domingo, 28 de fevereiro de 2010

Curvas femininas agem como droga no cérebro masculino

Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira sugere que os efeitos causados pelas curvas das mulheres no cérebro dos homens é similar ao causado pelo consumo de álcool ou drogas. De acordo com o estudo, olhar uma mulher de formas exuberantes ativa uma área associada ao sentimento de recompensa, mesmo local atingido quando submetido a ação de substâncias químicas. As conclusões dos cientistas explicam o motivo pelo qual mulheres como Jennifer Lopez e Beyoncé são consideradas sexy. Os especialistas também acreditam que essa pode ser a razão da preocupação dos homens com a pornografia.

Os pesquisadores utilizaram 14 homens de, aproximadamente, 25 anos no experimento. O teste envolveu a exibição de fotos de sete mulheres nuas, cuja gordura foi distribuída digitalmente em lugares estratégicos, como na região do quadril. Durante a análise foram realizadas tomografias dos cérebros. Esses exames mostraram que as alterações propositais ativaram uma área ligada ao sentimento de recompensa, incluindo regiões também afetadas pela drogas e pelo álcool.

Segundo os cientistas, as curvas das mulheres estão diretamente associadas a fertilidade, a geração de filhos saudáveis e a menor incidência de doenças. “Os resultados indicam que a figura da mulher com o ‘corpo de violão’ ativa áreas cerebrais que dirigem a atenção do homem a garotas com potencial de serem boas parceiras de reprodução”, publicaram os pesquisadores na revista especializada PLoS.

Isso explica por que as características são populares em todas as culturas do mundo. Steven Platek, neurocientista e especialista em evolução cognitiva da Universidade Georgia Gwinnett, na Georgia, Estados Unidos, afirmou que esses descobrimentos podem explicar o vício em pornografia e outras desordens similares, como disfunção erétil ou ausência de libido. “Os resultados também podem ajudar a ciência a entender a infidelidade sexual”, completou o médico.

Os cientistas também disseram que as mudanças no índice de massa corpórea somente ativam áreas associadas a apreciação visual. Isso significa que para o cérebro masculino as gordurinhas extras, eterna preocupação das mulheres, nada tâm a ver com a sensualidade.

(Veja)
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia-tecnologia/curvas-mulheres-causam-mesmo-efeito-alcool-drogas-homens-535622.shtml

Nota Michelson Borges: Se partirmos da cosmovisão criacionista, podemos interpretar esses dados como indicativos de uma criação planejada. Deus criou homem e mulher com atração um pelo outro, e isso é perfeitamente normal e esperado (o que foge disso é que é “estranho”). Só que para tudo o que Deus cria, o inimigo dEle desenvolve uma contrafação. Deus criou o sexo como culminação de um relacionamento de amor e compromisso, no contexto do matrimônio; o diabo criou o sexo livre/casual. Deus criou a mulher bela e sensual para seu marido; o diabo criou a pornografia e transformou a mulher em objeto. Deus criou os instintos para serem regidos pela razão; Satanás inverteu essa ordem (C. S. Lewis compara os instintos ao piano: "Ele não tem dois tipos de teclas: as 'certas' e as 'erradas'. Cada nota será certa ou errada dependendo do momento" [Um Ano com C. S. Lewis, p. 70]). Com base nessa pesquisa sobre o efeito das curvas femininas no cérebro masculino, podemos concluir que, se o homem contemplar apenas as curvas da sua mulher, ficará “viciado” apenas nela. E essa informação serve de alerta também às mulheres que se preocupam com sua dignidade: o vestuário delas não deve supervalorizar suas formas. Se cuidarem desse aspecto, elas estarão ajudando os homens com os quais entrarão em contato e estarão se preservando para o marido.[MB]

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O Sábado e a Educação

A obra de educação de Deus para o homem é justamente o plano da redenção, a restruturação do caráter de Deus perdido pelo homem por culpa de sua transgressão. Cada detalhe que envolve nossa vida deve ser cuidadosamente escolhido, cada gesto, cada pensamento, cada objetivo, cada tempo empregado, cada escolha. Tudo refletirá no que somos e seremos futuramente em nossa colheita do que hoje plantamos.

Na educação dos filhos, repousa solene responsabilidade sobre os pais na construção do caráter de cada um. A educação Edênica girava em torno do Criador e deveria ser refletida para o filhos do primeiro casal. Após a queda todas a estruturas do mundo e seus indivíduos foram modificadas, porém o plano para a educação no lar continua a mesma: girar em torno do centro que é Deus, ter como fundamento a Sua santa Palavra e refletir para os filhos a Sua glória.

