - DVD “A carne é fraca”), Por que não o fazemos nós, que recebemos, como um legado, a sua clara revelação inspirada? O Senhor nos mostrou claramente a posição que devemos assumir. Na verdade Ele está esperando tal posicionamento desde 1902 quando nos deu essa orientação!

Lembrando que Ellen White conclui o texto em pauta com a seguinte pergunta: “Daria Deus... a seu povo a mensagem... se Ele não quisesse que eles dessem ouvidos a essa mensagem?” O que você conclui meu irmão?

Medite, ore a respeito, afinal o Senhor mostrou claramente...

Fábio Dionel Oliveira Ancião – Igr. Central de Criciúma – SC

A OBRA DA REFORMA DE SAÚDE! (1ª Parte)
A OBRA DA REFORMA DE SAÚDE! (2ª Parte)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Organização Mundial de Saúde elogia parceria com adventistas

Centenas de adventistas do dia vieram de 90 países até Genebra para avaliar as possibilidades de parceria com a Organização Mundial de Saúde. A cooperação suíça relativiza.

É um aliança estranha ou uma parceria de razão? O fato é que a Organização Mundial de Saúde (OMS), sediada em Genebra e dirigida por 193 Estados-membros, trabalha intensamente com organismos religiosos para implantar princípios de saúde pública nas regiões mais pobres do mundo. Se a finalidade da parceria parece evidente, algumas questões fundamentais ainda não foram respondidas.

Higiene de vida exemplar

Enquanto a OMS quer passar uma mensagem estritamente pragmática, certas igrejas não concebem a saúde sem Deus. Centenas de membros da Igreja Adventista do Dia (umas das maiores comunidades protestantes fundada em meados do século 19 nos EUA) estiveram na semana passada em Genebra para avaliar com especialistas da OMS uma forma de colaboração.

"As organizações religiosas de todas as confissões assumem 40% dos cuidados médicos no mundo. Há vários anos elas estão incluídas em nossas estratégias de saúde", afirma Ted Karpf, responsável de parcerias na OMS.

"Nosso projeto com os Adventistas do Dia funciona nessa perspectiva. Eles são 25 milhões de membros e possuem cinco mil hospitais, sobretudo nos países pobres. Com uma higiene de vida exemplar – sem álcool, sem café, sem carne – a mensagem deles sobre a saúde é muito coerente. Além disso, eles desenvolveram um sistema de comunicação muito sofisticado, via satélite, que lhes permite atingir as regiões mais distantes e menos favorecidas. Para nós, uma infraestrutura dessas é muito preciosa", explica Karpf.

Se distanciar do sistema messiânico

Mas como a OMS faz para apoiar programas de saúde e se distanciar do discurso messiânico? Para os adventistas do dia, como para a maioria dos movimentos religiosos, bem-estar físico e espiritual são indissociáveis. Como lembra Allan Nandysides, diretor de saúde nas relações com essa Igreja, a OMS mantém critérios científicos.

"Nossas enquetes de campo demonstraram que eles não utilizam a saúde para fazer proselitismo, garante o funcionário da OMS. Queremos que as Igrejas se desenvolvam segundo as prioridades da ONU, particularmente os objetivos do milênio para o desenvolvimento como o de reduzir a mortalidade infantil, melhorar os cuidados com a mães, combate à AIDS, ao paludismo e outras doenças. Cabe a eles saber até onde estão dispostos a colaborar."

Colaborações mais soltas

Foi esse o objetivo da reunião de Genebra. "Estamos prontos a nos engajar em uma parceria de contrato legal, afirmam Allan Handysikes e Peter Lankless, especialista da Igreja para a prevenção do alcoolismo e das drogas. Esta etapa é prematura e implica concessões incompatíveis para as duas partes. Preferimos elaborar colaborações mais soltas.

Se a OMS pode aproveitar das excelentes infraestruturas dos Adventistas doDia, estes também reconhecem que precisam, na era da mundialização, das redes e bancos de dados da OMS.

"A OMS pode nos ajudar no diálogo com os governos", confirma Peter Landless. "Além disso, a agência estabelece linhas diretrizes de boas práticas e identificou exatamente as necessidades em todo o mundo. Todos esses dados são indispensáveis para trabalhar de forma eficaz."

