segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Necessidade de uma Reforma

Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser nossa primeira ocupação. Importa haver diligente esforço para obter a bênção do Senhor, não porque Deus não esteja disposto a outorgá-la, mas porque nos encontramos carecidos de preparo para recebê-la. Nosso Pai celeste está mais disposto a dar Seu Espírito Santo àquele que Lho peçam, do que pais terrenos o estão a dar boas dádivas aos seus filhos. Cumpre-nos, porém, mediante confissão, humilhação, arrependimento e fervorosa oração, cumprir as condições estipuladas por Deus em Sua promessa para conceder-nos Sua bênção.” (1ME pág. 121)

“É necessária uma reforma entre o povo, mas essa deve começar seu trabalho purificador pelos pastores.” (1T pág. 469)

“Tem que ter lugar um reavivamento e reforma, sob o ministério do Espírito Santo. Reavivamento e reforma são duas coisas diferentes. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, uma vivificação das faculdades do espírito e do coração, um ressurgimento da morte espiritual. Reforma significa reorganização, mudança de idéias e teorias, hábitos e práticas; A reforma não produzirá os bons frutos da justiça a menos que esteja ligada a um reavivamento do Espírito. Reavivamento e reforma devem fazer a obra que lhes é designada, e para fazerem essa obra têm de se unir.” (SC pág. 42)

“Fiquei profundamente impressionada por cenas que me foram recentemente apresentadas à noite. Pareci haver um grande movimento – uma obra de reavivamento – ocorrendo em muitos lugares. Atendendo ao chamado de Deus, nosso povo estava se arregimentando. Irmãos, o Senhor nos está falando. Escutaremos Sua voz? Não espevitaremos nossas lâmpadas, e não agiremos como homens que esperam a vida de seu Senhor? Este tempo exige portadores de luz, requer ação.” (3 TS pág. 441)

“Antes de os juízos finais de Deus caírem sobre a Terra, haverá, entre o povo do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os tempos apostólicos. O Espírito e o poder de Deus serão derramados sobre Seus filhos.” (GC pág. 464)

Características da Reforma

Satanás, porém, tem estado a trabalhar assiduamente para desviar a autêntica reforma espiritual que o Senhor quer operar no seio da igreja. Este tem sido o método do grande inimigo desde os dias antigos: adulterar o verdadeiro e oferecer uma falsificação, para promover a desordem, o caos e a perdição, em lugar da verdadeira conversão e a vida eterna.

Falsificação satânica da reforma

“Em todo avivamento está ele [Satanás] pronto para introduzir os de coração não santificado e desequilibrados de espírito. … Nenhuma reforma, em toda a história da igreja, foi levada avante sem encontrar sérios obstáculos. Assim foi no tempo de Paulo. Onde quer que o apóstolo fundasse uma igreja, alguns havia que professavam receber a fé, mas introduziam heresias que, uma vez aceitas, excluiriam finalmente o amor da verdade.” (GC pág. 396)

“Germinara por toda parte a semente que Lutero lançara. ...[Satanás] Passou a tentar o que havia experimentado em todos os outros movimentos de reforma - enganar e destruir o povo apresentando-lhe uma contrafação em lugar da verdadeira obra. Assim como houve falsos cristos no primeiro século da igreja cristã, surgiram também falsos profetas no século XVI.” (GC pág. 186)

O pai da mentira tem estado a fazer em nosso tempo o mesmo que fez em épocas passadas. Hoje, ele procura desorganizar o movimento adventista e confundir os filhos de Deus. Assim é que, na história de nossa igreja, particularmente nos últimos anos, têm surgido inúmeros grupos dissidentes que a si mesmo se denominam “reformistas”, quando na realidade só destroem. Sua obra não resistiu à prova bíblica: “Por seus frutos os conhecereis.” (Mateus 7:16).