Em meio a perplexidades e afazeres cada vez mais constantes, vemos a previsão de Deus quando declara com relação ao quarto mandamento: “Lembra-te”. Previu que o homem seria tentado a esquecer-se de suas responsabilidades de satisfazer todos os reclamos da santa lei. Antes de averiguarmos as bençãos e os deveres contidos no sábado com relação a educação dos filhos deve-se entender que cada passo que é dado pelos pais, encontra-se os filhos de olhos atentos para os mesmo. O sábado não inicia-se apenas no por-do-sol de sexta-feira, mas deve iniciar-se com uma preparação diária e culminando no ultimo dia da semana. A criança tende a imitar cada gesto dos pais, com esse conhecimento devem os pais ensinarem executando com diligência a preparação devida para o Sábado. Tal atitude desenvolverá em seus filhos satisfação pela chegada do santo dia do Senhor. Deve-se ensinar os filhos nos deveres da preparação, assim desde pequenos entenderam a seriedade da questão. Caso ocorra ao contrário e as crianças sejam deixadas ao léu, sua atenção será direcionada aos seus prazeres naturais como brincadeiras e afazeres que não convém para o momento, isso causará uma falta de compreensão da santidade do Sábado e os filhos cresceram sem dar tanta importância quanto a prepara-se para encontrar o Senhor.

Vivemos no limiar da história terrestre e Satanás tem trabalhado como nunca antes para afastar a criaturas de seu Criador, chegaremos ao ponto da tentativa de implantar a sua marca, um dia profano em lugar do santo. Cada indivíduo hoje tem sido preparado através da educação secular para receber futuramente o domingo como dia de guarda. Além desse ponto Satanás tem desvirtuado o conceito de santidade dentro daqueles que professam serem observadores do sábado. Então temos dois pontos de grande preocupação: pessoas seculares com uma educação secular que adere ao sistema babilônico espiritual e pessoas que professam serem cristãs absorvendo a educação do sistema. No meio desse paradigma Deus se revela através dos seus conceitos educativos relacionados ao Sábado. É objetivo de Deus preparar uma geração que seja submissa a Ele e que proclame ao mundo o dever de cada homem para com seu Criador. Neste ponto encontra-se a verdadeira educação, a educação Divina.

Princípios de santidade, de reconhecimento da presença de Deus, de reverência, de compromisso, de entrega, de dever para com a obra de Deus podem e devem claramente serem adquiridos com a observância do Sábado. A fidelidade na grande obra de Deus somente será alcançada se antes nas pequenas coisas formos fiéis. A fidelidade hoje com o sábado praticada no lar refletirá princípios sólidos quanto a qualquer provação futura. Os filhos que com amor são admoestados quanto a isso, cresceram caminhando em caminhos de justiça. Os pais tem o dever de formarem uma geração que ame mais o seu Criador do que o mundo. Uma geração que se colocará nas mãos de Deus para derrubar o sistema que Satanás implantou neste mundo e que com aparente exito tem ceifado um grande numero de almas e afastando cada vez mais de Deus aqueles que ainda se encontram vivas no desconhecido sistema.

“Antes do por-do-sol, todos os membros da família devem reunir-se para estudar a Palavra de Deus, cantar e orar.” 1

O primeiro princípio que devemos impressionar a nossos filhos e a nós mesmo é a separação do mundo. Antes mesmo que o luzeiro nos indique o findar de mais uma semana, devemos estar totalmente desligados dos afazeres seculares e com a mente focada em receber a restauração espiritual que tanto carecemos com a presença do Senhor no Seu dia santo. Deve haver diligência quanto ao horário, isso produzirá um sentimento de respeito e solenidade nas crianças quando demonstrado que o mundo e seus afazeres devem ser deixados de lado para encontra-se com o Senhor.

“As crianças devem participar do culto familiar, cada qual com sua Bíblia, lendo um ou dois versículos.” 2

O incentivo da leitura bíblica nos sábados deve ser de forma mais ampla, pois a
mais tempo para dedicar-se a isso. Cada criança deve possuir sua própria Bíblia e estimulada a lê-la, nada de forma forçada assim também como as orações não devem ser longas e sobre assuntos que não tem a ver com o interesse de todos. Essas orações causaram desconforte no culto e pode levar as crianças a desgostarem de algo que deve ser agradável e desejável.

