terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Frutas e vegetais = Jovens mais calmos e felizes

Um novo estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, sugere que comer frutas e vegetais deixa os jovens calmos, mais felizes e com mais energia para as tarefas diárias. Os pesquisadores Tamlin Conner e Bonnie White, do Departamento de Psicologia, e Caroline Horwath, do Departamento de Nutrição Humana, investigaram a relação entre as emoções diárias e o consumo de alimentos. O estudo foi publicado [...] no British Journal of Health Psychology. Um total de 281 pessoas na faixa dos 20 anos fizeram um diário alimentar na internet durante 21 dias consecutivos junto com um ranking de como se sentiam usando adjetivos positivos ou negativos. Antes disso, preencheram um questionário com detalhes de idade, sexo, etnia, peso e altura. Aqueles com histórico de distúrbios alimentares foram excluídos.

No diário, os voluntários preenchiam cinco questões sobre o que tinham comido a cada dia, com a quantidade de porções de frutas, vegetais (exceto sucos e frutas secas) e outras categorias de lanches, bolos e biscoitos. Os resultados mostraram uma relação diária entre o alto consumo de frutas e legumes e o bom humor.

“Em dias de maior consumo de frutas e vegetais, eles relatavam mais calma, felicidade e energia que o normal. Pessoas jovens precisariam consumir de sete a oito porções de frutas e vegetais por dia para perceber uma mudança significativa”, explica Conner, ressaltando que uma porção equivale a uma do tamanho da palma da mão ou metade de uma xícara.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Açúcar e o Câncer

O câncer se nutre de açúcar 

O consumo de açúcar refinado conheceu uma verdadeira explosão. Nossos genes desenvolveram em um contexto nutricional no qual consumíamos apenas 2 kg de mel por ano e por pessoa. No entanto, passamos a 5 kg de açúcar por ano em 1830 e alcançamos o nível espantoso de 70 kg por ano no final do século XX!

Quando ingerimos açúcar ou farinhas brancas, que fazem subir rapidamente a taxa de glicose no sangue (são alimentos de “índice glicêmico elevado”), nosso corpo libera imediatamente uma dose de insulina para permitir que a glicose penetre nas células. A secreção de insulina é acompanhada da liberação de uma outra molécula, chamada IGF (fator de crescimento semelhante à insulina), cuja característica é estimular o crescimento das células.

Sabe-se hoje em dia que os picos de insulina e a secreção de IGF estimulam diretamente não apenas o crescimento das células cancerosas, mas também sua capacidade de invadir os tecidos vizinhos. Mais ainda, pesquisadores que inocularam células de câncer de mama em camundongos mostraram que eles reagiam muito pior à quimioterapia quando o sistema insulina estava ativado pela presença de açúcar.

O elo entre os níveis de açúcar no sangue e a inflamação pode parecer irrelevante. Como um doce, uma colherada de açúcar na xícara de café ou uma fatia de pão branco com geléia poderiam afetar a fisiologia? Mas essa ligação fica clara quando se trata de acne na pele.

Loren Cordian é pesquisador de nutrição na Universidade do Colorado. Ao saber populações – de costumes muito diferentes dos nossos – não conheciam a acne (que se deve – entre outros mecanismos – a uma inflamação da epiderme), quis tirar a limpo. Aquilo parecia impossível, de tanto que a acne se mostrava uma passagem obrigatória da adolescência, que atinge em nosso pais entre 80% e 95% dos menores de 18 anos. Cordian foi com uma equipe de dermatologistas examinar a pela de 1.200 adolescentes afastados do mundo nas ilhas Kitavan na Nova Guiné e de 130 índios Aché que vivem isolados no Paraguai. Nessas duas populações, de fato, eles não encontraram nenhum vestígio de acne. Em seus artigos publicados na Archives of Dermatology, os pesquizadores atribuem essa surpreendente descoberta aos hábitos alimentares desse povos, que conservaram o regime nutricional de nossos longínquos ancestrais: nenhuma fonte de açúcar refinado nem de farinha branca, e portanto nenhum pico de insulina ou de IGF no sangue.

