quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Criado e Educado no Lar - Parte 1

Em 1967, quando deixei minha posição como oficial de pesquisas e programas de pós-graduação para o departamento de Educação dos Estados Unidos, me sentia frustrado. Os milhões de dólares gastos com o ensino público estavam só criando novos problemas. O foco era mais em dólares que em crianças, e esses dólares pareciam confundir as coisas em vez de ajudá-los. Depois de mais vários anos frustrantes dirigindo um centro avançado de pesquisa em Chicago, decidi, juntamente com minha esposa Dorothy e vários colegas educacionais, pesquisar algumas áreas de educação que tinham sido abandonados ou ignorados. Qual era, por exemplo, o custo de ignorar a ética de trabalho? Institucionalizar crianças pequenas era uma tendência educacional sadia? Qual era a melhor idade para a entrada na escola?

Buscamos aconselhamento de numerosos especialistas em desenvolvimento e aprendizado infantil: John Bowlby do programa de primeira infância da Organização Mundial de Saúde (OMS); Joseph Wepman da Universidade de Chicago; o psicólogo de família Urie Bronfenbrenner da Universidade de Cornell; os especialistas da primeira infância Sheldon White e Burton White da Universidade de Harvard; pesquisador de afeição paternal Robert Hess da Universidade de Stanford; autoridade em aprendizado, William Rohwer, da Universidade da Califórnia, Berkeley; e mais de 100 outros pesquisadores distintos. Embora cada uma desses eruditos tivessem crenças diferentes acerca de muitos aspectos da infância, todos recomendavam uma abordagem cautelosa ao submeter o sistema nervoso e a mente em desenvolvimento a confinamentos formais. Eles também apontavam para uma abundância de pesquisa sobre as perguntas que estávamos fazendo, uma indiferença surpreendente às descobertas, e recomendações inconsistentes. Por exemplo, especialistas em aprendizado que insistem em adiar a educação formal defendem também a frequência à pré-escola. Além disso, muitos educadores fazem pouco caso das descobertas de tais psicólogos de família como Urie Bronfenbrenner, que observou que a frequência escolar por alunos das séries iniciais pode resultar em dependência excessiva de colegas. Por que essas crianças passam mais tempo com seus colegas que com seus pais. 1

Iniciamos então uma série de análises multidisciplinares para comparação de dados de pesquisas sobre os sentidos, desenvolvimento do cérebro, cognição e coordenação das crianças. Analisamos mais de 8,000 pesquisas, 20 dos quais compararam iniciantes da escola primária com aquelas que começaram com uma idade mais avançada. Analisamos também situações em sala de aula envolvendo crianças que se portavam mal ou não aprendiam. No final, muitos problemas relacionados com a escola estavam associados com o estresse de acadêmicos precoces ou cuidados fora do lar. 2

Nossas pesquisas mostraram que todos os 50 estados exigem que as crianças vão à escola antes que estejam preparadas para o aprendizado formal 3. Além disso, as leis exigem que os meninos comecem na mesma idade que as meninas, apesar de as avaliações de entrada mostrarem que os meninos ficam para trás de suas colegas meninas por mais ou menos um ano em termos de maturidade geral. Pesquisas sobre as diferenças de papel dos sexos entre crianças mais velhas mostram uma proporção de entre 3 e 13 meninos para cada menina em salas de recursos para as crianças com “déficit de aprendizado” e uma proporção de 8 para 1 em programas para crianças com “déficit emocional” 4. Essas descobertas acenderam nossa preocupação e nos convenceram em focar nossas investigações em duas áreas primárias: a educação e a socialização formais. Eventualmente, esse trabalho nos conduziu a um interesse inesperado em escolas no lar.

1- Urie Bronfenbrenner et al., Two Worlds of Childhoon: US and USSR (New Work: Simon and Schuster, 1970).

2- Ver Raymond and Dorothy Moore et al., Better Late Than Early (originalmente impresso por Reader's Digest Press, 1975; atualizado para uma 6ª impressão por Moore Fondation); Raymond and Dorothy Moore et al., School Can Wait (originalmente impresso por Brigham Young University, 1979, atualizado para uma 6a impressão por Morre Fondation); como também monografos, artigos, a capítolos de livros disponiveis através o Moore Fondation. 

3- P.D. Forgione e R.S. Moore, “The Rationales for Early Childhood Policy Making” (1972-1975). Um monografo de pesquisa preparado para o Us Office of Economic Opportunity na Universidade de Stanford. 

4- Anne K. Soderman, “Schooling All 4 Year Olds: An Idea Full of Promis, Fraught with Pitfalls,” Education Week (4 de março 1984).

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O Ministério do Espírito Santo


A Bíblia e o Espírito de Profecia empregam mais de trinta termos para descrever as atividades, ou o ministério, dO Espírito Santo. Todos esses termos confirmam a personalidade dO Espírito Santo.



(1) Ele ajuda o perscrutador a encontrar Cristo.
Tão verdadeiro é agora como nos dias dos apóstolos, que sem a iluminação do Espírito divino, a humanidade não pode discernir a glória de Cristo.” - Desejado de Todas as Nações, pg. 508.


(2) Ele inspira a verdadeira adoração.
A fim de servirmos a Deus corretamente, precisamos nascer do Espírito divino. Isso purificará o coração e renovará a mente, concedendo-nos nova capacidade de conhecer e amar a Deus. Far-nos-á obedecer voluntariamente a todos as Suas reivindicações. Isso é culto verdadeiro. É o fruto da atuação do Espírito Santo.” - Minha Consagração Hoje – MM 1989, pg. 46.


(3) Ele transforma o caráter.
O Espírito Santo é eficaz ajudador na restauração da imagem de Deus na alma humana...” - Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pg. 67.


(4) Ele comunica uma mente sã através da intercessão.
E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.” - Romanos 8:27


(5) Ele anima ou estimula todas as faculdades.
E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.” - Romanos 8: 11


(6) Ele dignifica e enobrece.
Negligenciai essa grande salvação conservada diante de vós durante anos, desprezai essa gloriosa oferta de justificação pelo sangue de Cristo, e a santificação pelo poder purificador do Espírito Santo, e não restará mais sacrifício pelos pecados, mas uma certa expectação horrível de juízo e ardente indignação.” - Testemunhos para Ministros, pg. 97.


(7) Ele trás à memória a verdade.
Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” - João 14: 26.


(8) Ele ajuda no conflito contra satanás.
Quando Satanás agiu mediante a igreja de Roma a fim de desviar os homens da obediência, fê-lo ocultamente e com disfarce tal, que a degradação e a miséria resultantes nem foram vistas como sendo o fruto da transgressão. E seu poder foi tão grandemente contrabalançado pela operação do Espírito de Deus, que seus propósitos não lograram alcançar completa realização.
” - O Grande Conflito, pg. 285.


(9) Ele tem autoridade.
Cristo fez do batismo a entrada em Seu reino espiritual. Ele tornou-o uma
positiva condição com a qual todos devem consentir que desejam ser reconhecidos como estando sob a autoridade dO Pai, do Filho e dO Espírito
Santo. ...O Pai, O Filho e O Espírito Santo, poderes infinitos e oniscientes,
recebem todos aqueles que verdadeiramente entram em relação de aliança
com Deus.” - Comentário Bíblico Adventista, vol. 6, pg. 1075.

O Senhor Deus e Seu Espírito me enviaram.” - Isaías 48: 16.


(10) Ele revela as coisas profundas de Deus.
Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.” - 1Coríntios 2: 10


(11) Ele desenvolve os frutos dO Espírito.
Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” - Gálatas 5: 22.


(12) Ele É O Consolador.
"Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora." João 16:12. Não estão em condições de apreciar as coisas sagradas e eternas; mas Jesus prometeu enviar o Consolador, que lhes ensinaria todas as coisas, e lhes traria todas as coisas à lembrança, fosse o que fosse que lhes tivesse dito.” - Testemunhos para Ministros, pg. 476.