“O tempo restante [a tarde] poderá ser passado em casa e ser o mais precioso e sagrado que o sábado proporciona. Os pais deverão passar boa parte desse tempo com os filhos.” 3

Cada minuto é precioso e pode ser grandemente aproveitado para a educação dos
filhos. Ensinamentos com exemplos bíblicos e até mesmo o simples fato de observar a natureza será de grande valia para o aprendizado das crianças, porém isso somente será possível se os pais estiverem presentes. As crianças não devem ser deixadas de lado aos sábados pois logo ficaram inquietas e tenderam a ocupar-se com coisas desnecessárias para o dia. Como memorial da crianção, deve-se inculcar o infinito poder de criador que Deus possuí, abrir os horizontes da imaginação de como era a bela e perfeita terra quando Deus a criou, mostra-lhes que mesmo com o pecado a natureza ainda testifica do Seu poder.

“Os pais poderão fazer do sábado o que em realidade deve ser, isto é, o dia mais alegre da semana, induzindo assim os filhos a considerá-lo um dia deleitoso, o dia por excelência, santo ao Senhor e digno de honra.” 4

Pais que de agem desatenciosamente seja com o sábado, seja com qualquer outro
aspecto da educação dos filhos terão sem sombra de dúvidas filhos desatenciosos em cada aspecto negligenciado pelos pais. Crianças que crescem convivendo com pais que não se importam em santificar-se, desenvolveram uma vida contrária ao caminho de santidade conforme os pais por anos exemplificaram. Caso o sábado seja recebido com desordem, desgosto e desatenção, de tal modo os filhos receberam o mesmo. Está é a grande estratégia de Satanás, que não abrange somente o sábado mas todos os aspectos da vida cristã vivida pelos pais no lar para formar uma visão deturpada nos filhos do real sentido de uma vida entregue a Deus. Por culpa de pais negligentes temos uma geração de filhos negligentes. Com o tempo inúmeros pais e mães se perguntam: Por que meu filho está fora da igreja? Por que meu filho não gosta das coisas da igreja? Perguntas tais são feitas frequentemente e a resposta é: por que o pai e a mãe negligenciaram algum ponto na educação exemplar de seus filhos.

“Ao pôr-do-sol, é hora de elevar a voz em oração e cânticos de louvar a Deus, celebrando o término do sábado e pedindo a assistência do Senhor para os recuidados da nova semana de atividades.” 5

Ao findar-se o santo dia inicia-se mais uma semana de luta e labor. Breve
estaremos findando a história dessa terra, o tempo está tão próximo quanto muitos nem imaginam. Aqueles que possuem filhos devem de forma diligente lutar e orar por sabedoria na educação dos mesmo. Grande esforço deve ser feito na formação do caráter de cada criança, uma geração de servos de Deus deve ser formada. Ter uma geração que reflita o Seu caráter sempre foi o objetivo de Deus desde a queda do homem, por isso um sistema educacional foi criado para que o homem pudesse alcançar o que havia perdido. A educação sabática é uma base fundamental para o desenvolvimento do homem, é um sinal entre nós e Deus. Diz o Senhor: “Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica.” 6.

O santo dia do Senhor possui as horas mais preciosas e propicias para se ensinar os princípios de santidade para os filhos. De suma importância é a santificação, pois sem ela “ninguém verá o Senhor” 7.


Referências
1 - Testemunhos para Igreja vol. 6 pág. 356
2 - Ibidem pág. 357
3 - Ibidem pág. 358
4 - Ibidem pág. 359
5 - Ibidem pág. 359
6 - Êxodo 31:13
7 - Hebreus 12:14

Jean R. Habkost

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A igreja toma uma posição musical. Aleluia!

Instrumentos de percussão na música sacra

Como sabemos, a música é, hoje, assunto complexo, e facilmente se cai num ou noutro extremo. Essa complexidade se deve grandemente ao fato de a música fazer parte da cultura dos povos, sendo usada tanto em ocasiões festivas seculares quanto no âmbito religioso. Mas nos cumpre perguntar: O que vale para um ambiente secular seria também apropriado para uma ocasião de culto? A Bíblia tem parâmetros que podem responder a essa pergunta e nortear a escolha da música a ser usada no momento do culto, quando Deus é adorado.
Devido ao emprego cada vez maior de instrumentos de percussão nos cultos evangélicos e católicos, poderíamos perguntar: Quão apropriado são esses instrumentos na música sacra? Seria apenas questão de gosto ou uma questão bíblico-teológica?