Enquadrar

Para Anne-Marie Holenstein, especialista em questões de desenvolvimento e religiões e consultor independente da Direção de Desenvolvimento e Cooperação (DDC, agência do governo suíço), essa colaboração é positiva. "Os adventistas não são uma seita e são interessantes do ponto de vista geográfico. É a Igreja protestante mais implantada no mundo (mais de 200 países)".

A especialista da cooperação suíça, contudo, faz ressalvas. "Seus adeptos aumentam de maneira muito rápida, o que significa que eles são muito ativos na evangelização. Órgãos como a DDC e a OMS devem questionar e impor barreiras. Eles utilizam seus serviços de saúde para fazer proselitismo? Seus hospitais são abertos a todos? Com que critérios eles avaliam a saúde espiritual dos pacientes?

"Trata-se de um conceito filosófico que não implica seletividade nos tratamentos de pacientes", afirma Ansel Oliver, porta-voz da Igreja, acrescentando que o pessoal médico é de várias religiões.

Mas, para Anne-Marie Holenstein, não pode haver colaboração sem acordo sobre os critérios e métodos de gestão. "As partes poderiam se entender sobre os riscos potenciais e sobe uma avaliação comum. É de interesse de todos os parceiros", conclui.

Da agência de notícias Swichinfo.ch

Nota: Os adventistas do sétimo dia possuem um trabalho muito importante e relevante em termos de prevenção à saúde com farta orientação sobre alimentação, higiene, saúde mental, etc. Uma parceria dessas com a OMS é interessante até para difundir o conceito bíblico de saúde.

Realidade em Foco

quarta-feira, 15 de julho de 2009

terça-feira, 14 de julho de 2009

A posição da IASD frente ao caso de Indiana

George E. Rice (Ellen G. White Estate)

Experiências e Advertências no Passado


Conforme nos aproximamos do final da história da terra e ansiamos pela breve volta de Jesus, há um grande interesse entre o povo de Deus no papel do Espírito Santo. Falando sobre as chuvas temporã e serôdia, os autores da Bíblia nos deram a certeza de que o Espírito Santo estará ativamente envolvido nos eventos finais da história (Oséias 6:3; Zacarias 10:1; Tiago 5:7). Os Adventistas do Sétimo Dia vêem as profecias relativas às chuvas temporã e serôdia como se aplicando à história da igreja cristã, e à experiência do povo de Deus. Historicamente, as profecias que tratam da chuva temporã foram cumpridas pelo poder dado no Pentecoste, o qual impulsionou a igreja apostólica em sua missão mundial, mas uma maior demonstração do poder do Espírito Santo, a chuva serôdia, acompanhará o término da comissão evangélica. O simbolismo profético que descreve o derramamento da chuva serôdia é visto na obra do grande e poderoso anjo de Apocalipse 18.

As profecias que tratam das chuvas temporã e serôdia também são cumpridas na vida individual. Assim como a chuva temporã caía sobre a semente recém plantada no Oriente Médio, levando a semente a brotar e permitindo que a planta crescesse, também o Espírito Santo dirige o pecador arrependido a uma experiência de novo nascimento e a um relacionamento crescente com Jesus. Assim como a chuva serôdia preparava o grão para a colheita, também o derramamento final do poder do Espírito, justamente antes da volta de Jesus completará a obra de redenção nos corações do povo expectante de Deus, e os capacitará a estarem preparados para a transladação.

Muitos Adventistas do Sétimo Dia têm perguntado, As experiências extáticas e as livres demonstrações de emoções são evidência do batismo do Espírito Santo, e estas experiências acompanharão o derramamento da chuva serôdia? Demonstrações anteriores entre os mileritas, as quais incluíam desmaios, gritos e louvores a Deus em alta voz, foram levados, depois de 1844 para a experiência daqueles que estabeleceram a Igreja Adventista do Sétimo Dia, juntamente com pelo menos quatro experiências documentadas de falar em línguas. Será que a ausência destas experiências indica que a igreja tornou-se fria e formal, sem o poder do Espírito, e que devemos buscar reviver as experiências vívidas dos primeiros anos como sendo o poder da chuva serôdia sendo derramado sobre a igreja?

