sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Linha Editorial - 4ª Parte

Encontrando verdades, quebrando o relativismo

Por fim depois de toda analogia sobre o que é uma verdade e esclarecimentos sobre o relativismo moderno, vamos a um ponto crucial para finalizar nosso estudo sobre verdades.

Para encontrar verdades existem várias táticas, desde a mais simples, como o mero fato de analisar provas e evidências como também a lei da não contradição. Mas quero deixar uma grande e importante habilidade para todos os leitores. A habilidade de como identificar e refutar afirmações falsas em si mesmas. Um caso ocorrido em uma rádio americana vais nos ajudar e entender melhor: Jerry, o liberal apresentador daquele programa, estava recebendo chamadas telefônicas sobre o assunto da moralidade. Depois de ouvir vários participantes pelo telefone afirmarem ousadamente que determinada posição moral era correta, um dos participantes interrompeu: “Jerry! Jerry! Não existe esse negócio de verdade!” Um ouvinte corre para o telefone e começa a discar freneticamente. Ocupado. Ocupado. Ocupado. Queria entrar e dizer: “Jerry! E quanto aquele cara que disse 'não existe esse negócio de verdade', isso é verdade?”.

Não conseguindo completar a ligação Jerry concordou com a afirmação, sem jamais perceber que era uma afirmação falsa em si mesma e não poderia ser verdadeira.

Afirmação do ouvinte pretendia ser verdadeira, portanto, derrota a si mesma. É como se um estrangeiro dissesse: “Eu não consigo falar em português.” Se alguém dissesse isso provavelmente você diria: “Espere um pouco! Sua afirmação é falsa, por que você falou em português”. Rotineiramente em nossa cultura pós-moderna nos deparamos com afirmações relativistas, falsas em si mesmas.

Vejamos algumas das mais famosas e vamos usar a tática da não contradição. Uma vez que você fique esperto e prático ao notar essas contradições, será fácil quebrar os conceitos relativistas. “Toda verdade é relativa” (a contradição é simples e para quebrar pergunte: “essa é relativa?”); “Não existe uma verdade absoluta” (você está absolutamente certo disto?”) e “É verdade para você, mas não é para mim!” (essa afirmação é verdadeira apenas para você ou para o mundo?”). É impossível tais afirmações se manterem de pé como verdades uma vez que são falsas em si mesmas.

“É verdade para você, mas não para mim!” pode ser o mantra de nossos dias, mas o mundo não funciona assim. Tente dizer isso ao caixa do banco, à polícia ou à Receita Federal e veja aonde vai dar tudo isso!

Vamos à Universidade

Hoje nosso filhos recebem fortes ataques à “verdade” e alguns aceitam sem se dar conta do perigo. O que mais me surpreende é que os pais estão literalmente pagando muito dinheiro em educação universitária para seus filhos aprenderem que a “verdade” é que não existe verdade. Mas eu pergunto: então por que tentar aprender algo? Qual o objetivo de ir para escola, quanto mais pagar por ela? Qual o objetivo de obedecer às proibições morais de pais e professores?

Se estamos ensinando aos alunos que não existe certo ou errado, que tudo é relativo, por que deveríamos nos surpreender com o fato de um grupo de alunos atirar em seus colegas de classe ou de ver uma mãe adolescente abandonando o filho numa lata de lixo? Por que deveríamos agir de maneira “certa” quando ensinamos que não existe essa coisa de “certo”? Pense nisso meu caro leitor... E não deixa isso como apenas um conhecimento, por que conhecer não é nada, mas praticar é tudo!

Jean R. Habkost

Linha Editorial - 1ª Parte

Linha Editorial - 2ª Parte

Linha Editorial - 3ª Parte

5 comentários:

  1. Jean, mais uma vez gostei de suas ideias!

    Tô tentando ajudar alguns colegas de classe sobre a contraversão em crer que tudo é relativo, não existindo a "verdade verdadeira" para os tais. Esse seu texto é muito pertinente e esclarecedor.

    Creio que é quase impossível falar em verdade sem falar em Deus e nos Seus princípios. Em ciência, a "verdade" não é confiável em absoluto, pois é resultado de interpretações e conclusões dos homens. Vira e mexe, teorias vêm e se vão, mas a Palavra de nosso Senhor dura para todo o sempre.

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  2. Satanás sempre com seus estremos... Em uma época ele aplica uma mentira com cara de verdade de forma tão dura que ninguém poderia ir contra (idade média), agora ele leva a humanidade a outro extremo: tudo é relativo e liberado...

    Mas leia todas as 4 partes creio que vai lhe ajudar com argumentos para seus amigos...

    Mas lembre-se, fale sempre com amor, não com doutrinas! Falta amor em nós... Por isso nossa igreja tem falhado tanto... Falta-nos piedade, compaixão, zelo...

    Um forte abraço meu querido irmão.

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  3. Jean, deixe a ginástica retórica para lá e faça o que vc não conseguiu fazer em 4 postagens:

    Dê um e apenas um exemplo de uma verdade absoluta, que seja unânime para todo e qualquer sistema, seja ele pertencente às matemáticas, às ciências naturais, aos valores ético-morais e legais e às religiões.


    Aguardo sua resposta:

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  4. Vamos testar sua honestidade, ou seja, se irá ou não publicar isto:

    Se não o fizer eu o farei em meu blog.

    Errado meu caro (para variar vc foi dentro do esperado).

    Esclarecendo:

    Algarismos são uma convenção. Quanto a questão posta ela é demonstrada por teoria dos números e se pauta em axiomas e postulados, os quais também são convenções válidas para determinados sistemas. No caso, a linguagem decimal dos números.

    Ex. na linguagem sexagesimal, octagesimal ou binária somar números não resultam bem naquilo que vc espera... kkkkk te peguei!!!!!

    Entretanto, uma convenção não uma verdade absoluta, pois ela varia conforme o sistema em que vc se encontra.

    Leia direito o que eu disse:

    UMA VERDADE ABSOLUTA VÁLIDA PARA QUALQUER SISTEMA... e não uma convenção válida para qualquer sistema (apesar destas também serem variáveis).

    Vc ainda não achou, pois primeiro terá de definir o que é uma verdade absoluta, para depois procurá-la.


    Continue procurando...

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