sexta-feira, 26 de abril de 2013

Papa fala sobre a volta de Jesus?

[Na] quarta-feira, o papa Francisco, em sua habitual catequese semanal, continuou aprofundando no Símbolo da fé: o Credo. Com uma praça de São Pedro, mais uma vez, cheia de jovens e peregrinos, o papa dirigiu-lhes estas palavras:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

No Credo, professamos que Jesus “virá novamente na glória para julgar os vivos e os mortos”. A história humana começa com a criação do homem e da mulher à imagem e semelhança de Deus e conclui com o juízo final de Cristo. Muitas vezes esquecemos esses dois polos da história e, sobretudo, a fé no retorno de Cristo e no juízo final, às vezes não é assim tão clara e forte no coração dos cristãos. Jesus, durante Sua vida pública, refletiu muitas vezes na realidade da Sua última vinda. Hoje eu gostaria de refletir sobre três textos evangélicos que nos ajudam a entrar neste mistério: o das dez virgens, o dos talentos e o do juízo final. Todos os três fazem parte do discurso de Jesus sobre o fim dos tempos, no Evangelho de São Mateus.

Em primeiro lugar lembremos que, com a Ascensão, o Filho de Deus levou para junto do Pai a nossa humanidade assumida por Ele e quer atrair todos a si, chamar todo o mundo para ser acolhido nos braços abertos de Deus, para que, no fim da história, toda a realidade seja entregue ao Pai. Há, no entanto, este “tempo imediato” entre a primeira vinda de Cristo e a última, que é precisamente o momento que estamos vivendo. Neste contexto do “tempo imediato”, coloca-se a parábola das dez virgens (cf. Mt 25,1-13). São dez jovens que esperam a chegada do esposo, mas ele atrasa e elas caem no sono. Ao anúncio repentino de que esposo está chegando, todas se preparam para acolhê-lo, mas enquanto cinco dessas, sábias, têm óleo para alimentar as próprias lâmpadas, as outras, tolas, ficam com as lâmpadas apagadas porque não o têm; e enquanto procuram chega o esposo e as virgens tolas encontram fechada a porta que leva à festa nupcial. Batem com insistência, mas agora é tarde, o esposo responde: Não vos conheço.

O Esposo é o Senhor, e o tempo de espera da Sua chegada é o tempo que Ele nos presenteia, a todos nós, com misericórdia e paciência, antes da Sua vinda final; é um tempo de vigilância; tempo em que devemos ter acesas as lâmpadas da fé, da esperança e da caridade, de ter aberto o coração para o bem, para a beleza e para a verdade; tempo de viver segundo Deus, porque não conhecemos nem o dia, nem a hora da volta de Cristo. O único que nos é pedido é estarmos preparados para o encontro – preparados para um encontro, para um lindo encontro, o encontro com Jesus –, que significa saber ver os sinais da sua presença, ter viva a nossa fé, com a oração, com os Sacramentos, ser vigilantes para não dormirmos, para não nos esquecermos de Deus. A vida dos cristãos adormecidos é uma vida triste, não é uma vida feliz. O cristão deve ser feliz, a alegria de Jesus. Não durmamos!

A segunda parábola, a dos talentos, nos faz refletir sobre a relação entre como empregamos os dons recebidos por Deus e o Seu retorno, quando nos pedirá contas de como os temos utilizado (cf. Mt 25, 14-30). [...] A espera da volta do Senhor é o tempo da ação – nós estamos no tempo da ação –, o tempo de frutificar os dons de Deus não para nós mesmos, mas para Ele, para a Igreja, para os outros, o tempo de fazer sempre crescer o bem no mundo. E especialmente neste tempo de crise, hoje, é importante não fechar-se em si mesmo. [...]

Finalmente, uma palavra sobre o juízo final, no qual se descreve a segunda vinda do Senhor, quando Ele julgará todos os seres humanos, vivos e mortos (cf. Mt 25, 31-46). A imagem usada pelo evangelista é a do pastor que separa as ovelhas dos cabritos. À direita são colocados aqueles que agiram de acordo com a vontade de Deus, socorrendo o próximo faminto, com sede, estrangeiro, nu, doente, preso – disse “estrangeiro”: penso em tantos estrangeiros que estão aqui na diocese de Roma: o que fazemos por eles? – enquanto à esquerda vão aqueles que não socorreram o próximo. Isso nos diz que seremos julgados por Deus sobre a caridade, sobre como O amamos nos nossos irmãos, especialmente nos mais frágeis e necessitados. É claro, devemos sempre ter em mente que somos justificados, somos salvos pela graça, por um ato de amor gratuito de Deus que sempre nos precede; sozinhos, não podemos fazer nada. A fé é principalmente um dom que nós recebemos. Mas para dar frutos, a graça de Deus requer sempre a nossa abertura a Ele, a nossa resposta livre e concreta. Cristo vem para levar-nos à misericórdia de Deus que salva. O único que nos é pedido é confiar nEle, corresponder ao dom do Seu amor com uma vida boa, feita de ações animadas pela fé e pelo amor.

Queridos irmãos e irmãs, que olhar para o juízo final nunca nos dê medo; mas nos leve a viver melhor o presente. Deus nos oferece com misericórdia e paciência este tempo para que aprendamos a reconhecê-Lo a cada dia nos pobres e nos pequenos, nos comprometamos pelo bem e sejamos vigilantes na oração e no amor. O Senhor, no fim da nossa existência e da história, possa reconhecer-nos como servos bons e fieis. Obrigado.