(13) Ele É O Autor da Vida.
O Autor desta vida espiritual é invisível, e o método exato pelo qual é esta vida repartida e mantida está além da capacidade da filosofia humana explicar. Todavia as operações do Espírito estão sempre em harmonia com a Palavra escrita. ” - Atos dos Após-tolos, pg. 284.


A Divindade moveu-se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o plano da redenção. ” - Conselhos Sobre Saúde, pg. 222.


(14) Ele É O Hóspede Celestial.
O Espírito Santo tem vindo muitas vezes a nossas escolas, não sendo reconhecido, mas tratado como estranho, talvez mesmo como intruso. Todo mestre deve reconhecer e dar as boas-vindas a esse Hóspede celestial. ” - Con. aos Pais, Professores e Estudantes, pg. 68.


(15) Ele É O Guia.
A todos os que aceitam a Cristo como um Salvador pessoal, o Espírito Santo vem como consolador, santificador, guia e testemunha” - Atos dos Apóstolos, pg. 49.


(16) Ele É O Mensageiro.
O celeste Mensageiro tem sido repelido por vontade resoluta. Os professores virtualmente têm dito: "Até aqui irás com os meus alunos, mas não mais adiante. Não necessitamos de entusiasmo em nossa escola, nem de animação. Estamos mais satisfeitos de trabalhar nós mesmos com os estudantes." Assim se tem desprezado o bom Mensageiro de Deus.” - Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pg. 358.

Quem dirigiu O Espírito dO SENHOR?” - Isaias 40: 13.


(17) Ele É O Reprovador.
“... o Espírito Santo tanto é confortador como reprovador.” - Testemunhos para Ministros, pg. 176.


(18) Ele É O Esquadrinhador.
O Espírito Santo vem ao mundo como representante de Cristo. Ele não somente diz a verdade, mas é a verdade - a Testemunha fiel e verdadeira. É o grande Esquadrinhador de corações, achando-Se relacionado com o caráter de todos.” - Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pg. 68.


(19) Ele É O Professor.
Não tendes tido temor do Espírito Santo? Por vezes Ele tem vindo, com toda aquela influência que tudo penetra... O próprio grande Mestre estava entre vós. ” - Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pg. 363.


(20) Ele É O Visitante.
O Visitante celestial teria aberto o entendimento, teria dado sabedoria e conhecimento em todos os ramos de estudo que se pudessem empregar para a glória de Deus. - Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pg. 364.


(21) Ele É O Vigia.
Ele [Deus], porém, tinha na escola um Vigia, que, conquanto invisível, fazia sentir a própria influência. ” - Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pg. 369.


(22) Ele É A Testemunha.
A todos os que aceitam a Cristo como um Salvador pessoal, o Espírito Santo vem como consolador, santificador, guia e testemunha.” - Atos dos Apóstolos, pg. 49.



(23) Ele É Quem dirige a batalha.
De seu quieto retiro, vigiava o desdobrar dos acontecimentos. Com a iluminada visão facultada pelo Espírito divino, estudava o caráter dos homens, a fim de saber como lhes chegar ao coração com a mensagem do Céu. ” - O Desejado de Todas as Nações, pg. 102.

O Espírito Santo, o representante do Capitão do exército do Senhor, desce para dirigir a batalha [contra satanás].” - O Desejado de Todas as Nações, pg. 352.


(24) Ele É O Revelador.
Se bem que o Espírito Santo movia a mente de Cristo de modo que pudesse dizer a Seus pais: "Por que é que Me procuráveis? Não sabeis que Me convém tratar dos negócios de Meu Pai?" (Luc. 2:49), Ele trabalhou entretanto no ofício de carpinteiro como filho obediente. Revelou que tinha conhecimento de Sua obra como Filho de Deus” - Fundamentos da Educação Cristã, pg. 392.


(25) Ele É Quem detecta a aproximação de satanás.
Sua percepção espiritual, porém, era clara; desenvolvera resistência de caráter e decisão e, mediante o auxílio do Espírito Santo, era habilitado a pressentir a aproximação de Satanás, e resistir-lhe ao poder.” - O Desejado de Todas as Nações, pg. 102.


(26) Ele É O Condenador.
A igreja por muito tempo se tem contentado com um pouco das bênçãos de Deus.. ...Não estão habilitados a apresentar as grandes e gloriosas verdades da santa Palavra de Deus, que convenceriam e converteriam almas por intermédio do Espírito Santo.” - Testemunhos para Ministros, pg. 175.


(27) Ele É O Instrutor.
O mesmo Espírito que em Seu lugar foi enviado, para ser o instrutor de Seus primeiros coobreiros, Cristo comissionou para ser o instrutor de Seus coobreiros hoje.” - Educação, pg. 96.


(28) Ele É O Conselheiro e O Santificador.
A todos os que aceitam a Cristo como um Salvador pessoal, o Espírito Santo vem como consolador, santificador, guia e testemunha.” - Atos dos Apóstolos, pg. 49.


(29) Ele É O Sucessor.
O Espírito Santo é o representante de Cristo, mas despojado da personalidade humana, e dela independente. Limitado pela humanidade, Cristo não poderia estar em toda parte em pessoa. Era, portanto, do interesse deles que fosse para o Pai, e enviasse o Espírito como Seu sucessor na Terra. ” - O Desejado de Todas as Nações, pg. 669.


(30) Ele É O Representante.
Cristo É representado pelO Espírito Santo; e quando Seu Espírito É apreciado, quando aqueles que são controlados pelO Espírito comunicam a outros a energia com a qual eles estão imbuídos, uma corrente invisível é tocada, a qual eletrifica o todo.” - Comentário Bíblico, pg. 1053.

O Senhor Jesus é representado pelo Espírito Santo, e está procurando conseguir admissão
à mente, vindo convicção ao coração e consciência; ...” - Testemunhos para Ministros, pgs. 257, 258.

O Espírito É O Seu Próprio [dO Pai celestial] representante; É O maior de todos os dons.” - O Maior Discurso de Cristo, pg. 132.

Ele [o homem] ora para O Espírito Santo, O Representante de Cristo, para ser seu constante guia, para conduzi-lo em toda verdade.” - Filhos e Filhas de Deus, pg. 125.


Ele ouve nossas orações, e conhece nossas necessidades, e enviou Seu Espírito em Seu nome, para fazer coisas ainda maiores do que as que Ele fez quando esteve sobre a Terra. ...Quando O Espírito Santo fosse manifestado a eles no dia do Pentecostes, eles então veriam que, apesar de Cristo ter sido retirado deles, Ele estaria sempre trabalhando em seu favor; e que se eles cressem nEle, Seu representante, O Consolador, agiria em Seu nome.” - Signs of the Times, 07 de Dez. de 1891.


Quando a pessoa estiver cheia do Espírito, quanto mais fortemente for provada, mais claramente prova ser representante de Cristo. A paz que lhe vai no espírito é vista no semblante. As palavras e os atos expressam o amor do Salvador. Não há luta em busca das posições mais elevadas. Renuncia-se ao eu. O nome de Jesus é escrito em tudo quanto é dito e feito. ” - Review and Herald, 10 de Junho de 1902.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Chip será usado pela indústria farmacêutica

A gigante farmacêutica Novartis está desenvolvendo um remédio que contém um microchip capaz de anunciar problemas de rejeição de órgãos em pessoas transplantadas. O medicamento espera ser aprovado para uso na Europa dentro de 18 meses. O chip é ativado pelo ácido do estômago e transmite informações a um adesivo anexado à pele do paciente, cujo conteúdo pode ser acessado pela internet ou smartphone (celular que tem funções de computador). A aplicação em pacientes transplantados terá a função de ajudar a evitar a rejeição do órgão.

Um problema comum que ocorre após transplantes é ajustar a dose e o tempo de tomar medicamentos antirrejeição, que devem ser monitorados com frequência para evitar a rejeição do órgão. Com o microchip o problema deve ser solucionado, já que ele teria o papel de monitorar se as drogas estão sendo tomadas no momento certo e na dose correta.

Em janeiro deste ano, a Novartis gastou R$ 41 milhões (US$ 24 milhões) para garantir o acesso à tecnologia, inventado e desenvolvido por uma empresa privada da Califórnia, a Proteus Biomedical. O microchip é capaz de coletar a frequência cardíaca, temperatura e movimentos corporais, que podem indicar se as drogas estão funcionando como esperado.

