domingo, 29 de dezembro de 2013

Papo de facebook!

Questão:
Cara, me tira uma dúvida...
Certa vez ouvi comentários que o Adventismo não se "rotula" como evangélico, nem pentecostal, nem protestante... O que seria então?

Resposta:
Não... Somos protestantes sim! No livro O Grande Conflito a Ellen deixa bem claro que fomos chamados para concluir a reforma protestante!

Questão:
E qual é a diferença de protestante e evangélico?

Resposta:
Então... Já ia te falar isso mesmo...

Na essência não somos evangélicos atualmente porque o mundo evangélico diferiu muito nas questões teológicas. Histórica e espiritualmente falando o que o ocorreu foi o seguinte: Deus iniciou a restauração de verdades esquecidas com Lutero, John Huss, Wesley, João Batista e outros. Cada um com a sua luz/verdade, (salvação pela fé, batismo por imersão, livre-arbítrio e etc.). Contudo os movimentos foram por sua vez em regiões do mundo diferentes até mesmo por já ser o necessário para muito rebuliço no Mundo Antigo (Europa oriental e ocidental). Cada um dos reformadores morreu com as suas verdades e fieis a luz que receberam, por exemplo, Lutero faleceu tomando vinho, comendo carne de porco e celebrando o domingo, muito provavelmente. Mas foi fiel a sua consciência e a toda luz que possuía. 

Com o passar das lutas teológicas, territoriais e políticas a reforma/revolução estagna por volta de 1798 com a "falência" do Vaticano e aprisionamento do Papa Pio VI pelo general Berthier de Napoleão.

Por volta de 1830 muitas coisas já haviam ocorrido, como a publicação da Bíblia do Rei Tiago da Inglaterra (King James Version) e a Concordância Bíblica de Alexander Cruden, ferramentas (usadas por Guilherme Muller) que seriam um fator importantíssimos para o continuar da história protestante. O que Deus deseja agora fazer é continuar o que havia parado (por vários motivos, como acalmar e amadurecer o mundo diante do que foi revelado). Neste momento com o EUA estabelecido e independente protestando como um país sem Papa e sem Rei, mais luz começa a ser derramada e agora tudo será unido em um movimento só (o movimento do advento).

Unindo o que estava separado, Ele concede mais luz e é neste momento que a coisa vai diferir grandemente. A nova luz fez total diferença, e o mundo "protestante" fica para trás ao não aceitar, tornando-se posteriormente evangélicos, pentecostais e carismáticos.
As luzes que diferem drasticamente são, por exemplo, a compreensão do santuário celestial e a obra sumo sacerdotal de Cristo! O mundo evangélico não compreendeu o santuário (terrestre e celestial) e basicamente crê que a obra de salvação se limitou à Cruz apenas, eis um dos motivos da frase "uma vez salvo, salvo para sempre".

Só esta luz nos abre um leque de verdades bíblicas gigantesco, fazendo toda a diferença justamente por entrar as 2300 tardes e manhãs de Daniel que culminam com o levantar do movimento do advento em 1844 por exemplo, entra também todo o período de 1260 da idade média/inquisição e outros tantos fatores doutrinários.

Outro ponto, é o próprio dom de profecia para os últimos dias manifestado na Ellen. Deus sempre levantou profetas todas as vezes que precisou restaurar verdades e levantar um povo. Fez isso com Moisés, o primeiro grande profeta que guia o povo, escreve livros e se estressa muito pra variar também (rsrs), afinal de contas, a obra é dolorosa.

Depois de Moisés, João Batista é o profeta que faz a transição do santuário terrestre para o celestial quando diz que Cristo é o cordeiro de Deus que veio tirar o pecado do mundo. O véu do santuário rasga-se de alto a baixo simbolizando o fim das atividades terrestres no tabernáculo/santuário. Neste momento da história Deus também precisou restaurar verdades que se perderam e para isto Paulo é chamado como o maior restaurador dos dias apostólicos. O livro de Hebreus é nada mais nada menos que a restauração das verdades quanto ao santuário que se perderam (dentro do próprio povo de Deus). Chegando portanto em 1844, tudo de novo (se anteriormente verdades se perderam em meio ao Seu povo, quanto mais em meio a um mundo sem um povo!).

Agora, neste momento da história, além de verdades perdidas, há também a necessidade de nova luz (por vários motivos, um deles: o tempo do fim). Mais um vez o(a) profeta discorre clareando a mente do Seu povo sobre o santuário como fez Moisés, João e Paulo, porém desta vez com maior profundidade e especificamente sobre o Celestial. Deus foi obrigado a levantar o dom profético, não há como o fim chegar sem clarear o que havia se perdido e o que não havia nem sido compreendido!!!

Questões sobre a natureza de Cristo como humano e divino também complicam entre os evangélicos e os adventista. Um das questões mais polêmica é sobre a natureza do pecado, que para o adventismo em seus primórdios definiu-se por transgressão da lei de Deus como um ato escolhido, já o mundo evangélico crê (em sua maioria) no pecado original (até porque negam a lei Divina também), doutrina que defende o nascer com pecado (sua natureza é pecado) e não em pecado (com uma natureza pecaminosa/propensa para pecar/transgredir a lei). Pessoalmente,  lamento que haja hoje muitos adventista inclusive até teólogos crendo igualmente a eles.

Questão:
É, acho que compreendi agora. Mas diga-me, o pecado original é uma doutrina bem católica, não?

Resposta:
Sim! Exemplo clássico é a “necessidade” de batizarem crianças justamente por crerem que já nascemos com pecado. Deste conceito vem também a doutrina da Imaculada Concepção de Maria, pois quando St. Agostinho surge com esta de pecado original, logo eles se deram conta de Maria e Cristo, ou seja: se nascemos com pecado, Maria era humana e Cristo nasce dela, logo, Maria teve que ser imaculada para que Cristo nascesse sem pecado! 

O que não há registro bíblico e nem necessidade de ter ocorrido, pois pecado é transgressão da lei como ato. Temos o livre-arbítrio sempre!!! Nascemos propensos para o pecado mas não pecando, até mesmo porque Deus não toma em conta o tempo de ignorância conforme é descrito no livro de Atos.

Isso tudo deixa a história da redenção/encarnação muito mais sublime, afinal de contas Cristo veio propenso como nós, poderia ter pecado (caso contrário o deserto da tentação foi um teatro) mas não pecou e exemplificou como podemos vencer pelo poder do Espírito! Escolhemos não transgredir a lei e o Espírito nos concede o poder. A escolha sempre foi e sempre será humana, mas o auxílio/poder, sempre Divino! Afinal de contas, somos salvos pela graça/poder/sangue de Cristo e não por nossas obras. A escolha portanto é apenas o respaldo entregue a Deus, justificando assim Sua ação em nosso coração diante do universo. Ele sempre nos respeitará, diante de nossas escolha.

Só pra ratificar, dois textos da Ellen que deixam bem claro a questão do pecado:

"Pois bem, precisamos compreender o que é o pecado - a saber, que ele é a transgressão da lei de Deus. Essa é a única definição dada nas Escrituras." - Fé e Obras, pág. 56

"Terrível condenação está reservada ao pecador, e, portanto, é necessário que saibamos o que é pecado, para que possamos livrar-nos de seu poder. João diz: "Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei." I João 3:4. Temos aqui a verdadeira definição do pecado; ele "é a transgressão da lei"." - Idem, pág. 117

Veja, se juntarmos a afirmação dela dos dois textos (única definição/verdadeira definição) poderíamos ter a seguinte afirmação: "A única e verdadeira definição de pecado é: transgressão da lei de Deus".

Mas com sinceridade, isso é tão polemico no meio teológico e há adventistas e evangélicos no geral que complicam mais ainda as coisas. Pessoalmente, prefiro ficar muitas vezes calado e ao lado da inspiração do Espírito Santo nos escritos da Ellen e ponto final (opinião pessoa, espero ser respeitado).

Questionador:
Sim, sim... E se essa á única definição clara na bíblia, não é preciso fazer malabarismos conceituais para compreender.

Resposta:
Mas fazem malabarismos. Até porque olhando pela ótica espiritual é tudo o que o inimigo de Deus deseja: que não compreendamos isso e que não abandonemos o pecado, pois se nossa natureza é o pecado em si, não há o que fazer aqui e agora, só quando Cristo voltar (é o que muitos afirmam), o problema no entanto é: o toque que Cristo dará em seu retorno, será um toque de restauração física, a imortalidade/incorruptibilidade que Paulo fala em Coríntios.
Ou seja, a obra do espirito/caráter é feita no tempo que há graça, quando o Santuário se fecha e Cristo vem (Apocalipse 14:14-16) Ele estará fora do santuário e não haverá mais intercessão, em outras palavras, Ele só irá glorificar o que já foi em sua essência transformado! 

E Lúcifer deseja isso? Jamais, pois isto implica intrinsecamente no fim do conflito, bem como no seu fim!!!

domingo, 22 de dezembro de 2013

Conexão com a Música e Desconexão com a Palavra

Já é frequente nos meios adventistas o conceito de que a música se presta ao papel de conectar o adorador com Deus. Cantar leva a sentir Deus de forma mais íntima. Como reflexo disso, não apenas se canta mais, criando um longo espaço dedicado ao canto congregacional (em algumas congregações, o tempo dedicado ao canto é maior do que qualquer outro momento do culto), como também fica implícita (ou explícita mesmo?) a ideia de que cantar seja a parte principal do culto. Os que pensam assim reforçam o poder da música, com sua capacidade de nos atingir de forma mais completa do que um sermão.

Sutilmente, o tipo de músicas cantadas vem mudando. Saem de cena os hinos tradicionais (muitos herança da reforma protestante do século XVI ou de hinários consagrados dos séculos XVIII e XIX) para composições contemporâneas. Worships oriundos de igrejas como Vineyard ou do Hillsong são traduzidos ou emulados em produções adventistas recentes. Tais cânticos são simples, poéticos, com uma letra que se repete com variações de acompanhamentos musicais e volume de voz, tudo para aumentar o grau de emoção envolvido no ato de adoração.