Nota: Lembro-me de que, quando era católico (antes dos anos 1990), eu nunca tinha ouvido falar na segunda vinda literal de Jesus, até porque a teologia dominante aqui na América do Sul era a da Libertação, com sua pregação em torno de um “reino” de conquistas sociais. Ao mesmo tempo em que o papa fala sobre o retorno de Jesus, ele (assim como seus dois antecessores) dá grande ênfase à observância do domingo. Resta saber como ele vai orientar seu rebanho com respeito à maneira como o verdadeiro Cristo virá e que está claramente descrita na Bíblia. E se esse Cristo vindouro reafirmar a crença no domingo como dia sagrado, em franca oposição à Palavra? E se ele “descer” à Terra e começar a proclamar a paz incentivando a união de todos sob a liderança de um (nos moldes do movimento ecumênico defendido pelo papa)? É interessante a menção do papa à salvação pela graça, o que certamente agrada aos ouvidos protestantes, e há uma curiosa contradição nestas palavras de Francisco: “A história humana começa com a criação do homem e da mulher à imagem e semelhança de Deus e conclui com o juízo final de Cristo.” Os dois papas anteriores afirmaram que a evolução é um fato e que, portanto, a história de Adão e Eva seria mítica. Se a história das origens (e da queda) é mitológica, por que deveríamos acreditar que o juízo final é fato, uma vez que ambos os eventos estão relacionados (como bem destacou o papa)? Sem dúvida, essa pregação do papa sobre a volta de Jesus é realmente importante e até surpreendente, mas é preciso acompanhar atentamente os desdobramentos disso.[MB]

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Ciência - A maior declaração da presença de Deus

Certa vez, assisti ao filme Contato (1997), baseado no livro homônimo do famoso divulgador da ciência Carl Sagan (1934-1996). Apesar do fundo alienígena, o filme possui um conteúdo muito inteligente e conduz o telespectador a interessantes reflexões. Mas, neste momento, gostaria de chamar a atenção para a ideia mestra do filme. Uma radioastrônoma, Dra. Eleanor, interpretada por Jodie Foster, recebe um sinal oriundo do espaço, e nele há uma série de números primos. Em seguida, uma mensagem contendo um vídeo é decodificada, revelando o complexo projeto de engenharia de uma máquina que aparenta ser um portal, que através de dobras no tempo poderia levar o tripulante para locais desconhecidos no espaço sideral.

Veja bem, segundo a história, um conjunto de números primos seguidos por projetos de estruturas tecnológicas complexas é naturalmente compreendido como um sinal de que há uma mente superior e inteligente responsável por essa mensagem. Agora, que tal analisarmos a história da ciência que, desde a Antiguidade, já interpretava sinais claros de complexidade matemática presente na natureza?

A proporção áurea (ou proporção de ouro), por exemplo, na qual uma série de números, ou comprimentos geométricos, possui uma razão que se aproxima de um valor constante. Observe a série de Fibonacci: 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, ao dividirmos um número da série por seu antecessor o resultado, conforme o número avança na série, se aproximará mais ainda do valor 1,618033. Esse valor é chamado de número de ouro. Por quê? O que há de tão especial nesse arranjo matemático? Se ficássemos apenas nesse ponto, nada, mas quando observamos inúmeros exemplos na natureza, de animais e vegetais que possuem proporção áurea, isso se torna muito interessante.

Por exemplo, pode observá-la em caracóis, no abacaxi, na posição da arcada dentária do ser humano, na distribuição das folhas nos galhos de algumas árvores, no girassol, etc. Como explicar a presença de uma organização matemática tão sofisticada presente em objetos naturais e imitada em obras por artistas e engenheiros do quilate de Da Vinci?

Mas a complexidade matemática presente na natureza não fica por aí. Desde Johannes Kepler (1571-1630), quando ele descreveu o movimento dos planetas por meio de leis matemáticas claras, as famosas leis de Kepler, seguido por mentes como a de Isaac Newton, que descobriu a lei da gravitação universal, entre outras teorias, a ciência nos vem apresentando sinais - não vindos do espaço - com profunda inteligibilidade. No entanto, chegamos ao ponto de dizer: tudo é fruto do acaso! Para entender a gravidade dessa afirmação, que tal imaginar a Dra. Eleanor, após receber o sinal de rádio extraterrestre, declarando: “Não creio que esse conjunto de números complexos, essa mensagem de vídeo e o projeto dessa máquina tecnológica foram feitos por alguém inteligente. Deve ser apenas uma interferência de sinais oriundos de fenômenos naturais, ainda desconhecidos, que se uniram e formaram esse padrão.”

Acho que você entendeu. Portanto, não vejo a ciência como um instrumento para nos separar do Ser responsável pela criação de tudo, mas uma excelente oportunidade de nos aproximarmos dEle e o apresentarmos a outros. É por essa razão que a chamo de “a maior declaração da presença de Deus”.

Rafael Christ Lopes - Mestre e professor de Física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão

terça-feira, 23 de abril de 2013

Como as lojas fazem você gastar mais


Quando você entra em quase qualquer loja, é imediatamente bombardeado com imagens, sons, cheiros, etc. Essa sobrecarga de sentidos não é aleatória – é escolhida a dedo com um único objetivo: fazer você gastar mais. De lojas de produtos de tecnologia a supermercados, é possível encontrar todos os tipos de truques cuidadosamente projetados para nos levar a gastar mais dinheiro. Do aroma de coco na seção de roupas de verão até as amostras de coisas que você nem quer, tudo é cuidadosamente organizado de maneiras que raramente percebemos, mas nos levam a alcançar a meta – deles. Veja a seguir como os lojistas se valem dos nossos sentidos para fazer com que compremos mais.