Os microchips serão adicionados aos medicamentos já existentes, mas a empresa pretende realizar testes de bioequivalência para mostrar que os efeitos das pílulas mantêm-se inalterados com a adição do microchip.

Trevor Mundel, porta-voz da área de desenvolvimento global da farmacêutica, afirma que a privacidade dos pacientes será protegida, já que informações colhidas por meio de tecnologia Bluetooth (sistema de transmissão de dados sem fio) poderiam ser interceptadas por alguém que não seja o médico.

Apesar do uso do microchip ser focado para remédios que impedem a rejeição em pacientes transplantados, há tendência da tecnologia se espalhar para outras áreas da medicina, segundo Mundel.

A promessa vai muito além disso do uso de drogas antirrejeição.

Fonte: R7

NOTA: Não resta dúvida da grande utilidade dessa tecnologia, bem como as possibilidades de perigo para a privacidade e as liberdades individuais. Por que será que tudo atualmente tem apontado para o controle dos hábitos humanos?

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Uma Pessoa Divina!


Examinemos a dimensão do ministério dO Espírito Santo, que somente um ser pessoal poderia realizar.

1- O Espírito Santo possui uma mente.
E aquele que examina os corações sabe qual é a mente do Espírito; porque ele faz intercessão pelos santos, segundo a vontade de Deus.” - Romnos 8: 27

2- O Espírito Santo conhece as profundezas de Deus.
Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, sim, as profundas coisas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus” - 1 Coríntios 2: 10 e 11.

3- O Espírito Santo pode conduzir.
Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.” - Mateus 4: 1.

4- O Espírito Santo ama.
E rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que combatais comigo nas vossas orações, por mim, a Deus.” - Romanos 15: 30.

5- O Espírito Santo pode criar.
O Espírito de Deus me fez; e o fôlego do Todo-Poderoso me deu vida. ” - Jó 33: 4.

6- O Espírito Santo É chamado de Senhor.
Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. ” - 2 Coríntios 3: 17.

7- O Espírito Santo fala.
E disse o Espírito a Filipe: Chega-te e ajunta-te a esse carro. ” - Atos 8: 29.

Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios.” - 1 Timóteo 4: 1.

Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.” - Apocalipse 2: 74
8- O Espírito Santo guia.
Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir.” - João 16:13

9- O Espírito Santo ouve (veja o verso de João 16: 13 acima).

10- O Espírito Santo consola.
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.” - João 14:16

11- O Espírito Santo ordena.
E ordenou-me o Espírito que fosse com eles, nada duvidando; e também estes seis irmãos foram comigo, e entramos em casa daquele varão. ” - Atos 11:12

12- O Espírito Santo proíbe.
E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram proibidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia. E, quando chegaram a Mísia, intentavam ir para Bitínia, mas o Espírito não lho permitiu.” - Atos 16: 6, 7.

13- O Espírito Santo testifica.
O Próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” - Rom, 8:16

Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade.” - 1 João 5:6

14- O Espírito Santo profetisa.
Indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir e a glória que se lhes havia de seguir.” - 1 Pedro 1: 11.

15- O Espírito Santo intercede pela humanidade.
E da mesma maneira também o Espírito ajuda em nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. ” - Romanos 8: 26.

16- O Espírito Santo doa dádivas de talentos espirituais.
Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.” - 1 Coríntios 12: 4 – 7.

17- O Espírito Santo pode ser ofendido.
E não ofendais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção.” - Efésios 4:30
18- O Espírito Santo ensina.
Porque na mesma hora vos ensinará o Espírito Santo o que vos convenha falar.” - Lucas12:12

19- O Espírito Santo convida homens ao reino dos céus.
E o Espírito e a esposa dizem: Vem! E quem ouve diga: Vem! E quem tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida.” - Apocalipse 22: 17.

20- O Espírito Santo pode ser blasfemado.
Portanto, eu vos digo: todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens. ” - Mateus 12: 31.

21- O Espírito Santo pode ser irritado.
Mas eles foram rebeldes e irritaram o seu Espírito Santo; pelo que se lhes tornou em inimigo e ele mesmo pelejou contra eles.” - Isaías 63:10
22- Seres humanos podem mentir para O Espírito Santo.
Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade? ” - Atos 5:3.

23- O Espírito Santo É chamado Deus.
Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.” - Atos 5: 4.

24- Seres humanos podem tentar O Espírito Santo.
Então, Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o Espírito do Senhor?” - Atos 5:9

25- O Espírito Santo pode ser desagradado.
De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do testamento, com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?” - Hebreus 10: 29.

26- O Espírito Santo determina quem será ordenado ao ministério de Deus.
E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.” - Atos 13:2

27- O Espírito Santo possui uma vontade.
Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.” - 1 Coríntios 12: 11.

28- O Espírito Santo envia adiante obreiros de Deus.
E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.” - Atos 13: 4.

29- O Espírito Santo toma decisões.
Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo, e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias.” - Atos 15:28.

30- O Espírito Santo revela.
A não ser o que o Espírito Santo, de cidade em cidade, me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações.” - Atos 20: 23.

31- O Espírito Santo escolhe supervisores.
Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu supervisores (bispos), para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.” - Atos 20:28.

32- O Espírito Santo santifica.
Que eu seja ministro de Jesus Cristo entre os gentios, ministrando o evangelho de Deus, para que seja agradável a oferta dos gentios, santificada pelo Espírito Santo.” - Romanos 15: 16

33- O Espírito Santo comunga com o homem.
A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com vós todos. Amém!” - 2 Coríntios 13: 14.


34- O ser humano pode falar contra O Espírito Santo.
E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á perdoado, mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro.” - Mateus 12:32.
35- O Espírito Santo convence.
E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo. ” - João 16: 8.

36- O Espírito Santo instrui.
E deste o teu bom Espírito, para os instruir; e o teu maná não retiraste da sua boca; e água lhes deste na sua sede.” - Neemias 9: 20.

37- O Espírito Santo perscruta.
Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus.” - 1 Coríntios 2: 11, 12.

38- O Espírito Santo luta.
Então, disse o SENHOR: Não lutará o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos.” - Gênesis 6:3.

39- O Espírito Santo sela o crente.
E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção.” - Efésios 4: 30.

40- O Espírito Santo É uma dádiva para aqueles que pedem.
Pois, se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem? ” - Lucas 11: 13.

Essa revisão do ministério dO Espírito Santo não pode levar-nos a outra conclusão senão a de que Ele É Um distinto Ser da Divindade. Dentro dos limites da experiência finita nós não podemos compreender a plenitude dO Espírito Santo mais do que podemos compreender completamente O Pai ou O Filho. Devemos reconhecê-Lo como a terceira Pessoa da Divindade. Uma coisa é certa: não devemos ir além da Palavra de Deus, em especulações e teorizações humanas.
Alguns, sem um claro “assim diz O Senhor”, tem argumentado que as Escrituras declaram que Cristo está à direita dO Pai, ao passo que não há menção alguma dO Espírito Santo. Mas o contexto de cada referência dessas indica o relacionamento de Cristo com O Pai. Lembre-se, a língua Hebraica tem poucas palavras abstratas, portanto, os homens que escreveram em Hebraico usaram palavras concretas para expressarem conceitos abstratos. Apesar de o Novo Testamento ter sido escrito em Grego, a mentalidade Hebraica continuou no uso do Grego pelos apóstolos. Estar à direita dO Pai expressa a verdade que ninguém se põe, em importância e poder, entre Cristo e O Pai. Esses textos não tratam do tema da Divindade. Aqui estão alguns exemplos:

O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade, nas alturas.” - Hebreus 1: 3.



Mas ele, estando cheio do Espírito Santo e fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus e Jesus, que estava à direita de Deus, e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus. ” - Atos 7: 55, 56

Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.” - Romanos 8: 34

Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus.” - Colossenses 3: 1.