A mudança de paradigmas musicais traz novas posturas litúrgicas. A liturgia tradicional é despojada de seu aparato rígido, tornando-se mais informal e dando destaque à figura do ministro da música, substituto do antigo regente congregacional. O adorador se envolve mais, participando com a voz e as mãos, uma vez que é convidado (convocado?) a erguer as mãos, fazer gestos, coreografias ou congêneres. O corpo agora recebe permissão para louvar, aumentando o tônus de envolvimento e a sensação de bem-estar emocional decorrente.

Tanto em suas letras quanto em sua forma musical, há uma forte sensação de “romance adolescente”, com predominância de expressões de amor, relacionamento, dependência e forte choro. É inegável que a nova forma de cantar em adoração é marcante, fixando suas melodias simples de forma bem eficaz na mente do adorador. De certa forma, as canções contemporâneas não apenas pavimentaram mudanças litúrgicas em geral, como transformaram a pregação. Estamos diante de uma geração que não possui interesse, paciência e preparo para ouvir sermões longos, centrados na Bíblia e que sejam fruto de cuidadosa exegese. Sermões doutrinários, expositivos e com profundidade não “tocam” os novos adoradores.

É preciso mensagens leves, com forte apelo emocional, que versem sobre relacionamentos, usam de raciocínio simples, tenham espaço para muitas histórias interconectadas e minimalistas. O pregador agora é um narrador, falando na intimidade com o auditório, apresentando no máximo sermões temáticos (explorando alguns poucos textos bíblicos sem se aprofundar em seu contexto) ou, na pior das hipóteses, usando um texto central lido em algum momento do discurso, mas ignorado em boa parte dele.

A conexão com a música notabiliza a desconexão com a Palavra, relegada à segundo plano. Por isso o analfabetismo bíblico, fenômeno lamentado pelos grandes pesadores cristãos, que vem essa praga correr o meio evangélico, começa a atingir os adventistas. Seria leviano dizer que a música em si esvazia o conteúdo bíblico da mente, em um abracadabra misterioso. Em verdade, a postura de adoração orientada por um perfil carismático chegou a nós por meio do worship. Tal postura é que dispensa a profundidade do estudo da Bíblia como fundamento da adoração, dando espaço a experiências pessoais e legitimando o sentimento como meio de conecção com o sagrado.

No início do processo, isso não parecia tão claro. Atualmente, quase no fim dele, fica inegável o que está acontecendo. Apenas quem não quiser ver o negará. Mas lendo o texto de Ellen G. White, no segundo volume de Mensagens Escolhidas, fica fácil entender que a carismatização do aadventismo está às portas:

Mero ruído e gritos não são sinal de santificação, ou da descida do Espírito Santo. Vossas desenfreadas demonstrações só criam desagrado no espírito dos incrédulos. Quanto menos houver de tais demonstrações, tanto melhor para os atores e para o povo em geral. […]

Deus quer que lidemos com sagrada verdade. Unicamente isto convencerá os contraditores. Importa desenvolver trabalho calmo, sensato, para convencer almas de sua condição, mostrar-lhes a edificação do caráter que deve ser levada avante, caso haja de erguer-se uma bela estrutura para o Senhor. Mentes que são despertadas precisam ser pacientemente instruídas caso compreendam corretamente e apreciem devidamente as verdades da Palavra. 
Deus chama Seu povo a andar com sobriedade e santa coerência. Eles devem ser muito cuidadosos de não representar mal e nem desonrar as santas doutrinas da verdade mediante estranhas exibições, por confusão e tumulto. […] 
As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo. […] 
E melhor nunca ter o culto do Senhor misturado com música do que usar instrumentos músicos para fazer a obra que, foi-me apresentado em janeiro último, seria introduzida em nossas reuniões campais. A verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de converter almas. Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção. As forças das instrumentalidades satânicas misturam-se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado de operação do Espírito Santo. (p. 35-36, grifos supridos)

Quem tiver entendimento, pesquise e se prepare. O tempo é chegado – restam dúvidas? 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O HIV é inofensivo!

Desde a eclosão da Aids, em 1981, a expressão “HIV-positivo” se transformou quase que em uma sentença de morte. A presença do HIV em um organismo significava que, mais cedo ou mais tarde, ele adoeceria de Aids. Mas... e se o vírus for inocente? E se ninguém precisasse temer o contágio e nem, por causa disso, tivesse que usar camisinha como uma obrigação, nem tomar drogas pesadas como o AZT, disparadas contra o vírus como a única alternativa de salvação? Essa tese polêmica – ou simplesmente insana na opinião de muitos especialistas – é defendida pelo cientista que mais entende hoje dos vírus da categoria do HIV, chamados de retrovírus. Trata-se do bioquímico alemão, naturalizado americano, Peter Duesberg, da Universidade da Califórnia, em Berkeley. “Peter é extraordinário e brilhante”, diz a seu respeito o seu maior oponente, o virologista americano Robert Gallo, do Instituto Nacional do Câncer (INC). (Gallo descobriu o HIV e é o autor da tese de que é o vírus que causa a Aids.) Duesberg concordou em dar esta entrevista à Super depois que o presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, em abril, anunciou que poderia suspender, em seu país, o tratamento da Aids por meio de drogas anti-HIV, não só por seus efeitos colaterais deletérios, como por haver dúvidas sobre sua eficiência no combate à doença. O anúncio teve o efeito de um terremoto. Pela primeira vez se deu atenção a Duesberg e a mais uma centena de pesquisadores que inocentam o vírus, entre os quais o bioquímico americano Kary Mullis, da Universidade da Califórnia, Prêmio Nobel de Química de 1993. A seguir, entenda por que eles não acreditam que o HIV seja o vilão da história.

Super – Por que você não aceita a teoria de que a Aids é causada por um vírus, o HIV? 
A Aids não é compatível com os critérios usados para definir uma doença como infecciosa – isto é, causada por microorganismos. Para começar, todas as infecções levam ao contágio e são comumente transmitidas para quem trata os pacientes. Não se conhece um único médico ou enfermeira que tenha contraído Aids dessa maneira. No total, desde que a Aids foi diagnosticada há 20 anos, mais de 750 000 casos já foram registrados nos Estados Unidos. O fato de não ter havido a contaminação de um médico ou uma enfermeira sequer demonstra que a Aids não é contagiosa.

Mas a Aids não está se espalhando pela população por contágio? 
Não. As doenças infecciosas se alastram mais ou menos por igual por toda a população. É o que se vê, por exemplo, na poliomielite, na varíola, na hepatite etc. Em vez disso, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, a Aids é uma enfermidade predominantemente masculina: até 85% dos pacientes são homens. Como explicar a baixa incidência no sexo feminino? E não é só isso: quase 70% dos pacientes masculinos são homossexuais usuários de drogas, o que torna a distribuição da doença ainda mais desigual, mais restrita a um segmento específico da sociedade.

Então, qual seria o papel do vírus? 
O HIV não se encaixa nos critérios estabelecidos. Nenhum outro vírus tem o comportamento que se atribui a ele. Enquanto todos os vírus conhecidos causam doença em alguns dias ou semanas após a infecção, o HIV demoraria até dez anos para provocar efeito. É um paradoxo sem explicação. Na verdade, essa demora no aparecimento do mal é característica das doenças associadas às drogas. O câncer de pulmão surge de dez a 20 anos depois que se começa a fumar, e a cirrose, 20 anos depois de começar a beber.

Até que ponto essa analogia é importante para entender a causa da Aids? 
Ela mostra o quanto é duvidoso que o HIV seja a causa da Aids. Se ela fosse de origem viral, deveria ter seguido um de dois caminhos possíveis: ou teria sido controlada assim que os pacientes desenvolvessem imunidade a ela, ou teria explodido, como previram erroneamente os cientistas americanos. Mas o que aconteceu foi algo completamente diferente: ela está associada a um estilo de vida, da mesma forma que o câncer de pulmão predomina entre os fumantes e, como ele, continua confinada a uma pequena parcela da população.

Então, a causa da doença seria um comportamento... 
A hipótese que nós defendemos é que a Aids é uma epidemia química, não contagiosa, provocada pelo uso persistente de drogas nos Estados Unidos e na Europa, e pela má nutrição (a falta de nutrientes causa problemas químicos, tanto quanto as drogas), na África.

Como se explicam as fotos ou filmes que mostram o HIV infectando as células? 
O fato de um vírus estar presente em um paciente não é suficiente para provar que ele seja a causa da doença. Especialmente se a doença não é contagiosa. Na verdade, em sua grande maioria os vírus são “passageiros” inofensivos do organismo humano e nunca causam doenças.

A hipótese da causa química tem sido estudada de uma forma adequada, na sua opinião? 
Claramente não. Ao contrário, ela tem sido censurada, suprimida e privada de verbas públicas. Os seus proponentes são intimidados e marginalizados.

Você alega que os tratamentos disponíveis para a Aids não ajudaram ninguém até hoje. O que o faz pensar assim? 
Primeiro, as terapias são direcionadas contra o vírus e ele não causa a Aids. Segundo, como as drogas utilizadas prejudicam o sistema de defesa do organismo (como se diz que o HIV faz) elas são Aids por prescrição médica. Receitar AZT, por exemplo, é como receitar a doença.

Como se explica que o jogador de basquete americano Magic Johnson esteja em tão boa forma, embora tenha tido Aids e tomado o AZT? 
Você está enganado: Johnson tomou AZT por alguns meses apenas, dez anos atrás. Depois disso nunca mais. E é por isso que tem boa saúde agora. O HIV é inofensivo, mas as drogas anti-HIV são mortais: Johnson é a prova viva disso.