Espírito de discórdia e revolução

Um traço muito comum nos falsos movimentos de reforma é o espírito de discórdia, luta, revolução e crítica destrutiva, particularmente em relação aos dirigentes da igreja. O Espírito de Profecia adverte: “É chegado o tempo para se realizar uma reforma completa. Quando esta reforma começar, o espírito de oração atuará em cada crente e banirá da igreja o espírito de discórdia e luta” (8 T pág. 251). Em outras palavras, o primeiro fruto de uma reforma é a eliminação da discórdia, da crítica e do espírito de revolução entre os que são por ela afetados.

Ao descrever vários dos falsos movimentos de reforma, a mensageira do Senhor diz o seguinte a respeito do promotor e de um deles: “Ele pensava que Deus havia passado por alto todos os obreiros dirigentes e havia dado a ele a mensagem.” Então diz ela, procurou “mostrar-lhe que estava errado” (2 ME pág. 64)

A respeito de outro, ela escreveu: “Disse ele que todos os dirigentes da igreja cairiam devido à exaltação própria, e outra classe de homens humildes apareceria em cena, que fariam coisas maravilhosas. ...Este homem pretendia crer nos testemunhos. Pretendia que eram a verdade, e os usava... para dar força e aparência de verdade a suas pretensões.” (2 ME pág. 64 4 65).

Sobre este homem e sua mensagem, declarou ela: “Recebi esta palavra do Senhor: Não lhe deis crédito, porque Eu não o enviei.” Disse-lhe ela que “sua mensagem não era de Deus; que ele estava enganando os incautos” (2 ME pág. 65)

Ainda a respeito de outro, que pretendia ter uma mensagem especial para a igreja, escreveu ela: “O mesmo espírito acusador estava nele, isto que [segundo ele] a igreja estava completamente errada e Deus estava chamando um povo que operaria milagres.” (2 ME pág. 66).

Sempre que um desses assim chamados movimentos de reforma suscite um espírito de crítica destrutiva contra os dirigentes da obra e contra a organização da igreja, fazendo eclodir o “espírito de discórdia e de revolução”, saibamos desde logo, sem qualquer outra análise, que é Satanás que o encabeça, e que se trata de uma falsificação da verdadeira reforma.

Ainda que tais movimentos, para angariar adeptos, pretendam no início pertencer ao povo adventista e simulem manifestar zelo pela obra de Deus, terminam sempre na formação separatistas. Não suportam a prova do tempo, embora ás vezes causem grande mal temporariamente, desencaminhando pessoas sinceras, mas não de todo firmadas na verdade.

Satanás age com energia e engano

“Em todo avivamento da obra de Deus o príncipe do mal está desperto para atividade mais intensa; aplica atualmente todos os seus esforços em preparar-se para a luta final contra Cristo e Seus seguidores.” (GC pág. 593).

“Desperte de sono o povo de Deus, e inicie com fervor a obra de arrependimento e reforma; investigue as Escrituras para aprender a verdade como é em Jesus; faça uma consagração completa a Deus e não faltarão evidências de que Satanás ainda se acha em atividade e vigilância. Com todo o engano possível ele manifestará seu poder, chamando em seu auxílio os anjos caídos de seu reino.” (GC pág. 398).

Fanatismo

Entre as armas que o diabo usará para desmontar o plano de Deus de proclamar e promover uma reforma entre o Seu povo, figura o fanatismo. Ele o fez nos dias dos apóstolos, na época da reforma protestante, e praticamente tendo como motivo todos os despertamentos religiosos.
“O fanatismo aparecerá em nosso próprio meio. Virão enganos, e de tal natureza que, se fota possível, desviariam até os escolhidos”. (2 ME pág. 16)

“Lutero também sofreu grande perplexidade e angústia pelo procedimento de pessoas fanáticas. .. E os Wesley, e outros que abençoaram o mundo pela sua influencia e fé, encontraram a cada passo os ardis de Satanás, que consistiam em arrastar pessoas de zelo exagerado, desequilibradas e profanas, a excessos de fanatismo de toda sorte. Guilherme Miller não alimentava simpatias para com as influência que conduziam ao fanatismo. Declarou, como o faz Lutero, que todo espírito deveria ser provado pela Palavra de Deus. … Nos dias da Reforma, os inimigos desta atribuíam todos os males do fanatismo aos mesmo que estavam a trabalhar com todo o afã para combatê-lo. Idêntico proceder adotaram os oponentes do movimento adventista.” ( GC pág. 396 e 397).

