quarta-feira, 30 de junho de 2010

Chaves para números na Bíblia

Muitos dos números na Bíblia têm um significado profético ou espiritual mais profundo. Tanto no Antigo e Novo Testamento, os números revelam conceitos e significados ocultos que normalmente escapam ao leitor casual. E ao longo da história, os homens com grandes mentes, como Agostinho, Isaac Newton e Leonardo Di Vinci, mostraram mais do que apenas uma curiosidade de pensar sobre a importância dos números bíblicos. Jesus disse: "Os cabelos da vossa cabeça estão contados" (Mateus 10:30). Então, obviamente, os números da Bíblia devem ser cuidadosamente considerados.

Pelo menos 12 números na Bíblia, destacam-se a este respeito: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 10, 12, 40, 50 e 70. Para expressar esta verdade, um ou dois exemplos bíblicos foram dados abaixo. No entanto, muito mais pode ser dito sobre este assunto, sendo que estes exemplos servem apenas como uma introdução e não são exaustivos, por qualquer meio.

1 - representa a unicidade absoluta e unidade (Ef 4:4-6, João 17:21, 22). (Nós presumimos que os leitores não precisam mais do que essas duas citações, como a maioria das informações bíblicas sobre a unidade e a unicidade são de conhecimento comum.)

2 - representa a verdade da Palavra de Deus, por exemplo, a lei e os profetas (João 1:45), duas ou três testemunhas (2 Coríntios 13:1), e uma espada de dois gumes (Hebreus 4:12). Veja Mar. 06:07 e Apocalipse 11:3. O número 2 também é usado 21 vezes nos livros de Daniel e Apocalipse.

3 - representa a Divindade / Trindade. Os anjos clamam "Santo" três vezes ao Deus trino (Isaías 6:3). Veja também Mateus 28:19 e 1 João 5:7, 8.

4 - representa a verdade universal, como nas quatro direções (norte, sul, leste e oeste) e os quatro ventos (Mateus 24:31, Apocalipse 07:01, Apocalipse 20:08). Em Atos 10:11, uma folha com quatro cantos simboliza o evangelho que vai a todos os gentios.

5 - representa ensino. Primeiro, há os cinco livros de Moisés. Em segundo lugar, Jesus ensinou sobre as cinco virgens prudentes e utilizou cinco pães de cevada para alimentar à 5000.

6 - representa a adoração do homem, e é o número do homem, significando sua rebelião, imperfeição, obras e desobediência. É utilizado 273 vezes na Bíblia, incluindo os seus derivados (por exemplo, sexta) e outras 91 vezes como "sessenta" ou "60". O homem foi criado no sexto dia (Gênesis 1:26, 31). Veja também Êxodo 31:15 e Daniel 3:1.

O número 6 é especialmente significativo no livro Apocalipse, como "666" identifica a besta. "Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis "(Apocalipse 13:18).

7 - representa a perfeição, e é o sinal de Deus, o culto divino, as conclusões, obediência e descanso. O "príncipe" dos números da Bíblia, é usado 562 vezes, incluindo os seus derivados (por exemplo, sétimo, setes). (Ver Gênesis 2:1-4, Salmo 119:164, e Êxodo 20:8-11 como alguns dos exemplos).

O número sete também é o mais comum na profecia bíblica, ocorrendo 42 vezes em Daniel e Apocalipse. No Apocalipse, há sete igrejas, sete espíritos, sete candelabros de ouro, sete estrelas, sete lâmpadas, sete selos, sete chifres e sete olhos, sete anjos, sete trombetas, sete trovões, sete mil mortos em um terremoto grande, sete cabeças, sete coroas, sete últimos flagelos, sete taças de ouro, sete montes, sete reis.

10 - representa a lei e restauração. É claro, isso inclui os Dez Mandamentos encontrados em Êxodo 20. Veja também Mateus 25:1 (dez virgens), Lucas 17:17 (dez leprosos), Lucas 15:08 (cura, dez moedas de prata).

12 - representa a Igreja e a autoridade de Deus. Jesus teve 12 discípulos, e havia 12 tribos de Israel. Em Apocalipse 12:01, os 24 Anciãos e 144 mil são múltiplos de 12. A cidade de Nova Jerusalém tem 12 fundações, 12 portas 12.000 estádios, uma árvore com 12 tipos de frutas 12 vezes por ano comido por 12 vezes ou 12.000 a 144.000. (Ver Apocalipse 21).