Você acredita que uma pessoa saudável poderia injetar o vírus em si mesma sem risco de ter Aids? 
Sim. Isso já acontece. De acordo com a Organização Mundial de Saúde 33 milhões de pessoas, atualmente, são HIV-positivas, mas menos de dois milhões desenvolveram a doença desde que ela é conhecida. Portanto, há 31 milhões de pessoas infectadas e completamente saudáveis no mundo – entre as quais Magic Johnson.

Você faria essa experiência? 
Eu já me dispus a isso, desde que o objetivo seja fazer pesquisa – uma investigação financiada por dotações adequadas e com liberdade para publicar os resultados em revistas especializadas. Eu sou um cientista, não um apostador.

Você acredita que o grupo dos chamados “rebeldes da Aids”, do qual você faz parte, pode passar a ser ouvido daqui para a frente? 
Penso que o nosso maior aliado é o fracasso da hipótese de que o HIV cause Aids. As pesquisas nessa linha não conduzem à cura, não previnem e nem explicam a doença, a despeito de todos os esforços já feitos em termos de capital e de recursos humanos por mais de 16 anos. A incapacidade de produzir resultados é a marca registrada do fracasso. Isso, mais a simples lógica dos nossos argumentos, refutarão a hipótese corrente mais cedo ou mais tarde. Da mesma forma que Galileu, mesmo que depois de 400 anos, acabou convencendo até o papa de que a Terra gira em torno do Sol. (Só em 1983 a Igreja admitiu que errou ao condenar Galileu.)

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Biografias - Uma Orgulhosa Polemica

Mediante a "grande" polemica quanto às biografia autorizadas ou não, o que dizer dos aspectos literários e biográficos dos quatro evangelhos?

Dos quatros evangelho e seus respectivos autores, Marcos e Lucas não pertenciam aos doze discípulos, então eles escreveram sobre Cristo baseados num processo de investigação de pessoas que conviveram com Jesus, o que poderíamos aplicar como sendo uma “biografia não autorizada”, embora as biografias de Cristo não são biografias no sentido clássico, como as que conhecemos hoje, os evangelhos retratam a sua história, portanto podemos sim, dizer que eles representam as suas biografias.

Como qualquer bom pesquisador, seria interessante investigar a construção dos pensamentos descritos nas quatro biografias, observando a sua lógica, limites e alcances de sua inteligência literária, e para analisar esses textos é necessário imergir no próprio texto e interpretá-lo multifocalmente e isento, tanto quanto possível, de paixões e tendências. Isso seria uma verdadeira e sincera busca literária para as compreensões dos fatos ali descritos.

No momento em que estamos, diante dos debates polêmicos, há inúmeras situações em que os artistas envolvidos, se declaram (ainda que nas entrelinhas) temerosos quanto a que tipo de informações será ou é descrita em tais biografias não autorizadas. Esse medo de fato é aceitável, uma vez que compreendemos por exemplo, que todo ser humano não tem naturalmente interesse algum que seus atos falhos sejam expostos de maneira publica, visto que uma biografia em geral sempre será analisada com uma profunda imersão que muita das vezes não estará isenta de paixões e tendências pela maioria dos leitores.

Agora repare, Mônica Bergamo (colunista do Folha) fez a seguinte declaração no TV Folha: “Um artista, um político, até um jornalista, ele faz a sua vida em uma relação com o publico, então o publico tem o direito de saber coisas sobre ele, agora, é tudo? Não! Por exemplo, o psicólogo do Chico Buarque não pode dar uma entrevista falando sobre o que o Chico Buarque fala, porque isso é intimo dele.”, e o cantor Roberto Carlos em entrevisto ao Fantástico afirmando ser a favor das biografias não autorizadas afirmou: “Sem autorização, porém, com certos ajustes, certas coisas que tem que acontecer... Isso tem que se discutir, são muitas coisas... Tem que haver um equilíbrio e alguns ajustes para que essa lei não venha prejudicar nem um lado nem o outro. Nem o lado do biografado nem o do biógrafo e que não fira a liberdade de expressão e o direito à privacidade.”. Em ambas as citações é tacitamente notável que há um interesse supremo de preservar o “vexame” por atos, fatos e atitudes tomadas em um passado que até o momento da possível publicação, estava “morto”.

Em contra partida, veja que paradoxo. Muitos afirmam que as biografias de Cristo são frutos da imaginação dos seus autores e que os relatos ali contidos não são verídicos, porém se os evangelhos fossem realmente fruto da imaginação literária, os autores não falariam mal de si mesmos, não comentariam a atitude frágil e vexatória que tiveram ao se dispersarem quando Cristo foi preso, demonstrando sua fragilidade e confusão.

Não relatariam que Pedro negou a Cristo e não somente uma vez, mas três vezes, mesmo tendo sido relatado anteriormente o juramento do mesmo de nunca negar o Mestre, e o mais intrigante de se pensar é: quem contou aos autores dos quatro evangelhos que Pedro negou a Cristo? Pedro estava só quando cometeu o ato e só Jesus, conforme descrito no evangelho de Lucas, teve a percepção e olhou para Pedro. Só nos resta uma escolha, ele mesmo! O discípulo teve a coragem de contar. Que autor falaria mal de si mesmo? Pedro não apenas contou os fatos, mas expôs os detalhes da sua negação.

Um dos artigos questionados pela ANEL (Associação Nacional dos Editores de Livros) previsto na Lei Nº 10.406, De 10 de Janeiro de 2002, determina que é preciso autorização para a publicação ou uso da imagem de uma pessoa. E que a divulgação de escritos, a transmissão, publicação ou exposição poderão ser proibidas se atingirem a honra, a boa fama, a respeitabilidade ou se tiverem fins comerciais.

E se essa lei tivesse vigor diante dos acontecimentos da era cristã, em que as biografias da vida de Cristo (que por conseqüência abarcam também aspectos da vida de Seus discípulos) estavam sendo escritas e publicadas, teríamos tamanho impacto pela sinceridade e coragem de afirmar suas próprias falhas? Creio que talvez fossem até mais impactantes, contudo resta-nos pensar até que ponto a lei e as intenções dos artistas atuais, afetam o relato literário, porque pela ótica dos evangelhos, o ato de revelar a falha tornou-se algo sublime e evidencia de modo bastante convincente a veracidade das histórias ali contidas.

Roberto Carlos, ainda em entrevista ao Fantástico declarou estar escrevendo sua autobiografia e quanto a isto afirmou: “Eu estou escrevendo a minha história e informando muito mais a essas pessoas sobre a minha vida, sobre as minhas coisas, muito mais que qualquer outra fonte... Eu vou contar tudo o que eu acho que realmente tem sentido de eu contar com relação aquilo que eu senti e que vivi.”, repare que anteriormente ele declarou concordar com uma biografia não autorizada sob as condições de ajustes e agora ele afirma que vai contar tudo o que ele mesmo acha ser conveniente de se relatar.

Se aplicarmos esta situação aos evangelhos notaremos algo extremamente intrigante, primeiramente porque todos eles são em teoria biografias não autorizadas, depois, que são quatro biografias relatando aparentemente a mesma história, contudo escritas por pessoas completamente diferentes umas das outras, com suas personalidades, profissões e históricos de vida distintos, o que consecutivamente influência drasticamente na sua visão de mundo. Diante disto, onde está o Biografado reclamando seus direito autorais? Onde está o Biografado, Cristo, acordando com os biógrafos quais fatos deveriam e quais não deveriam ser expostos? Em momento algum vemos essa interferência da parte de Jesus, até porque elas são escritas após a Sua morte, ressurreição e ascensão aos céus.

Se Roberto Carlos estiver certo quando afirmou isto, também ao Fantástico: “O biografo, ele pesquisa uma história que está feita pelo biografado, então na verdade, ela não cria uma história, ele faz um trabalho e narra aquela história, que não é dele, que é do biografado e a partir do que ele escreve, ele passa a ser dono dessa história, isso não é certo.”, podemos presumir que grande risco e paradoxalmente que grade amor Deus teve ao permitir que Seus escritores expressassem com suas próprias palavras os relatos de Sua vida.

É possível enxergar o quanto Cristo foi bem resolvido consigo mesmo quando esteve na terra, sua segurança era tão certeira que ao ter início os relatos biográficos, Cristo sabia que por Suas atitudes passadas, a vida de tais escritores seria tão profundamente impactada, que não sentiriam necessidade de esconder, manipular, mentir ou omitir fatos que envolviam não só a vida de Cristo, mas a de seus contemporâneos bem como a deles mesmo.

Mário Magalhães em entrevista ao TV Folha firmou que “não dá para o Brasil continuar tendo uma lei que impede que se conte a história de personagens que se tornaram, quase todos eles, figuras publicas por decisão própria.”, e que “a censura prévia é ante-democrática, ela fere os direitos gerais de liberdade de expressão e de informação estabelecidos na Constituição de 1988.”, pois bem, é perfeitamente compreensível e até aceitável tais afirmações, são escolhas de cunho próprio que colocam o artista ou personagem em evidência publica, e sim, todos tem o direito de expressão bem como de informação. Neste contexto, interessantemente Deus cumpri perfeitamente tais direitos, pois permitiu que quatro escritores relatassem por livre expressão linguísticas e cultural os fatos da vida de Cristo bem como respeitou a tal ponto o direito de informação de todo ser vivente, que fatos vergonhosos foram mantidos para a além de “à nível de informação”. O que na realidade, faz de Deus um artista destituído de vergonha ou orgulho, mas profundamente emergido em sabedoria ao preservar as falhas de Seus seguidores para o sublime cunho educativo bem como transformador da alma humana.

Jean R. Habkost
São Paulo, 11 de Novembro de 2013

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Falsidade Científica é Aceita por 157 Revista Científicas!

