quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Hollywood e o Sábado

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Proposta Interpretativa para a Parte Final de Romanos 5:12

"[...] assim também a morte passou a todos os homens porque todos pecaram."

Caso se considere a oração "porque todos pecaram" como uma oração subordinada adverbial consecutiva (isto é, reveladora de uma consequência), o texto ficará difícil de se entender. É que, se entendermos que a melhor tradução seja "a morte passou a todos os homens em razão do que todos pecaram" (ou, "por isso que todos pecaram"), o texto fica aparentemente sem sentido, pois como a morte poderia fazer com que as pessoas pecasse?

Por outro lado, caso se entenda que tal oração é subordinada adverbial causal (indicadora da causa do que foi dito antes), de modo que a melhor tradução seja "a morte passou a todos os homens porque todos pecaram", cai-se noutro problema sério, pois não é verdade que as pessoas morram atualmente por causa de seus pecados pessoais. O problema de interpretar tão simploriamente o texto, o que favoreceria a defesa do pecado como volição, é que não é verdade que os seres humanos morram porque pecaram. Bebês também morrem. O sentido causal só seria possível se o texto estivesse falando da segunda morte. Mas o começo do verso está claramente falando da morte natural.
Consecutiva: "por essa razão que todos pecaram".

Causal: "justamente porque todos pecaram".

Tenho uma sugestão interpretativa. Uso a palavra "sugestão" porque ela terá de apelar para o desagradável recurso da polissemia (dar diferentes sentidos para uma mesma palavra) num contexto próximo, algo que todos terão de fazer quanto a esse verso, independentemente de qual seja a proposta.

Minha sugestão é entender "morte" em Romanos 5:12 como "mortalidade". Esse é o primeiro de dois passos.

Trago como referencial semântico 1 Coríntios 15:51-55. Nesse texto, é a mortalidade que é transformada em imortalidade e é vencida e "tragada".

O segundo passo consiste em entender que a mortalidade abrange a natureza pecaminosa. Quando o homem pecou, tornou-se mortal e passou a ter natureza pecaminosa. São coisas intimamente ligadas. Apenas quando nos tornarmos imortais é que a natureza pecaminosa será tirada de nós. Isto é, na transformação.

Em relação à oração "porque todos pecaram", é mais natural traduzir a palavra grega envolvida por "por isso que" do que "porque", ou seja, é mais fácil semanticamente dar o sentido de consequência do que de causa. Logo, "todos pecaram" é consequência de "a morte [mortalidade/corruptibilidade] passou a todos os homens". Então,o que o difícil texto de Romanos 5:12 está dizendo é que a "mortalidade/natureza corrompida" passou a todos os homens, propiciando justamente que todos se tornassem pecadores, pois os colocou numa situação desfavorável em relação à prática da justiça. Na verdade, essa é uma maneira mais técnica e fundamentada de expressar a mesma ideia que popularmente alguns irmãos da igreja expressam quando interpretam essa "morte" de Romanos 5:12 como "morte espiritual", embora eu não aprecie essa terminologia.

Trata-se apenas de uma proposta interpretativa, sempre aberta a novas ponderações.

Henderson H. L. Velten

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Depressão - Dicas para evitá-la

Tratar a depressão pode se tornar algo complicado. Este artigo contém algumas sugestões holísticas à serem incorporadas em sua rotina diária para lidar com a depressão. Muitos fatores contribuem para a depressão, como por exemplo: tempo livre excessivo e em freqüência; inveja; não ser apreciado; falta de religião genuína; excesso de trabalho; antecipação de desejos futuros (ansiedade) e divertimento estimulante.

Para eveitar a depressão, siga as seguintes sugestões: 
1. Mantenha uma regularidade estrita para as refeições, não comendo ou bebendo durante elas. Omita qualquer alimento no período da tarde/noite, indo deitar após a digestão estar completa. 

2. Evite alimentar-se em demasia ou escassez. A depressão pode estabelecer-se na mente após comer muito ou pouco. 

3. Mantenha uma dieta “calmante”. Evite alimentos estimulantes e irritantes como pimenta, gengibre, canela, cravo, noz-moscada, vinagre (e seus derivados, como picles, maionese, ketchup, mostarda...). 

Evite também alimentos que passaram pelo processo de fermentação, putrefação ou apodrecimento, como o chucrute, queijo, shoyu e produtos similares; fermentos químico e bicarbonato de sódio; cafeína, teobromina (que é encontrada em alimentos como café, chás, refrigerantes e chocolates) e nicotina. 

Limite a quantidade de alimentos concentrados, como gérmen de trigo, margarina, leite desnatado e todos os produtos de origem animal. 