Visão. Não é surpresa que o principal sentido que as lojas de varejo buscam evocar é o da visão. O que é surpreendente, entretanto, são os sinais sutis que elas deixam ao redor para nos fazer gastar mais. Esses pequenos sinais simbólicos têm um grande impacto sobre o que decidimos comprar, e quanto tempo estamos dispostos a permanecer em uma loja. Por exemplo, a cor tem um grande impacto em nossas opções de compras. Cores evocam ou representam sentimentos, e os varejistas usam isso para sua vantagem.

“Pode ser a cor do produto, ou se eles estão apresentados em grupos de cores, isso tende a ter um grande impacto emocional. As cores têm diferentes associações. Por exemplo, o vermelho é quase sempre a cor associada com vendas porque inspira as pessoas a agir e é estimulante. Lugares que querem mostrar que têm um preço razoável tendem a ter logotipos vermelhos, mas também podem ser laranja. Preto é quase sempre associado com preços mais altos e produtos de luxo. As cores têm todos os tipos de impacto na forma como gastamos. Estudos têm demonstrado que garçonetes que vestem vermelho tendem a ganhar gorjetas maiores, e vermelho até nos faz gastar mais online”, explica o Dr. Kit Yarrow, psicólogo do consumidor na Universidade Golden Gate (EUA).

E não é apenas a cor que nos atrapalha nas compras. Os varejistas também criam barreiras simples de navegação que podem nos levar a comprar mais. Por exemplo, as pessoas costumam ir a um supermercado para comprar um único item, como leite. Mas o leite fica na parte de trás da loja, de modo que você é forçado a caminhar e ver tudo que tem no mercado antes de pegar seu “único item”. Numa dessa, a menos que você coloque viseiras enquanto anda, acaba comprando outros itens.

Os varejistas querem que você se perca na loja, para que você veja mais de seus produtos (certamente mais do que você precisa), e, por sua vez, você acaba gastando com coisas que não planejou.

Segundo Yarrow, lojas como a Apple e a Ikea criam uma imagem de estilo de vida com as quais as pessoas podem se relacionar. Muitos estabelecimentos criam um tema ou um estilo no qual as pessoas podem se ver vivendo. Isso faz com que elas queiram comprar tudo que está ali. Por exemplo, a Ikea configura diversos cômodos em lugar de espalhar móveis. Você entra na loja para comprar uma lâmpada e, de repente, você quer comprar aquele sofá também.

E isso não funciona só com compras grandes, mas pequenas também. Já reparou como sempre tem um par complementar de sapatos ao lado de calças jeans? Eles querem que você se veja usando ou vestindo o que eles estão oferecendo, assim apresentam tudo de uma forma que seu cérebro faça tais conexões sem você perceber. Isso normalmente funciona tão bem que a única coisa que podemos fazer para evitar gastar mais dinheiro é reconhecer o que está acontecendo e tentar não cair na tentação.

Tato. Todas essas lojas cuidadosamente projetadas não são estruturadas apenas para encher nossos olhos com objetos brilhantes. Também querem nos forçar a tocá-los. Por quê? Porque tocar quase sempre significa comprar.

O psicólogo ambiental Paco Underhill falou uma vez sobre as lojas que criam obstáculos para que sejamos obrigados a parar enquanto andamos por elas. Nisso, acabamos tocando algo, e ficamos mais propensos a comprá-lo, conforme pesquisas já demonstraram.

As lojas exibem seus produtos de forma que os consumidores fiquem tentados a tocá-los. Isso significa que os itens não podem estar perfeitamente dobrados, empilhados e organizados, porque as pessoas não querem fazer uma bagunça só para encontrar um jeans do tamanho certo, por exemplo.

Essencialmente, quanto mais tempo um item passa na sua mão, mais propenso a comprá-lo você fica. Araras de lojas são estruturadas de modo que estamos sempre pegando as coisas.

Disposição de prateleira é um conceito novo e interessante. Estudos sugerem que as pessoas tendem a gravitar para o centro das exposições. Parece que temos esse “instinto natural”, e somos mais propensos a comprar algo que está no centro de uma exibição. Boa dica para muitas lojas – má notícia para nós.

Olfato. Você pode até não perceber, mas o cheiro que você sente quando está comprando algo pode afetar suas escolhas em níveis que você nem imagina. “Nossos sentidos desviam nossa mente consciente. Se cheiramos algo como talco, lembramos com carinho de bebês. Se estivermos em uma loja para bebês, gastaremos um pouco mais dinheiro”, explica Yarrow.

Um estudo publicado no Journal of Business Research aponta que odores e aromas têm um forte vínculo com a memória. Se os varejistas conseguem evocar uma memória boa nos clientes, eles ficam mais propensos a entrar no clima das compras. Se não, como é evidenciado por qualquer pessoa esmagada por um perfume forte e ruim, os consumidores passam longe.

Cheiros em lojas podem afetar indiretamente nossa visão de qualidade de um produto, bem como melhorar nossa experiência na loja como um todo. Por exemplo, um perfume usado para ambientar lojas Hugo Boss passou dois meses sendo aprimorado, e supostamente contém “toques leves de frutas cítricas com um pouco de cacau, por cima de um floral de gardênia e jasmim sobre uma base de baunilha, sândalo, cedro e âmbar”.

A ideia aqui é ainda a da criação de um estilo de vida – fornecendo aromas ambientais sutis, as lojas podem evocar sentimentos que correspondem a esse estilo de vida. Quando isso é bem feito, dificilmente notamos (ou melhor, notamos tarde demais, quando a conta do cartão de crédito chega).

