domingo, 30 de janeiro de 2011

Glutonaria!!!

     "O pecado desta geração é a glutonaria no comer e beber. Condescendência com o apetite, eis o deus a que muitos adoram. Os que se acham ligados com o Instituto de Saúde devem dar um bom exemplo nessas coisas. Devem proceder conscienciosamente no temor de Deus, e não serem dominados por um paladar pervertido. Ser suficientemente esclarecidos quanto aos princípios da reforma de saúde, e em todas as circunstâncias postar-se sob sua bandeira." - Conselhos sobre o Regime Alimentar, pág. 409;

     "É pecado ser intemperante na quantidade de alimento ingerido, mesmo que a qualidade seja recomendável. Muitos acham que por não usarem alimento cárneo e os artigos alimentares mais finos, podem comer do alimento simples até não mais terem vontade. Isso é um engano." - Conselhos sobre saúde, pág. 160;

     "Alguns não exercem controle sobre o apetite, mas transigem com o paladar a expensas da saúde. Como resultado, o cérebro é obscurecido, seus pensamentos tornam-se vagarosos e não conseguem executar o que poderiam se fossem abnegados e abstêmios. Esses roubam a Deus a energia física e mental que poderia ser dedicada ao Seu serviço, caso a temperança fosse observada em tudo. ...
     A Palavra de Deus coloca o pecado da glutonaria na mesma lista em que está a embriaguez. Tão ofensivo era este pecado aos olhos de Deus que Ele deu instruções a Moisés no sentido de que o filho que não se dominasse quanto ao apetite, mas se empanturrasse com qualquer coisa que seu paladar pedisse, deveria ser trazido por seus pais à presença dos juízes de Israel a ser apedrejado até morrer. A condição do glutão era considerada desesperadora. Era inútil aos outros e uma maldição para si mesmo. Não se podia confiar nele em coisa alguma. Sua influência estaria sempre contaminando outros, e o mundo seria melhor sem tais pessoas, pois seus terríveis defeitos seriam perpetuados.
     Ninguém que tenha senso de sua responsabilidade para com Deus permitirá que as tendências naturais controlem a razão. Os que isto fazem não são cristãos, quem quer que sejam eles e por mais exaltada que seja a sua profissão. A recomendação de Cristo é: "Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos Céus." Mat. 5:48. Mostra-nos Ele aqui que podemos ser tão perfeitos em nossa esfera de ação como Deus o é na Sua." - Testimonies, vol. 4, págs. 454 e 455.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Inocência comprometida

Parece até que todos os adolescentes do mundo combinaram a mesma pose nas fotos, jovens ricos, pobres, todas as etnias, credos de todo o planeta fazem poses conhecidas em inglês como “duckface” ou “cara de pato”, e infelizmente esse costume já esta presente entre nossos jovens. Mais parece que foram despertos por alguma força, e como “zumbis” declaram nas fotos sua fidelidade. Ou simplesmente copiam o que não entendem, mas acham interessante. Macaco vê, macaco faz. Neste artigo, tentarei mostrar que essa mania entre os adolescentes pode não ser tão sadia assim. É preciso ter cuidado com certos costumes, pois podemos passar uma imagem destorcida, e não há coisa mais importante do que nossa reputação. A Bíblia nos ensina: “Abstende-vos de toda a aparência do mal” (1Ts 5:22). O mundo impõe cada vez mais, pressão sobre nossos jovens, e se aproveita da jovialidade, espontaneidade, alegria de viver que eles têm para disseminar coisas erradas. Satanás é astuto e fará qualquer coisa para comprometer os escolhidos. Antes de entrarmos no assunto propriamente dito, vamos analisar alguns temas.

O poder da imagem

Segundo o filósofo norte-americano Ralph Waldo Emerson, “os olhos conversam tanto quanto as línguas que utilizamos, com a vantagem de que o dialeto ocular, embora não precise de dicionário, é entendido no mundo todo.”[1]

De acordo com pesquisas mostradas no artigo “Linguagem Corporal”[2], o impacto de uma mensagem sobre o ouvinte é de:

07% palavras (o que a pessoa diz)
38% tom de voz, inflexão (a maneira como fala)
55% corpo, olhos, mãos, braços, pernas, dedos (expressão e gestos)