40 - representa uma geração e tempos de provação. Choveu durante 40 dias durante a enchente. Moisés passou 40 anos no deserto, como fizeram os filhos de Israel. Jesus jejuou durante 40 dias.

50 - representa o poder e celebração. O ano de Jubileu após 49 anos (Levítico 25:10), e o Pentecostes ocorreu 50 dias após a ressurreição de Cristo (Atos 2).

70 - representa a liderança humana e julgamento. Moisés designou 70 anciãos (Êxodo 24:1); O Sinédrio era composto por 70 homens. Jesus escolheu 70 discípulos (Lc 10:1). Jesus disse a Pedro para perdoar 70 vezes 7.

Biblie Universe - Tradução: Jean R. Habkost

terça-feira, 8 de junho de 2010

DNA não é destino!

Em Juízes 13:3-4, 8, 12-14, a Bíblia relata a anunciação à esposa de Manoá de que ela conceberia um filho. Aquele menino seria levantado por Deus como libertador de Israel. Seria um menino especial com um desígnio especial. Por isso, instruções específicas foram dadas à ela.

Com base nessas instruções, a Sra. White escreve em Ciência do Bom Viver, p. 372-373 que “É-nos ensinado nas Escrituras o cuidado com que a mãe deve vigiar seus hábitos de vida. Quando o Senhor quis levantar Sansão como libertador de Israel, "o anjo do Senhor" (Juí. 13:13) apareceu à mãe, dando-lhe instruções especiais com relação a seus hábitos, e também quanto ao cuidado da criança. "Agora, pois, não bebas vinho nem bebida forte e não comas coisa imunda." Juí. 13:7. O efeito das influências pré-natais é olhado por muitos pais como coisa de somenos importância; o Céu, porém, não o considera assim. A mensagem enviada por um anjo de Deus, e duas vezes dada da maneira mais solene, mostra que isso merece nossa mais atenta consideração. Nas palavras dirigidas à mãe hebréia, Deus fala a todas as mães de todas as épocas. "De tudo quanto Eu disse à mulher se guardará ela." Juí. 13:13. A felicidade da criança será afetada pelos hábitos da mãe. Seus apetites e paixões devem ser regidos por princípios. Existem coisas que lhe convém evitar, coisas a combater, se quer cumprir o desígnio de Deus a seu respeito ao dar-lhe um filho. Se antes do nascimento de seu filho, ela é condescendente consigo mesma, egoísta, impaciente e exigente, esses traços se refletirão na disposição da criança. Assim, muitas crianças têm recebido como herança quase invencíveis tendências para o mal.”

Do texto acima, podemos depreender pelo menos duas observações muito importantes: primeiro é que, por duas vezes, a mãe de Sansão foi advertida de como deveria ser sua alimentação antes mesmo da concepção do menino. Segundo é que, o Espírito de Profecia deixa claro que os hábitos da mãe, seus apetites e paixões, quando não regidos por princípios divinos, deixarão na sua prole um legado genético de tendências quase invencíveis para o mal.

Analisemos um outro texto sobre o legado genético, em Temperança, p. 173-174: “Pai e mãe transmitem aos filhos suas características, mentais e físicas, e suas disposições e apetites. Como resultado da intemperança paterna, as crianças muitas vezes têm falta de força física, e de capacidade mental e moral. Alcoólatras e fumantes podem transmitir a seus filhos seu insaciável desejo, seu sangue inflamado e nervos irritáveis; e efetivamente o fazem. O libertino, muitas vezes, lega à prole, como herança, os seus desejos impuros, e mesmo doenças repugnantes. E, como os filhos têm menos poder para resistir à tentação do que o tiveram seus pais, a tendência é que cada geração decaia mais e mais.” Mais à frente, na mesma página, ela continua: “Nossos antepassados nos legaram costumes e apetites que estão enchendo o mundo de enfermidades. Os pecados dos pais, mediante o apetite pervertido, são com terrível poder visitados nos filhos até à terceira e quarta gerações. A errônea alimentação de muitas gerações, os hábitos glutões e a condescendência consigo mesmo que há no povo, estão enchendo nossos asilos de mendicidade, nossas prisões e os asilos de alienados.” “Onde quer que os hábitos dos pais sejam contrários à lei física, o dano causado a si mesmos repetir-se-á nas gerações futuras.