Audição. Os sons que você ouve em uma loja também complementam a imagem geral que ela quer passar. Lojas voltadas para adolescentes tendem a tocar música pop em alto volume, enquanto um joalheiro pode tocar música clássica. “Eu acho que a música tem a capacidade de criar um sentimento. Então, o que as lojas estão tentando fazer é criar emoção. Imagine assistir a um filme sem música – simplesmente não iria funcionar”, explica Yarrow. A música é emocionalmente evocativa e é isso que os varejistas pretendem – que você sinta as coisas, e não pense sobre elas.

Um estudo do European Journal of Scientific Research sugere que música em volume alto leva as pessoas a se mover através da loja mais rápido, enquanto músicas mais lentas e silenciosas nos fazem permanecer no local por mais tempo.

Música pop lenta pode fazer você gastar mais em compras por impulso, e o ritmo de uma canção pode afetar seu humor o suficiente para alterar opções de compras também. Sendo assim, cada loja escolhe a música que lá toca dependendo do que quer do cliente.

Enquanto você não pode fazer muita coisa para evitar esses truques, é importante saber como essas coisas funcionam e como afetam suas escolhas. Quando você tem em mente que o objetivo dos lojistas é fazer você gastar, fica um pouco mais fácil não fazer escolhas ruins.

Homem é preso por defender família tradicional

Somente olhando a fotografia que ilustra este post, tente adivinhar por que esse homem foi preso. Quando li a notícia em um blog russo, juro que pensei que se tratasse de uma pegadinha ou mesmo um registro do 1º de abril, mas ao ler a notícia original no jornal francês Le Figaro, descobri que realmente aconteceu e não foi um fato isolado. Já conseguiu adivinhar? Não vai adivinhar nunca! Acontece que um cidadão francês, Franck Talleu, decidiu levar a esposa e os filhos no domingo de Páscoa até o Jardim de Luxemburgo, em Paris, onde escondeu os ovos para que os pequenos procurassem. Foi interpelado pelos policiais porque usava uma camiseta que retratava uma família heterossexual, de mãos dadas (pai, mãe e dois filhos), como esses adesivos da “família feliz” dos carros. Como se negou a retirá-la, foi levado para a delegacia, onde foi interrogado durante uma hora e pagou uma multa alta para ser liberado. Da mesma forma, se negou a assinar o registro policial e agora aguarda julgamento por ofender os sentimentos das minorias sexuais.

Tudo bem que há um contexto na história: o desenho da família é um símbolo muitas vezes utilizado pelo movimento “Manif pour tous”, que é contra a união civil entre pessoas do mesmo sexo - que estava sendo discutida no senado francês, e que foi aprovada no último dia 10 -, mas daí a prender uma pessoa por usar um símbolo inocente e sem nenhum slogannão parece um pouco demais?

“Se um único desenho de uma família em uma camiseta é imoral, o que dizer de um casal na rua de mãos dadas com seus filhos? Será que vão prender, multar todo mundo?”, pergunta Franck Talleu, ainda incrédulo em relação a situação pela qual passou.

E por mais que não acredite ou que pense que é uma piada sem graça sobre o policiamento de atitudes “corretas” do mainstream, não foi um caso isolado. Podíamos supor que Franck tenha sido apenas o excesso de zelo das autoridades, especialmente na véspera de um 1º de abril. Mas mais uma dúzia de pessoas também foram autuadas e multadas nesse dia, pelas mesmas razões.

Christophe, um jovem empresário, foi preso por três policiais quando começava a correr no parque. Mesmo delito. Ele conta que chegou a pensar que fosse uma pegadinha, mas como os caras se mostraram sérios e um dos policiais o segurou firmemente pelo braço, decidiu acompanhá-los até a delegacia.

“Foi tenso, cara! Se eu estivesse usando uma camiseta com a imagem de um ditador, teria tido menos problemas! Fui tratado como se fosse um perigo público, capaz de provocar a violência. Foi ridículo e desproporcional”, disse o jovem.

A polícia, por sua vez, justificou as prisões e autuações porque não podia fazer a distinção entre manifestantes do “Manif” ou pessoas comuns que tinham levado a família ao jardim somente para um momento de lazer.

Quando digo que a esquerda é uma aberração moral, não estou exagerando. Toda e qualquer proposta política esquerdista atende a uma estratégia, da qual um dos principais itens é controlar a vida das pessoas por meio da coerção estatal. O politicamente correto, como sempre ocorre com as estratégias da esquerda, só serve para isso.

O que vemos na notícia acima é a aplicação do politicamente correto de acordo com o histórico das esquerdas.

Para piorar, o próprio texto também usa a estratégia do menor dano. Segundo o texto, é um absurdo punir cidadãos por usarem símbolos inocentes na camisa. Mas o texto também deixa implícito que não haveria problema em se punir os cidadãos se os símbolos estivessem relacionados ao movimento “Manif pour tous”, que é contra a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Como é? Quer dizer que manifestar uma opinião contra o casamento gay é algo que merece prisão?

A França decididamente virou um país de covardes e frouxos.

Localização de pessoas?

Poucos minutos após as explosões ocorridas na tarde de [ontem] durante a maratona de Boston, o Google anunciou um serviço capaz de captar e distribuir informações a respeito de sobreviventes e feridos. Chamado de Person Finder, o sistema foi originalmente criado para a localização de pessoas após os terremotos no Haiti, em 2010. Atualizado hoje para as necessidades da cidade norte-americana, o sistema permite que qualquer pessoa pesquise informações sobre amigos e familiares que estavam em Boston no momento do ocorrido, além de possibilitar que sejam incluídos dados sobre vítimas.

Na página principal do Person Finder, existem apenas dois botões: um para pesquisar indivíduos, incluindo apenas nome e sobrenome, e outro para alimentar o banco de dados com informações relevantes.