A compreensão da autoridade da direita pode ser entendida pelo pedido da mãe de Tiago e João a Jesus:

E ele disse-lhe: Que queres? Ela respondeu: Dize que estes meus dois filhos se assentem um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu Reino. ” - Mateus 20: 21

Muitas aberrações são testemunhadas hoje, no tocante ao que se compreende acerca dO Espírito Santo. Há aqueles que proclamam que O Espírito Santo é feminino, ou seja, é Deus a mãe, mas nós devemos rejeitar esta ideia descontrolada, porque não há a mais leve evidência nas Escrituras para apoiá-la. O fato de que O Espírito Santo cobriu Maria na conceição de Jesus Cristo é certamente prova positiva de que O Espírito Santo não poderia ser corretamente representado como sendo do gênero feminino.
Há quem tem ido tão longe quanto proclamar que a Divindade possui quatro membros – o quarto é Deus a filha. Eles declaram estarem completando a divina família. Porém, uma vez mais, tal especulação não está enraizada e nem fundamentada nas palavras da Escritura Sagrada e, portanto, deve ser decididamente rejeitada.
Quando contemplamos o ministério dO Espírito Santo como representante de Cristo em favor da raça humana, nos é garantido que a todo ser humano tem sido feito um convite especial para a vida eterna, a qual é fornecida através da morte e do ministério Sumo-sacerdotal de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. É o poder dO Espírito Santo que inspira homens e mulheres a renderem suas vontades a Jesus, e a compartilharem o evangelho da salvação com outros membros da raça humana. Será sob o grandioso poder disponibilizado pelO Espírito Santo, que as testemunhas fiéis de Deus levarão o evangelho eterno de Apocalipse 14: 6 – 12 a toda nação, e tribo, e língua, e povo. Acima de tudo, quando contemplamos o ministério da Divindade vemos que o poder infinito do céu foi disponibilizado para a salvação da raça humana. Nós não podemos “negligenciar tão grande salvação” (Hebreus 2: 3).
O Espírito de Profecia certamente não silencia quanto a este assunto. A despeito da posição tomada por muitos dos primeiros líderes e pastores da Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Irmã White infalivelmente correspondeu ao testemunho das Escrituras Sagradas:

Não precisamos considerar que O Espírito Santo, que É uma pessoa tanto quanto Deus É uma pessoa, está andando através desses jardins. ” - Manuscrito 66, 1899;

de uma palestra aos estudantes na Escola de Avondale.

O Espírito Santo tem personalidade, do contrário não poderia testificar ao nosso espírito e com nosso espírito que somos filhos de Deus. Deve ser também uma pessoa divina, do contrário não poderia perscrutar os segredos que jazem ocultos na mente de Deus. "Por que qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus." I Cor. 2:11.” - Evangelismo, pág. 617

O Espírito Santo é uma pessoa, pois dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus. Uma vez dado esse testemunho, traz consigo mesmo sua própria evidência. Em tais ocasiões acreditamos e estamos certos de que somos filhos de Deus.” - Evangelismo, pág. 616
Cumpre-nos cooperar com os três poderes mais altos no Céu - o Pai, o Filho e o Espírito Santo - e esses poderes atuarão por nosso intermédio, fazendo-nos coobreiros de Deus.” - Evangelismo, pág. 617.

Os eternos dignitários celestes - Deus, Cristo e o Espírito Santo - munindo-os [aos discípulos] de energia sobre-humana, ... avançariam com eles para a obra e convenceriam o mundo do pecado.” - Evangelismo, 616.

O Pai, O Filho, e O Espírito Santo, os três santos dignitários do céu, declararam que Eles fortalecerão homens a vencerem os poderes das trevas.” - Comentário Bíblico, vol. 5, pg. 1110.

No nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo o homem é imerso na sepultura líquida, "sepultado com Cristo no batismo", e erguido da água para viver uma nova vida de lealdade a Deus. Os três grandes poderes no Céu são testemunhas, invisíveis mas presentes. ...O trabalho é apresentado a toda alma que tem admitido sua fé em Jesus Cristo pelo batismo, e se tornou um receptáculo do penhor das três pessoas – O Pai, O Filho, e O Espírito Santo.” - Ibidem, vol. 6, pg. 1074.

O príncipe da potestade do mal só pode ser mantido em sujeição pelo poder de Deus na terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo.” - Evangelismo, pág. 617.

Ao pecado só se poderia resistir e vencer por meio da poderosa operação da terceira pessoa da Trindade (Divindade no original), a qual viria, não com energia modificada, mas na plenitude do divino poder. ” - O Desejado de Todas as Nações, pág. 671
O mal se vinha acumulando por séculos e só poderia ser restringido e resistido pelo eficaz poder do Espírito Santo, a terceira pessoa da Trindade (Divindade no original), que viria com não modificada energia, mas na plenitude do poder divino. ” - Testemunho para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 392.

Determinou-Se a dar o Seu representante, a terceira pessoa da Divindade. Não poderia haver dádiva mais excelente.” - Minha Consagração Hoje – MM 1989, pág. 36

A Divindade moveu-se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o plano da redenção.” - Conselhos Sobre Saúde, pág. 222.

O Espírito Santo é o representante de Cristo, mas despojado da personalidade humana, e dela independente. Limitado pela humanidade, Cristo não poderia estar em toda parte em pessoa. Era, portanto, do interesse deles que fosse para o Pai, e enviasse o Espírito como Seu sucessor na Terra.” - Desejado de Todas as Nações, pág. 669.

Que todo Adventista do Sétimo Dia possa unir-se sobre esta mais crítica verdade., rejeitando qualquer vento de doutrina que abale e destrua nossa fé em Deus e na real compreensão da Divindade.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O Representante de Cristo na Terra

Muito cedo na Igreja Cristã houve confusão a respeito da identidade, missão e ministério dO Espírito Santo. Através de Sua encarnação, Jesus identificou-se com a raça humana. Enquanto Se preparava para deixar o mundo, Cristo enfatizou o ministério dO Espírito Santo, que É Onipresente e pode ministrar em Seu nome a toda a raça humana. Ao passo que O Espírito Santo é frequentemente mencionado no Antigo Testamento, mesmo assim é evidente que o povo Judeu não tinha uma clara compreensão do Espírito Santo, O Representante de Cristo na Terra e de Seu ministério. O Espírito Santo É mencionado já logo no começo do relato de Gênesis: “E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.” - Gênesis 1: 2

Não é de surpreender-se que o povo de Deus tem tido uma profunda fascinação, e nem sempre uma clara compreensão, dO Espírito Santo e Seu ministério, porque O Espírito Santo quase nunca É representado como tendo qualquer tipo de forma corpórea. Está além da imaginação do homem compreender Tal Ser. Geralmente falando, há mais de um milênio o conceito dO Espírito Santo foi dividido em duas formas: (1) Aqueles que acreditam na Pessoa dO Espírito Santo, em oposição àqueles que crêem que O Espírito Santo É um agente de poder, enviado por Deus para prover fortalecimento e guia a Seu povo; (2) há também uma sutil divisão quanto a se O Espírito Santo É enviado de Deus ou se Ele é enviado por Cristo. Mas as Escrituras não nos deixam em trevas com respeito a este assunto.

No batismo de Jesus O Espírito Santo foi chamado de O Espírito de Deus.
E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.” - Mateus 3: 16

Jesus chamou O Espírito Santo de O Espírito de vosso Pai.
Porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós.” - Mateus 10: 20

Mas as palavras de Jesus, registradas no evangelho de João, esclarecem a questão:
E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.” - João 14:16

Jesus, mais à frente, indica que Ele enviará O Consolador a partir dO Pai.
Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito da verdade, que procede do Pai, testificará de mim.” - João 15: 26

Não precisa haver confusão, pois os textos acima comprovam o fato de que O Espírito Santo vem ao homem a partir dO Pai, mas por intermédio de Jesus.