Imagine só o seguinte experimento: você escreve um trabalho científico falso, baseado em dados falsos, obtidos de experimentos sem validade científica, assinado com nomes falsos de pesquisadores que não existem, associados a universidades que também não existem, e envia esse trabalho para centenas de revistas científicas do tipo open access (que disponibilizam seu conteúdo gratuitamente na internet) para publicação. O que você acha que aconteceria? Pois bem, um biólogo-jornalista norte-americano chamado John Bohannon fez exatamente isso e os resultados, publicados pela revista Science, são aterradores (para aqueles que se preocupam com a credibilidade da ciência): ele escreveu um trabalho falso sobre as propriedades supostamente anticancerígenas de uma molécula supostamente extraída de um líquen e enviou esse trabalho para 304 revistas científicas de acesso aberto ao redor do mundo. Não só o trabalho era totalmente fabricado e obviamente incorreto (com falhas metodológicas e experimentais que, segundo Bohannon, deveriam ser óbvias para “qualquer revisor com formação escolar em química e capacidade de entender uma planilha básica de dados”), mas o nome dos autores e das instituições que o assinavam eram todos fictícios. Apesar disso (pasmem!), mais da metade das revistas procuradas (157) aceitou o trabalho para publicação. Um escândalo.

O que isso quer dizer? Quer dizer que tem muita revista “científica” por aí que não é “científica” coisíssima nenhuma. E que o fato de um estudo ter sido publicado não significa que ele esteja correto (pior, não significa nem mesmo que ele seja verdadeiro para começo de conversa). A ciência, assim como qualquer outra atividade humana, infelizmente não está isenta de falcatruas.

E o que isso não quer dizer? Não quer dizer que o sistema de open access seja intrinsecamente falho ou inválido. Certamente há revistas de acesso livre de ótima qualidade, como as do grupo PLoS, assim como há revistas pagas de baixa qualidade que publicam qualquer porcaria. Nenhum sistema é perfeito. Até mesmo a Science publica umas lorotas de vez em quando, assim como a Nature e outras revistas de alto impacto, que empregam os critérios mais rígidos de seleção e revisão. Além disso, o fato de uma revista ser gratuita não significa que ela não tenha revisão por pares (peer review) e outros filtros de qualidade. Assim, o que deve ser questionado não é a forma de disponibilizar a informação, mas a forma como ela é selecionada e apurada – em outras palavras, a qualidade e a confiabilidade da informação, não o seu preço.

O relato de Bohannon acaba de ser publicado no site da Science, dentro de um pacote de artigos intitulado Comunicação na Ciência: Pressões e Predadores. Nessa mesma temática, a revista Nature publicou recentemente também uma reportagem sobre o escândalo envolvendo quatro revistas científicas brasileiras que foram acusadas de praticar citações cruzadas – ou “empilhamento de citações”, em inglês –, esquema pelo qual uma revista cita a outra propositadamente diversas vezes, como forma de aumentar seu fator de impacto (e, consequentemente, o prestígio dos pesquisadores que nelas publicam). As revistas são Clinics, Revista da Associação Médica Brasileira, Jornal Brasileiro de Pneumologia e Acta Ortopédica Brasileira.

O suposto esquema foi descoberto pela empresa Thomson Reuters, maior referência internacional na produção de estatísticas de publicação e citações científicas. Como punição, as quatro revistas tiveram seu fator de impacto suspenso por um ano. A reportagem pode ser lida neste link. O texto inclui explicações de alguns dos atores envolvidos e aborda as críticas aos padrões de avaliação da CAPES, bastante frequentes na comunidade científica brasileira, por enfatizar de maneira supostamente exagerada o fator de impacto das revistas.

(Erton Escobar, Estadão)

Nota: Situação semelhante ocorreu com o físico Alan Sokal, que depois publicou o vexame no livro Imposturas Intelectuais (confira aqui - informação na nota do texto). Fico me perguntando: Se revistas científicas podem cometer erros quando o assunto é verificável, como as “propriedades supostamente anticancerígenas de uma molécula supostamente extraída de um líquen”, o que dizer quando se trata de temas não verificáveis como a origem da vida e a suposta ancestralidade comum de seres vivos? Esses têm mais que ver com a ciência histórica e são menos verificáveis do que aquele. Duro é quando esfregam em nossa cara esses artigos como se fossem provas da evolução numa corte de apelação final. [MB]

domingo, 29 de setembro de 2013

Ben Carson e a Democracia Americana (de Obama)


Obs.: É necessário ativar a legenda no player do vídeo, caso não haja compreensão do inglês.

Premiado com a Medalha Presidencial da Liberdade e dono de 27 títulos honorários de doutorado, considerado por muitos o maior neurocirurgião do mundo, o famoso médico norte-americano Dr. Benjamin Carson deixou o presidente Barack Hussein Obama visivelmente desconfortável durante discurso proferido recentemente no tradicional National Prayer Breakfast.

O National Prayer Breakfast é realizado em Washington, DC, na primeira quinta-feira de fevereiro de cada ano. O evento é organizado pela entidade cristã chamada The Fellowship Foundation e os anfitriões são os congressistas norte-americanos. Na edição de 2013, ‘Ben’ Carson, como é conhecido nos EUA, foi o convidado.

Carson falou por mais de 25 minutos e abordou temas tão variados quanto educação, responsabilidade individual e o pensamento politicamente-correto. Além disso, o renomado cientista, que é conservador, obrigou Obama a engolir em seco diante de suas pesadas críticas às políticas públicas da gestão atual. Ele falou ainda sobre sua infância pobre e acerca de sua fé em Jesus.

No hospital Johns Hopkins em Baltimore, Maryland, ele também é professor de neurocirurgia, cirurgia plástica, oncologia e pediatria e autor de mais de 90 publicações sobre neurocirurgia. Em 2009 teve sua história de vida contada no filme ‘Gifted Hands’ [Mãos Talentosas], no qual foi interpretado por Cuba Gooding Jr.

São vídeos como esse que evidenciam as profundas diferenças entre a democracia brasileira e a norte-americana. Além de figurar discretamente na ‘mesa-diretora’ do evento e se limitar a ouvir calada e respeitosamente as provocações que Benjamin Carson fazia da tribuna, Barack Obama não recebeu nenhum tratamento distinto da parte do palestrante, sequer um aperto de mão. Lá, no debate de idéias, presidentes são tratados como pessoas comuns. E eles mesmos, no fundo, sabem que são.

Vale ressaltar as devidas publicações em português do Dr. Carson com suas devidas sinopses:

Ben Carson - Autobiografia

Ben Carson era um menino pobre de Detroit, desmotivado, que tirava más notas na escola. Entretanto, aos 33 anos, ele se tornou o diretor do Centro de Neurologia Pediátrica do Hospital Universitário Johns Hopkins, em Baltimore, Estados Unidos. Em 1987, o Dr. Carson alcançou renome mundial por seu desempenho na bem-sucedida separação de dois gêmeos siameses unidos pela parte posterior da cabeça – uma operação complexa e delicada que exigiu cinco meses de preparativos e 22 horas de cirurgia. Sua história, profundamente humana, descreve o papel vital que a mãe, uma senhora de pouca cultura, mas muito inteligente, desempenhou na metamorfose do filho, ajudando a transformar um menino sem perspectivas em um dos mais respeitados neurocirurgiões do mundo.

Risco Calculado

Em nossa cultura que tenta evitar o risco a todo custo, estimamos muito o valor da segurança. Mas, ao nos protegermos dos riscos, perdemos a grande aventura de viver a vida em todo seu potencial. Com exemplos pessoais, o Dr. Carson nos convida a enfrentar os riscos presentes em nossa própria vida. Você encontrará informações que o ajudarão a se livrar do medo de se arriscar para que seja capaz de sonhar alto, agir com confiança e colher recompensas que jamais imaginou.






Sonhe Alto

Sonhe alto é uma ampliação do último capítulo da autobiografia intitulada Ben Carson, que conta a história do menino pobre que se tornou neurocirurgião de fama mundial.




sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Ciência confirma: ateísmo é antinatural

O Dr. Justin Barrett, um pesquisador sênior do Centre for Anthropology and Mind, da Universidade de Oxford, alega que os jovens possuem uma predisposição para acreditar num Ser Supremo porque assumem que tudo o que existe no mundo foi criado com um propósito. Ele afirma que as crianças têm fé mesmo quando não foram ensinadas pelas escolas ou pela família; ele alega também que, se as crianças fossem criadas sozinhas numa ilha deserta, acabariam por acreditar em Deus. Falando para a BBC Radio 4, Barrett afirmou: “A preponderância de evidências científicas recolhidas durante os últimos dez anos mostrou que há muito mais coisas embutidas no desenvolvimento natural das mentes infantis do que pensávamos – incluindo uma predisposição para ver o mundo natural como algo criado e com um propósito, e para ver algum tipo de Inteligência por trás desse propósito. Se colocássemos um grupo de crianças numa ilha e elas crescessem isoladas do resto do mundo, e sozinhas, acho que elas acabariam por acreditar em Deus.”

Numa palestra a ser dada no Instituto Faraday da Universidade de Cambridge, [...] o Dr Barrett citará experiências psicológicas levadas a cabo com crianças que ele afirma demonstrarem que elas instintivamente acreditam que quase tudo foi criado com um propósito. Num dos estudos, foi perguntado a crianças com seis e sete anos o porquê da existência do primeiro pássaro, ao que elas responderam: “Para fazer música bonita”, e “Porque serve para tornar o mundo mais agradável”.

Outra experiência levada a cabo com bebês de 12 meses sugeriu que eles ficaram surpreendidos por ver um filme em que uma bola rolante aparentemente criou uma pilha de blocos organizada a partir de uma pilha de blocos desorganizada.

O Dr. Barrett afirmou que existem evidências de que aos quatro anos as crianças entendem que, embora alguns objetos possam ser feitos pelos seres humanos, o mundo natural é diferente. Ele acrescentou que isso significa que as crianças são mais suscetíveis de acreditar no criacionismo do que na teoria da evolução, apesar do que lhes possa ser dito pelos pais ou professores.

O Dr. Barrett disse ainda que alguns antropólogos apuraram que em algumas culturas as crianças acreditam em Deus mesmo quando o ensino religioso lhes foi barrado.