A ferramenta tem uma importância ainda maior devido aos protocolos adotados pela polícia local, a fim de evitar novas explosões. Segundo o New York Post, todas as linhas de telefones celulares em Boston foram bloqueadas para que não seja viável utilizar a rede como uma forma de disparo remoto.


Nota Michelson Borges: Cada vez que um atentado ameaça a vida das pessoas, mais elas cedem espaço em suas liberdades individuais. Isso ficou muito claro após o 11 de Setembro. O que garante que os governos (especialmente o norte-americano) não usarão indiscriminadamente contra os cidadãos essas tecnologias de localização de pessoas? Cada vez mais, nesta sociedade apavorada e rastreada, o anonimato se torna coisa do passado.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

O que a Bíblia diz sobre a dança?

Uma análise das referências bíblicas à dança revela o fato de que as danças israelitas consideradas como apropriadas eram de natureza litúrgica, sendo acompanhadas por hinos de louvor a Deus. Elas eram geralmente praticadas entre grupos de pessoas do mesmo sexo e sem quaisquer conotações sensuais (ver Êx 15:20; Jz 11:34; 21:21-23; 1Sm 18:6; 2Sm 6:14-16; 1Cr 15:29). A Bíblia fala também de pelo menos duas ocasiões em que pessoas estavam envolvidas em danças inadequadas. A primeira delas foi a dança idolátrica dos israelitas no contexto da adoração do bezerro de ouro (Êx 32:19). A segunda foi a dança da filha de Herodias para agradar o rei Herodes e seus convidados, no banquete em que João Batista foi executado (Mt 14:6; Mc 6:22).

Embora os judeus nos dias de Jesus continuassem praticando a dança (ver Lc 15:25), não encontramos nenhuma evidência no Novo Testamento de que a igreja cristã primitiva perpetuasse tal costume. Há quem sugira que esse rompimento cristão com a dança se deve à degeneração desde já no tempo de Cristo.

Em contraste com as danças litúrgicas do período bíblico, a maioria das danças modernas é praticada sob o ritmo sensual das músicas profanas, que desconhecem completamente o princípio enunciado em Filipenses 4:8: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.”

Grande parte das danças de hoje tem se transformado em um dos maiores estimuladores do sensualismo. Mesmo não se envolvendo diretamente em relações sexuais explícitas, seus participantes geralmente se entregam ao sensualismo mental (ver Mt 15:19, 20), desaprovado por Cristo em Mateus 5:27, 28: “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela.”

Há aqueles que endossam as danças particulares entre cônjuges unidos pelos laços matrimoniais. Embora tais práticas pareçam inocentes à primeira vista, elas representam o primeiro passo rumo a estilos mais avançados de dança, integrando eventualmente o casal a grupos dançantes. Seja como for, o cristão dispõe hoje de outras formas de integração e entretenimento sociais mais condizentes com os princípios bíblicos de conduta do que a excitação e o sensualismo promovidos pela maioria das danças modernas.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Avatar - O Lado Oculto

A percepção dos fatos para um bom conhecedor dos escritos bíblicos e da batalha travada entre Cristo e Lúcifer, fica clara logo de inicio. A abordagem do Pr. Umberto Moura sem dúvida expõe de maneira simples os fatos dantes observados por um bom estudioso.

JBS-Friboi contrata Tony Ramos




Empresa brasileira investe milhões em publicidade para minimizar os efeitos das últimas investigações em matadouros.

Há cerca de um mês, o programa Fantástico, da Rede Globo, exibiu uma matéria polêmica sobre como são tratados os animais em matadouros estaduais e municipais do Brasil. Após visitar 280 matadouros legalizados em 8 estados, a reportagem concluiu que 30% da carne vendida no Brasil vem de lugares sombrios e cheios de irregularidades (assista aqui).

Exatamente uma semana depois, a JBS-Friboi, empresa do goiano José Batista Sobrinho, lançou um filme publicitário estrelado por Tony Ramos (assista e comente). O horário para o lançamento da campanha não poderia ser mais apropriado: o intervalo do Fantástico em 17/03.

Apenas para inserir esta mensagem de 30 segundos no intervalo do programa mais assistido do país, estima-se que a JBS-Friboi tenha desembolsado mais de meio milhão de reais. Além desta primeira inserção, a campanha continua com entradas em horário nobre, todos os dias. Segundo a Revista Época, o investimento total da campanha, conduzida pela agência publicitária Fischer&Friends, será de R$ 50 milhões.

No filme, Tony Ramos garante que a carne da Friboi vem de lugares limpos, com trabalhadores equipados e com ótimas condições de trabalho.

A verdade é que a JBS-Friboi, assim como outros matadouros, ganha rios de dinheiro em cima de rios de sangue e explora animais considerados de consumo e também humanos. Apenas para citar 2 casos, em setembro de 2012 a empresa foi incluída na denúncia “Moendo Gente”, da ONG Repórter Brasil, que trata das condições desumanas em que trabalhadores são submetidos em frigoríficos (veja aqui). Em novembro do mesmo ano, a JBS-Friboi foi condenada pelo Ministério Público do Trabalho a pagar R$ 3 milhões em indenizações por más condições de trabalho (veja aqui).

Ao aceitar falar em nome da JBS-Friboi, Tony Ramos sujou suas mãos com o sangue dos animais mortos pela empresa e ajudou a esconder uma realidade triste sobre as condições de trabalho das pessoas que estão na linha de produção.

Consumo de Carne Vermelha e Risco Cardiovascular

Não bastasse a gordura e o colesterol, cientistas descobriram mais uma razão pela qual o consumo de carne vermelha aumenta o risco para doenças cardiovasculares. Segundo uma pesquisa publicada na edição desta semana da revista Nature Medicine, ao metabolizar uma substância abundante nas carnes vermelhas, bactérias do aparelho digestivo humano produzem uma substância que favorece o acúmulo de gordura nas paredes arteriais. Esse processo, por sua vez, desencadea uma reação inflamatória chamada de aterosclerose (entupimento dos vasos sanguíneos).