Na música secular – Analisemos, primeiramente, a música fora do ambiente do templo, ou seja, música secular, de entretenimento ou de celebração por algum evento. Nesse tipo de música, praticamente todo o tipo de instrumentos era usado, inclusive a dança. Um exemplo é o de Davi, em sua primeira tentativa de trazer a arca para Jerusalém. Em 1 Crônicas 13:8, é mencionado que esse rei conduziu o cortejo “com todo o seu empenho; em cânticos, com harpas, com alaúdes, com tamborins, com címbalos e com trombetas”. E 2 Samuel 6:14 informa que “Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor”. Essa dança nada tinha que ver com a dança moderna, nem era sensual, mas consistia em pulos de alegria (tipo da dança que ocorreu quando o filho pródigo voltou (cf. Lucas 15:25), e na ocasião em que os guerreiros egípcios se afogaram no Mar Vermelho e Miriã conduziu um grupo de mulheres com “danças e tamborins” (ver Êxodo 15:20)

Na música secular ou de entretenimento, usavam-se instrumentos de percussão, como o tamborim, às vezes traduzido por “adufe” (no hebraico, toph – pequeno tambor de mão, ou pandeiro), usado para acompanhar, ritmadamente, a música e a dança, nas festividades e cortejos (Gn 3:27; Êx 15:20; Jz 11:34; 1Sm 10:5; 18:6; 2Sm 6:5; Sl 149:3; 150:4, etc.).

Na música sacra – Em se tratando de música sacra, apresentada no culto em louvor a Deus, vê-se que tambores e tamborins (o mesmo que adufes) ficaram de fora da música sacra, apresentada no templo, uma vez que estavam associados ao culto pagão e por fazerem parte da música secular, de comemoração ou entretenimento. Eles foram proibidos no templo, mas admitidos fora dele em festividades e encontros sociais. Isso indica que não eram maus em si mesmos, mas não eram tocados no templo justamente por sua associação com o entretenimento secular.

A ausência de instrumentos de percussão é vista na música sacra instituída pelo rei Davi, a qual era composta de música vocal (cantores) (1Cr 15:16, 19-22), instrumentos de cordas, como alaúdes e harpas (15:16,20,21) e instrumentos de sopro, como trombetas (15:24). A exceção fica por conta dos “címbalos” (metsiltayim) (15:16,19) – dois pequenos pratos, usados pelo líder da música para marcar o fim de uma estrofe, e não para ritmar a música. O vocábulo Selah (pausa?), que aparece em muitos salmos, pode indicar o momento em que eram tocados os címbalos.

A mesma preocupação em se deixar de fora tambores e tamborins pode ser vista no restabelecimento do culto a Deus, empreendido pelo rei Ezequias: “Também estabeleceu os levitas na Casa do Senhor com címbalos, alaúdes e harpas, segundo mandado de Davi e de Gade, o vidente do rei, e do profeta Natã; porque este mandado veio do Senhor, por intermédio de Seus profetas” (2Cr 29:25, itálicos acrescentados). Esse texto nos mostra que a proibição de instrumentos de percussão, como tambores e tamborins, na música sacra, não surgiu da cabeça de nenhum músico humano, mas do próprio Deus. O mesmo procedimento foi adotado no tempo de Esdras e Neemias (ver Ed 3:10 e Ne 12:27,36).

Versos bíblicos e uso de tamborins – Os defensores do uso de bateria na igreja geralmente citam a Bíblia em apoio às suas ideias. Mas será que tais versos apoiam o emprego de instrumentos de percussão na igreja? Vejamos os principais:

1- Miriã e outras mulheres dançando com tamborins (Êx 15:20).
Como já foi mencionado, tamborins eram permitidos na música secular israelita, usados em ocasiões de alegria e entretenimento. Miriã e as demais mulheres não estavam fazendo um culto, mas cantando e dançando de alegria pela morte dos guerreiros egípcios, afogados no Mar Vermelho.

2- Uso de tamborins por um grupo de profetas em Gibeá-Eloim (1Sm 10:5).
Esse texto indica que tamborins eram usados na música sacra antes das diretrizes instituídas pelo rei Davi (ver outro exemplo no salmo 68:24,25). A partir dessas diretrizes, tamborins não são mais permitidos na música sacra israelita, por causa de sua associação com ritos pagãos.

3- A menção aos tamborins na primeira tentativa em levar a arca para Jerusalém (1Cr 13:8).
Nessa ocasião, não se tratava de um culto a Deus, mas se celebrava o transporte da arca para Jerusalém. Era uma ocasião de alegria, celebrada com danças (pulos de contentamento) e músicas de uma banda instrumental, que incluía tamborins.

4- Teria Deus preparado tamborins e pífaros para Lúcifer? (Ez 28:13).
“A obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste criado, foram preparados” (Ez 28:13, na versão Almeida Revista e Corrigida).