Segundo os autores do best-seller O Corpo Fala, Pierre Wel e Roland Tompakow, desde os tempos imemoriais, usamos símbolos-mensagens sintéticas de significado convencional. São como ferramentas especializadas que a inteligência humana cria e procura padronizar para facilitar sua própria tarefa – a imensa e incansável tarefa de compreender.[3]

A professora Rosana Spinelli dos Santos declara: “Seu corpo é um espelho revelador do seu inconsciente, é a projeção da sua mente. Ele mostra, através de gestos inconscientes, algo que estamos sentindo, ou mesmo tentando esconder ou disfarçar, e não queremos falar.”[4]

Mas o que essas fotos querem passar, que estímulos tiveram esses adolescentes para aparecer de maneira ridícula, caracterizados de maneira tão bizarra? Seria somente um modismo? Jovens influenciam jovens, e há uma serie de celebridades jovens influenciando negativamente nossos jovens. Um claro exemplo é o cantor juvenil Justin Bieber, idolatrado por adolescentes do mundo inteiro, que sempre aparece nas fotos fazendo um sinal “V” na horizontal. Jovens são influenciados a seguir cegamente essas tendências, reflexo da orientação consumista de nossa sociedade em que muitas pessoas se enchem indiscriminadamente com “alimento impróprio” inferior que causa inúmeros efeitos psicológicos, bem como desordens físicas, tais como a falta de concentração e a deficiência na aprendizagem entre as crianças na escola e jovens estudantes.

A mesma atitude indiscriminada é encontrada no consumo de música inferior e prejudicial.[5] Esse cantor teria declarado em entrevista a MTV que era mais famoso do que o próprio Deus. Esses são os exemplos da juventude. E se você perguntar a qualquer adolescente o porquê desses sinais, não vão saber o significado deles.

A influência do rock

Não é coincidência o rock ser a música preferida dos jovens e adolescentes que popularizam esses gestos; há muita coisa ruim relacionada a esse gênero musical que, infelizmente, pais e professores parecem não conhecer. Um médico, ao pesquisar por que havia tanta violência nos shows de rock, descobriu que o hormônio que uma pessoa produz e que é injetado no sangue quando se zanga é o mesmo produzido quando uma pessoa ouve rock.[6]

O aumento do consumo de álcool e drogas entre jovens e adolescentes também está relacionado ao rock que glorifica essa abominação, tanto nas letras quanto nos estilos de vida dos astros. Um dos sintomas da falência moral da sociedade é que as crianças não têm nenhum herói saudável sendo retratado na mídia de massa. Os heróis dos adolescentes são os astros da música rock. Esses astros são literalmente o vômito de uma sociedade doente. Na realidade, alguns desses astros do rock propositadamente vomitam durante suas apresentações.[7]

O ritmo tem o poder de influenciar psíquica e fisicamente os jovens e levá-los a fazer coisas absurdas, desde pequenos delitos a crimes hediondos. Vejamos alguns desses crimes:

- Em San Antônio, Texas, um garoto de 16 anos matou a tia a punhaladas e contou à polícia que no momento do crime estava hipnotizado pela música do Pink Floyd, não podendo sequer se lembrar do ocorrido.[8]

- Em 12 de abril de 1985, um garoto fanático por heavy metal, de 14 anos, matou três pessoas. O garoto (que tinha tatuado um grande 666 no peito) informou estar dominado por Eddie (mascote do Iron Maiden) quando cometeu os assassinatos.[9]

Além desses crimes, está presente também o suicídio entre jovens. Pesquisas mostram índices alarmantes concernente ao suicídio entre jovens que apreciam o rock. Vários cantores têm nas letras de suas músicas apologias ao suicídio e inúmeros “rockeiros” já foram levados aos tribunais por terem levado jovens a cometer suicídio. “Entre os anos de 1952 e 1962, o índice de suicídios aumentou 50%. Coincidência? As pesquisas já mostraram que 18% dos suicídios praticados na juventude, entre outros atos de violência, devem ser atribuídos à influência do rock’n roll. O suicídio hoje já é a terceira causa da morte de jovens e adolescentes, só perdendo para os acidentes e os homicídios.”[10]

A influencia do rock é tão grande, que mesmo na morte, esses astros levam jovens ao suicídio, como é o caso de Michael Jackson que, em sua morte, provocou imediatamente a morte de 12 jovens.[11] Ou o líder do Nirvana, Kurt Cobain, que cometeu suicídio, levando 68 jovens a fazerem o mesmo na mesma semana.[12]