Abundante nas carnes vermelhas, a L-carnitina é um nutriente natural do alimento. Ela também está presente em bebidas energéticas e pode ser consumida como suplemento alimentar, com a promessa de ajudar na queima de gordura e no emagrecimento mais rápido. Os resultados da pesquisa, porém, mostraram que um consumo excessivo da substância pode ser prejudicial à saúde. Não por conta da L-carnitina diretamente, mas de uma substância derivada dela, chamada TMAO (Trimethylamine N-oxide, ou, em português, N-óxido de trimetilamina).

Pesquisa — Em uma série de experimentos comparativos, os cientistas demonstram que há uma relação direta entre a produção de TMAO e o risco elevado de doenças cardiovasculares. "Um risco que ainda não está totalmente quantificado, mas que “parece ser bastante significativo"”, segundo o autor principal do estudo, Stanley Hazen, do Departamento de Medicina Celular e Molecular da Cleveland Clinic, em Ohio.

“Há tempos já se sabe que há um fator de risco para doenças cardiovasculares associado ao consumo de carne vermelha. A presença das gorduras saturadas e do colesterol, no entanto, não são suficientes para explicar esse risco aumentado. "O que estamos mostrando nesse estudo é um novo mecanismo que ajuda a explicar por que esse risco existe"”, disse Hazen. “"Agora temos mais uma coisa para prestar atenção, e mais um mecanismo no qual podemos intervir na busca de tratamentos.”"

As análises foram realizadas com camundongos e seres humanos, incluindo comparações entre veganos, vegetarianos e onívoros. Os resultados indicam fortemente que, quanto maior o nível de TMAO no organismo, maior o risco de desenvolver aterosclerose e outras doenças cardiovasculares. Isso porque o TMAO altera a maneira como o colesterol e os esteroides são metabolizados, e inibe um processo chamado “transporte reverso de colesterol”, o que resulta num aumento do acúmulo de gordura nas paredes internas das artérias — mesmo que os níveis de colesterol circulante no sangue continuem normais. “"Talvez isso explique por que algumas pessoas desenvolvem aterosclerose mesmo sem ter colesterol alto”."

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Harvard Retira Laticínios da Dieta Saudável

A Harvard School of Public Health enviou uma mensagem forte e directa ao USDA (Departamento da Agricultura dos Estados Unidos) e aos alegados especialistas do mundo inteiro com o lançamento do seu guia Healthy Eating Plate (Dieta Saudável) em resposta ao novo guia de saúde e nutricionismo da USDA que veio substituir a pirâmide dos alimentos.

Os especialistas de nutrição e investigadores de Harvard que o guia alimentar da universidade está baseado numa nutrição sã investigada ao pormenor e mais importante ainda, livre da pressão de lobbies e grupos industriais. A maior evidência disso é a total ausência de lacticínios no seu novo guia para uma dieta saudável devido ao facto de «um consumo alto destes alimentos [lacticínios] aumentar significativamente o cancro da próstata e dos ovários».

Os investigadores da Harvard referiram ainda que os altos níveis de gordura saturada na maioria dos lacticínios e os componentes químicos da sua produção os tornam um alimento a evitar devendo ser substituídos por legumes verdes (nomeadamente couve, repolho, bróculos, etc), soja enriquecida e grãos de várias espécies para se obter o cálcio necessário e de qualidade.

Recentemente tivemos um polémico artigo sobre a necessidade de evitar o leite que movimentou a opinião pública dividindo-a entre puristas de ambos os lados e leitores que pretendem receber informação que lhes é negada. Esta intervenção importante de Harvard vem confirmar o artigo e trazer a opinião iluminada de uma das mais respeitadas universidades investigadoras do mundo.

Os nossos parabéns pela coragem de Harvard em provar que se deve aumentar o consumo de vegetais e frutas em detrimento de alimentos manipulados pelas grandes corporações que nos querem fazer acreditar que são essenciais à vida. Não se trata de propaganda vegan até porque o mesmo estudo guia de nutrição salientam a necessidade de ingestão de proteínas da carne branca e de peixe, feijão e nozes. Trata-se de vencer a pressão dos lobbies das grandes empresas que controlam há demasiados anos o destino da saúde american e mundial através de instituições alegadamente isentas como a USDA, mostrando-lhes o que de facto é a saúde.


Os Adventistas do Sétimo Dia podem se considerar privilegiados por possuírem os seguintes dizer a 109 anos: "Mas desejo dizer que, quando chegar o tempo em que não mais seja seguro usar leite, nata, manteiga e ovos, Deus o revelará. Extremo algum deve ser defendido na reforma de saúde. A questão de usar leite, manteiga e ovos resolverá o seu problema. Ao presente não nos preocupamos com isso. Seja conhecida de todos os homens a vossa moderação. Carta 37, 1904." - CSRA, pág. 206

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Deputado Feliciano - O Outro Lado

Declaro que: pessoalmente não tomo posição alguma aos lados desta história até então "declarados" por tantos internautas.

Contudo, aqui está uma oportunidade para que os interessados possam ouvir o "outro" lado da mesma. Afinal de contas, ouvir da boca do próprio "réu" a sua defesa é uma atitude sincera e sábia.

Desde já, peço desculpas pelas questões de "humor-negro" que o programa aborda, pois não compartilho das mesmas opiniões tão pouco da mesma abordagem.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Soja é Desnecessária Para o Vegetariano

Há algum tempo o vegetarianismo entrou em pauta. Seja pela preocupação com o meio ambiente, seja pelo sempre questionado consumo de carne, muitas pessoas mudaram seus hábitos alimentares ou pensaram em fazê-lo.