Todavia, isso não deve ser motivo para resistir ao verdadeiro reavivamento, a autêntica reforma que responde às características que serão descristas adiante.

“Quando o Senhor opera mediante instrumentos humanos, quando os homens são movidos com poder do alto, Satanás leva seus agentes a exclamar: 'Fanatismo!' e advertir o povo a não ir a extremos. Cuidem todos quanto a soltar esse brando; pois, conquanto haja moedas falsas, isso não se segue daí que todos os reavivamentos devam ser tidos em suspeita. Não mostremos o desprezo que os fariseus manifestavam quando disseram: 'Este [homem] recebe pecadores.' - Lucas 15:2” (OE pág. 170).

“Nossa luz”

Outro dos métodos que o arqui-enganador utiliza para ludibriar as almas incautas é a proclamação de alguma “nova luz”. É certo que o povo de Deus poderá ir vendo ampliações das verdades fundamentais já solidamente estabelecidas. Dessa luz provirá a compreensão de profecias que estão se cumprindo. Porém, devemos ter em conta a seguinte instrução: “Quando o poder de Deus testifica daquilo que é a verdade, essa verdade deve permanecer para sempre como a verdade. Não devem ser agasalhadas nenhumas suposições posteriores contrárias ao esclarecimento que Deus proporcionou.” (1 ME pág. 161).

A autentica nova luz deve ter os seguintes elementos identificadores:

1ª – Estará cem por cento em harmonia com a Palavra de Deus, e não corresponderá alguma interpretação caprichosa ou carente de fundamento bíblico.

“Surgirão homens e mulheres proclamando possuir alguma nova luz ou alguma nova revelação, e cuja tendência é abalar a fé nos marcos antigos, Suas doutrinas não resistem à prova da Palavra de Deus. Mesmo assim, pessoas serão enganadas”. (2 TS pág. 107).

2ª – Não contraditará nenhuma das verdades bíblicas já solidamente estabelecidas como pilares inamomíveis na organização do povo de Deus. “Deus não dá a uma homem luz contrária à estabelecida fé do corpo de crentes. Em toda reforma, surgiram homens pretendendo isso.” (2 TS pág. 103)

3ª – Os que proclamam a nova luz não estarão enfatuados com a idéia de que são superiores a seus irmãos, e de que Deus os escolheu passando por alto Seu povo. Esta é, de maneira geral, a posição dos assim chamados “movimentos de reforma”.

“Deus não esqueceu o Seu povo, escolhendo um homem isolado aqui e outro ali, como os únicos dignos de que lhe confie a verdade” (2 TS pág. 103).

“Ninguém confiem em sim mesmo, como se Deus lhe houvesse conferido luz especial acima de seus irmãos. Cristo é representado como habitando em Seu povo” (2 TS pág. 103).

Características adicionais da verdadeira reforma:
1- Espírito de oração;
2- Espírito de sincera conversão;
3- Espírito abnegado e generalizado de trabalho missionário;
4- Espírito de louvor e ação de graças.

São esses os pensamentos que sugerem os seguintes parágrafos inspirados:
“Em visão da noite passaram perante mim representações de um grande movimento reformatório entre o povo de Deus. Muitos estavam louvando a Deus Os enfermos eram curados e outros milagres eram realizados. Viu-se um espírito de intercessão tal como se manifestou antes do grande dia de Pentecostes. Viam-se centenas e milhares visitando famílias e abrindo perante elas a Palavra de Deus. Os corações eram convencido pelo poder do Espírito Santo, e manifestava-se um espírito de genuína conversão. Portas se abriam por toda parte para a proclamação da verdade. O mundo parecia iluminado pela influência celestial. Grandes bênçãos eram recebidas pelo fiel e humilde povo de Deus. Ouvi vozes de ações de graças e louvor, e parecia haver uma reforma como a que testemunhamos em 1844.” (9T pág. 126).


Preparação para a crise final - pág. 26 à 31

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