segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Apocalipse 6:9 a 11‏

O sexto selo: Ao testemunhar o profeta o desdobrar dos acontecimentos, ouviu vozes que vinham de sob o altar, e essas vozes clamavam por justiça. Mo santuário dos hebreus, havia dois altares: o altar de incenso, no interior e o de ofertas queimadas fora, no pátio. Os sacrifícios eram oferecidos fora do santuário, sendo o sengue derramado na base do altar de ofertas queimadas. Quando o quinto selo foi aberto, João viu os mártires de Jesus “debaixo do altar” ou “aos pés do altar”. O seu sangue havia sido derramado na causa de Cristo, e subia, por assim dizer, clamando em coro? “Até quando, ó Senhor! Eté quando?”.

Não se pode apresentar quadro mais dramático da Reforma que irrompeu no mundo com um chamado para a volta “à Bíblia e à Bíblia só” como o Libro-guia da fé. Foi um clamor a Deus por poder espiritual, e como o sangue de Abel que clamou a Deus por vingança (Gên. 4:10), um grande apelo foi erguido, reclamando a vindicação da verdade pela qual os mártires haviam morrido.

Com relação ao altar o Dr. Adão Clark, talvez o maior comentarista do metodismo, diz: “Foi exibida uma visão simbólica, na qual ele viu um altar; e sob este, as “almas” dos que haviam sido mortos por seu apego à Palavra de Deus são apresentadas como sendo novamente mortas como vítimas da idolatria e da superstição. O altar está na Terra, não no Céu”.

As almas são representadas como estando sob o altar, exatamente como as vítimas mortas sobre ele derramariam o seu sangue por baixo dele e cairiam ao se lado” - Urias Smith, The Prophecies of Daniel and Revelation, pág. 433”.

Alberto Barnes, o notável comentarista presbiteriano, diz: “Não devemos supor que isto ocorreu literalmente, e que João tenha na realidade visto as almas do mártires de baixo de altares, pois toda a representação é simbólica; nem devemos imaginar que no Céu os que foram maltratados e injustiçados clamem por vingança contra os que os maltrataram.” - Notas Sobre o Novo Testamento, vol. 9 (Livro do Apocalipse), pág. 171.

João estava contemplando o desdobrar do panorama dos séculos. Este era um outro ciclo da História.

As vestes brancas são um símbolo da justiça de Cristo (Apoc. 19:8). Os que vieram da grande tribulação receberam vestidos brancos (Apoc. 7:13 e 14). Constituem eles uma multidão que ninguém pode contar. Verso 9. Somente os vencedores são vestidos com vestes brancas (Apoc. 3:5). Esta é a veste nupcial (Mateus 22:11 e 12) de que Cristo falou na parábola. Na grande cena de juízo no Céu quando os casos individualmente vêm à presença de Deus para exame, cada um é considerado à luz de hereditariedade, oportunidade, ambiente. (Salmo 87:6; Lucas 10:10-12). E a recompensa será dada a cada um segundo sua fé e obras sob as circunstâncias em que viveu.

Quando Sir Samuel Morlan, enviado por Cromwell para investigar o massacre papal dos valdenses, volto do Piemonte, nos Alpes, com a trágica história, o poeta cego John Milton, secretário de Estado no governo de Cromwell, expressou a repulsa do mundo civilizado neste imortal soneto:

Vinga, ó Senhro, Teu massacrado povo santo,
Cujo ossos jazem nos Alpes espalhados,
Aqueles que a verdade Tua amaram tanto,
Embora os pais houvessem ídolos louvado.

Não os esqueça, pois Teu livro relatadas
Traz as angústias dessas Tuas ovelhinhas
No montanhês redil outrora trucidadas,
Lançadas rocha abaixo – mães com criancinhas.

O vale seu gemido ecoava aos altos montes,
E as cinzas desses mártires predestinados
Cobriam vastos campos, lá no Piemonte,

Por tríplice, cruel tirano dominados.
Surjam das cinzas multidões de seguidores
E fujam cedo aos babilônicos horrores.

(Trad. Isolina ª Waldvolgel)

Fonte: Revelações do Apocalipse – Roy A. Anderson – 1988 – pág. 81 e 82.

Nota: Esse povo será vingado, pois nosso Deus também é um Deus de vingança! Mas qual será a vingança de Deus? Será entregar grandes honras e maravilhas eternas a esse fervoroso e lutador povo de Deus, que por amor a Ele se entregaram!

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