Tudo leva a crer que o boom do açúcar contribui, através da explosão da taxa insulina e de IGF em nossos organismos, para a epidemia de câncer. Nos camundongos nos quais inoculou câncer de mama, foram estudadas as conseqüências da ingestão de alimentos de diversos índices glicêmicos sobre o crescimento do tumor. Ao cabo de dois meses e meio, estavam mortos dois terços dos 24 camundongos cuja glicose sanguínea subia regularmente, contra apenas um dos vinte que tiveram uma dieta de baixo índice glicêmico. Um outro estudo compara as populações asiáticas com as ocidentais e sugere a mesma coisa: as pessoas que têm uma dieta asiática com pouco açúcar tendem a ter de cinco a dez vezes menos câncer dependentes de ações de hormônios do que as que têm dietas com muito açúcar e alimentos refinados, como é típico da maioria das nações industriais.

Uma pesquisa, publicada no Journal of the National Cancer Institue, conclui que não é a obesidade em si o fator de risco para câncer de mama, mas sim altos níveis de insulina que tendem a ser associados com peso corporal excessivo. As mulheres com maiores níveis de insulina (e que não eram diabéticos nem faziam terapia de reposição hormonal) tinham quase o dobro de risco de desenvolver câncer de mama durante o período de acompanhamento em comparação com aquelas cujos níveis de insulina eram os mais baixos.

Toda a literatura científica nos leva a concluir: uma pessoa que quer evitar o câncer (e processo inflamatórios) deve limitar seriamente sua ingestão de açúcar e de farinhas brancas. É preciso aprender a não mais botar açúcar no café (mais fácil com o chá), evitar sobremesas industrializadas (não há limites para o consumo de frutas se elas não forem comidas com açúcar ou acompanhadas de caldas), ou então utilizar substitutos naturais de açúcar que não provoquem pico de glicemia, de insulina e de IGF.

ANTICÂNCER - PREVENIR E VENCER USANDO NOSSAS DEFESAS NATURAIS,  Dr. David Servan-Schreiber 
Síntese do capítulo 6 – O meio ambiente anticâncer Subtítulo – O câncer se nutre de açúcar 

Complementação 

Ellen G. White e o consumo de açúcar 

“Em geral, usa-se demasiado açúcar no alimento. Bolos, pudins, massas folhadas, geléias e doces são causa ativa de má digestão. Especialmente nocivos são os cremes e pudins em que o leite, ovos e açúcar são os principais elementos. Deve-se evitar o uso abundante de leite e açúcar juntos.” – A Ciência do Bom Viver, pág. 301. 

“Alguns usam leite com grande quantidade de açúcar no mingau, julgando que estão praticando a reforma pró-saúde. Mas o açúcar e leite combinados são responsáveis pela produção de fermentação no estômago, sendo, pois, prejudiciais. O livre uso de açúcar em qualquer forma tende a obstruir o organismo, e não raro é causa de doença.” – Conselhos Sobre Regime Alimentar, pág. 197

“E segundo a luz que me foi dada, o açúcar, quando usado abundantemente, é mais prejudicial que a carne. Estas mudanças devem ser feitas com prudência, e o assunto deve ser tratado de tal maneira a não desgostar e suscitar preconceito por parte das pessoas a quem queremos ensinar e ajudar.” – Ibidem, pág. 328 



J. R. Habkost 
25 de fevereiro de 2013 
Florianópolis, SC

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Muita TV = Comportamento mais violento