Ezequiel 28:13, na versão bíblica Almeida Revista e Atualizada, diz que Deus preparou os “engastes” e “ornamentos” para Lúcifer. A palavra “engaste”, no hebraico é “toph” e tanto pode se referir a “tambor de mão”, “pandeiro”, quanto à “garra ou guarnição de metal que segura uma pedra preciosa”. Já “ornamentos” é tradução da palavra hebraica “néqeb”, que também tem dois significados: “pífaro/flauta”, mas também “cavidade”, na qual se fixa uma pedra preciosa.

Gramaticalmente, as duas palavras acima podem se referir tanto a instrumentos musicais quanto à obra de joalheria. Com duas possibilidades de tradução, seria melhor traduzi-las à luz do contexto, que não é o de instrumentos musicais, mas de enfeites com ouro e pedras preciosas (conforme os versos 13, 14, 16 indicam). A versão Almeida Revista e Atualizada fez bem em traduzi-as como “engastes” e “ornamentos”.

5- A menção a adufes (tamborins) nos salmos 149 (v. 3) e 150 (v. 4).
É verdade que tamborins (ou adufes) são mencionados nesses salmos. Mas, seria sua menção um indicativo de que devam ser usados na música sacra no culto divino? Deve-se notar que esses dois salmos não constituem um manual indicador dos tipos de instrumentos que devem ou não fazer parte da música sacra. A finalidade deles pode ser sintetizada com o último verso do salmo 150: “Todo ser que respira louve ao Senhor”. Ou seja, tudo e todos devem louvar o Criador. Se os encararmos como um manual, então a música sacra deveria ser apresentada nos “leitos” (149:5), com os músicos portando “espadas de dois gumes” (v. 6) e louvando ao Senhor “no firmamento” (150:1), lugar ao qual os anjos têm acesso e de onde podem louvar o Criador.

Conclusão – Algumas lições podem ser tiradas do que foi exposto acima:
1- A partir das orientações divinas, dadas ao rei Davi, instrumentos de percussão (com exceção para os címbalos) foram proibidos na música sacra do templo, devido à associação deles com o culto pagão.

2- A música sacra era precipuamente vocal, sendo acompanhada por instrumentos de cordas e de sopro (por exemplo, trombetas). Os instrumentos deveriam apenas acompanhar a música cantada e não encobri-la.

3- A ausência de instrumentos de percussão e danças na música do templo indica uma distinção entre a música secular e a empregada no serviço da casa de Deus. Não havia música ritmada, pois o templo não era um clube ou um lugar de entretenimento social, mas um lugar de culto.

4- A música na igreja deve ser diferente da música secular, porque a igreja, como o antigo templo, é a casa de Deus e não um lugar de entretenimento. Instrumentos de percussão estimulam fisicamente e são inapropriados para a música na igreja hoje, como o foram para a música do templo no antigo Israel.

A propósito, a Sra. Ellen White teve uma visão sobre a condição do povo de Deus nos dias finais, e seria benéfico a nossa vida espiritual levar em consideração essa advertência da mensageira do Senhor:
“As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo. O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal confusão e ruído. Isso é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificadora verdade para este tempo. Teria sido melhor não misturar a adoração ao Senhor com música do que usar instrumentos musicais para fazer a obra que seria introduzida em nossas reuniões campais, como me foi apresentada em janeiro último. A verdade para este tempo não necessita disso para conseguir a conversão de pessoas. Uma balbúrdia de barulho fere os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma benção. As forças dos agentes satânicos misturam-se com o alarido e barulho, para provocar um carnaval, e isso é chamado de ação do Espírito Santo.[...]

“Nenhuma animação deve ser dada a tal espécie de culto. A mesma espécie de influência se introduziu depois da passagem do tempo em 1844. Fizeram-se as mesmas espécies de representações. Os homens ficaram exaltados, e eram movidos por um poder que pensavam ser o poder de Deus. […]

“Não entrarei em toda a triste história; é demasiado. Mas em janeiro último o Senhor mostrou-me que seriam introduzidas em nossas reuniões campais teorias e métodos errôneos, e que a história do passado se repetiria. Senti-me grandemente afita. Fui instruída a dizer que, nessas demonstrações, acham-se presentes demônios em forma de homens, trabalhando com todo o engenho que Satanás pode empregar para tornar a verdade desagradável às pessoas sensatas; que o inimigo estava procurando arranjar as coisas de maneira que as reuniões campais, que têm sido o meio de levar a verdade da terceira mensagem angélica perante as multidões, venham a perder sua força e influência.