Coma frutas e vegetais crus em abundância, grãos integrais e legumes. Nozes devem ser comidas com moderação. 

4. Elimine o açúcar, mel, frutas e vegetais muito doces ou secos e cocô enquanto a depressão dure. 

5. Coma livremente de alimentos ricos em vitaminas do complexo B, como verduras, legumes, grãos integrais; pois as vitaminas do complexo B são chamadas de “vitaminas de boa disposição”. 

6. Estimule a pele com uma escova rígida antes de uma ducha. Borrife água fria nas áreas adrenais das costas ao fim de cada banho ou ducha. 

7. Mantenha regularidade em todas as coisas: digestão, hora de durmir e exercício. 

8. Se o clima permitir, tome banhos de sol diariamente. 

9. Faça exercícios de respiração profunda. 

10. Quando caminhar, mantenha um ritmo acelerado; mantenha a cebeça erguida, face alegre, respiração correta e boa postura. Ande pela natureza uma hora ou mais por dia. 

11. Tenha um programa de exercício gradual. Por exemplo, algumas pessoas sentem que jardinagem com pés e mãos sem proteção as ajuda. 

12. Verifique sua saúde: a. Verifique quanto tempo seu trato intestinal requere para processar 8-10 tabletes de carvão até evacuar b. Faça exames de laboratório (PBI, glicose, Hct, T-4) 

13. Controle a quantidade e objetivo de sua fala. Não fale muito nem pouco, e apenas sobre assuntos alegres. Não ceda à fofocas e reclamações. 

14. Desenvolva um programa de estudo diário da Bíblia e oração. Aprenda a controlar seus pensamentos e medite em assuntos celestiais.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Vanglórias da Igreja Romana sobre o domingo



"A Igreja Católica reclama a responsabilidade pela mudança do Sábado do sétimo para o primeiro dia. Aqui está uma explicação de “O Catecismo da Igreja Católica”, Secção 2, Artigo 3 (1994):
"Domingo – cumprimento do Sábado. O Domingo é expressamente distinto do Sábado, que segue cronologicamente a cada semana; para os cristãos a sua observância cerimonial substitui a do Sábado... 

O Sábado, que representava o término da primeira criação, foi substituído pelo Domingo, que lembra a criação nova, inaugurada pela Ressurreição de Cristo...
Ao respeitar a liberdade religiosa e do bem comum de todos, os cristãos devem buscar o reconhecimento dos Domingos e dias santos da Igreja como feriados legais."

E aqui estão várias fontes católicas reivindicando que a mudança foi obra da Igreja Católica Romana:

Cardeal James Gibbons, "The Faith of Our Fathers" (Ayers Publishing, 1978), 108
"Mas pode ler a Bíblia do Gênesis ao Apocalipse, e não encontrará uma única linha que autorize a santificação do Domingo. As Escrituras ordenam a observância religiosa do Sábado, um dia que nós nunca santificamos."

“The Convert's Catechism of Catholic Doctrine” (1957), 50
"P. Qual é o dia de Sábado?R. O sétimo dia é o dia de Sábado.P. Por que observamos o Domingo em lugar do Sábado?R. Observamos o Domingo em lugar do Sábado porque a Igreja Católica transferiu a solenidade do Sábado para o Domingo."

Chanceler Albert Smith para o Cardeal da Arquidiocese de Baltimore (10 de fevereiro de 1920)
"Se os protestantes seguissem a Bíblia, eles deveriam adorar a Deus no dia do Sábado, por Deus é o sétimo dia. Observando o Domingo, estão seguindo uma lei da Igreja Católica."

Stephen Keenan, “Catholic-Doctrinal Catechism”, 3ª Edição, 174
"Pergunta: Tem alguma outra maneira de provar que a Igreja tem poder para instituir festas por preceito?Resposta: Se ela não tivesse esse poder, ela não poderia ter feito aquilo em que todos os religiosos modernos concordam com ela, não poderia ter substituído a observância do Domingo, primeiro dia da semana, para a observância do Sábado do sétimo dia, uma mudança para a qual não há nenhuma autoridade Escriturística."

“Our Sunday Visitor” (05 de fevereiro de 1950)
"Praticamente tudo o que os protestantes consideram como essencial ou importante, receberam da Igreja Católica. ... A mente protestante parece não perceber que ao aceitar a Bíblia e observando o Domingo, guardando o Natal e a Páscoa, eles estão aceitando a autoridade do porta-voz da igreja, o Papa."

Louis Gaston Segur, “Plain Talk about the Protestantism of To-Day” (Londres: Thomas Richardson and Son, 1874), 213
"Assim, a observância do Domingo pelos protestantes é uma homenagem que prestam, malgrado seu, à autoridade da Igreja (Católica)."