Eric Slywitch é médico e especialista em nutrição. Vegetariano, dedica seu trabalho a orientar as pessoas que desejam adotar esta dieta. É autor dos livros "Virei Vegetariano e Agora?" e "Alimentação sem Carne", nos quais mostra os benefícios de abandonar o consume de carnes, sempre embasado em pesquisas científicas.

Em entrevista à Livraria da Folha, Slywitch explica o que é ser vegetariano, desfaz a confusão de que quem adota esta dieta não come apenas carne vermelha e derruba o mito que basta substituir os produtos de origem animal por soja.

Entre outras dúvidas, o médico mostra quais os passos a serem seguidos por quem deseja mudar sua alimentação, como os pais devem agir com seus filhos quando estes decidem ser vegetarianos e como alimentar um bebê com esta dieta.

Livraria da Folha: Existem diversas dúvidas a respeito do que é ser vegetariano. O que é ser vegetariano?
Eric Slywitch: Vegetarianismo é a prática de se alimentar sem nenhum produto que implique na morte de um ser do reino animal. De forma genérica, vegetariano é o indivíduo que não utiliza nenhum tipo de carne (vermelhas ou brancas) na sua dieta. Assim, a dieta vegetariana é aquela que não utiliza nenhum tipo de carne. Vegetarianismo é sinônimo de alimentação sem carne. Essa é a característica comum de todos os vegetarianos. O vegetariano pode ou não utilizar derivados animais na sua alimentação.

Livraria da Folha: Quais os cuidados que devem ser tomados ao adotar uma dieta vegetariana? Slywitch: O cuidado maior é saber que os substitutos das carnes são os feijões. É comum o vegetariano iniciante abusar do consumo de ovos, queijo e até soja com a intenção de ingerir a "proteína que tinha na carne".

Trocado a carne pelos feijões, é importante que o vegetariano utilize os demais grupos alimentares na elaboração do cardápio. Na rua, ao escolher pratos vegetarianos pode haver um pouco de dificuldade, pois pratos inocentes, como um simples molho ao sugo, podem conter caldo de carne. Com o tempo, o vegetariano aprende onde estão algumas "armadilhas".

Livraria da Folha: Por que ser vegetariano? Quais os benefícios para a saúde?
Slywitch: Há, basicamente, 3 motivos para uma pessoa se tornar vegetariana: ética, saúde e meio-ambiente. Pelo motivo ético, parar de comer carne significa deixar de infringir dor e sofrimento aos animais. Do ponto de vista da saúde, estudos com populações vegetarianas, quando comparadas com as que comem carne, mostram redução de inúmeras doenças: - Redução das mortes por doença cardiovascular em 31% em homens vegetarianos e 20% em mulheres vegetarianas (reunião de 5 estudos prospectivos totalizando 76 mil indivíduos). - Níveis sangüíneos de colesterol 14% mais baixos em ovo-lacto-vegetarianos do que nos onívoros. - Níveis sangüíneos de colesterol 35% mais baixos em veganos do que nos onívoros. - Menor pressão arterial (redução de 5 a 10 mmHg) nos vegetarianos. - Redução de até 50% do risco de apresentar diverticulite nos vegetarianos. - Onívoros apresentam o dobro do risco de apresentar diabetes quando comparados com vegetarianos (estudo com 34.198 indivíduos adventistas).

Há estudos recentes demonstrando que os diabéticos, quando adotam uma dieta vegana com baixo teor de gordura (comparados com os que adotam uma dieta preconizada pela Associação de Diabetes Americana) têm o dobro de benefícios com relação à perda de peso, uso de medicamentos, redução do "colesterol ruim" e da perda de proteína pelos rins (microalbuminúria). - Probabilidade duas vezes menor de apresentar pedras na vesícula nas mulheres vegetarianas (estudo com 800 mulheres entre 40 e 69 anos). - Os onívoros têm um risco 54% maior de ter câncer de próstata (estudo com 34.198 indivíduos adventistas). - Os onívoros têm um risco 88 % maior de ter câncer de intestino grosso (cólon e reto). A carne vermelha ou branca está vinculada (de forma independente) com o risco aumentado de câncer de intestino grosso (estudo com 34.198 indivíduos adventistas). - Redução da incidência de obesidade em vegetarianos.

O estudo EPIC-Oxford avaliou 33.883 onívoros e 31.546 vegetarianos e constatou que a obesidade estava presente em 7,1% dos homens e 9,3% das mulheres onívoras, contra 1,6% dos homens e 2,5% das mulheres veganas, respectivamente. - Pelo menor teor de proteínas e por melhorar o perfil lipídico, a dieta vegetariana pode ser benéfica para os que estão perdendo a função renal. - Alguns estudos apontam que uma dieta vegetariana sem derivados animais e com predominância de alimentos crus reduz os sintomas de fibromialgia.

O meio-ambiente agradece ao pararmos de comer carne, pois a pecuária é uma atividade que contribui de forma significativa com a contaminação de mananciais aqüíferos do planeta, a desertificação de solos, a devastação de florestas e ecossistemas, além de contribuir com o aumento de emissão de gases que geram o efeito estufa, pois a pecuária é a principal fonte dessas emissões oriundas das atividades humanas segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Cerca de 18% de todos os gazes com potencial de causar efeito estufa provém da pecuária, enquanto 13% provém dos meios de transporte.