Uma pesquisa realizada na Nova Zelândia aponta que crianças que assistem televisão em excesso são mais sujeitas do que outras a cometer crimes ou ter atitudes agressivas quando adultas. A Universidade de Otago acompanhou mais de mil adolescentes nascidos no início da década de 1970 desde os quinze anos de idade até os 26 para avaliar os potenciais impactos da televisão nos seus comportamentos. O estudo, publicado nesta semana na revista americana Pediatrics, conclui que existe uma forte correlação entre a exposição excessiva de crianças à televisão e comportamentos antissociais de jovens adultos. “O risco de ter um jovem adulto ter antecedentes criminais aumenta em 30% para cada hora em que assistiu televisão em média durante a semana quando criança”, disse Bob Hancox, co-autor da pesquisa.
A pesquisa também apontou que o fato de assistir televisão em excesso está ligado a comportamentos agressivos a à tendência de sentir mais emoções negativas. Essas ligações são ainda mais significantes em termos de estatísticas quando são levados em conta fatores como a inteligência, a condição social e a educação dada pelos pais.
“Ao mesmo tempo em que não podemos dizer que a televisão leva diretamente a comportamentos antissociais, os resultados da nossa pesquisa sugerem que o fato de passar menos tempo assistindo televisão pode reduzir os comportamentos antissociais na sociedade”, analisou Hancox.
Ele ainda disse que concordava com as recomendações da Academia Americana de Pediatria, segundo a qual crianças não deveriam assistir a mais de uma ou duas horas de programas de televisão por dia.
O estudo também aponta que é possível que crianças tenham desenvolvido comportamentos antissociais ao imitar o que viram na televisão. No entanto, os conteúdos assistidos não seriam o único fator que levaria a esses comportamentos. O isolamento social vivido por pessoas que ficam horas diante da TV também seria um agravante. “É possível que o fato de assistir televisão em excesso leve a comportamentos antissociais mesmo se a criança não está exposta a conteúdos violentos”, disse a pesquisa. “Se ficar tempo demais na frente da televisão, a criança pode ter menos relações sociais com amigos ou parentes além de um desempenho ruim na escola e correr assim mais risco de ficar desempregado”, explicou.
Hancox ainda salientou que o estudo foi baseado em hábitos de crianças no fim da década de 1970 e no início da década de 1980, antes da chegada em massa de videogames. “Se a pessoa passa horas na frente de um jogo que não apenas a expõe a cenas violentas, mas também a estimula a matar pessoas, isso pode ser pior ainda, mas não tenho nenhum dado concreto sobre esse assunto”, disse Hancox em entrevista à Radio New Zealand.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Sedentarismo já ameaça reduzir expectativa de vida

Um estudo que analisa dados de Brasil, Estados Unidos, Grã-Bretanha, China e Índia alerta que o crescente sedentarismo nesses países ameaça formar a primeira geração de jovens que viverá menos que seus pais. O trabalho, que tem o American College of Sports Medicine como coautor, conclui que em 2030 a inatividade física pode abreviar em até cinco anos a expectativa de vida, caso seja mantido o ritmo atual. As projeções, que tiveram a participação de 70 especialistas ligados às áreas de saúde e educação física, indicam que em 18 anos o Brasil terá diminuído em cerca de 34% os níveis de atividade física desde o começo da década passada. Somente entre 2002 e 2007, a queda foi de 6%. 

Segundo Lisa MacCallum Carter, executiva global da Nike, que também é coautora da pesquisa, o País começa a sofrer os males que já são sentidos há algumas décadas pelos países mais desenvolvidos - de 1965 a 2009, a queda da atividade física nos Estados Unidos foi de 32%. 

“As máquinas e carros têm feito as atividades físicas por nós, e isso é uma coisa boa, pois apreciamos o padrão de vida moderno. Mas é preciso observar a quantidade de movimento que é perdida por isso e buscar formas de compensar”, afirma a executiva. “Se uma criança está ameaçada de viver uma vida mais curta que seus pais, este é o oposto do progresso humano.”

Segundo Lisa, as estatísticas levam em conta outros fatores, como nutrição, mas o sedentarismo tem papel central, especialmente em países desenvolvidos ou em desenvolvimento. Ela lembra que as dez doenças que mais matam nos 50 países mais ricos do mundo estão relacionadas à falta de atividade física. 

“À medida que as economias crescem, os níveis de atividade física diminuem”, explica. “No Brasil, cuja economia teve um forte crescimento nos últimos anos, esperamos que isso ocorra em um período bem menor de tempo. Mas ainda há tempo de evitar isso”, acrescenta.

Entre os países em desenvolvimento, os problemas são diferentes entre si. Na China, que nos últimos 20 anos teve uma queda de 45% nos níveis de atividade física, o principal vilão tem sido o excesso de pessoas que trocaram a vida rural pelas cidades. No país, os pesquisadores apontam as deficiências das grandes metrópoles, que estimulam o transporte motorizado.

O estudo também aponta um viés econômico: a avaliação é de que a inatividade física traz gastos diretos e indiretos de quase US$ 150 bilhões por ano, apenas nos Estados Unidos. 

Segundo o médico Carlos Alberto Machado, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a associação com a obesidade é o fator mais preocupante do sedentarismo. Nos EUA, o índice de americanos obesos mais que dobrou nas últimas três décadas e deve atingir 42% da população até 2030. Além disso, cerca de um terço dos americanos estará com sobrepeso, fazendo com que as pessoas com peso ideal ou magras se tornem uma minoria no país. 