“The Catholic Mirror” (23 de setembro de 1893)
"A Igreja Católica, por mais de mil anos antes da existência de um protestante, em virtude de sua divina missão, mudou o dia de Sábado para Domingo.
"Os adventistas são o único corpo de cristãos com a Bíblia como seu professor, que não pode encontrar nenhum mandado nas suas páginas para a mudança do dia do sétimo para o primeiro. Daí sua denominação “Adventistas do Sétimo Dia”."

Sacerdote católico T. Enright, CSSR, Kansas City, MO
"Foi a santa Igreja Católica que mudou o dia de descanso do Sábado para o Domingo, o primeiro dia da semana. E não só compeliu todos a guardar o Domingo, mas no Concílio de Laodicéia, AD 364, anatematizou aqueles que guardavam o Sábado e instou todas as pessoas a trabalharem no sétimo dia, sob pena de excomunhão."

Sacerdote católico T. Enright, CSSR, palestra em Hartford, KS (18 de fevereiro de 1884)
"Tenho repetidamente oferecido 1.000 dólares para qualquer um que possa fornecer qualquer prova da Bíblia que o Domingo é o dia que somos obrigados a observar. ... A Bíblia diz: "Lembra-te do dia de Sábado para santificá-lo", mas a Igreja Católica diz: "Não, guarde o primeiro dia da semana", e todo o mundo se curva em obediência."

Cardeal John Newman, “An Essay on the Development of Christian Doctrine” (Londres: Basil Montague Pickering, 1878), 373
"O uso de templos, e estes dedicados a santos particulares, e ornamentados em ocasiões com ramos de árvores, incenso, lâmpadas e velas, oferendas devotas pela recuperação de doenças, água benta, asilo, feriados e épocas… são todos de origem pagã e santificados pela sua adoção pela Igreja."

“Catholic Record” (01 de setembro de 1923)
"O Domingo é nossa marca de autoridade. ... A Igreja [Católica] está acima da Bíblia, e esta transferência da observância do Sábado é a prova desse facto."

Papa Leão XIII, "Praeclara Gratulationis Publicae" (A Reunião da Cristandade; 20 de junho de 1894)
"Nós possuímos sobre a terra o lugar de Deus Todo-Poderoso."

“Pope”, “Ferraris’ Ecclesiastic Dictionary” 
"O Papa é uma dignidade tão grande e tão exaltado que ele não é um mero homem, mas como se fosse Deus, e o vigário de Deus."

“Our Sunday Visitor” (18 de abril de 1915), 3
"As letras inscritas na mitra do papa são estes: VICARIUS FILLII DEI, que em latim quer dizer: "Vigário do Filho de Deus”."

Carta de C.F. Thomas, chanceler do Cardeal Gibbons (28 de outubro de 1895)
"Claro que a Igreja Católica afirma que a mudança foi seu acto, ... E o acto é um sinal do seu poder e autoridade eclesiásticos em assuntos religiosos."

“American Catholic Quarterly Review” (janeiro 1883)
"O Domingo... é puramente uma criação da Igreja Católica."

"Católica American Sentinel" (Junho 1893)
"O Domingo... é apenas uma lei da Igreja Católica."

S. C. Mosna, “Storia della Domenica” (1969), 366-367
"Não o Criador do Universo em Gênesis 2:1-3, mas a Igreja Católica pode reivindicar a honra de ter concedido ao homem fazer uma pausa no seu trabalho a cada sete dias."

“The Question Box”, “The Catholic Universe Bulletin” (14 de agosto de 1942), 4
"A Igreja (Católica) mudou a observância do Sábado para o Domingo pelo direito da sua autoridade divina infalível, que lhe foi dada pelo seu Fundador, Jesus Cristo. O protestante alegando que a Bíblia é o único guia de fé, não tem mandato para a observância do Domingo. Nesta matéria, a Adventista do Sétimo Dia é a única protestante consistente."

Arthur Weigall, “O Paganismo no Nosso Cristianismo” (Nova Iorque, Os Filhos de Putnam, 1928), 145
"A Igreja fez do Domingo um dia sagrado... em grande parte porque era o festival semanal do sol; pois era uma política cristã definida assumir as festas pagãs estimadas pelas pessoas por tradição, e dar-lhes um significado cristão."