O desenvolvimento normal e natural das mentes infantis faz com que elas sejam mais suscetíveis à criação divina e ao design inteligente. Em contraste, a teoria da evolução é antinatural e relativamente difícil de acreditar.


Nota do blog Darwinismo: "Aparentemente, o cérebro humano está construído para ver propósito e ordem no mundo natural – algo que rapidamente nos leva para outra dimensão de existência, uma vez que essa ordem e esse propósito nunca poderiam ser autoimpostos. Portanto, sempre que um militante ateu alega que ‘todos nós nascemos ateus’, ele está a fazer uma declaração que contradiz as evidências. Obviamente que se pode dizer que essas experiências foram feitas com crianças com seis ou sete anos, ou com as de 12 meses (e não com recém-nascidos), mas é difícil aceitar que essa inclinação natural do cérebro humano seja algo ensinado ou instalado pela sociedade. Aliás, o próprio Dr. Barrett sugere que isso é algo inato e imutável. O que o ateísmo e a teoria da evolução fazem no cérebro humano é rejeitar a natural tendência humana de ver um propósito e uma causa nos efeitos naturais, e acreditar que o Universo em si é um efeito sem causa – um sistema sem um Engenheiro –, algo que é, usando a palavra do texto acima, antinatural. Convém ressalvar que só porque uma coisa é ‘difícil de acreditar’ isso não a torna falsa. O que o texto acima mostra é que o argumento ‘todos nascemos ateus’ é cientificamente falso."

domingo, 8 de setembro de 2013

O Colapso Global

"… A crise financeira não é um evento que ocorre em uma situação de calma ou vazio político. Os Bancos Centrais e os organismos financeiros internacionais que provocaram nosso colapso atual, que segue evoluindo, não permitirão que a destruição da economia dos EUA, ou do dólar, ou dos mercados mundiais, não seja encoberta por um acontecimento que oculte sua culpabilidade".

"Necessitam de algo grande. Algo tão grande que os cidadãos comuns fiquem esmagados pelo medo e pela confusão".

"As elites necessitam de um apocalipse fabricado".

"Aí entra a Síria..."

"O pacto de defesa mútua entre a Síria e o Irã, seus fortes vínculos com a Rússia, a base naval russa em suas costas, o avançado armamento russo em seu arsenal, sua proximidade a rotas marítimas de petróleo vulneráveis, fazem desta nação um catalizador perfeito para uma catástrofe global. A guerra civil na Síria já está se estendendo aos países vizinhos como Iraque, Jordânia e o Líbano, e ao examinar os fatos de maneira objetiva, toda a guerra é produto da ação encoberta por parte dos EUA e seus aliados".

"Mas qual é o objetivo neste caso? Creio que o objetivo é transformar os sistemas políticos, econômicos e sociais do mundo. o objetivo é infundir medo, o medo que se pode utilizar como capital para comprar, o que os globalistas chamam de 'Nova Ordem Mundial'. A Síria é a primeira peça do dominó de uma grande cadeia de calamidades..."


"O mundo está agitado pelo espírito de guerra. A profecia do capítulo onze de Daniel atingiu quase o seu cumprimento completo. Logo se darão as cenas de perturbação das quais falam as profecias". Testemunhos para a Igreja, v. 9, pág. 14

sábado, 7 de setembro de 2013

Cidade dos Anjos? Quais Anjos?

Bom, a começar pelo titulo, somos levados a um cenário angelical e a uma suposta cidade de anjos, logo, com tranquilidade podemos ser remetidos a termos bíblicos, a um contexto religioso. Perguntamos então: qual é e onde é a cidade dos anjos? Neste contexto somos levados ao céu obviamente, o lugar e a cidade descrita pelos textos bíblicos é a Jerusalém celestial.

Pois bem, dentre os anjos e a sua cidade, qual, onde e quando um anjo foi precipitado la do “alto”? Qual anjo é o anjo que caiu? No livro de Isaías encontramos uma descrição da queda de um anjo, segue o texto:

Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! 13 E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. 14 Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. 15 E contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo.” – Isaías 14:12-15

No livro Apocalipse de João a uma outra descrição sobre a queda deste anjo e com um contexto mais amplo da situação, segue o texto:

E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos; 8 Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. 9 E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.” – Apocalipse 12:7-9

Em Ezequiel capítulo 28, a uma outra descrição deste mesmo anjo, antes e depois de sua queda, com o seu resplendor e passando a ser decaído, corrompendo o seu coração:

Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônia,topázio, diamante, turquesa, ónix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados. 14 Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. 15 Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti. 16 Na multiplicação do teu comércio encheram o teu interior de violência, e pecaste; por isso te lancei, profanado, do monte de Deus, e te fiz perecer, ó querubim cobridor, do meio das pedras afogueadas. 17 Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti.” – Ezequiel 28:16-17

Pelo contexto bíblico, o único anjo que sofre uma queda é justamente Lúcifer, tornando assim Satanás, o enganador e acusador da humanidade. Aplicando ao filme, neste momento nos deparamos com um paralelo a queda de Lúcifer, um anjo que decide abandonar o mundo celestial e habitar entre a humanidade por culpa da sua expulsão da Cidade dos Anjos, a Jerusalém celestial.

Se continuarmos na história do filme, e reparamos em alguns detalhes com um olhar questionador, vamos encontrar algumas coisas mais profundas e claras quanto ao verdadeiro enredo.

Repare, todos os anjos sempre estão vestidos de preto, em momento algum há alguma manifestação gloriosa que possa conotar algo claro, puro ou santo conforme o contexto angelical descrito nos texto bíblicos. No relato da ressurreição de Cristo por exemplo, há uma descrição do anjo que é responsável por remover a pedra do sepulcro, note que ele é descrito no texto com aspectos claros, tanto em sua aparência quanto em seu vestir:

E eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra da porta, e sentou-se sobre ela. 3 E o seu aspecto era como um relâmpago, e as suas vestes brancas como neve.” – Mateus 28:2-3

Um outro detalhe a cerca dos “anjos” é que eles sempre “veneram” o por-do-sol e há cenas que demonstram o observar deste evento diante do mar. Pois bem, vamos ao contexto bíblico/profético destes símbolos, para entendermos melhor. Há uma descrição messiânica em Malaquias, que descreve Cristo como o Sol da Justiça:

Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria.” – Malaquias 4:2

E há uma descrição em Apocalipse que releva ser as águas de um grande “mar”, um símbolo profético para grandes multidões, e o contexto, é justamente onde a grande Babilônia está assentada:

E disse-me: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações, e línguas.” – Apocalipse 17:15

Harmonizando estas citações e a situação, vemos que os anjos apresentados pelo filme, tratam-se na realidade dos demônios, anjos que não possuem a glória e a luz celestial. E como se não bastasse, a admiração pela queda do sol, não seria uma referência ao “apagar” Cristo (o Sol da Justiça) da mente e coração dos povos e multidões (mares, águas), pelas quais o evangelho deve ser pregado (Mateus 24:14)?

Um outro detalhe curioso, é que a queda do anjo é dada pelo suposto “amor” de uma mulher, que no contexto do filme já estava em um relacionamento com outro homem, mas cria laços pelo anjo/demônio. Neste momento, é claro de notarmos que, de modo sutil um “adultério” é cometido, o termino de uma relação “conjugal” que tacitamente é desonroso diante dos olhos de Deus. Mas ainda assim nos resta a questão: o que esse relacionamento representa? Há algum símbolo bíblico/profético? Sim, há!

No contexto bíblico, Cristo sempre foi descrito como o Noivo, e a igreja como a noiva de Cristo, é possível notar tais descrições em Mateus 25 na parábola das virgens, vemos em Apocalipse a grande cidade de Deus sendo descrita como “esposa ataviada”, a igreja como sendo a “esposa/noiva do Cordeiro” (Apocalipse 19:7, 21:2 e 21:9), e Paulo faz o paralelo entre a mulher/igreja e o homem/Cristo em I Coríntios 11:3 e em Efésios 5:23.

Com base nestes textos, temos a compreensão que mulher/noiva/esposa no contexto profético trata-se na realidade de um símbolo profético para igreja. Deste modo, no livro de Apocalipse há a descrição de duas mulheres, uma no capitulo 12 e outra no capitulo 17, uma como sendo a igreja de Cristo e outra a de Satanás, a cidade dos anjos não caídos e a cidade dos anjos caídos (Apocalipse 18:2)!

Não é curioso então, que a mulher (igreja) do filme seja de pele e cabelos claros, e em boa parte das cenas apareça com roupas claras (em comparação a descrição da Noiva de Cristo do capítulo 12 de Apocalipse), inclusive quando se encontra com o seu anjo/demônio/Satanás, em contraste com a sua roupa escura (trevas)?

Não seria então uma referência clara do inimigo de Deus tentando seduzir a igreja de Cristo, levando-a a abandonar o antigo relacionamento para ficar com o anjo caído? E o mais intrigante é que justamente quando a mulher/igreja faz a sua decisão de estar e ficar com o seu atual “amor” ela morre, desfalece, deixa de existir! E curiosamente a cena que demonstra este evento é justamente uma representação da mulher/igreja experimentando uma sensação de grande "amor/liberdade" em uma estrada, talvez simbolizando claramente o caminho que ela escolheu seguir. Não seria esse o grande plano do inimigo de Deus? Seduzir a Sua igreja para por fim sutilmente derrota-la? Destruí-la?

O roteiro do filme é envolvente, um bom romance com cenas sensíveis e tocantes, uma boa história de amor, drama e paixão, contudo há outra história de amor e esta verdadeira! Descrita onde? No livro de Apocalipse e narrada pelo apóstolo João. Infelizmente o inimigo de Deus a tem satirizado pelos “contos de fada” atualmente, mas o livro de Apocalipse é uma grande história de amor, uma carta que conta a história de um Príncipe em um cavalo branco (Apocalipse 6:2 e 17:11), em busca da sua noiva que é perseguida pelo grande dragão (Apocalipse 12)! Cristo sempre lutará (e vencerá!) pelo amor de Seu povo, de sua igreja. Um amor que dará a verdadeira liberdade e a verdadeira sensibilidade do amar, um amor que será verdadeiramente eterno e que jamais levará Sua “amada” para a morte e destruição, mas sim para a eternidade.