- Em outubro de 1984, John McCollum, de 19 anos, se matou com um tiro na cabeça enquanto ouvia “Suicide Solution” (A solução Suicida), de Ozzy Osbourne. Ele ainda estava com fones de ouvido quando o corpo foi encontrado.[13]

- Os pais do garoto Steve Boucher, que se suicidou com um tiro na cabeça, tentaram processar a banda AC/DC dizendo ser a música “Shoot to Thrill” a responsável. O garoto se suicidou sentado sobre um poster do AC/DC.[14]

O significado do “V”

O “V” que para alguns significa vitória, já era usado antes que Churchil desse esse significado. O sinal “na realidade começou como um símbolo de oração satânica durante os rituais. Esse sinal foi usado por Yasser Arafat, Richard Nixon, Winston Churchill e Stewart Meacham, co-presidente do Comitê Vermelho de Nova Mobilização”. Churchill disse que o sinal representava a vitória, mas lembre-se que Churchill era alguém da “elite” que sabia algo e um maçom. Ele mais provavelmente conhecia o mal significado desse símbolo, mas tentou dar-lhe uma plástica.[15]

Mais tarde o sinal serviu para marcar a irreverência e rebeldia dos hippies nos anos 60 e simbolizava “paz e amor”. Manifestantes anti-Vietnã utilizaram durante os anos 60, como um sinal de paz e amor. O sinal “V” é considerado rude na Itália e se você está mostrando o exterior da sua mão, então é uma forma de insulto, conforme estabelecido na Grã-Bretanha, Irlanda, Austrália e Nova Zelândia.[16]

O sinal de “V” tem uma história colorida. “V” é o sinal romano para o número cinco e Adam Weishaupt usou-o nos Illuminati para simbolizar a “Lei dos Cinco”. Mas há mais. Na Cabala, “o significado para a letra hebraica para V (Van) é ‘Unha’. Agora, ‘a Unha’ é um dos títulos secretos de Satã no interior da irmandade do satanismo. Satã está nos deixando saber que isso é um de seus sinais favoritos. Por que mais ele gosta do PENTA-grama (Penta = cinco!) e a saudação de CINCO-dedos entrelaçados usada na Maçonaria e na Bruxaria?”[17]

Capa do disco do grupo de rock Puscifer (para não dizer, Lúcifer) – “V” is for Vagina

Os adolescentes não fazem o sinal na vertical como era feito pelos hippies significando paz e amor (sexo livre), ou por aqueles que querem dizer “V” de vitória; também não fazem com a palma da mão para fora, o que nos faz entender claramente que a mensagem não é esta: “Quando a palma da mão fica virada para dentro, o gesto torna-se grosseiro, tendo o mesmo significado que o dedo médio erguido em riste.”[18] Com a diferença da indicação de gênero, um dedo, órgão genital masculino, e dois dedos, órgão genital feminino. Note que os dedos são abertos, para ilustrar o púbis feminino, e o sinal é feito comumente na horizontal justamente para não se confundir com os outros símbolos. Portanto, esse “V” que a maioria dos cantores faz significa vagina.[19]

Mas e quanto aos “duckface” ou “cara de pato”? Geralmente são acompanhadas dos “Vs” cujo significado já vimos. Agora vamos observar outros aspectos da questão.

O poder sedutor da boca

Todos sabem que os lábios de uma mulher são considerados um forte símbolo de sedução, e segundo Diane Ackermann, autora de A Natural History of Senses, “os lábios da boca nos fazem lembrar dos lábios genitais vermelhos, quando incham e se excitam, esse é o motivo, consciente ou subconsciente, para as mulheres sempre quererem que eles parecessem até mais vermelhos com o batom”.[20] “O batom era um artifício usado pelas prostitutas que praticavam sexo oral, para se distinguir de outras. Em 1921, em Paris, pela primeira vez o batom é embalado num tubo e vendido num cartucho.”[21]

Como se não bastasse, o vermelho também tem seu significado sexual: “O vermelho é considerado uma cor afrodisíaca feminina, ou seja, possui a capacidade de fazer com que os homens se sintam estimulados sexualmente.”[22]

Há quem diga que o fato de a mulher umedecer os lábios, quer seja por batom, brilho ou gloss, não se trata de simples tentativa de proteger a pele, mas uma medida consciente ou subconsciente de passar mensagens subliminares[23], sugerindo excitação sexual. Daí o comum uso de batons por prostitutas no início do século passado. De acordo com o designer digital Cícero Moraes, “se ao pintar os lábios ela externa uma imagem de excitação e ao passar o gloss, uma de lubrificação... o enrijecimento dos lábios só pode significar uma coisa: ‘Veja, veja como a minha é apertadinha!’” [24]