Machado relaciona uma pesquisa da SBC, que mostrou que 49% dos brasileiros são sedentários, com dados do Ministério da Saúde que revelam que 64% da população do País está com excesso de peso. “O obeso que faz atividade física diminui o risco. E quem sai da situação de sedentário para pouco ativo (30 minutos de exercícios em 5 dias da semana) reduz em 66% o risco cardiovascular”, lembra ele.

No Estado de São Paulo, de 2004 até este ano, o Núcleo de Estudos da Obesidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) fez um trabalho com 300 adolescentes obesos e concluiu que metade deles tinha tendência à diabete e 32% sofriam de síndrome metabólica (pressão alta, diabete e colesterol elevado). “Esses adolescentes têm fortes fatores de riscos mórbidos. Ou seja: têm grandes chances de morrer cedo”, afirma Ana Dâmaso, coordenadora do Núcleo. 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Cafeína: o assassino da inteligência emocional

A dica de hoje para aumentar sua inteligência emocional é a mais simples e direta que você poderia receber. Para muitas pessoas, essa dica pode ter um impacto sobre sua inteligência emocional (IE) maior do que qualquer outra coisa. O truque? Você tem que cortar o consumo de cafeína e, como qualquer consumidor de cafeína pode atestar, é mais fácil falar do que fazer. A maioria das pessoas começa a beber cafeína porque ela faz com que elas se sintam mais alertas, além de melhorar o humor. Muitos estudos sugerem que a cafeína realmente melhora o desempenho de tarefas cognitivas (memória, atenção, etc.) no curto prazo. Infelizmente, esses estudos não levam em conta os hábitos de consumo de cafeína dos participantes. Uma nova pesquisa da Johns Hopkins Medical School mostra que o aumento do desempenho devido à ingestão de cafeína ocorre porque seus consumidores experimentam uma reversão de curto prazo da retirada da droga. 

Controlando o uso de cafeína nos participantes do estudo, os pesquisadores da Johns Hopkins descobriram que a melhora de desempenho relacionada a ela é inexistente sem sua retirada. Em essência, a saída da cafeína reduz seu desempenho cognitivo e tem um impacto negativo sobre o humor. A única maneira de voltar ao normal é bebendo mais cafeína, o que dá a impressão de que ela o está levando novamente às alturas. Na realidade, porém, a cafeína só está levando seu desempenho de volta ao normal e por um curto período.
 
Beber cafeína provoca a liberação de adrenalina. A adrenalina é a fonte da resposta “bater ou correr”, um mecanismo de sobrevivência que o obriga a se levantar e lutar ou correr para as montanhas, quando confrontado com uma ameaça. O mecanismo de luta ou fuga evita o pensamento racional em favor de uma resposta mais rápida. Isso é ótimo quando um urso o está perseguindo, mas não tão bom quando você está respondendo a um e-mail breve. Quando a cafeína coloca seu cérebro e seu corpo dentro desse estado hiperestimulado, suas emoções assumem o controle do comportamento.

Irritabilidade e ansiedade são os efeitos emocionais da cafeína mais comumente vistos, mas, na verdade, a cafeína permite que todas as suas emoções assumam o comando.

Os efeitos negativos de uma onda de adrenalina gerada pela cafeína não são apenas comportamentais. Pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, descobriram que grandes doses de cafeína aumentam a pressão sanguínea, estimulam o coração e produzem respiração rápida e superficial, o que os leitores de Inteligência Emocional 2.0 sabem que priva o cérebro do oxigênio necessário para manter seu pensamento calmo e racional.

Quando você dorme, seu cérebro literalmente se recarrega, embaralhando as memórias do dia e armazenando ou descartando-as (o que provoca os sonhos), de modo que você acorda alerta e lúcido. Seu autocontrole, sua atenção e memória são reduzidos quando você não tem a quantidade suficiente – ou o tipo correto – de sono. Seu cérebro é muito volúvel quando se trata de dormir. Para você acordar se sentindo descansado, o cérebro precisa se mover através de uma série elaborada de ciclos. Reduzindo sua ingestão de cafeína, você pode colaborar com esse processo e melhorar a qualidade do sono.