J. R. Habkost

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Termogênicos e o coração

A fórmula para eliminar o excesso de peso é simples e bastante conhecida: ingerir calorias em menor quantidade e elevar o gasto calórico por meio da prática de exercícios físicos.

Porém, algumas pessoas acreditam que apenas o método tradicional é demorado, e optam pela busca de suplementos alimentares termogênicos, que prometem queima de gordura e disposição para a prática de exercícios. Vale ressaltar que os efeitos colaterais dos termogênicos podem ser maléficos ao coração.

A principal característica dos termogênicos é provocar o aumento da temperatura corporal, acelerando o metabolismo. O organismo, ao tentar diminuir o calor, gasta mais energia. Como consequência, pode haver aceleração dos batimentos cardíacos, pressão alta, insônia, perda total de apetite, irritação e tremor. A solução saudável é intensificar a frequência dos exercícios físicos, contando sempre com orientação profissional, e até mesmo, apostar em alguns termogênicos naturais como gengibre, chá verde e canela, onde os efeitos colaterais são menos visíveis O mais importante é que o atleta não aposte no produto sem a orientação de um nutricionista, já que a perda de sódio e potássio, por exemplo, comum em pessoas que fazem uso de diuréticos, se torna perigosa durante a atividade física intensa, e logo, pode causar arritmias cardíacas perigosas. É preciso muita atenção!

EF

domingo, 18 de agosto de 2013

O "Negócio" da Revolução

O objetivo por trás de todas as recentes manifestações populares ao redor do mundo é a mudança de governos que oferecem resistência à agenda da globalização (leia-se Nova Ordem Mundial) ou de governos que sejam ineficientes em alcançar esse propósito. E nunca é demais lembrar que Nova Ordem Mundial, nada mais é do que a Babilônia descrita no livro Apocalipse (Revelation) de João - uma plutocracia liderada pelo Vaticano cujo objetivo final é implantar um governo único ECOmenico e ECUmenico. Sendo que as diversas crises atuais constituem parte da estratégia para alcançar tal finalidade.

 

O Sábado e o Catolicismo



O programa foi transmitido pela televisão adventista americana Three Angels Broadcasting Network e chama "The Carter Report", cujo apresentador, o pastor John Carter, tem um ministério de evangelismo.

Por volta dos minutos 46 o pastor Carter menciona o nome do ator e o que ele vai ler (declarações de papas e outros lideres católicos). Durante a participação do "cardeal" aparece o nome do ator, esclarecendo o que realmente a pessoa está assistindo. São quase 6 minutos desta atuação.

O que ele lê são diversas declarações (verdadeiras) de papas e líderes católicos, que inclusive constam em algumas edições do catecismo, sobre a autenticidade do sábado como dia de guarda. Outro trecho desta leitura foi tirada do artigo "The Christian Sabbath" no jornal The Catholic Mirror de 1893.

Não é novidade que autoridades católicas reconheçam a autenticidade do sábado bíblico, basta ler a encíclica papal Dies Domini do Papa João Paulo II onde o sábado bíblico é explicado de forma excelente. Infelizmente, após defender o sábado bíblico, a Igreja se vale de sua "autoridade divina" para estabelecer um novo dia de guarda.

A Base Histórica do Estilo de Vida Adventista

Em nossos dias, muito se fala sobre estilo de vida. E muita coisa do que é dita sobre o assunto, inclusive, em meio de muito achismo. Com o intuito de esclarecer, educar e expandir o conhecimento sobre esse mérito postamos abaixo uma matéria publicada na Review And Herald (Revista Adventista nos EUA) em Outubro de 1989 com um estudo sobre as bases históricas dos padrões de vida Adventista.

Durante a temporada de férias no leste da Pensilvânia (EUA), encontramos as estradas entupidas de ônibus de turismo e carros de outros estados. Pessoas de todas as partes dos Estados Unidos vão lá para ver as colônias dos agricultores amish.


Para quem observa de fora, todos os amish, com suas roupas fora de moda e carroças puxadas por cavalos, parecem iguais. Mas o observador mais atento logo descobre que a comunidade amish tem muitos subgrupos, diferenciados por características como estilo de roupa, design e cor da carroça. Várias facções discordam em questões como a largura da borda do chapéu de um homem e se ele deve usar um ou dois suspensórios.

Essas discussões parecem triviais e sem sentido para quem não é amish. Mas são importantes para eles, porque esses assuntos definem a natureza e os limites de sua comunidade de fé. Definem quem é um companheiro crente e quem não é. Para que um grupo exista, é necessário ter uma identidade consciente, uma autoconsciência de quem ele afirma ser. Essa identidade é definida não só pelo que a pessoa acredita e faz, mas também pelo que rejeita.

A maioria dos observadores casuais imagina que os amish pensam que a tecnologia moderna e a cultura são inerentemente más. Porém, os líderes amish mais perspicazes reconhecem e admitem que a sua rejeição da cultura contemporânea seja uma forma de se manter um grupo distinto, autoidentificável e coeso.

Os homens amish usam barba porque, quando surgiu o costume de se barbear, era considerado símbolo de uma cultura militarista. Eles usam ganchos e furos na roupa porque querem ser distinguidos dos menonitas, que utilizam botões. E recusam a tecnologia moderna porque veem uma necessidade de preservar barreiras que os impeçam de ser absorvidos pela sociedade moderna.

Alguns dos princípios que observamos entre os amish podem ajudar os adventistas em suas discussões atuais sobre estilo de vida e identidade.

Contexto histórico do estilo de vida adventista 

Ellen White e outros líderes trouxeram para dentro do movimento adventista uma abordagem ao estilo de vida baseado nos escritos de John Wesley e de outros grupos religiosos conservadores [1]. Wesley e os primeiros metodistas opuseram-se ao estilo de ostentação das classes ricas. Homens e mulheres das classes mais altas deviam se vestir de determinada maneira que se encaixasse em sua posição social.

A maioria dos metodistas vinha das classes mais baixas e via as roupas e joias caras como uma indicação de vaidade, autoindulgência e mundanismo. Wesley advertia seus seguidores a se vestirem com trajes mais simples e a não “imitarem os homens ricos”. Visto que o estilo de cabelo era parte da moda das classes mais abastadas, os homens metodistas penteavam o cabelo para baixo, sobre as suas testas, no que veio a ser conhecido como a “moda metodista”.

Simplicidade e modéstia proporcionaram aos metodistas uma identidade clara e definida, entre eles mesmos e na sociedade em geral. Além disso, o metodismo procurou encontrar apoio bíblico para a sua autoidentidade. Eles citavam passagens como 1 Pedro 3:3, 1 Timóteo 2:8-9, Tiago 4:4 e 1 João 2:15.

Os fundadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia ecoaram essa visão, reimprimindo os sermões de Wesley sobre o tema no periódico Review and Herald [2]. Os adventistas poderiam se identificar com a compreensão metodista, já que compartilhavam muitas das mesmas preocupações e também vinham em grande parte das classes socioeconômicas mais baixas.

Como os metodistas, os primeiros adventistas procuravam descobrir na Bíblia a vontade de Deus para eles e para seu estilo de vida. Mas deram seu toque pessoal para as descobertas. Eles consideravam a vida presente como uma série contínua e interminável de testes pelos quais que cada cristão deve passar. Por exemplo, eles viam a parábola das dez virgens como um exemplo de um desses testes, permitindo que as cinco virgens prudentes avançassem para o próximo teste. Era uma abordagem orientada ao indivíduo e considerava a vida como um constante processo de aperfeiçoamento. Apenas alguns poucos chegariam ao Céu.

Em 30 de abril de 1866, a igreja de Battle Creek (Michigan) adotou uma série de resoluções sobre vestuário. Poucos dias depois, a Comissão da Associação Geral expressou a opinião de que a obra de Adoniram Judson, missionário para a Birmânia, intitulado A Letter to the Women of America on Dress (Uma carta para as mulheres americanas, sobre o vestuário), era uma “admirável exposição bíblica sobre o assunto”. Essa comissão  pediu à editora adventista, a Review and Herald, “para anexar estas [da igreja de Battle Creek] resoluções ao estudo de Judson sobre vestuário” [3].

Os adventistas do século 21 podem achar difícil concluir que os textos citados por Judson e os irmãos de Battle Creek abordam vários dos itens e práticas a que os primeiros adventistas se opunham. Os leitores modernos interpretariam as passagens bíblicas de forma diferente. Todavia, para esses pioneiros, as Escrituras realmente falavam de maneira clara sobre o erro quanto a usar joias feitas de borracha e de cabelo humano, certos penteados e redes de cabelo, bem como usar bigode ou cavanhaque.

Evitando a percepção de classe

Em um livro fascinante intitulado The Light of the Home: An Intimate View of the Lives of Women in Victorian America (A luz do lar: uma visão íntima da vida das mulheres na América vitoriana), Harvey Green e E. Mary Perry comparam o comportamento e os padrões das classes mais baixas, média e alta em uma série de tendências que estavam remodelando a sociedade norte-americana do século 19. Muitas dessas tendências envolvem a urgência com que os norte-americanos queriam ser reconhecidos como parte da classe média emergente. E, nessa luta por reconhecimento, podemos ver a origem de certos padrões adventistas.

Os adventistas norte-americanos do século 19 eram tentados a adotar cada nova moda e fazer tudo o que podiam para se identificar com a classe média. Nos pontos em que Green e Perry discutem temas específicos sobre os quais Ellen White escreveu, é significativo que a atitude da Sra. White normalmente se posicionava ora na classe baixa ora na classe alta, ou quase sempre se posicionava contra a atitude de classe média. Por quê? Talvez porque ela temesse que os adventistas, por entusiasmo de subir a bordo do movimento da classe média, perdessem sua identidade e eficácia especial.