“A mensagem do terceiro anjo deve ser dada em linhas direitas. Importa que seja conservada isenta de todo traço das vulgares, infelizes invenções das teorias humanas, preparadas pelo pai da mentira, e disfarçadas, como a serpente brilhante empregada por Satanás como meio de enganar a nossos primeiros pais. Assim busca Satanás pôr seu selo sobre a obra que Deus quer que se destaque em pureza.

O Espírito Santo nada tem que ver com tal confusão de ruído e variedade de sons como me foram apresentados em janeiro último. Satanás opera entre a algazarra e a confusão de tal música, a qual devidamente dirigida seria um louvor e glória a Deus. Ele torna seu efeito qual venenoso aguilhão da serpente.

“Essas coisas que aconteceram no passado hão de ocorrer no futuro. Satanás fará da música um laço pela maneira por que é dirigida. Deus convida Seu povo, que tem a luz diante de si na Palavra e nos Testemunhos, a ler e considerar, e dar ouvidos. Instruções claras e definidas têm sido dadas a fim de que todos entendam. Mas a comichão do desejo de dar origem a algo novo dá em resultado doutrinas estranhas, e destrói largamente a influência dos que seriam uma força para o bem, caso mantivessem firme o princípio de sua confiança na verdade que o Senhor lhes dera” (Mensagens Escolhidas, v.2, p.36-38, itálicos acrescentados).

Ozeas C. Moura é doutor em Teologia Bíblica. Trabalha como editor na Casa Publicadora Brasileira, em Tatuí, SP.
Revista Adventista – Dezembro de 2009

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sede vós, pois, perfeitos!

“O ideal de Deus para com Seus filhos é mais alto do que pode alcançar o mais elevado pensamento humano. O Deus vivo deu em Sua santa lei um transcrito de Seu caráter. O maior Mestre que o mundo já conheceu é Jesus Cristo; e qual foi a norma dada por Ele a todos quantos nEle crêem? "Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos Céus." Mat. 5:48.” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes pág. 257)

Em meio ao mundo catastroficamente decaído pela falta de moralidade, Deus nos chama a sermos perfeitos de caráter, irrepreensíveis perante o mundo para que a Sua luz por fim seja dada a ele. A demonstração suprema da justiça de Deus e a integridade de sua lei será efetuada pela ultima geração do planeta no poder de Cristo refletindo perfeitamente o caráter de Deus, os 144 mil selados e vivos dos últimos dias.

Depois de 6 mil anos de pecado e degeneração, por fim será desmascarado para o universo o grande enganador, Satanás. No princípio a argumentação dele era a desnecessidade da lei, ao ser expulso do céu e obter vitória sobre Adão e Eva o argumento volve-se para a impossibilidade do ser humano guardar a lei de Deus. Satanás afirma tenazmente que ser humano algum pode guardar a santa lei, e muitos hoje tem se colocado firmemente ao seu lado dentro de nossa amada igreja, afirmando que o ser humano somente deixará de pecar quando Cristo voltar. Seria isso uma realidade?

Diz a santa inspiração que o “orgulho, amor-próprio, egoísmo, avareza, cobiça, amor ao mundo, ódio, suspeita, inveja, vis desconfianças, devem todos ser subjugados e sacrificados para sempre. Quando Cristo aparecer, não será para corrigir esses males e conceder então habilitação moral para Sua vinda. Essa preparação precisa ser efetuada completamente antes que Ele venha. (Testemunhos para a Igreja vol. 1 pág. 705)

Muitos se engam esperando por uma transformação de caráter quando Cristo voltar. Oh! Que lastima será para os que assim aguardam. Cristo virá para nos glorificar pois hoje está a nos santificar. Tal como no antigo Israel o sumo-sacerdote entrava no compartimento santíssimo do santuário terrestre e toda congregação se colocava em contrição pelo dia da expiação com a hipótese da morte do sumo-sacerdote caso houvesse pecado, hoje vivemos no grande dia da expiação e nosso sumo-sacerdote está no santíssimo celestial. Pergunto: Como nós devemos nos portar perante isso? Se alguém tiver que morrer caso haja pecado não será mais o sumo-sacerdote pois Ele já morreu, mas será eu e você!

Muitos professam ser adventistas porém não entende nem um décimo do advento! Acreditam em Cristo e em Sua volta, mas mantem um conviveu etéreo com O mesmo. Um Deus que nada exige de nós. Achas mesmo que um sacrifício de tamanha magnitude na cruz não nos implica a fazermos algo? Seremos salvos pela fé em Cristo mas a fé sem obras é MORTA.