Quanto ao conceito dos Pioneiros Adventistas sobre a personalidade dO Espírito Santo, as seguintes declarações de Urias Smith e Willie White revelam sua falta de entendimento quanto a o que constitui uma pessoa. Urias Smith declarou, em 1890, a respeito dO Espírito Santo:

A Bíblia usa expressões que não podem ser harmonizadas com a ideia de que ele é uma pessoa como O Pai e O Filho. Ao invés disso, ele é apresentado como sendo uma influência Divina de Ambos. ...usualmente fala-se dele de maneira a mostrar que ele não pode ser uma pessoa. ...Ele é frequentemente citado como sendo “vertido” e “derramado”. - Smith, em Review & Herald, 28 de Outubro de 1890.

Numa carta escrita em resposta a uma pergunta sobre o que E. G. White cria a respeito da personalidade dO Espírito Santo, o Ancião W. C. White, filho da profetisa, escreveu para H. W. Carr:

30 de Abril de 1935.
Querido irmão Carr
Eu tenho em minhas mãos sua carta de 24 de Janeiro. Por alguns meses eu tenho sido tão pesadamente pressionado com trabalho ligado a manuscritos que estamos preparando para imprimir, que minha correspondência teve que esperar.

Em sua carta você pediu-me para dizer-lhe o que eu entendo ser a posição de minha mãe com respeito à personalidade dO Espírito Santo.

Isto eu não posso fazer, porque eu nunca entendi claramente seus ensinamentos sobre esta questão. Sempre houve em minha mente alguma perplexidade com respeito ao significado de seus pronunciamentos, os quais, em minha forma superficial de pensar, pareciam ser algo confuso. Eu tenho frequentemente lamentado não ter possuído aquela agudez de mente que poderia resolver essa e outras dificuldades similares, e então lembrando-me do que a Irmã White escreveu em Atos dos Apóstolos, págs. 51 e 52, “a respeito de tais mistérios que são profundos demais para o entendimento humano, o silêncio é ouro”, eu tenho considerado melhor refrear-me de discussão, e tenho empenhado-me a dirigir minha mente a questões mais fáceis de serem entendidas.

Quando eu leio a Bíblia, descubro que O Senhor ressurreto soprou sobre os discípulos (João 20: 22) e disse a eles: “recebei vós O Espírito Santo”. O conceito recebido das Escrituras parece estar em harmonia com o que está escrito em Desejado de Todas as Nações, pág. 669, também em Gênesis 1: 2, Lucas 1: 4, Atos 2: 4 e também 8: 15 e 10: 44. Muitos outros textos podem ser citados, os quais parecem estar em harmonia com esta declaração de Desejado de Todas as Nações.

As declarações e os argumentos de alguns de nossos ministros em seus esforços para provar que O Espírito Santo era um indivíduo, como o É Deus O Pai e Cristo, O Eterno Filho, tem me deixado perplexo, e algumas vezes eles me tem entristecido.

Minhas perplexidades diminuíram um pouco quando eu aprendi, no dicionário, que um dos significados para “Personalidade” era “Características”. Eu concluí portanto, que pode haver personalidade sem haver a forma corpórea que O Pai e O Filho possuem.

Há muitos textos nas Escrituras que falam dO Pai e dO Filho, e a ausência de textos que façam referência similar à obra conjunta dO Pai e dO Espírito Santo, ou de Cristo e dO Espírito Santo, tem me levado a crer que o espírito sem individualidade foi o representante dO Pai e dO Filho através do Universo, e é através dO Espírito Santo que Eles habitam em nossos corações e nos fazem um com O Pai e com O Filho. ...[o restante da carta responde a outros assuntos].

Com amáveis considerações, permaneço sinceramente seu irmão, W. C. White ” - Austin P. Cooke, Pessoa Divina ou Poder Divino, Anchor, Setembro de 1997, pgs. 7, 8.

Entretanto a questão do Espírito Santo era muito clara para a Irmã White. Enquanto viveu perto do Colégio de Avondale, onde a Irmã White escreveu a maior parte do Desejado de Todas as Nações, ela contemplou O Espírito Santo andando nos jardins do Colégio:
Precisamos reconhecer que o Espírito Santo, que é tanto uma pessoa como o próprio Deus, está andando por esses jardins” - Manuscrito 66, 1899.

Mais na frente o Pastor Austin Cooke explica:
O que então significa as expressões “derramado torrencialmente”, “caiu sobre todos” e “soprado neles”, ao descrever O Espírito Santo? As escrituras empregam certos elementos do mundo natural para descrever as obras dO Espírito Santo, e as expressões acima denotam exatamente isso. Sete termos são usados e cada um é significativo:
1. Água = Lavagem, refrigério, abundância;
2. Fogo = Purificação e iluminação;
3. Vento = Invisibilidade, independência, poder;
4. Óleo = Cura, conforto, consolo;
5. Orvalho/Chuva = Revitalização e força renovada;
6. Pomba = Gentileza, mansidão, perdão e paz;
7.Voz = Guia, advertência, ensinamento.

A expressão “derramado torrencialmente” assemelha O Espírito Santo à água ou à chuva, e dá a ideia de abundância. A expressão “fez cair sobre todos” (Atos 2: 33) significa “jorrar, fluir como um jato” (Grego), figurativamente “outorgar, dar, conferir” (Dr. Strong). É uma alusão a água e denota abundância.

Línguas de fogo” denotam o poder purificador dO Espírito Santo, e como Ele ilumina a mente humana.

Soprou neles” (João 20: 22). As escrituras usam o vento ou o sopro para descrever o ministério dO Espírito. “Sopra em mim o sopro de Deus” diz o hino. Isso dá a ideia de invisível, de poder independente. Um símbolo da comunicação dO Espírito a eles.
Jamison, Fawcett & Brown.

O Sopro dO Todo-Poderoso Deu vida ao homem e começou o mundo antigo. Assim o fôlego dO Poderoso Salvador deu vida a Seus ministros e começou um novo mundo.
Matthew Henry

O Espírito Santo é o sopro da vida espiritual na alma. A comunicação do Espírito é a transmissão da vida de Cristo. Reveste o que O recebe com os atributos de Cristo.” - O Desejado Todas as Nações, pág. 805

Agora examinemos o ministério da Pessoa dO Espírito Santo. Primeiro é evidente que O Espírito Santo executou um papel central na vida de Cristo:
Já tens ouvido; vê tudo isto; porventura, não o anunciareis? Desde agora, te tenho mostrado coisas novas e ocultas, que nunca conheceste.” Isaías 48: 6.

E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” - Mateus 3: 16, 17 .

Então, foi conduzido Jesus pelO Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.” - Mateus 4: 1.

Deve-se também reconhecer que O Espírito Santo É um agente fornecedor de grande poder à raça humana. Isso foi demonstrado entre os discípulos no Dia do Pentecostes. 
E, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. E em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. E, correndo aquela voz, ajuntou-se uma multidão e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! Não são galileus todos esses homens que estão falando? Como pois os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos? - Atos 2: 2 – 8.

Em um discurso profético, o profeta Joel olhou para o futuro quando a chuva serôdia seria recebida pelo fiel povo de Deus:
E vós, filhos de Sião, regozijai-vos e alegrai-vos no SENHOR, vosso Deus, porque ele vos dará ensinador de justiça e fará descer a chuva, a temporã e a serôdia, no primeiro mês.” - Joel 2: 23 (KJV & RV 1865).

Tiago declara expressamente que as chuvas temporã e serôdia cairão torrencialmente sobre o povo de Deus no período da segunda vinda de Cristo:
Sede, pois, irmãos, pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e a serôdia.” - Tiago 5: 7

Além do mais, a Personalidade dO Espírito Santo é evidenciada em muitos textos das Escrituras. Jesus claramente mostrou compreender a personalidade dO Espírito Santo quando comissionou os discípulos a levarem a mensagem Cristã ao mundo. Quando fomos batizados e aceitamos a ordenação de ministros do evangelho, nós aceitamos a comissão de Cristo ao mundo:
Ide portanto, e ensinai a todas as nações, batizando-os em nome dO Pai, e dO Filho, e dO Espírito Santo.” - Mateus 28: 19.