Isso explica por que Ellen White foi contra as bicicletas quando eram um símbolo caro de identificação com a classe média, mas, quando se tornou um meio de transporte pessoal, deixou de advertir contra elas. Aparentemente Ellen White estava preocupada em proteger a identidade adventista, evitando a vaidade e o desperdício de dinheiro. Mas, como o papel da bicicleta na sociedade mudou, a reação dela também mudou.

Da mesma forma, a Sra. White foi contra o espartilho por razões de saúde e porque ele era visto como símbolo de riqueza e aristocracia. Qualquer mulher, ao usar esse vestuário, limitava-se fisicamente. Além disso, tinha um marido com dinheiro suficiente para contratar funcionários para fazer o trabalho doméstico que ela não podia fazer [4].

Em determinada época, Ellen White propôs um estilo de vestuário das mulheres como mais saudável e como forma de protesto contra o poder do orgulho de classe e da vaidade pessoal. Mas sua reforma do vestuário não é relevante hoje, porque já não simboliza um protesto contra o estilo insalubre e socialmente arrogante. Posteriormente, Ellen White declarou que o vestuário não devia ser um teste de comunhão, ou seja, uma exigência para ser membro da igreja [5]. Ao tomar tal posição, ela contrariou o conceito adventista inicial de que tudo na vida era um teste.

Os adventistas, como outros grupos conservadores, se opunham a tudo o que tivesse origem pagã. Por exemplo, evitavam chamar os dias da semana pelo nome porque os nomes foram derivados de deuses pagãos. [Isso se aplica aos nomes em inglês. Por exemplo: segunda-feira é Monday, "dia da (deusa) Lua"; quinta-feira é Thurday, "dia de Thor", um  deus nórdico.] Por muitos anos o periódico oficial da igreja, Review and Her­ald, se referiu aos dias da semana como “primeiro dia”, “segundo dia” etc. Atualmente, a origem pagã dos nomes dos dias da semana é apenas uma curiosidade cultural. Poucos veriam isso como uma ameaça à identidade cristã ou adventista.

Não usar aliança de casamento também já foi um símbolo de identificação com a Igreja Adventista nos Estados Unidos. Essa era uma etapa preparatória para o batismo. No entanto, quer queiramos ou não, a revolução sexual dos anos 70 e a tolerância da sociedade à promiscuidade removeram essa proibição simbólica. Com isso, foi reafirmado o simbolismo muito mais antigo da aliança como indicação de compromisso conjugal.

O fato de que a proibição da aliança nunca foi uma norma adventista mundial também é significativo para a nossa compreensão do estilo de vida adventista. A australiana May Lacey, quando se casou com William, filho de Ellen White, usou aliança em seu casamento por causa do simbolismo que tinha em seu país. E Ellen apoiou a decisão da nora. Mas, quando foi viver nos Estados Unidos, May White parou de usar aliança, pois tinha se mudado de uma cultura que a usava como símbolo de compromisso, para outra em que muitos não a usavam e nem identificavam isso com a fé adventista [6].

Na América vitoriana, a “simples e pesada” aliança de casamento era o símbolo de reconhecimento do casamento na classe média. Os homens geralmente não usavam aliança [7]. É provável que parte do motivo para a posição de Ellen White era que os adventistas evitassem as armadilhas de status da classe média. 

Em 1905, a Sra. White posou para um retrato de família, que incluiu sua neta Ella White Robinson. Ella estava ao lado do marido e usava uma corrente de metal no pescoço, bem como uma corrente de relógio pesada no colete [8]. Oito anos mais tarde, a Sra. White novamente posou com sua neta. Desta vez, Ella estava usando várias vertentes de um colar de concha que, segundo Alta Robinson (cunhada de Ella e membro da equipe do Patrimônio Literário de Ellen G. White), a própria Ellen White tinha trazido para sua neta como presente das ilhas do Havaí. Contudo, ainda mais interessante é que, segundo uma testemunha ocular contemporânea da Sra. White, ao  falar na assembleia de 1888, em Mineápolis  ela usava “um vestido preto em linha reta, sem nada para quebrar a sobriedade, salvo um colar branco minúsculo em seu pescoço e uma pesada corrente metálica que pendia suspenso perto de sua cintura” [9]. Essa corrente sem dúvida era um acessório, um elemento puramente decorativo de seu traje. Em outras palavras, um item de adorno.

Uma análise das fotografias de Ellen White revela que ela gostava de usar pinos e broches. Veja, por exemplo, o artigo “Heirloom: Leaves From Ellen White’s Family Album” (Heirloom: páginas do álbum da família de Ellen White), na edição de primavera de 1982 da revistaAdventist Heritage. Ela usava pinos sobre seu vestido ou para fixar juntos o seu colar. Quando visitou o Havaí, uma mulher lhe deu material de seda, um lenço de seda e um pino de pedras brancas que custavam 10 dólares, um bom pagamento de uma semana na época. A primeira reação de Ellen White foi não aceitar os presentes, mas, vendo que isso iria decepcionar a mulher, ela tomou e usou depois. Repetindo a perspectiva de John Wesley, ela escreveu que era “muito simples e útil” e “nem um pouco pomposo” [10]. Para Ellen White, simplicidade e modéstia não excluía adorno, se tal adorno não apelasse para a vaidade pessoal ou percepção de classe.

Outro padrão que tem sido fortemente mantido pelos adventistas, pelo menos até recentemente, tem a ver com o teatro. Ellen White tem algumas declarações pesadas sobre teatros, e ela parece ser contrária ao drama sério. Mas é preciso considerar o contexto histórico de sua oposição. O drama sério, como nós conhecemos hoje, simplesmente não existia nos Estados Unidos do século 19. O teatro consistia de peças melodramáticas intercaladas com “um primeiro ato, precedido e seguido de partes com animações, nas quais geralmente mulheres usavam calções curtos e mostravam licenciosidade e palhaçadas”. Sempre que possível, os produtores das peças traziam muitas mulheres que vestiam calças apertadas ou outro tipo de roupa mínima. Um ator britânico disse que, no teatro norte-americano, “a modéstia não parece ser uma qualidade necessária em uma atriz”.

Teatros eram geralmente agrupados entre salões de bilhar, bares “e outros refúgios para os libertinos e desocupados”. O público muitas vezes consistia de arruaceiros de rua e prostitutas e outros clientes em potencial. Assim, o teatro tinha uma merecida reputação ruim. Não foi até o fim do século 19 que peças começaram a ser apresentadas sem as atrações musicais e outros atos [11].

Outra forma importante do teatro era o menestrel que mostrava atores brancos com rostos pintados de preto apresentando estereótipos raciais cruéis. Eles eram tão populares que um drama sério não poderia competir com eles [12].

Levando esses fatores em consideração, parece-me que seria errado descartar categoricamente a leitura ou a encenação do drama sério sem considerar o contexto histórico e entender por que os primeiros adventistas eram contra o teatro.

Como definir nosso estilo de vida 

O que vemos nesses exemplos é que a compreensão adventista inicial do certo e do errado foi fortemente condicionada pelo aspecto cultural, bem como por fatores de tempo. Devemos sempre aprender, como Ellen White o fez, como selecionar a partir da cultura o que é permanente e útil e rejeitar o efêmero e perigoso. Considere, por exemplo, o que nos referimos como as oito leis de saúde. Elas não foram criadas por Ellen White; estão presentes numa grande variedade de publicações populares daquela época. Tais artigos salientam a necessidade de ar puro, água, exercício, descanso, e assim por diante. Ellen White convocava os adventistas a adotarem essas práticas saudáveis, mas rejeitou a motivação que muitas vezes estava por trás da publicação original deles.

Durante a última parte do século 19, a população branca de classe média sentiu-se ameaçada pelo declínio na taxa de natalidade e uma crescente onda de imigração vinda do sul e leste da Europa. Eles viram o controle político sair de suas mãos. Os autores dos artigos populares sobre saúde compreendiam as oito leis de saúde como um meio de manter as mulheres brancas da classe média em boa saúde para que pudessem ter mais filhos. Eles acreditavam que o futuro da nação literalmente dependia da saúde e da fertilidade das mulheres protestantes anglo-saxãs. Os artigos eram declaradamente racistas [13]. Ellen White era capaz de aceitar a metodologia sem adotar suas pressuposições.

Ela também compartilhou muitas preocupações com o que hoje chamamos de “movimento do Evangelho Social”, como a importância de um movimento de temperança e as vantagens da vida no campo. Mas não aceitou a maioria das conclusões filosóficas desse movimento. Ela poderia responder aos aspectos positivos de sua cultura sem adotar os elementos negativos.

O fato é que o mundo mudou muito desde que nossos primeiros padrões foram estabelecidos, e inconscientemente reconhecemos esse fato pela nossa contínua mudança de várias práticas. Os adventistas, por exemplo, não mais se preocupam com o “erro” de usar bigodes e barbichas, mesmo que a Associação Geral já tenha tomado posição oficial contra eles [14].

Outro exemplo de um padrão que muitos adventistas entendem que tenha sido alterado por mudanças na sociedade envolve a preparação para o sábado. Ellen White recomendava que se tomasse banho na sexta-feira, mas, nos lugares em que isso não envolve trabalhoso aquecimento de água em fogão a lenha, os adventistas não veem erro algum em tomar banho na manhã de sábado [15]. A ordem específica já não parece ser relevante no mundo ocidental modernizado, embora o princípio absoluto da santidade do sábado e sua observância permaneçam eternos.