Com base na leitura das citações acima, podemos agora adicionar uma terceira observação: o legado genético de tendências para o mal, transmitidas de pais para filhos, sejam elas físicas, mentais ou morais são transmitidas não só para a 1ª descendência, mas para as gerações futuras.

Podemos então, aqui, com base nos textos acima, concluir que as tendências para o mal permeiam a linha germinal (linhagem) alcançando gerações futuras distantes, quiçá até a terceira e quarta? Sim! Essa conclusão é nítida!

Mas para não ficarmos somente nos textos da Sra. White, o que seria suficiente para os Filhos de Deus, que pela fé acreditam e confiam no seu Senhor, analisemos o que a ciência tem a dizer sobre esse assunto.

No livro Understanding Nutrition, p. 515, nós encontramos: “No caso de gravidez, a nutrição da mãe pode permanentemente mudar a expressão genética no feto. Algumas pesquisas sugerem que a programação fetal, ou seja, a influência de substâncias durante o crescimento fetal no desenvolvimento de doenças na vida adulta, pode influenciar várias gerações sucessoras.”

Essa seria, então, a implicação física que tem a alimentação materna durante a gravidez, no que diz respeito ao desenvolvimento de doenças em sua descendência quando na fase adulta. E o que é mais interessante é que essas influências não se limitam só à primeira geração, mas a várias gerações sucessoras. Para reforçar essa idéia, na página 510 do mesmo livro, lemos: “Adultos jovens que nutrem e protegem seu corpo não só o fazem somente por eles mesmos, mas também por futuras gerações.” (R. M. Sharp and S. Franks, Environment, lifestyle and infertility – An inter-generational issue, Nature Cell Biology 4 (2002): s33-s40.)
Com base nos textos acima, podemos agora fazer um paralelo entre as duas fontes. De acordo com a Sra. White, a errônea alimentação de muitas gerações, os hábitos glutões e a condescendência própria são as causas dos muitos males sociais, sejam eles físicos, intelectuais ou morais, que se perpetuam de geração em geração. A ciência vem hoje, mais de cem anos após os escritos da Sra. White, dizer-nos, com outras palavras, a mesma coisa.

Recentemente, com o advento da Epigenética, que é o ramo da genética que estuda a influência de fatores externos sobre os genes, os cientistas descobriram que a grande porcentagem do nosso genoma que se pensava não ter função nenhuma, o “DNA lixo”, faz a conexão dos nossos genes com o ambiente externo, “ligando ou desligando” os genes de acordo com os hábitos e o estilo de vida da pessoa. Ou seja, a ciência conclui que o ambiente interfere de modo decisivo no código genético, promovendo alterações no funcionamento dos genes, e que essas alterações, hoje chamadas alterações epigenéticas, podem passar de pais para filhos.

Os cientistas, com base nos seus experimentos, estão deslumbrados com os resultados que têm obtido. Chegam a dizer que é um abrir de olhos um crescente corpo de evidências sugerindo que as mudanças epigenéticas operadas pela dieta de uma pessoa, seu comportamento, ou o meio ambiente que lhe cerca podem fazer seu caminho dentro da linha germinal e ecoar longe no futuro. “De forma simples, e bizarro como possa soar”, dizem eles, o que nós comemos hoje pode afetar a saúde e o comportamento de nossos netos.

Mais e mais, os pesquisadores estão descobrindo que uma porção extra de uma vitamina na dieta, uma breve exposição a uma toxina, mesmo uma dose adicional de maternidade pode ajustar o epigenoma e, assim, alterar o software dos nossos genes, de maneiras que afetam o corpo e o cérebro de um indivíduo. A surpresa maior é a recente descoberta de que os sinais epigenéticos do ambiente podem ser passados de uma geração para outra, às vezes por várias gerações, sem alterar uma única sequência de gene.

A pergunta que agora podemos fazer é: o que Epigenética tem a ver conosco, professos seguidores de Jesus Cristo? Será que a dieta que adotamos hoje, nosso comportamento, ou o ambiente que frequentamos pode ter alguma influência na nossa conduta cristã? Será que as nossas escolhas de hoje têm implicações no desenvolvimento e estabelecimento de nosso caráter, e o mais importante, no caráter das gerações vindouras?