Aqueles que são batizados no nome triplo dO Pai, dO Filho e dO Espírito Santo.” - Testemunhos p/ a Igreja vol. 6, pág. 91

A benção do apóstolo Paulo sobre os crentes de Corinto incorpora Os Três Membros da Divindade, identificando O Espírito Santo como um membro específico da Divindade:
A Graça dO Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão dO Espírito Santo, seja com todos vós.” - II Coríntios 13: 14

Agora, se O Espírito Santo não é um ser igual ao Pai e ao Filho, então essa afirmação usada em todos os batismos que assistimos ou efetuamos, não faria sentido algum. Se O Espírito Santo É o poder inanimado dO Pai, então seria redundante mencioná-lo duas vezes.
Essa igualdade com Deus e Cristo é ainda mais confirmada quando Paulo declara que O Espírito Santo É eterno:
Quanto mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?” - Hebreus 9: 14.

A Bíblia descreve muitas das características de Deus O Pai que também são características dO Espírito Santo:
(1) O Espírito Santo executou um papel na criação.
E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.” - Gênesis 1: 2.

(2) O Espírito Santo É onipresente.
Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também; se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. ” - Salmo 139: 7-10.

(3) O Espírito Santo É onisciente.
Quem guiou o Espírito do SENHOR, ou como seu conselheiro o ensinou?Com quem tomou ele conselho, que lhe desse entendimento, e lhe ensinasse o caminho do juízo, e lhe ensinasse conhecimento, e lhe mostrasse o caminho do entendimento?” - Isaías 40: 13, 14 .

(4) O Espírito Santo executa um papel vital na redenção.
A Divindade moveu-se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o plano da redenção.” - Conselhos Sobre Saúde, pág. 222.

Quando Jesus explicou que Ele deveria deixar os discípulos e retornar para o céu, onde Ele se tornaria nosso Sumo Sacerdote celestial ministrante, Suas palavras foram claras:
E Eu orarei ao Pai, e Ele vos dará um outro Consolador, para que Ele possa estar convosco para sempre.” - João 14: 16.

Assim, o Espírito Santo está conosco. Além disso, O Espírito Santo habita pela fé no fiel povo de Deus.
O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós.” - João 14: 17.

Um pouco mais tarde Jesus deu-nos maior luz sobre O Espírito Santo:
Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim; Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar. - João 16: 7 – 14.

Exatamente como em seu diálogo anterior com os discípulos, Jesus refere- Se ao Espírito Santo com o pronome pessoal “Ele”. Muitos questionam que deveria-se usar uma expressão impessoal, ao invés do pronome pessoal “Ele”. Mas a leitura ficaria sem sentido se substituíssemos “Ele” por “Isso”. Um poder impessoal pode reprovar? Pode guiar? Pode falar? Pode nos mostrar coisas que estão por vir? Fica textualmente claro que deve ser usado o pronome pessoal para se obter o perfeito sentido das palavras de Jesus. Está claro que o papel do Espírito Santo é ser a contínua presença na vida de todo ser humano que O recebe.

E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre. - João 14: 16.

O Espírito Santo ilumina e conduz o povo de Deus à verdade de maneira que possamos ser fiéis testemunhas do evangelho.
Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” - João 14: 26.

O Espírito Santo nos avisará dos perigos espirituais e nos dirá com antecipação dos enganos daqueles que desistirão da lealdade a Deus, para serem leais a satanás.
Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios.” - I Timóteo 4: 1

Nossa compreensão do Espírito Santo como Um Ser Pessoal é grandemente fortalecida pela advertência de Jesus de que a blasfêmia contra O Espírito Santo não pode ser perdoada. Blasfêmia são palavras ou atitudes desdenhosas ou profanas para com Deus, como proclamar ser Deus, ou possuir Seu poder, ou ser seu servo quando não somos (veja Apocalipse 2: 9). Não há evidência alguma de que a blasfêmia esteja relacionada a uma força impessoal.

Portanto, eu vos digo: todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens, mas a blasfêmia contra O Espírito Santo não será perdoada aos homens. E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á perdoado, mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo nem no mundo por vir.” - Mateus 12: 31, 32.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Mateus 28:19 – falso ou autêntico?

É verdade que as palavras “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28:19) não foram escritas por Mateus, mas foram acrescentadas pela Igreja Católica?

Mateus 28:19 é um dos textos bíblicos mais frequentemente utilizados para defender a doutrina da Trindade. Mas alguns grupos cristãos que não creem nessa doutrina afirmam que as palavras “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” não estavam no texto original. Examinaremos os principais argumentos utilizados em defesa dessa teoria.[1]

1. Manuscritos do Novo Testamento – Aqueles que dizem que Mateus 28:19 foi modificado argumentam que, de acordo com o texto original, o batismo deveria ser realizado “em Meu [de Jesus] nome”. Ao examinarmos essa teoria, precisamos nos lembrar de que o Novo Testamento foi escrito originalmente no idioma grego, mas nenhum manuscrito redigido pelos próprios autores bíblicos chegou até nossa época. Porém, são conhecidos mais de cinco mil manuscritos antigos que contêm o Novo Testamento em seu idioma original. Assim, podemos ter certeza de que, ao longo de dois mil anos, Deus preservou Sua Palavra.[2]

De acordo com os estudiosos, a expressão “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” aparece em todos os manuscritos antigos do evangelho de Mateus. Por outro lado, não existe nenhum manuscrito em que apareçam as palavras “em Meu [de Jesus] nome” ou qualquer outra expressão.[3]

Esse fato é confirmado pelas mais importantes obras sobre o assunto: a edição do Novo Testamento grego e a obra oficial que possui comentários sobre esses manuscritos.[4] Outra importante obra, International Standard Bible Encyclopedia, declara que “as credenciais textuais [de Mt 28:19] são suficientemente sólidas”,[5] ou seja, não há dúvidas sobre o texto original de Mateus 28:19.


As palavras “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” aparecem também em todas as traduções antigas do evangelho de Mateus ou do Novo Testamento completo, tais como a Peshitta Siríaca, a Vulgata latina, a Copta e as versões eslovacas. É interessante observar que os cristãos sírios e coptas (que possuíam sua própria tradução do Novo Testamento) não estavam ligados à Igreja Católica Romana, mas aceitavam essa passagem bíblica como autêntica. Após analisar esses fatos, um estudioso afirmou: “É incrível que uma interpolação desse caráter tenha sido feita no texto de Mateus sem deixar qualquer traço de sua inautenticidade em um simples manuscrito ou versão [tradução]. A evidência de sua genuinidade é esmagadora.”[6]

À vezes é dito que o evangelho de Mateus foi escrito originalmente em hebraico ou aramaico. As pessoas que afirmam que Mateus 28:19 foi modificado alegam que, no evangelho escrito nesses idiomas, Jesus ordenava que o batismo deveria ser efetuado “em Meu nome”. Mas essa teoria deve ser rejeitada por várias razões: (1) até hoje não foi encontrado nenhum fragmento hebraico ou aramaico desse evangelho; (2) “o grego de Mateus não apresenta qualquer indício de ter sido traduzido do aramaico”; e (3) existem muitas evidências de que Mateus utilizou o evangelho de Marcos, escrito em grego, para escrever seu próprio evangelho.[7]

Alguns mencionam uma versão de Mateus em hebraico traduzida por George Howard, que contém as palavras “em Meu [de Jesus] nome” em Mateus 28:19. Argumenta-se que esse texto apresenta o texto exato do evangelho em seu idioma original. No entanto, o texto traduzido por Howard é do século 14 e, portanto, muito tardio para ser utilizado como evidência das palavras originais do evangelho. Além disso, essa versão pertencia a um judeu que a utilizou em livros que atacavam a fé cristã. Portanto, esse suposto evangelho em hebraico é muito tardio, de segunda mão e pertencia a um crítico do cristianismo.[8]

Apesar disso, outros dois textos em hebraico de Mateus (Du Tillet e Münster), que são aproximadamente da mesma época que o de Howard, contêm a expressão “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Mesmo que admitíssemos que esse evangelho tivesse sido escrito originalmente em hebraico ou aramaico, não há evidência de que as palavras de Mateus 28:19 fossem diferentes do texto que conhecemos.