Segundo a ONG brasileira Safernet, órgão que combate a pornografia infantil, o Ministério Público Federal está preocupado com fotos postadas por adolescentes em sites de relacionamento. Muitas dessas fotos são sensuais. O diretor de Prevenção e Atendimento da Safernet, Rodrigo Nejm, salienta que as fotos postadas nesses sites de maneira inconsequente, “sem intenção de produzir nenhum tipo de pornografia”, podem cair nas mãos de outras pessoas, que podem tirar proveito das fotos ou utilizá-las em sites pornográficos. “Infelizmente, muitos aliciadores e muitos consumidores de pornografia infantil recebem isso como um presente e colecionam essas imagens, colocando essas imagens num contexto de pornografia infantil”, afirmou Nejm.[25]

As pin-ups

Não é a primeira vez que a mistura de inocência e sedução ocupa o espaço dos meios de comunicação. Nos anos 50, as famosas pin-ups, geralmente atrizes, que eram tidas como símbolos sexuais, ilustravam as fotos ou desenhos pin-ups que traziam um chamado “erotismo leve”.[26]

De acordo com o estudo feito pelas pesquisadoras Priscilla Afonso de Carvalho e Maria Irene Pellegrino de Oliveira Souza, “as pin-ups em geral são consideradas mulheres que dominam a arte da sedução, e articulam invejavelmente a aura inocente, e o leve erotismo numa trama de provocações capaz de acender o imaginário masculino. Geralmente representadas por modelos ou atrizes ilustradas por desenhos, pinturas hiperrealistas ou retratadas pela própria fotografia, sempre ornadas com símbolos que as tornam peças do fetiche”.[27]

A diferença das pin ups de antigamente e as de hoje é que as de antigamente eram mulheres famosas, com ar de ingenuidade em fotos sensuais; hoje são meninas ingênuas, com ar de mulheres nas mesmas fotos sensuais, e os sites de relacionamento se encarregam de tornar essas fotos famosas, pelo menos entre os amigos – mas, muitas vezes, entre os não muito amigos.

Temos que lembrar também que, na época em que as pin-ups eram veiculadas, essas imagens eram extremamente provocantes; hoje muitas meninas ultrapassam a ousadia das pin-ups em sites de relacionamentos. Parece que tudo foi bem arquitetado. É impossível para jovens do sexo masculino não se sentirem sexualmente atraídos por garotas que se submetem a esse tipo de modismo, o que faz despertar no rapaz o desejo de possuí-la custe o que custar. Será coincidência o aumento dos casos de sexo entre adolescentes, meninas grávidas, e até mesmo o estupro em nossa sociedade moderna?

Influência do mal

Músicas, costumes e modismos têm sido usados pelo inimigo para destruir o que há de mais promissor na sociedade: nossas crianças e jovens. Por isso é preciso tomar muito cuidado e orientar nossos filhos, alunos, sobrinhos e amigos para que não façam parte dessa corrente do mal. Infelizmente, já passou o tempo em que nossos filhos e filhas crianças eram simples e inocentes crianças. Muito provavelmente continuam ingênuas, mas a imagem que passam pode não ser mais essa. Há forças antagônicas que querem destruir a imagem de pureza em nossas crianças, destruindo também, assim, futuro delas. Que nossas crianças sejam instruídas a parecerem puras e inocentes, se portando e se vestindo como crianças inocentes e puras. “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22:6).

Que tipo de cidadãos estamos preparando? Sentiremos orgulho de nossos filhos no futuro? “Se não governais vossos filhos e não lhes modelais o caráter de modo que correspondam aos reclamos de Deus, então quanto menos filhos houver para sofrer as conseqüências de uma educação defeituosa, tanto melhor para vós, seus pais, e melhor para a sociedade.”[28]