Aqui está por que você vai querer fazer isso: a cafeína tem um prazo de seis horas de meia-vida, o que significa que ela terá um total de 24 horas para percorrer o caminho para fora do seu sistema. Tome uma xícara de café às oito da manhã e você ainda terá 25% da cafeína em seu corpo às oito da noite. Qualquer bebida com cafeína que você beber depois do almoço ainda terá 50% do seu efeito total na hora de dormir. Qualquer cafeína em sua corrente sanguínea – e os efeitos negativos aumentam conforme a dose – tornará mais difícil pegar no sono.

Quando você finalmente cair no sono, o pior ainda estará por vir. A cafeína atrapalha a qualidade do seu sono, por reduzir o movimento rápido dos olhos (REM), o sono profundo, quando seu corpo se recupera e processa emoções. Quando a cafeína perturba seu sono, você acorda no dia seguinte com uma desvantagem emocional. Naturalmente, você vai ser inclinado a pegar uma xícara de café ou uma bebida energética para tentar se sentir melhor. A cafeína produz picos de adrenalina, o que provoca sua desvantagem emocional. 

Cafeína e falta de sono deixa você se sentindo cansado na parte da tarde, assim você bebe mais cafeína, o que deixará ainda mais da substância em sua corrente sanguínea na hora de dormir. Cafeína muito rapidamente cria um ciclo vicioso.

Como qualquer estimulante, a cafeína é fisiológica e psicologicamente viciante. Se você optar por reduzir seu consumo de cafeína, deve fazê-lo lentamente sob a orientação de um profissional médico qualificado. Os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins descobriram que a retirada da cafeína provoca dor de cabeça, fadiga, sonolência e dificuldade de concentração. Algumas pessoas relatam sentir sintomas de gripe, depressão e ansiedade depois de reduzir o consumo por tão pouco como uma xícara por dia. 

Lentamente, afinando sua dose de cafeína por dia, pode reduzir consideravelmente os sintomas de abstinência.
(Forbes; tradução: Tomaz A. de Jesus)

Álcool na gravidez pode afetar QI da criança

Cientistas das universidades britânicas de Bristol e Oxford sugerem que até mesmo níveis baixos de álcool durante a gravidez podem influenciar no QI da criança. Publicado [na] quarta-feira (14) no periódico Plos One, o estudo chegou a essa conclusão após analisar dados de mais de quatro mil mães e seus filhos. Pesquisas anteriores têm produzido evidências inconsistentes e conflitantes sobre o assunto. Isso se deve provavelmente à dificuldade em separar os efeitos do consumo moderado de álcool de outros fatores sociais, como cigarro, dietas e idade da mãe ao dar à luz. Por isso, há especialistas que sugerem abstinência de álcool durante a gravidez e outros que recomendam ingestão moderada.

O estudo em questão analisou as variações genéticas do DNA de 4.167 crianças para entender os efeitos da bebida durante a gravidez. Há quatro dessas variações que estão relacionadas ao metabolismo do álcool no corpo humano. Ao estudá-las, os pesquisadores descobriram que as mesmas também estão fortemente ligadas ao baixo QI das crianças, chegando assim à tese.

O efeito, porém, só foi observado entre as crianças cujas mães bebiam moderadamente. Nos filhos de mulheres que não bebem ou deixaram de beber completamente durante a gravidez, nada de anormal foi encontrado, o que sugere que foi mesmo a exposição ao álcool que causou a diferença no QI das crianças. Já mães que bebem muito não foram incluídas na pesquisa.

O consumo de álcool nas mães foi medido por meio de questionários respondidos na 18ª e na 32ª semana de gravidez. Ele incluía perguntas como a quantidade e a frequência de consumo antes da gravidez, durante o primeiro trimestre e no momento em que sentiu o bebê mexendo pela primeira vez. Já o QI das crianças foi analisado quando elas chegavam aos oito anos de idade, usando testes convencionais para tal medição.

“O estudo é complexo, mas a mensagem é simples: mesmo quantidades moderadas de álcool durante a gravidez pode ter um efeito sobre a inteligência futura da criança. Assim, as mulheres têm boas razões para evitar o álcool nesse período”, afirmou o coordenador da pesquisa, Ron Gray, da Universidade de Oxford, em nota à imprensa. [O melhor é evitar sempre.]