Um documento excelente pode ser encontrado no Ellen G. White Estate, o qual revisa e avalia as experiências que ocorreram entre os primeiros crentes na mensagem Adventista do Sétimo Dia. Este documento, "Charismatic Experiences in Early Seventh-day Adventist History", [Experiências Carismáticas na História Inicial dos Adventistas do Sétimo Dia] consiste de uma série de 12 artigos preparados para a “Review and Herald” em 1972 e 1973 por Arthur L. White, então secretário do Ellen G. White Estate. Não há necessidade de repetirmos aqui os detalhes históricos que Arthur White relata. Um resumo desta série seria útil, contudo, para a compreendermos o conselho que Ellen White dá à igreja enquanto aguardamos o derramamento da chuva serôdia. O leitor interessado nessas experiências carismáticas é encorajado a estudar por si mesmo este documento.

Experiências religiosas extáticas são relatadas nos escritos iniciais tanto de Tiago quanto de Ellen White, com relatos de glossolalia em 1847, 1848, 1849 e 1951 1851 (“Tongues in Early SDA History” [Línguas na História Inicial dos ADS], Review and Herald, 15 de Março de 1973). Arthur White resume seu estudo sobre o falar em línguas em nossa experiência primitiva dizendo: “Não há registro de Ellen White dando explícito apoio, ou expressando endosso a experiências extáticas com línguas desconhecidas, embora fosse testemunha visual de três dentre quatro de tais ocorrências. ... Posteriormente, foi-lhe mostrado que o pensamento e sentimentos de uma pessoa têm grande influência sobre essas experiências.” (“Bible Study Versus Ecstatic Experiences” [Estudo da Bíblia versus Experiências Extáticas], Review and Herald, 22 de Março de 1973).

Arthur White também notou que “É interessante observar que Ellen White, com as muitas e muitas visões que lhe foram dadas através dos anos, e deparando-se com muitas e muitas experiências, sentiu-se incapaz de declarar de forma inequívoca que haveria uma experiência extática, tal como falar em línguas desconhecidas, em conexão com o derramamento do Espírito de Deus. De fato, em tempo algum ela ligou as evidências do derramamento do Espírito – às vezes chamadas de batismo do Espírito Santo – com experiências extáticas” (“The Gift of Tongues at Portland, Maine” [O Dom de Línguas em Portland, Maine], Review and Herald, 5 de Abril de 1973).

Com referência à excitação fanática, a qual incluía falar em línguas, ocorrida entre um grupo de pessoas que estabeleceu o momento da vinda de Jesus para 1854, Ellen White escreveu: “Algumas dessas pessoas têm formas de culto a que chamam dons, e dizem que o Senhor os pôs na igreja. Têm uma algaravia sem sentido a que chamam língua desconhecida, desconhecida não só ao homem, mas ao Senhor e a todo o Céu. Tais dons são manufaturados por homens e mulheres ajudados pelo grande enganador. O fanatismo, a exaltação, o falso falar línguas e os cultos ruidosos, têm sido considerados dons postos na igreja por Deus. ... A influência dessas reuniões, porém, não é benéfica. Ao passar o auge do sentimento, essas pessoas imergem mais fundo que antes da reunião, pois sua satisfação não proveio da devida fonte” (Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p. 412).

Já em 1850, foi mostrado a Ellen White a ordem que existia no céu e entre os anjos de Deus. Ela foi advertida então acerca das “experiências” e lhe foi dito estas estavam em “grande perigo de ser adulteradas, ... Portanto, não se podia ter confiança implícita nelas.” Então ela disse, “Vi que deveríamos lutar em todo o tempo para estarmos isentos de excitações prejudiciais e desnecessárias. Vi que há grande perigo em deixar a Palavra de Deus para confiar e apoiar-se em experiências extáticas. Vi que Deus Se movia mediante Seu Espírito sobre vossa assembléia em algumas experiências e excitação deles; vi, porém, perigo à frente” (Manuscrito 11, 1850 – ver Manuscript Releases, vol. 5, pp. 226, 227).

Qual foi o perigo que a profetiza viu lançando sua sombra sobre a senda do povo de Deus? Poderia ser que ela compreendera que Satanás introduziria as experiências extáticas em nossos cultos de adoração com o propósito de desviar as pessoas para longe da Palavra de Deus como sendo o árbitro das experiências religiosas, para os exercícios emocionais como o critério para uma experiência genuína? Uma coisa é clara; conforme a compreensão de Ellen White se aprofundou e Deus revelou a ela os métodos que Satanás usaria para ganhar o controle das igrejas cristãs ao término do grande conflito, suas palavras de cautela tornaram-se mais claras e mais fortes, conforme ela se conduziu a igreja para longe das experiências extáticas e emocionais.