A Associação Geral e outras instituições adventistas agora possuem carros e motoristas para o transporte dos visitantes. Mas, em 1902, quando o administrador de um hospital adventista perguntou se a sua instituição deveria obter um automóvel para levar e trazer os pacientes da estação de trem, Ellen White escreveu: “Meu irmão, não faça tal compra”. Ela viu isso como o estabelecimento de um comportamento irresponsável. Contudo, três anos depois, ela andava de carro da estação de trem para um hospital e expressou seu prazer em viajar de automóvel. Em apenas três anos, a situação aparentemente havia mudado [16]. O que era um hábito extravagante rapidamente se tornou uma necessidade.

Todos esses são exemplos de mudanças do estilo de vida adventista que acompanham as circunstâncias. Como os amish, precisamos de um estilo de vida que nos dê uma identidade, que nos una como povo. Mas ele deve ser uma cerca que proteja o rebanho de Deus, e não uma barreira que exclui da sociedade ou nos separa em facções hostis. Nosso estilo de vida deve se basear em princípios bíblicos que atendam a todos os tempos e culturas, em vez de simplesmente se opor a certas práticas norte-americanas vitorianas do século 19. E devemos reconhecer que uma prática que é um perigo simbólico num contexto cultural pode perder importância com o tempo, à medida que o contexto cultural é transformado. Uma flor artificial que representa status de classe em um tempo e lugar pode ser nada mais que uma decoração inofensiva em outro [17].

Se não estabelecermos um conjunto apropriado de tais normais, que seja sensível às mudanças de acordo com as condições, poderemos nos tornar nada mais que uma curiosidade histórica, como os amish.

Resoluções sobre vestuário (1866) 

Em 30 de abril de 1866, a igreja de Battle Creek adotou um conjunto de resoluções sobre vestuário. Os participantes da assembleia da Associação Geral daquele ano apreciaram tanto essas resoluções que votaram adotá-las, fazendo apenas uma pequena alteração no texto do ponto 7 e adicionando um 12º ponto. O texto é o seguinte:

Tendo em vista o presente estado corrupto e corruptor do mundo, e os extremos vergonhosos ao que orgulho e moda estão levando seus adeptos, e o perigo de alguns entre nós, especialmente os jovens, de serem contaminados pela influência e pelo exemplo do mundo à sua volta, nos sentimos constrangidos como igreja a expressar nossos pontos de vista sobre o tema do vestuário nas seguintes resoluções, as quais acreditamos serem verdadeiramente bíblicas. Isso irá recomendar-se ao gosto cristão e julgamento de nossos irmãos e irmãs em qualquer lugar.

Resoluções:
  • Ponto 1. Cremos, como igreja, que é dever dos nossos membros ser extremamente simples em todas a questões relacionadas ao vestuário.
  • Ponto 2. Consideramos plumas, penas, flores e todos os enfeites supérfluos e somente uma demonstração exterior de um coração vaidoso, e, como tal, não devem ser tolerados em qualquer um de nossos membros.
  • Ponto 3. Joias. Cremos que todas as espécies de ouro, prata, coral, pérola, borracha e joias de cabelo não são apenas elementos totalmente supérfluos, mas estritamente proibidos pelos claros ensinamentos das Escrituras.
  • Ponto 4. Adornos de vestidos. Sustentamos que babados, laços e excessos de fitas, cordões, trança, bordados, botões etc., em aparamento do vestuário são vaidades condenadas pela Bíblia (Isaías 3), e, consequentemente, não devem ser tolerados por “mulheres que professam a piedade”. Por “laços”, entendemos o costume de usar vestidos longos e então ligá-los à saia em intervalos.
  • Ponto 5. Vestidos decotados. Cremos que estes são uma vergonha para a comunidade e um pecado na igreja. E todos os que as usam transgridem de forma vergonhosa o conselho do apóstolo para que “se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso” (1 Timóteo 2:9).
  • Ponto 6. Adornar o cabelo. Cremos que a limpeza e a ornamentação extravagante do cabelo, tão comum nesta época, são condenadas pelo apóstolo (1 Timóteo 2:9). E cremos que os vários frisados e lantejoulas, tal como são usados para conter as deformidades artificiais chamadas “cachoeiras”, “rodas d’água” etc., são as “testeiras” de Isaías 3:18 (margem), que Deus ameaçou tirar no dia da Sua ira.
  • Ponto 7. Defendemos que, em matéria de barbear e tingir a barba, alguns de nossos irmãos mostram uma espécie de vaidade igualmente censurável como o de algumas irmãs em adornar o cabelo. Em todos os casos, eles devem descartar todos os estilos que denotem ar de presunção. Mas, embora não tenhamos objeções ao crescimento da barba em todas as partes do rosto, como a natureza o projetou, cremos que, ao removerem parte da barba, os irmãos erram grandemente na sobriedade cristã em manter bigode ou cavanhaque.
  • Ponto 8. Cremos que não devem ser toleradas as modas exageradas dos dias de hoje, em gorros e chapéus de mulheres; mas que o objetivo principal de se prover um vestuário para a cabeça deve ser cobri-la e protegê-la.
  • Ponto 9. Argolas. Cremos que alguns tipos de “argolas são uma vergonha” (Spiritual Gifts, v. 4, p. 68). Por “argolas”, entendemos qualquer coisa do tipo, pelo qual, por causa do seu próprio tamanho ou natureza do material, a forma de se utilizar se encontra susceptível de ser exposta imodestamente (veja Êxodo 20:26).
  • Ponto 10. Roupas caras. Cremos que Paulo usa a expressão “se ataviem com modéstia” (1 Timóteo 2:9) para condenar a obtenção do material mais caro para o vestuário, seja de homens ou de mulheres, para embora esse vestuário possa ser irrepreensível em outros aspectos.
  • Ponto 11. Novas modas. Cremos que o povo de Deus deve ser tardio para adotar novas modas, de qualquer tipo que possam ser. Se determinada moda não for útil, não devemos adotá-la absolutamente. Se a moda for útil, levemos tempo suficiente para adotá-las depois que forem testadas e o entusiasmo de sua inovação tiver passado. Depois de vermos que ela é pura, modesta e conveniente, devemos ser lentos para fazer mudanças (veja Tito 2:14) [18].
  • Ponto 12. Embora condenemos o orgulho e a vaidade como estabelecidas nas resoluções anteriores, igualmente abominamos tudo que é desleixado, negligente, desarrumado e sem limpeza no vestuário ou nos bons modos [19].

Referências:
  1. Vários anos atrás, uma universidade adventista norte-americana patrocinou uma série de palestras sobre a influência metodista no adventismo. Cada palestra concentrou-se em algum tema, como saúde ou vestuário, e mostrou que o metodismo teve influência sobre as crenças e o estilo de vida adventista. A pessoa escolhida para falar sobre o vestuário se sentiu tão desconfortável ao encontrar tantos paralelos entre os escritos de Ellen White e os de Wesley que nunca chegou a proferir a palestra.
  2. Veja, por exemplo a reedição do sermão de Wesley, “On dress”, em Review and Herald, 10 de julho de 1855.
  3. Review and Herald, 22 de maio de 1866.
  4. The Light of the Home, p. 3-4.
  5. Ellen G. White, Testemunhos para a igreja, v. 4, p. 636-637.
  6. Veja Arthur White, Ellen G. White: The Aus­tralian Years, 1891-1900 (Washington, DC: Review and Herald, 1983), p. 196-197.
  7. J. C. Fumas, The Americans: A Social History of the United States, 1587-1914 (Nova York: G. P. Putnam’s Sons, 1969), p. 18-19.
  8. A fotografia está impressa em Arthur White, Ellen G. White: The Early Elmshaven Years, 1900-1905 (Washington, DC: Review and Herald, 1981).
  9. “A Female Oracle”, Minneapolis Tribune, 21 de outubro de 1888.
  10. Ellen G. White, Carta 32a, 1891.
  11. Fumas, The Americans, p. 564-569, 757-758; Robert R Roberts, “Popular Culture and Public Taste”, em: The Gilded Age, ed. H. W. Morgan, edição revista e ampliada (Syracuse, New York: Syracuse University Press, 1970), p. 285-286.
  12. Fumas, The Americans, p. 516-517; Roberts, “Popular Culture and Public Taste”, p. 286.
  13. Fumas, The Americans, p. 30, 115-117, 132-137, 183, 184. Veja também Janet Forsyth Fishburn, The Fatherhood of God and the Victorian Family (Filadélfia: Fortress Press, 1981).
  14. Veja Review and Herald, 22 de maio de 1866; Furnas, The Americans, p. 665. A combinação de bigode e cavanhaque foi popularizada por um culto à personalidade centralizada em Napoleão, imperador da França e um importante personagem na política europeia. Os adventistas podem ter reagido à associação do estilo com ele.
  15. Veja, no entanto, o argumento de Thomas Blincoe, em “The Preparation Principle”, Ministry, junho de 1988, p. 6-8. Thomas argumenta que a questão envolvida não é a quantidade de trabalho na limpeza, mas a importância da preparação para o sábado antes de sua chegada.
  16. Ellen G. White, Carta 158, 1902; Carta 263, 1905. Ambas aparecem em Manu­script Releases, v. 1, p. 394-395.
  17. Alguns adventistas talvez se lembrem da discussão sobre flores artificiais que aconteceu durante a década de 1950. Muitos argumentavam que as flores eram aceitáveis (ao contrário da posição do século 19), mas não deveriam ser usadas em reunião campais.
  18. Review and Herald, 8 de maio de 1866.
  19. Item acrescentado pela assembleia da Associação Geral de 1866; publicado em Review and Herald, 22 de maio de 1866.

Gerald Wheeler, na época em que escreveu este artigo, era editor-associado de livros na Review and Herald Publishing Association. Atualmente é editor de livros na mesma editora. Ele possui graduação em inglês (Andrews University) e mestrado em biblioteconomia (Universidade de Michigan) e em Antigo Testamento (Andrews University). Wheeler é autor de um livro sobre a história da Igreja Adventista: James White: Innovator and Overcomer(Hagerstown, MD: Review and Herald, 2003).