sexta-feira, 29 de julho de 2011

Diário de Bordo - Visão Geral

A frase “Há esperança para um país sem esperança” é o slogan do projeto, contudo para além de uma frase, é a realidade de muitos neste continente. De maneira mais específica, o projeto atuou no território angolano, cujo o povo é sofrido tanto quanto qualquer outro africano. Colonizados por Portugueses desde 1482, foram escravizados, deslocados de sua terra para nunca mais voltar, levados ao Brasil e Espanha. Laços fraternos rompidos brutalmente pelo homem branco marcam o coração e a pele deste povo até hoje. Alcançando sua independência em 1975, quando parecia ser proporcional a uma era de paz e crescimento, inicia-se, como se não bastasse a Guerra Civil Angolana. A guerra terminou oficialmente no ano 2002, com a morte de Jonas Savimbi. O conflito resultou em cerca de 500,000 mortos1 sendo umas das guerras mais prolongadas da Guerra Fria. Tanto a União Soviética como os Estados Unidos consideravam este conflito crítico para o equilíbrio de poder entre ambos.2
          Hoje o país está em processo de reconstrução, empresas chinesas trabalham em parceria com o governo angolano para isso. Contudo ao caminharmos pelas ruas, dialogarmos com os nativos e analisarmos até mesmo de modo supérfluo o comportamento dos mesmo, é notável que o país jamais alcançará um patamar estável. Patamar este que possibilitaria água potável e encana, energia elétrica devidamente instalada e organizada, pavimentação e infraestrutura adequada, saneamento básico e coleta regular de lixo para 90% do país a menos que haja uma renovação mental3

Infelizmente em sua grande maioria que dizem-se “civilizada” (moram na capital) são em sua maior instância incivilizados. Não importam-se em jogar toneladas de lixo à céu aberto e em sua própria “avenida”. Fazem suas necessidade fisiológicas ao dia claro diante de todos que trafegam no momento. Possuem as mínimas noções de higiene pessoal, como banho, lavar as mãos e boa conservação dos alimentos. São extremamente estressados e possuem um transito caótico! Conta-se que em um cruzamento é comum que os carros entrem todos ao mesmo tempo, como não há semáforo tão pouco guardas de transito o engarrafamento é certo. Depois de longas filas e muitas buzinas soando, algum cidadão comum decide descer de seu veículo e tomar a frente em organizar o tumultuo, para que todos possam sair do emaranhado. Após certificar-se que o fluxo voltou ao normal, o cidadão solicito (vamos atribuir a melhor intenção) volta para o seu veículo e segue o seu destino, afinal de contas, agora ele também  pode trafegar.
Para aqueles que conhecem a África do Sul, este pequeno relato é o suficiente para notar-se um grande contraste. Mas devido ao que existe essa diferença!? De maneira direta responsabiliza-se os colonizadores. O que vemos na Angola é o miserável resultado da colonização Portuguesa/Católica. Um povo oprimido, mistificado, sensível e carente. Carente de amor, de atenção, de conhecimento de VALORIZAÇÃO. Carente de uma esperança maior, além do que os olhos podem ver e os ouvidos possam escutar4. A esperança de um mundo eterno, aonde toda doença, dor, lágrima e morte serão extinguidos eternamente. Lugar este, que somente será alcançado pelo conhecimento de Deus e de Cristo, a quem enviou.5

Continua...

________________________________
1 WAYNE MADSEN, Wars and Genocides of the 20th Century, Publicado 17 de Maio de 2002;
2 WIKIPEDIA, Guerra Civil Angolana, Ultima atualização 23 de Junho de 2011;
3 S. PAULO, Romanos 12:2, ACF, Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, Copyrigth © 2007;
4 S. PAULO, I Coríntios 2:9, ACF, Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, Copyrigth © 2007;
5 S. JOÃO, João 17:3, ACF, Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, Copyrigth © 2007;