John A. O'Brien, “The Faith of Millions: the Credentials of the Catholic Religion Revised Edition”, (Our Sunday Visitor Publishing, 1974), 400-401
"Mas uma vez que o Sábado, não o Domingo, é especificado na Bíblia, não é curioso que os não-católicos, que alegam retirar a sua religião diretamente da Bíblia e não da Igreja, observem o Domingo em lugar do Sábado? Sim, claro, é inconsistente; mas esta mudança foi feita cerca de quinze séculos antes do Protestantismo nascer, e por esse tempo o costume era universalmente observado. Eles continuaram o costume, mesmo que ele repouse sobre a autoridade da Igreja Católica e não em cima um texto explícito na Bíblia. Essa observância permanece como uma lembrança da Igreja Mãe, da qual as seitas não-católicas se separaram – como um rapaz fugindo de casa, mas ainda carregando no bolso um retrato da sua mãe ou uma mecha do seu cabelo."

Retirado e traduzido de: Amazing Discoveries, "Boasts of the Roman Church about Sunday"

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Sua alimentação afeta o DNA de seus netos

Pense bem no que você vai comer, não só por você e pela sua saúde, mas pela saúde de seus filhos e netos. Vários estudos recentes chegaram à mesma conclusão: de que a dieta das pessoas, seja boa ou ruim, pode transformar seu DNA, passando as novas características adiante. Pior: não importa qual seja a dieta de seus filhos e netos, se a sua for ruim, ainda vai afetar a saúde deles. Os estudos estão relacionados ao conceito de epigenética, que se refere a mudanças vindas de forças externas na expressão de genes. Diferente de uma mutação, alterações epigenéticas não estão no DNA em si, mas em seus “arredores” – nas enzimas e outras substâncias químicas que orquestram como uma molécula de DNA desenrola suas várias seções para fazer proteínas ou mesmo células novas. Essas alterações epigenéticas já eram conhecidas na ciência. Uma pesquisa de 2011 feita por Marilyn Essex, por exemplo, mostrou que um podem se manifestar na adolescência. 

Já a descoberta de que tais alterações
podiam ser passadas adiante. Apesar disso, os pesquisadores ainda não sabem como essa informação é passada de geração em geração.


Ao contrário de uma mutação genética, as alterações epigenéticas no ambiente do DNA deveriam ser esquecidas quando um embrião recém-formado começasse a se dividir. Durante o processo de meiose (divisão celular), todas as marcas epigenéticas deveriam ser apagadas, mas isso não é totalmente verdade: algumas permanecem.


Um grupo liderado por Randy Jirtle da Universidade Duke (EUA) demonstrou como clones de ratos implantados em estado de embrião em mães diferentes têm diferenças radicais na cor da pele, peso e risco para doenças crônicas, dependendo da alimentação na gravidez dessas mães. Os nutrientes (ou a falta deles) nas mães afetaram o ambiente de DNA dos ratos, de modo o que os DNAs idênticos desses clones se expressaram de maneiras muito diferentes.


Baseado nesse trabalho, outro estudo liderado por Torsten Plösch da Universidade de Groningen, na Holanda, sugeriu inúmeras maneiras pelas quais a nutrição altera o epigenoma de muitos animais, incluindo seres humanos adultos. Segundo ele, a dieta dos adultos humanos induz mudanças em todas as células, mesmo
esperma e óvulos, e essas alterações podem ser transmitidas aos filhos. Tais efeitos foram observados em crianças nascidas durante a fome holandesa no fim da Segunda Guerra Mundial; elas tinham susceptibilidade para várias doenças mais tarde na vida, como intolerância à glicose e doença cardiovascular, dependendo do momento e da extensão da escassez de alimentos durante a gravidez.


Outra pesquisa mostrou que filhotes de ratos superalimentados desenvolveram sinais indicadores de síndrome metabólica – resistência à insulina, obesidade e intolerância à glicose – e passaram algumas dessas características aos seus descendentes, que, em seguida, desenvolveram elementos da síndrome metabólica.


Por último, um estudo conduzido por Ram Singh B. do Instituto TsimTsoum, em Cracóvia, Polônia, examinou a forma como nutrientes afetam a cromatina. A cromatina é como a sopa química em que o DNA funciona. Além de criar marcas epigenéticas, Singh especula que nutrientes também possam causar mutações. Para ele, é possível que a ingestão de mais ácidos gordos ômega-3, colina, betaína, ácido fólico e vitamina B12 por mães e pais altere a cromatina e leve a mutações, tanto boas (como aumentar a vida da criança) ou más (como obesidade).


Parece que está na hora de mudar o famoso ditado “você é o que você come” para “você, seu filho e seu neto são o que você come”.




Nota: Essas pesquisas aumentam nossa responsabilidade de buscar um estilo de vida saudável e comprovam o mandamento bíblico que diz que as “maldições” e as bênçãos acompanham gerações (Êx 20). Além disso, mostram aos darwinistas que eles precisam dar mais atenção aos estudos em epigenética, embora alguns tenham calafrios pelo fato de essa área se aproximar um tanto do “esquecido” lamarckismo.[MB]