Advertências Relacionadas a Experiências Presentes e Futuras

Os Adventistas do Sétimo Dia sabem há décadas que pouco antes do derramamento do prometido poder da chuva serôdia Satanás faria um movimento tático, na tentativa de diminuir o impacto do poder do Espírito sobre o mundo cristão. Ellen White predisse: “Antes de os juízos finais de Deus caírem sobre a Terra, haverá, entre o povo do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os tempos apostólicos. O Espírito e o poder de Deus serão derramados sobre Seus filhos. Naquele tempo muitos se separarão das igrejas em que o amor deste mundo suplantou o amor a Deus e à Sua Palavra. Muitos, tanto pastores como leigos, aceitarão alegremente as grandes verdades que Deus providenciou fossem proclamadas no tempo presente, a fim de preparar um povo para a segunda vinda do Senhor. O inimigo das almas deseja estorvar esta obra; e antes que chegue o tempo para tal movimento, esforçar-se-á para impedi-la, introduzindo uma contrafação. Nas igrejas que puder colocar sob seu poder sedutor, fará parecer que a bênção especial de Deus foi derramada; manifestar-se-á o que será considerado como grande interesse religioso. Multidões exultarão de que Deus esteja operando maravilhosamente por elas, quando a obra é de outro espírito. Sob o disfarce religioso, Satanás procurará estender sua influência sobre o mundo cristão” (O Grande Conflito, p. 464).

No movimento carismático, os Adventistas do Sétimo Dia têm testemunhado pelo menos um cumprimento parcial desta profecia. Os exercícios emocionais envolvidos nos cultos de adoração carismáticos são vistos como a obra do Espírito Santo e a evidência da presença e da bênção de Deus. Cristão que são apanhados nestas experiências extáticas aceitam os sentimentos de felicidade e os picos emocionais gerados nas reuniões carismáticas como o critério para a verdade espiritual. Se os ensinamentos bíblicos não são diretamente associados com a experiência carismática e os ensinamentos daqueles que dirigem os cultos carismáticos, estes ensinamentos bíblicos são questionados como sendo a representação da verdade e são rejeitados de imediato por muitos.

Isto levanta a questão que deve ser enfrentada pelos Adventistas do Sétimo Dia hoje: É possível a mesma coisa acontecer dentro de nossa igreja? Com base em nossa história passada, Ellen White não apenas acredita que é possível, mas afirma enfaticamente que Satanás introduzirá uma falsificação da experiência da chuva serôdia em uma tentativa de evitar a sua vinda ou fomentar a falha em reconhecê-la e recebê-la quando vier. O seguinte conselho guardará o povo de Deus de aceitar uma experiência “carismática” em lugar da experiência genuína a qual existirá sob a chuva serôdia.

Entusiasmo Saudável:

Nosso culto de adoração não deve ser frio e sem vida. Ellen White diz que existe um entusiasmo saudável, mas o que é um entusiasmo saudável? “Unicamente o Espírito de Deus pode criar um entusiasmo são. Deixai que Deus opere, e ande o instrumento humano silenciosamente diante dEle, vigiando, esperando, orando, olhando a Jesus a todo momento, conduzido e controlado pelo precioso Espírito que é luz e vida” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, pp. 16, 17). Um entusiasmo saudável é uma alegria santa que resulta de contemplarmos a obra de Deus. Esta alegria é expressa em louvor e adoração conforme o ser humano caminha mansa e reverentemente na presença do grande Criador e Redentor.

Experiência Espiritual a ser Edificada na Palavra:

Devemos estar em guarda, que nossa experiência espiritual esteja fundamentada na Palavra de Deus, e não em experiência extáticas. Fortes alertas são dados àqueles que buscam um pico emocional através de uma “experiência espiritual”. A Palavra de Deus deve ser o sólido fundamento sobre o qual construímos a nossa experiência. Qualquer outra coisa, eventualmente provará ser um fundamento na areia. Note a ênfase colocada sobre a Palavra como base para nossas vidas espirituais.

“O Senhor deseja que Seus servos hoje preguem a antiga doutrina evangélica - tristeza pelo pecado, arrependimento e confissão. Precisamos sermões à moda antiga, costumes à antiga, pais e mães em Israel à antiga. É preciso trabalhar pelo pecador perseverantemente, zelosa e sabiamente, até que ele veja que é transgressor da lei de Deus, e exerça arrependimento para com Deus, e fé no Senhor Jesus Cristo” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 19).