2. Antigos escritores cristãos – Outra maneira de saber quais eram as palavras exatas que apareciam nos textos originais do Novo Testamento é ver como eram citados pelos autores cristãos que viveram pouco tempo depois dos apóstolos. Aqueles que afirmam que o texto original de Mateus 28:19 foi modificado dizem que esses autores citavam a passagem sem as palavras “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.

Os documentos históricos, no entanto, mostram que todas as vezes em que os antigos escritores cristãos se referiam a Mateus 28:19, eles citavam as palavras “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Os exemplos incluem a Didaquê, um manual doutrinário para candidatos ao batismo, produzido entre 70 e 100 d.C.; Inácio de Antioquia (50-110 d.C.); Justino Mártir (100-165 d.C.); Taciano, o Sírio (120-180 d.C.); Irineu de Lyon (130-200 d.C.); Tertuliano de Cartago (150-220 d.C.); Hipólito de Roma (170-235 d.C.); Orígenes (185-253 d.C.); Cipriano (morreu em 258 d.C.); Dionísio de Alexandria (morreu em 265 d.C.); Vitorino de Pettau (morreu em 303 d.C.) e os autores do Tratado Contra o Herege Novaciano e do Tratado Sobre o Rebatismo.[9]

Outro argumento comum contra a autenticidade de Mateus 28:19 se baseia nos escritos de Eusébio de Cesareia (265-339 d.C.), historiador cristão que viveu na época do imperador Constantino. Várias vezes ele citou Mateus 28:19 com as palavras “em Meu [de Jesus] nome”. Os estudiosos observam, entretanto, que Eusébio tinha o hábito de citar a Bíblia de forma bastante imprecisa.[10] Por isso, suas citações não são utilizadas para se determinar as palavras exatas do Novo Testamento.

Em realidade, Eusébio citava Mateus 28:19 de três maneiras diferentes: (1) “Ide e fazei discípulos de todas as nações”; (2) “Ide e fazei discípulos de todas as nações em Meu nome”; e (3) “Ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. É importante observar que Eusébio jamais citou o texto como se esse ordenasse o batismo “em Meu nome”, mas fazer discípulos em Meu nome.

Alguns afirmam que, antes do Concílio de Niceia (325 d.C.), Tertuliano citava o texto da primeira e segunda formas e, depois do Concílio, citava da terceira forma. Esse argumento possui várias falhas: (1) ao contrário do que geralmente é dito, o Concílio de Niceia não discutiu a Trindade, mas a relação de Cristo com Deus, o Pai; (2) Mateus 28:19 não era um texto utilizado nas discussões sobre a Trindade e a natureza de Cristo na época de Eusébio; e (3) Eusébio utilizou cada uma das três formas antes e depois do Concílio de Niceia.

Além disso, ao mencionar o texto de Mateus 28:18-20, Eusébio combinava-o com Mateus 10:8; 24:14; Marcos 16:17; Lucas 24:47 e João 20:22. Portanto, ele não citava as palavras de Mateus 28:19 de forma isolada, mas mesclava todas essas passagens. As palavras “em Meu nome” derivam de Marcos 16:17 e Lucas 24:47.[11]

3. A Bíblia de Jerusalém Aqueles que defendem que o texto original de Mateus 28:19 foi modificado costumam citar uma nota de rodapé da Bíblia de Jerusalém a respeito dessa passagem. A nota afirma: “É possível que em sua forma precisa, essa fórmula reflita influência do uso litúrgico posteriormente fixado na comunidade primitiva. Sabe-se que o livro dos Atos fala em batizar ‘no nome de Jesus’ (cf. At 1,5+, 2,38+). Mais tarde deve ter-se estabelecido a associação do batizado às três pessoas da Trindade.”[12] De acordo com os defensores da teoria que estamos analisando, essa citação afirma que o evangelho de Mateus originalmente não continha as palavras “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.

Para que essa nota de rodapé seja entendida corretamente, precisamos nos lembrar de que as introduções e notas da Bíblia de Jerusalém foram escritas por estudiosos católicos e protestantes que interpretam as Escrituras por meio do método histórico-crítico. Esse método afirma (1) que os autores da Bíblia não produziram um livro completamente harmônico, mas repleto de contradições históricas e teológicas; (2) que a Bíblia não é a Palavra de Deus, mas apenas contém a Palavra de Deus (ensinos corretos) mesclada à palavra dos seres humanos (falsos ensinos resultantes da sociedade primitiva); (3) que, antes de serem escritos, os textos bíblicos circulavam de forma oral, e muito de sua exatidão foi perdida; (4) que a Bíblia foi escrita não apenas por profetas, mas pelas comunidades em que eles viviam; (5) que essas comunidades selecionaram, escreveram, corrigiram e acrescentaram textos aos escritos originais dos profetas e apóstolos; e (6) que o leitor da Bíblia não deve aceitar como correta a declaração de um texto bíblico até que ele seja confirmado pela ciência ou pela história. Não podemos aceitar esse método, pois cremos que a Bíblia é a Palavra escrita de Deus e não contém falsos ensinos humanos (Mt 5:17-18; Mc 7:13; Jo 10:35; 2Tm 3:16; 2Pe 1:20-21).[13]

Segundo os adeptos desse método, os evangelhos muitas vezes não apresentam as palavras autênticas de Jesus, mas as adaptam conforme a necessidade e as crenças (corretas ou incorretas) dos cristãos que escreveram cada evangelho. Muitas narrações e milagres foram inventados ou distorcidos com o objetivo de ensinar lições morais a seus leitores. Para esses estudiosos, o evangelho de Mateus terminou de ser escrito depois da morte desse apóstolo. Mateus já havia escrito as partes essenciais do evangelho, mas o texto foi ampliado pelos líderes da igreja local fundada por ele. E, nesse processo, diversas histórias e ensinos falsos acabaram por entrar no evangelho.

A compreensão dos adeptos do método histórico-crítico a respeito de Mateus 28:19 é apresentada, por exemplo, pelo Anchor Bible Dictionary. Esses estudiosos admitem que o evangelho original de Mateus ensina “o batismo no nome da Trindade (28:19), ordenado pelo ressurreto Filho do homem”[14] e “a menção da Trindade na fórmula batismal”.[15] Porém, eles argumentam que essa “não é uma declaração autêntica de Jesus nem mesmo uma elaboração de uma declaração de Jesus sobre o batismo”.[16] Em outras palavras, o evangelho de Mateus afirma que Jesus pronunciou essas palavras, mas, em realidade, isso jamais aconteceu.

Os defensores da teoria argumentam, ainda de acordo com o Anchor Bible Dictionary, que “Mateus 28:19 representa a convicção do evangelista de que sua igreja [comunidade local] praticava o batismo de acordo com a vontade de Jesus e reflete a fórmula batismal ali utilizada”.[17] Ou seja, a igreja local onde foi escrito esse evangelho batizava “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Na tentativa de justificar essa prática, o evangelho afirma, de maneira enganosa, que essa havia sido uma ordem dada por Jesus.

Christopher Stead argumenta que Mateus não estava “relatando palavras autênticas de Jesus; o que, sem dúvida, a passagem deixa claro é que a fórmula triádica [a expressão “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”] era, nesses termos, aceita e usada numa influente comunidade cristã algum tempo antes de 100 d.C. (já que, ainda que o Evangelho [de Mateus] fosse datado de um pouco mais tarde, dificilmente o escritor poderia estar introduzindo uma novidade)”.[18] A ideia defendida é a mesma que aparece no Anchor Bible Dictionary.

Aqueles que afirmam que o texto de Mateus 28:19 foi modificado citam vários outros livros, principalmente enciclopédias, que apresentam a mesma teoria que a Bíblia de Jerusalém, o Anchor Bible Dictionary e Christopher Stead. Mas não podemos aceitar o que é dito por essas fontes, pois se baseiam no método histórico-crítico para analisar esse versículo. Além disso, ao contrário do que fizemos no início deste artigo, nenhuma dessas fontes cita qualquer autor antigo para apoiar suas conclusões. Em outras palavras, são meras suposições sem qualquer fundamento histórico.