Podemos analisar mais alguns textos da Sra. White que são bem pertinentes ao conhecimento que a ciência de hoje nos tem dado. O primeiro encontra-se em 1MCP, p. 147: “Apenas pouco tempo habitou Ló em Zoar. A iniquidade prevalecia ali como em Sodoma, e ele temeu ficar, pelo receio de ser destruída a cidade. Não muito tempo depois, Zoar foi consumida conforme fora o intuito de Deus. Ló encaminhou-se para as montanhas e habitou em uma caverna, despojado de tudo aquilo por amor de que ousara sujeitar sua família às influências de uma cidade ímpia. Mas a maldição de Sodoma seguiu-o mesmo ali. A conduta pecaminosa de suas filhas foi o resultado das más associações naquele vil lugar. A corrupção moral se entretecera de tal maneira com o caráter delas que não podiam discernir entre o bem e o mal. A última posteridade de Ló, os Moabitas e Amonitas, foram tribos vis, idólatras, rebeldes a Deus e inimigos figadais de Seu povo.”

Da leitura acima podemos perceber nitidamente as influências pecaminosas que o ambiente em que as filhas de Ló cresceram exerceram sobre seu caráter e o caráter de seus descendentes de gerações distantes. Diante disso, vem-nos a pergunta: DNA é então destino? Estamos fadados a desenvolver as mesmas enfermidades de nossa família? Estamos fadados a cometer os mesmo erros e pecados de nossos ancestrais? Ou podemos exercer algum controle sobre nosso legado genético, e fazer escolhas que irão “silenciar” as tendências quase invencíveis para o mal que herdamos de nossos pais? A ciência vem assegurar-nos que as marcas epigenéticas são reversíveis, e que a noção de gene como destino tem sido provada ultrapassada. E que subitamente, para melhor ou para pior, nós parecemos ter uma medida de controle sobre nosso legado genético.

Nós, os cristãos de hoje, temos uma grande missão que repousa basicamente sobre nossas escolhas: o preparo de uma geração que irá refletir o caráter de Cristo. Segundo a Sra. White, em Educação p. 225, “a formação do caráter é a obra mais importante que já foi confiada a seres humanos”. Por quê? Porque Satanás está a trabalhar para representar mal o caráter de Deus. “Se já houve um povo em necessidade de constantemente obter luz do céu, é o povo que, neste tempo de perigo, Deus tem chamado para ser os depositários de Sua santa lei e vindicar Seu caráter perante o mundo. Aqueles a quem tem sido dada uma confiança tão sagrada devem ser espiritualizados, elevados, vitalizados pelas verdades que eles professam acreditar.” 5T 745-6

Ela nos insta a que “através do correto exercício do poder de decisão, uma mudança inteira deve ser feita na vida. Rendendo o desejo a Cristo, nós aliamos nós mesmos ao poder divino. Nós recebemos força do alto para nos ajudar a permanecer firmes. Uma vida pura e nobre, uma vida de vitória sobre o apetite e as paixões, é possível a todos os que unirem o seu fraco e oscilante poder de decisão ao firme e onipotente poder de Deus”. CSS 440.2

“Deus aceitará somente aqueles que estão determinados a alcançar o alto. Ele coloca todo agente humano sob obrigação para fazer o seu melhor. Perfeição moral é requerida de todos. Nunca devíamos nós rebaixar os padrões de justiça a fim de acomodar tendências hereditárias ou cultivadas para fazer o mal. Nós precisamos entender que imperfeição de caráter é pecado”. PJ 330.2

Que Deus possa nos ajudar, irmãos, para que, a despeito de nossa herança genética, por pior que ela seja, possamos fazer as escolhas certas, e assim, cooperar com Ele na construção de um caráter que venha vindicar o Seu. Unamos, todos, o nosso fraco e oscilante poder de decisão ao firme e onipotente poder de Deus, a fim de prepararmos uma geração vitoriosa.

E é aqui que quero fazer a conexão com vitória sobre pecado sendo promovida de geração em geração através de influências externas tais como alimentação e relações sociais.

Se pais e mães fizessem o que lhes fosse possível para transmitir aos filhos uma boa herança, e depois, mediante sábia direção, se esforçassem para remediar qualquer má condição inata, que mudança para melhor não testemunharia o mundo! CBV 381