É por meio da Palavra - não de sentimentos ou de exaltação - que precisamos influenciar as pessoas a obedecer à verdade. Podemos permanecer em segurança sobre a plataforma da Palavra de Deus” (Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 375).

[Os cristãos nominais] ufanam-se de estar em conformidade com a vontade de Deus porque se sentem felizes; mas, quando são provados, quando a Palavra de Deus é aplicada a sua experiência, tapam os ouvidos para não ouvir a verdade, dizendo: ‘Estou santificado’, e isso põe fim à controvérsia. Não querem ter nada que ver com examinar as Escrituras para saber o que é a verdade, e demonstram estar terrivelmente iludidos. Santificação significa muito mais do que enlevo de sentimento.

Exaltação ou entusiasmo não é santificação. Inteira conformidade com a vontade de nosso Pai que está no Céu unicamente é santificação, e a vontade de Deus é expressa em Sua santa lei. A observância de todos os mandamentos de Deus é santificação. Demonstrar ser filhos obedientes à Palavra de Deus é santificação. A Palavra de Deus deve ser nosso guia, não as opiniões ou idéias de homens” (Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 204).

O Espírito Santo Não Está Presente em Balbúrdia e Ruído:


A declaração seguinte não é útil apenas pela advertência que dá, mas é instrutiva sobre o que podemos esperar pouco antes do término da graça: “As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo.

O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído. Isso é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 36).

Ellen White estava se referindo aos erros fanáticos do movimento carne santa, que varreu as fileiras dos Adventistas que moravam em Indiana durante o início da década de 1900. Os cultos de adoração eram marcados por todos os tipos de demonstrações emocionais acompanhados por música alta e ritmada com todos os tipos de instrumentos. Estas demonstrações eram chamadas de obra do Espírito Santo.

Vez após vez a igreja recebeu palavras de advertência contra o fanatismo que se revelava em demonstrações emocionais durante a adoração. Por exemplo, em 1909 Ellen White escreveu: “A genuína religião não requer grandes demonstrações corporais. ... Estas não são indício da presença do Espírito de Deus” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 26). Em 1908 ela relembrou a experiência passada dos crentes Adventistas e disse: “Durante aqueles dias probantes alguns de nossos mais preciosos crentes foram levados ao fanatismo. Eu disse posteriormente que antes do fim veríamos manifestações estranhas da parte daqueles que professavam ser guiados pelo Espírito Santo. Pessoas há que tratam como alguma coisa de grande importância essas manifestações peculiares, que não são de Deus, mas são calculadas a desviar a mente de muitos dos ensinos da Palavra” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 41).

E novamente: “Não se poderia causar maior dano à obra de Deus neste tempo do que permitirmos um espírito de fanatismo penetrar em nossas igrejas, acompanhado de estranhas manifestações, incorretamente tidas como operação do Espírito de Deus” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 42). “Terríveis ondas de fanatismo hão de sobrevir. Deus, porém, livrará Seu povo que busque diligentemente o Senhor, e se consagre a Seu serviço” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 47).

Música Seria um Laço:

Assim como foi no movimento carne santa, a música será novamente usada por Satanás para tentar levar o povo de Deus a experiências que obscurecerão as verdadeiras obras do Espírito Santo. “Essas coisas que aconteceram no passado hão de ocorrer no futuro. Satanás fará da música um laço pela maneira por que é dirigida” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 38).

Um aumento nos decibéis não indica a presença do Espírito, nem leva à verdadeira adoração. Ellen White selecionou algumas palavras para uma pessoa que pensava que “forte” era santo: “Qualquer excentricidade ou traço de caráter esquisito chama a atenção das pessoas e destrói a séria e solene impressão que deve ser o resultado da música sacra. Qualquer coisa estranha e excêntrica no canto diminui a seriedade e o caráter sagrado do culto.

A movimentação física no cantar é de pouco proveito. Tudo que de algum modo está ligado com o culto religioso deve ser elevado, solene e impressivo. Deus não Se agrada quando pastores que professam ser representantes de Cristo, O representam mal quando movimentam o corpo em certas atitudes, fazendo gestos indignos e rudes. Tudo isso diverte, e estimula a curiosidade daqueles que desejam ver coisas estranhas, grotescas e curiosas, mas essas coisas não elevarão a mente e o coração daqueles que as presenciam.