“A santidade de coração e pureza de vida, eis os grandes objetivos dos ensinos de Cristo. Em Seu sermão do monte, depois de especificar o que precisa ser feito a fim de ser bem-aventurado, e o que é preciso não fazer, diz: "Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos Céus." Mat. 5:48. A perfeição, a santidade - nada menos que isso lhes daria êxito no sustentar os princípios que lhes dera. Sem essa santidade, o coração humano é egoísta, pecaminoso e depravado. A santidade levará seu possuidor a dar frutos, e ser rico em toda boa obra.(Cuidado de Deus, MM 1995, pág. 16)

Santificai-vos, santificai-vos meus amados, deem bons frutos, deem bons frutos pois toda árvore que não dá bons frutos é cortada e lançada ao fogo (Mat. 7:17-20). Quanto de nós temos dedicado ao Senhor? Quanto de nosso ser temos subjugado aos preceitos Divinos? O evangelho é algo que não nos mostra um Deus que nos quer pela metade, não o verdadeiro evangelho! Cristo nos quer por completo e de nada adianta chama-lo apenas de Senhor se não fazemos o que Ele nos pede (Luc. 6:46).

“A obra de nossa vida deve ser avançar constantemente para a perfeição do caráter cristão, sempre nos esforçando em busca de conformidade com a vontade de Deus. Os esforços aqui iniciados continuarão através da eternidade. O progresso feito aqui será nosso ao entrarmos na vida futura.” (Cuidado de Deus, MM 1995, pág. 43)

“Quando Deus deu Seu Filho ao mundo, tornou possível a homens e mulheres serem perfeitos mediante o uso de toda capacidade do seu ser para glória de Deus. Em Cristo deu-lhes as riquezas de Sua graça, e o conhecimento de Sua vontade. Ao esvaziarem-se do eu e aprenderem a andar em humildade, buscando orientação de Deus, os homens estariam capacitados a cumprir o elevado propósito de Deus para eles.” (Review and Herald, 22 de abril de 1909)

Deus fará uma extraordinária obra com a geração mais decaída e degenerada. Em sua perfeição, esbanjando vigor físico, mental e espiritual nossos pais transgridem a lei no esplendoroso Éden. Na mais fraca, imersa em pecados, desprovida do contato pessoal com Deus, arruinada geração, Deus levantará um povo e provará 144 mil vezes que é possível guardar a Sua santa lei! Tamanho resplendor será quanto o poder magnifico de Deus for derramado sobre os selados. Demônios tremeram de tamanho pavor, Satanás sera esmagado pelo poder de Cristo na vida dos abnegados servos.

“A perfeição de caráter baseia-se no que Cristo é para nós. Se confiamos continuamente nos méritos de nosso Salvador, e andamos em Seus passos, seremos semelhantes a Ele, puros e incontaminados. Nosso Salvador não requer impossibilidade de pessoa alguma. Ele não espera de Seus discípulos coisa alguma para cuja realização não esteja disposto a conceder-lhes graça e força. Não os chamaria a ser perfeitos, caso não dispusesse de toda perfeição e graça para conceder àqueles a quem conferisse tão alto e santo privilégio. (Manuscrito pág. 148, 1902.)

“Jesus não revelou qualidades, nem exerceu poderes que os homens não possam possuir mediante a fé nEle. Sua perfeita humanidade é a que todos os Seus seguidores podem possuir, se forem sujeitos a Deus como Ele o foi.” (O Desejado de Todas as Nações, pág. 664.)

Cristo é Rei e será vitorioso neste conflito. Cabe a nós sermos coobreiros nesta fantástica obra e nos negarmos, negarmos nossos gostos, nossos conceitos, nossas idéias, nossa cultura, nosso modo de falar, de vestir, de comer, de andar e pensar atirados aos pés de Cristo para por fim nos adaptarmos a sociedade celestial onde eternamente viveremos. Somente assim o evangelho será pregado EM testemunho para todas as nações (Mat. 24:14). Falaremos com autoridade e poder de Cristo pois estaremos vivendo fielmente face a face com o verdadeiro evangelho de Cristo Jesus o Rei dos reis.

“SE ME AMAIS, GUARDAI OS MEUS MANDAMENTOS.” (Jo. 14:15), eis a verdadeira amabilidade!


Com fraterno amor, Jean R. Habkost

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Faltam seis minutos para a meia-noite




Agora faltam seis minutos para a meia-noite no Relógio do Fim do Mundo, que desde a década de 40 registra o risco de uma guerra nuclear - e, mais recentemente, do aquecimento global e do terrorismo - para a sobrevivência da humanidade. A meia-noite do relógio representa, figurativamente, o fim da civilização. Desde 2007 e até o ajuste anunciado hoje, o relógio vinha marcando 5 para as doze.