Deus quer que o futuro de nossas crianças seja assegurado, e esta é nossa responsabilidade como pais e professores: proteger nossos filhos. Algumas roupas e estilos passam uma imagem muito sensual e errada dos jovens e adolescentes, e essas são captadas de diversas maneiras. E de que maneira pervertidos sexuais e desajustados vão captar essas mensagens? Podemos até achar bonito meninas se vestindo como mulheres, parece estar na moda, e meninos como integrantes de gangs, mas não iremos achar muito bonito quando algo terrível lhes acontecer. Mesmo na área da música, sabe-se que ela produz efeitos psicológicos variados. As emoções, a imaginação, as disposições podem ser induzidas e estimuladas. Conforme a música, as pessoas são afetadas para o bem ou para o mal, inclusive moral e espiritualmente.[29]

Pulseiras do sexo

Não faz muito tempo nossa sociedade foi invadida pelas pulseiras coloridas - à primeira vista pulseiras infantis, mas na realidade elas são um código para suas experiências sexuais, com cada cor significando um grau de intimidade, desde abraço até o sexo propriamente dito.[30] Essa prática não é nova , teve seu início na Mesopotâmia, onde era usada por prostitutas e tinha o mesmo intuito de jogos sexuais. Renasceu na Alemanha nos anos 20 e 30, com pulseiras usadas por prostitutas e da mesma maneira cada cor tinha seu significado sexual.[31] No Brasil, dezenas de meninas foram agredidas e muitas estupradas e mortas por causa desse adereço aparentemente inocente.

Conselhos Tutelares e o Ministério Público de diversas cidades foram rápidos em proibir a venda e o uso dessas pulseiras do sexo, infelizmente não tão rápido para evitar que muitas meninas fossem estupradas e mortas. Muitos jovens já encontraram um jeito de burlar a proibição; foram inventados prendedores para cabelo que utilizam as mesmas cores, quando o jovem é abordado com o prendedor no pulso alega imediatamente que não é pulseira e sim um simples prendedor de cabelo, é o que declara a pedagoga Ceicinha Melo, que trabalha numa escola com 250 alunos em Blumenau. Há outra tendência entre os jovens: as “festas arco-íris” – encontros com muito álcool e droga, em que as meninas usam batons de cores diferentes para deixar a “marca” nos rapazes após o sexo oral.[32]

Sem dúvida, há muito que se conversar com nossos jovens, pois eles geralmente não têm a menor ideia do que estão fazendo. Como disse acima, macaco vê, macaco faz! Basta um grupo de rock começar a usar calças apertadas coloridas, óculos coloridos e cabelo extravagante, e haverá centenas de jovens e adolescentes gastando dinheiro para aderir à nova insensatez. (É bom lembrar que calças apertadas são um dos motivos da infertilidade masculina[33]. E nas jovens causam várias doenças ginecológicas, como vaginites e vulvovaginites[34].)

Penso ser a hora, também, de nós pais preenchermos o tempo vago de nossos filhos com atividades sadias que os encaminhem a lugares melhores, agora e no futuro. Jesus certa vez disse: “Deixai vir a Mim os pequeninos e não os impeçais, porque dos tais é o Reino de Deus.” Talvez já esteja passando da hora de pensarmos seriamente nisso.

(Claudinei Candido Silva, educador e teólogo, trabalha há quase 30 anos com juvenis e adolescentes; já palestrou e trabalhou em diversos países, e é atualmente pastor-missionário em Angola, África.)

Referências:

1. http://www.paineldosaber.com.br
2. http://www.attender.com.br/publico/dicas/comun-corporal.htm
3. O Corpo Fala 2001 - Pieere Wel e Roland Tompakow, Editora Vozes, p. 9
4. http://www.scribd.com/doc/3073315/O-Corpo-Fala
5. Tore Sognefest, Os Efeitos da Música Rock, p. 237
6. http://geocities.ws/apocalypticahp/musicasub.html
7. http://www.oapocalipse.com/home/estudos/estudos_influencias.html
8. http://forum.cifraclub.com.br/forum/9/111798
9. http://www.espada.eti.br/ce1010.asp
10. http://deadtuesday.livejournal.com/1974.html
11. http://www.tiratedio.com/michael-jackson-fas-cometem-suicidio-apos-sua-morte.html
12. http://forums.tibiabr.com/showthread.php?t=54129
13. Folha de S. Paulo, 23/01/1986
14. http://whiplash.net/materias/curiosidades/000116-robertjohnson.html
15. http://judaismoemaconaria.blogspot.com/2005/10/o-sinal-da-paz.html
16. http://www.buzzle.com/articles/hand-gestures-and-their-meanings.html
17. Cathy Burns, Masonic and Occult Symbols Illustrated, Editora Sharing, p. 233-238
18. http://www.teclasap.com.br/blog/2008/06/29/girias-vai-se-f
19. http://esklerosemultipla.blogspot.com/2010/02/justin-bieber-anao.html
20. http://www.spiner.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=1112
21. http://www.opoderfeminino.com/site/curiosidades.php
22. http://www.maltanet.com.br/noticias/noticia.php?id=3184
23. http://cogitas3d.blogspot.com/2008/07/por-que-as-meninas-fazem-aqueles.html
24. http://cogitas3d.blogspot.com/2008_07_01_archive.html
25. Cathy Burns, Masonic and Occult Symbols Illustrated, Editora Sharing, p. 233-238
26. http://pt.wikipedia.org/wiki/Pin-up
27. Pin-Ups Fotografias que Encantam e Seduzem, v. 6, n° 8, p. 121
28. Ellen G. White, Testimonies, v. 5, p. 323
29. Dario Araújo, Música, Adventismo e Eternidade, Editora Líder, p. 29
30. http://www.maqgoo.com/noticias/pulseiras-do-sexo-alerta-aos-pais
31. http://smec-sorriso.blogspot.com/2010/04/pulseiras-coloridas-pulseiras-do-sexo.html
32. http://teensgarotas.zip.net
33. http://saude.hsw.uol.com.br/infertilidade.htm
34. http://ivaircosta.blogspot.com/2007/03/cala-comprida-para-mulheres-pecado.html


Criacionismo.com

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Criado e Educado no Lar - Parte 3

Socialização
 
    De acordo com Bronfenbrenner e outros, crianças nos primeiros 10 a 12 anos de vida são melhor educadas no lar; são também muito melhor socializados no lar. Albert Bandura de Stanford observa que a dependência nos colegas para valores básicos em anos recentes, tem baixado para as idades pré-escolares 13. Contrário à crença popular, no entanto, crianças são melhor socializadas pelos pais, e não por outras crianças. De fato, Bronfenbrenner diz que quanto mais crianças há em um grupo, menos contatos significativos cada uma delas tem.

    Nós descobrimos que a socialização cria um molde positivo ou negativo, mas nunca um neutro. A sociabilidade positiva é caracterizada por atitudes altruístas e baseadas em princípios, e está firmemente ligada com a família. Isso é demonstrado tanto pela quantidade como pela qualidade de autoconfiança, auto respeito, e valor próprio que derivam dos valores e experiências providas pela família até pelo menos que a criança possa raciocinar consistentemente. Em outras palavras, crianças que trabalham, comem, brincam, repousam e interagem cada dia com os pais mais do que com colegas, sentem que são parte da corporação familiar – que eles são necessários, que precisam deles e que são importantes. Tais crianças são mais frequentemente pensadores ao invés de meramente repetidores dos pensamentos de outras crianças. Independentes e autodirigidos em sua aquisição de valores e habilidades, eles largamente evitam a dependência em colegas.

    A sociabilidade negativa é caracterizada pelo narcisismo, comportamentos do tipo “eu em primeiro lugar”. Ela está associada com o crescente contato com grupos de colegas e o decrescente contato paterno significativo e experiências de responsabilidade no lar durante os primeiros 8 a 12 anos de vida. Influência prematura de colegas pode levar a uma indiferença para com os valores familiares. Crianças que ainda não compreendem os porquês das exigências paternas, e que passam mais tempo com os colegas de sua idade do que com seus pais, fazem aquilo que vem naturalmente: eles substituem seus pais pelos seus colegas como seu modelo a imitar. De acordo com Bronfenbrenner, tais crianças frequentemente perdem o auto-respeito, o otimismo, respeito pelos pais, e até a confiança de seus colegas 14.

13- Albert Bandura e Aletha C. Huston, “Identification As a Process of Incidental Learning”, Journal of Abnormal and Social Psychology LXIII (1961): 311-318; Albert Bandura, Dorothea Ross, e Sheila A. Ross, “Transmission of Agression through Limitation of Aggressive Models”, Journal of Abnormal and Social Psychiatry LXII (1961): 575-582; e Albert Bandura, and Richards H. Walters, Social Learning and Personality Development (Nova Iorque: Holt, Rinehart & Winston, 1963).