À luz desses fatos, a nota de rodapé da Bíblia de Jerusalém a respeito de Mateus 28:19 pode ser facilmente compreendida. Citamos novamente o texto em discussão e acrescentamos comentários entre colchetes: “É possível [no método histórico-crítico há poucas certezas e muitas suposições] que em sua forma precisa, essa fórmula [que está no evangelho de Mateus; em momento algum a nota nega esse fato] reflita influência do uso litúrgico [da cerimônia do batismo] posteriormente fixado [a expressão surgiu não quando Jesus a proferiu, mas muito tempo depois] na comunidade primitiva [a igreja local de Mateus]. Sabe-se que o livro dos Atos [escrito antes da destruição do templo, em 70 d.C.] fala em batizar ‘no nome de Jesus’ (At 1,5+, 2,38+). Mais tarde [na igreja de Mateus, no fim do primeiro século] deve ter-se estabelecido a associação do batizado às três pessoas da Trindade.”

De acordo com os adeptos do método histórico-crítico, não é porque Jesus assim havia ordenado que a comunidade de Mateus batizava “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Ao contrário: o evangelho falsamente atribui a Jesus essas palavras porque aquela comunidade já as utilizava. Portanto, de acordo com esses estudiosos, não foi o ensino de Jesus que determinou a prática dos cristãos, mas a prática dos cristãos que determinou o suposto ensino de Jesus.

Não podemos concordar com a nota da Bíblia de Jerusalém sobre Mateus 28:19, pois ela argumenta que Jesus não pronunciou as palavras registradas nesse versículo. Mas a citação não afirma que as palavras “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” não estavam no texto original do evangelho. Aqueles que defendem a teoria que analisamos distorcem a declaração da Bíblia de Jerusalém.

Conclusão

As evidências mostram, de maneira unânime, que as palavras “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (1) aparecem em todos os manuscritos gregos do evangelho de Mateus e, portanto, estavam no texto original; (2) sempre foram citadas exatamente dessa maneira pelos antigos escritores cristãos; e (3) não têm sua presença no evangelho de Mateus negada pela Bíblia de Jerusalém ou por fontes semelhantes. Portanto, a teoria de que o texto original de Mateus 28:19 foi modificado pela Igreja Católica não possui qualquer fundamento.

Aqueles que, contra todas as provas, insistem em rejeitar a autenticidade de Mateus 28:19, deveriam considerar as advertências de Deus contra o desprezo a qualquer parte das Escrituras (Mt 5:17, 18; Mc 7:9-13; Ap 22:19). A respeito daqueles que confiam em Sua Palavra, o Senhor declara: “A este Eu estimo: ao humilde e contrito de espírito, que treme diante da Minha Palavra” (Is 66:2, NVI).

(Matheus Cardoso é editor associado da revista Conexão JA e editor assistente de livros na Casa Publicadora Brasileira)

Referências:

[1] Para mais informações sobre a autenticidade de Mateus 28:19, veja as seguintes pesquisas acadêmicas disponíveis na internet: Vander Ferraz Krauss, “A Fórmula Batismal de Acordo com Mateus 28:19” (monografia, Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia, Instituto Adventista de Ensino do Nordeste, 2004); Tim Hegg, “Mateus 28:19: Uma investigação crítica-textual [sic]”; Mark Clarke, “Textual Evidence and the Great Comission”.

[2] Para estudo sobre a história e confiabilidade dos manuscritos do Novo Testamento, ver Wilson Paroschi, Crítica Textual do Novo Testamento (São Paulo: Editora Vida, 1998); Bruce M. Metzger e Bart Ehrman, The Text of the New Testament: Its Transmission, Corruption, and Restoration (Nova York: Oxford University Press, 2005).

[3] Ver, por exemplo, Benjamin J. Hubbard, The Matthean Redaction of a Primitive Apostolic Commissioning: An Exegesis of Matthew 28:16-20, Society of Biblical Literature Dissertation Series, v. 19 (Missoula, MT: Scholars’ Press, 1974); J. Schaberg, The Father, the Son and the Holy Spirit: The Triadic Phrase in Matthew 28:19b, Society of Biblical Literature Dissertation Series, v. 61 (Chicago: Scholars’ Press, 1982); Donald A. Hagner, Matthew 14-28, Word Biblical Commentary, v. 33b (Nashville, TN: Thomas Nelson, 1995), p. 880-881.

[4] Erwin Nestle e Kurt Aland, eds., Greek-English New Testament (Stuttgart: Deutsche Bibelgessellschaft, 1994), p. 87; Bruce M. Metzger, A Textual Commentary on the Greek New Testament (Nova York: United Bible Societies, 1994).

[5] G. W. Bromiley, “Baptism”, em International Standard Bible Encyclopedia, ed. Geoffrey W. Bromiley (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1979), v. 1, p. 411.

[6] Alfred Plummer, An Exegetical Commentary on the Gospel of Matthew (James Family Reprint, s/d), p. 432.

[7] Hagner, Matthew 14-28, p. xiv.

[8] George Howard, Hebrew Gospel of Matthew (Macon, GA: Mercer University Press, 1995).

[9] Didaquê 7.1-3; Inácio, Aos Filadelfos 9, em The Ante-Nicene Fathers: Translations of the Writings of the Fathers down to A. D. 325 (daqui em diante, ANF), ed. Alexander Roberts e James Donaldson (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1967), v. 1, p. 85; Justino Mártir, Primeira Apologia 61, em ANF, v. 1, p. 183; Taciano, o Sírio, Diatessaron 55; Irineu, Contra Heresias 3.17.1, em ANF, v. 1, p. 444; Tertuliano, Prescrições Contra os Hereges 20, em ANF, p. 3, p. 252; idem, Contra Práxeas 26, em ibid., p. 623; idem, Sobre o Batismo 6, 8, em ibid., p. 672, 676; Hipólito, A Tradição Apostólica 21; Contra a Heresia de um Certo Noeto 14, em ANF, p. 5, p. 228; Orígenes, Comentário de Romanos 5.8; Cipriano, Epístolas 24.2, em ANF, p. 5, p. 302; 62.18, em ibid., p. 363; 72.5, em ibid., p. 380; idem, Tratados, 12.2.26, em ibid., p. 526; idem, Sétimo Concílio de Cartago, em ibid., p. 567, 568, 569; Dionísio de Alexandria, Primeira Carta a Sisto, Bispo de Roma 2; Vitorino de Pettau, Comentário Sobre o Apocalipse do Bendito João, 1.15 em ANF, v. 7, p. 345; Tratado Contra o Herege Novaciano 3, em ANF, p. 5, p. 658; Tratado Sobre o Rebatismo 7, em ANF, p. 5, p. 671. Todas essas referências estão disponíveis no site da Christian Classics Ethereal Library.

[10] Hubbard, The Matthean Redaction of a Primitive Apostolic Commissioning, p. 151-175.

[11] G. R. Beasley-Murray, Baptism in the New Testament (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1988), p. 82.

[12] Bíblia de Jerusalém (São Paulo: Paulus, 2002), p. 1.758.

[13] O uso do método histórico-crítico pela Bíblia de Jerusalém pode ser visto, por exemplo, nas introduções ao Pentateuco (p. 21-31), a Provérbios (p. 1.020-1.021), a Isaías (p. 1.237-1.239), a Daniel (p. 1.244-1.246) e aos quatro evangelhos (p. 1.690-1.694). Para uma introdução ao método histórico-crítico, ver Augustus Nicodemus Lopes, A Bíblia e Seus Intérpretes: uma breve história da interpretação (São Paulo: Cultura Cristã, 2004), p. 183-195, 241-244. Uma análise crítica desse método pode ser encontrada em Gerhard F. Hasel, Teologia do Antigo e Novo Testamento: questões básicas no debate atual (São Paulo: Academia Cristã, 2007).

[14] Lars Hartman, “Baptism”, em The Anchor Bible Dictionary, ed. David Noel Freedman (New York: Doubleday, 1992), v. 1, p. 584.

[15] Ibid., p. 590.

[16] Ibid., p. 585.

[17] Ibid., p. 590.

[18] Christopher Stead, A Filosofia na Antiguidade Cristã (São Paulo: Paulus, 1999), p. 142.


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