Os ponteiros do Relógio do Juízo Final são controlados pelo Boletim de Cientistas Atômicos, uma organização que reúne diversos pesquisadores de várias partes do mundo, incluindo 19 ganhadores do Prêmio Nobel. O Boletim foi fundado em 1945 por pesquisadores e técnicos que haviam trabalhado na criação das primeiras bombas nucleares.

Em nota divulgada no anúncio da alteração do horário, a diretoria do Boletim diz que "estamos prestes a girar o arco da história na direção de um mundo livre de armas nucleares. Pela primeira vez desde que as bombas atômicas caíram em 1945, líderes dos Estados dotados de armas nucleares estão cooperando para reduzir drasticamente seus arsenais".

A declaração também afirma que "pela primeira vez, países industrializados e em desenvolvimento estão prometendo limitar as emissões de gases que alteram o clima".

A nota acrescenta que a mudança, de apenas 1 minuto, revela que o otimismo tem de ser tratado com cautela. "Enfatizamos que muito ainda precisa ser feito", diz o texto. "O pequeno incremento da mudança reflete tanto as ameaças que permanecem quanto o fato de que os governos podem vir a descumprir suas promessas".

A declaração do Boletim diz que "o mundo ainda não está seguro para uma expansão rápida do uso da energia nuclear", porque essa expansão traz consigo o risco da utilização do material nuclear para a criação de bombas. "O uso de dispositivos nucleares ainda é uma possibilidade muito perigosa, em um mundo onde mísseis balísticos russos e americanos estão em condições de disparo rápido e conflitos entre povos e países escalam rapidamente em ações militares".

Sobre o aquecimento global, a nota do Boletim afirma que "não há mais como evitá-lo - ele está entre nós". "Se continuarmos como sempre, nosso hábitat poderá ser prejudicado de forma a se tornar irreconhecível, com consequências imprevisíveis para nosso modo de vida. Sem uma sequência firme e imediata à conferência de Copenhague e uma ação bem planejada, estaremos todos ameaçados por mudanças aceleradas e irreversíveis em nosso planeta".

Os esforços brasileiros para preservação da Amazônia são citados nesse contexto, bem como o entendimento entre EUA e China sobre aquecimento global.

O Relógio do Fim do Mundo foi ajustado 18 vezes desde sua criação, em 1947, mais recentemente em janeiro de 2007, quando o relógio foi adiantado de 7 para 5 para a meia-noite, por conta da ameaça das armas nucleares e do aquecimento global. A mudança anterior havia ocorrido em fevereiro de 2002, após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Os dois momentos de maior pessimismo do Boletim foram em 1949 (teste da primeira arma nuclear soviética) e 1984 (os EUA lançam sua iniciativa "guerra nas estrelas", no governo de Ronald Reagan), quando o relógio chegou a 3 minutos para a meia-noite, e 1953 (os EUA decidem construir a bomba H), com 2 minutos para o fim. Com o fim da Guerra Fria, em 1991, o relógio foi atrasado para 17 minutos para a meia-noite.

Fonte: Estadão

NOTA Blog Resta Uma Esperança: Não importa se estamos a 5, 6 ou 17 minutos para o fim deste mundo. O que importa realmente neste artigo é que os cientistas já identificaram que estamos muito próximos do fim deste planeta; suas guerras políticas e religiosas, a violência, a imoralidade, a corrupção, os desastres naturais, a devalorização da família, etc... etc, tudo isso indica que estamos prestes a presenciar o fim de todas as coisas. O que mais me preocupa é que, enquanto os cientistas veem o fim chegar, os membros da igreja continuam vivendo como se o fim ainda estivesse muito distante. O que me espanta também é o fato que muitos estão vendo o fim se aproximar, mas nada fazem para se preparar, alguns permanecem inertes e descrentes para com a Bíblia. Isso tudo são sinais que só corrobora a ideia de que a Bíblia tem razão, pois Cristo afirmou: "Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, não o perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos, assim será, também, a vinda do Filho do homem." Mateus 24:38-39.

Senhor, ajuda-nos a enxergar os Teus avisos e prepara-nos para Te receber.

NOTA Minuto Profético: Além disso, pesa a "coincidência" desse anúncio com a numerologia ocultista. Foram 18 ajustes no Relógio desde sua criação (6+6+6). Faltam também 6 minutos para a meia-noite! E a data escolhida para o anúncio - 14 de janeiro de 2010 - antecede exatamente em 666 dias uma aparente data ocultista (11/11/11)! Será tudo isso coincidência ou realmente a adoração do sol (através da guarda do domingo) está sendo promovida de modo subliminar? Só o tempo dirá...



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