Pode-se dizer a mesma coisa sobre o canto. Você assume atitudes indignas. Usa todo o poder e volume de voz que lhe é possível. Abafa a melodia e as notas mais musicais de outros cantores. Essa movimentação física e a voz áspera e estridente não trazem nenhuma melodia para aqueles que a ouvem na Terra e também no Céu. Essa maneira de cantar é defeituosa, e não é aceitável a Deus como acordes musicais perfeitos, suaves e melodiosos. Entre os anjos não há tais exibições musicais como as que tenho visto algumas vezes em nossas reuniões. Notas ásperas e gesticulações exageradas não são exibidas entre os componentes do coro angelical. O cântico deles não irrita os ouvidos. É macio e melodioso, e ocorre sem esse grande esforço que tenho testemunhado. Não é algo forçado que requer muito esforço físico” (Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 333).

A Presença do Espírito é Calma:

Como sabemos quando o Espírito de Deus está na nossa presença e abençoando nossos cultos de adoração? Ellen White diz: “Não demos lugar a essas estranhas tensões mentais, que afastam na verdade a mente das profundas atuações do Espírito Santo. A obra de Deus sempre se caracteriza pela calma e a dignidade” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 42).

“Precisamos ir ao povo com a sólida Palavra de Deus; e quando eles receberem essa Palavra o Espírito Santo poderá vir, mas Ele vem sempre, como declarei antes, por uma maneira que se recomenda ao discernimento das pessoas. Em nosso falar, nosso canto, e em todos os nossos cultos espirituais, devemos revelar a calma e a dignidade e o piedoso temor que atua em todo verdadeiro filho de Deus” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 43).

“Nos tratos de Deus com seu povo, tudo é tranqüilo; da parte dos que nEle confiam, tudo é calmo e despretensioso” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 97).

A compreensão de Ellen White acerca da obra do Espírito Santo entre o povo de Deus quando este se congrega pode ser melhor resumida pela seguinte declaração: “As mais proveitosas reuniões para o bem espiritual, são as que se caracterizam pela solenidade e o profundo exame do coração, cada um procurando conhecer-se a si mesmo e, com sinceridade e profunda humildade, buscando aprender de Cristo” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, p. 412).

Fonte - White State (Destaques nossos)

[Tradução - Levi Tavares]

Nota DDP: Apenas alguns apontamentos, absolutamente claros no texto:

1) - Já houve manifestações extáticas na IASD;
2) - Haverá um último engano neste tema, que é de conhecimento dos adventistas;
3) - Há um cumprimento parcial desta profecia no mundo carismático;
4) - Há possibilidade disso ocorrer na IASD? Segundo o artigo e com base em EGW, sim;
5) - Como isso se dará? Através do incentivo a um culto emocional;
6) - Como se proteger? Através da obediência irrestrita aos conselhos de Deus;
7) - Compontente importante deste quadro? Música.

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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Notícia antiga, mas ainda está valendo!

TV pode estimular puberdade precoce

Alguns médicos dizem acreditar que a exposição das crianças a programas adultos na televisão é um dos fatores que fazem com que elas se desenvolvam precocemente. "Os estímulos visuais são muito fortes. Uma criança que desde pequena convive com cenas de sexualidade, como nas novelas, estimula o hipotálamo, região do cérebro que então envia mensagem para a glândula hipófise ordenando a produção de hormônios", conta a endocrinologista Vivian Estefan, que também alerta para o uso que as crianças fazem dos computadores. "Os pais devem ficar bem atentos aos sites que elas visitam, com quem elas estão conversando e principalmente com o conteúdo dessas conversas."

Outros médicos, porém, não acreditam que a exposição ao conteúdo adulto de programas de TV influencia a puberdade precoce. "Se fosse assim, todas as crianças que assistem a programas impróprios teriam manifestado a puberdade antes da hora. O mesmo acontece com quem acha que a culpa é dos hormônios da carne e do frango. Se fosse assim, o número de casos seria muito maior. É muito difícil que apenas um fator cause a puberdade precoce", afirma a médica Angela Spinola-Castro.

Seja para evitar esse distúrbio ou por outras razões, a recomendação é que os pais monitorem as atividades dos filhos de perto.

(Folha Online)