14- Ver nota 1.



domingo, 2 de janeiro de 2011

Criado e Educado no Lar - Parte 2

Preparo para Educação Formal

    Nossas descobertas indicam que o confinamento da educação formal é prejudicial antes da idade de 12 anos. Bronfenbrenner adverte dos perigos da associação com colegas antes do quinto ou sexto anos. William Rohwer insiste que poderíamos salvar milhões de crianças do fracasso acadêmico ao adiar os estudos formais até o ginásio5. E ao passo que Piaget diz que a criança média se torna capaz de operações cognitivas formais (percepções e juízos semelhante aos dos adultos) entre as idades de 15 e 20 anos, o conselheiro escolar do Texas, David Quine relata que crianças expostas à vida familiar em tempo integral durante seus primeiros anos frequentemente alcançam maturidade cognitiva entre 8 e 12.6

    Apesar da excitação precoce pela escola, a maioria dos iniciantes com quatro, cinco, e seis anos de idade se cansa da educação por volta do terceiro e quarto anos. David Elkind, professor de estudo infantil na Universidade Tufts e autor de The Hurried Child (A Criança Apressada), chama essas crianças de “esgotadas”7. Outros pesquisadores sugerem que essas crianças seriam beneficiadas se esperassem até a idade de 8, 10 ou mais para começar os estudos formais seja em casa ou na escola 8. Crianças que adiam sua entrada na escola e subsequentemente se matriculam no mesmo nível que as crianças de sua idade, rapidamente sobrepujam os que entraram muito cedo em realizações, comportamento e sociabilidade 9.
Nos primeiros anos, visão, audição, e outros processos cognitivos não estão suficientemente desenvolvidos para lidar com as sanções acadêmicas comuns. Como resultado da educação precoce, muitas crianças têm seus olhos permanentemente prejudicados antes dos 12 anos 10. Nem a maturidade do sistema nervoso em desenvolvimento, nem a “compensação” nem a “lateralização” dos hemisférios cerebrais, nem o isolamento dos caminhos nervosos podem prover uma base para um aprendizado refletido antes dos 8 anos. Em algum lugar entre a faixa etária dos 8 aos 12 anos, a maioria das crianças atingem um Nível de Maturidade Integrado (NMI), um ponto no qual todas essas faculdades têm florescido.

    O NMI é uma consideração crucial. Algumas crianças amadurecem mais rapidamente na visão, outras na audição, e outras ainda na cognição. A soma total dessas habilidades, entretanto, abundância de tempo para se desenvolverem. Aparte de uma avaliação NMI, é difícil saber exatamente quando as faculdades de aprendizado de uma criança se têm amadurecido, embora as avaliações paternas são frequentemente de muita ajuda.

    Nossas descobertas NMI coincidem com as conclusões de Piaget e outros: crianças, não obstante o quão brilhantes possam ser, não podem lidar com raciocínios de causa para efeito em nenhuma forma consistente nas idades em que, hoje, entram na escola 11. Em apoio a esse ponto, Hasler Whitney, um distinto matemático  junto ao Instituto de Estudos Avançados de Princeton, cita o estudo histórico de L. P. Benezet sugerindo que matemática não deveria ser imposta às crianças até o sétimo ano 12.

    De acordo com todos os parâmetros sob análise, o preparo para o aprendizado formal, especialmente para meninos, não deveria ser admitido antes dos 12 anos. Se cuidados anteriores a isso são necessários, o lugar preferencial é um ambiente caloroso, compreensivo e semelhante ao lar, oferecendo uma baixa relação criança-adulto e valores sadios. E para crianças entre 6 e 12 anos, a melhor escolha é um ambiente de lar ou escola não acadêmico e informal no qual muitos assuntos estão disponíveis mas não impostos.


6- David Quine, “The Intellectual Deelopment of Home-Taught Children”. Um estudo exploratório não publicado disponibilizado pelo autor, em 2006 Flat Creek Place, Richardson, TX 75080.

7- David Elkind, The Hurried Child (Reading, MA: Addison-Wesley, 1981). 

8- Ver nota 2.

9- Ver nota 2.

10- Essa pesquisa é resumido em School Can Wait (A Escola Pode Esperar), pág. 150-152.

11- Jean Piaget, “The Stages of the Intellectual Development of the Child”, Bulletim of the Menninger Clinic 26 (1926): 3; and John L. Phillips, The Origins of Intellect: Piaget’s Theory (San Francisco: H. W. Freeman, 1969).

12- “Math Crisis Predicted in US Classrooms”, The Denver Post (15 de junho 1986).