Livraria da Folha: O que levou você a seguir esta dieta?
Slywitch: Na adolescência, praticando artes marciais, me interessei pela filosofia oriental, especialmente o budismo. Aos poucos comecei a questionar o consumo da carne e por isso abandonei seu consumo.

Livraria da Folha: Há riscos para saúde ao abandonar o consumo de carne? 
Slywitch: Podemos correr riscos de deteriorar a saúde se qualquer grupo alimentar for indevidamente substituído. A baixa ingestão de frutas e verduras pela população (que come carne) foi a responsável pela fortificação de farinhas com esses nutriente. Parar de comer carne implica em utilizar outros alimentos que compensem sua abstenção no cardápio. Sendo feito isso, não há risco algum para a saúde.

Livraria da Folha: Como substituir os nutrientes oferecidos pela carne?
Slywitch: Recomendo que o vegetariano sempre ingira feijões, o que inclui ervilha, lentilha, grão de bico... Esses são os melhores substitutos da carne.

A soja é desnecessária para o vegetariano. Ele pode utilizá-la, mas a sua ausência no cardápio não traz problema algum. Os demais alimentos também são bem conhecidos como parte de uma dieta saudável: cereais (de preferência integrais), verduras, legumes, batatas, frutas, condimentos, oleaginosas (opcionais, pois apesar de benéficas têm maior custo). Para os que utilizam, o cardápio pode contemplar ovos e laticínios.

Livraria da Folha: Existe alguma restrição para adotar esta dieta? Crianças, por exemplo, podem segui-la? 
Slywitch: Não há riscos se a alimentação está equilibrada. Pais católicos criam filhos católicos. Pais judeus criam filhos judeus. Pais onívoros criam seus filhos comendo carne. Pais vegetarianos criam filhos vegetarianos. É direito dos pais passarem os valores de vida que têm aos filhos, desde que aprendam sobre o que deve ser feito para suprir com segurança as necessidades do bebê.

Bebês que comem carne podem precisar de suplementos de ferro em determinado momento de vida, assim como o vegetariano. O ponto de destaque é a vitamina B12, que sempre deve ser suplementada no vegetariano, apesar de sabermos que o que come carne também pode ter deficiência.

Todos os outros nutrientes podem ser supridos como na dieta com carne sem dificuldades.

Livraria da Folha: Como montar uma dieta vegetariana pela primeira vez?
Slywitch: O cardápio básico deve conter cereais (de preferência integrais), frutas, verduras, legumes, feijões e óleos de boa qualidade (como o de oliva). As oleaginosas são opcionais. A redução de alimentos processados, gordurosos, frituras e doces é bem vinda, apesar de ser a recomendação solicitada a quem come carne também. Se tiver um profissional de saúde para avaliar a sua dieta, isso será proveitoso também.

Livraria da Folha: Existem diferentes tipos de vegetarianos? Quem são os veganos?
Slywitch: Os tipos são vários, como pode ver abaixo: - Ovo-lactovegetariano: é o vegetariano que utiliza ovos, leite e laticínios na sua alimentação. - Lactovegetariano: é o vegetariano que não utiliza ovos, mas faz uso de leite e laticínios. - Vegetariano estrito: é o vegetariano que não utiliza nenhum derivado animal na sua alimentação. É também conhecido como vegetariano puro.

- Vegano: é o indivíduo vegetariano estrito que recusa o uso de componentes animais não alimentícios, como vestimentas de couro, lã e seda, assim como produtos testados em animais. Em inglês você vai encontrar o termo "vegan" como referência a esse indivíduo. No Brasil esse termo foi traduzido como vegano.

- Crudivorista: é, na grande maioria dos casos, um vegetariano estrito que utiliza alimentos crus, ou aquecidos no máximo a 42oC. Alguns podem aceitar leite cru e carne crua também, descaracterizando o termo vegetariano estrito. A utilização de alimentos em processo de germinação (cereais integrais, leguminosas e olegainosas) é comum nessa dieta. Diferente do que se pode imaginar, essa dieta apresenta preparações bastante sofisticadas e saborosas.

- Frugivorismo: vegetariano estrito que utiliza apenas frutos na sua alimentação. O conceito de "frutos", nesse caso, segue a definição botânica, que inclui os cereais, alguns legumes (abobrinha, beringela...), oleaginosos e as frutas.

- Macrobiótico: designa uma forma de alimentação que pode ou não ser vegetariana. O macrobiótico tem um tipo de alimentação específica, baseada em cereais integrais, com um sistema filosófico de vida bastante peculiar e caracterizado. A dieta macrobiótica, diferentemente das vegetarianas, apresenta indicações específicas quanto à proporção dos grupos alimentares a serem utilizados. Essas proporções seguem diversos níveis, podendo ou não incluir as carnes (geralmente brancas). A macrobiótica não recomenda o uso de leite, laticínios ou ovos.

- Semi-vegetariano: indivíduo que faz uso de carnes, geralmente brancas, em menos de 3 refeições por semana. Alguns consideram essa terminologia quando em apenas uma refeição por semana. Esse termo ganha importância nos estudos científicos, na comparação dos efeitos à saúde entre vegetarianos e onívoros, já que, teoricamente, o semi-vegetariano consome carne, mas menos do que um onívoro. Atenção: esse indivíduo não é vegetariano.

Livraria da Folha: Alguns pais assustam-se quando os filhos adotam a dieta. Quais os conselhos que você dá a pais e filhos?
Slywitch: Conversem! Os filhos devem mostrar aos pais os motivos que os levaram a adotar o vegetarianismo. Os pais devem se conter quando o intuito é criticar a decisão dos filhos. Os pais devem saber que, quando uma pessoa (o filho) adotou o vegetarianismo pensando nos animais, a retaliação da escolha do filho apenas vai criar conflitos dentro de casa, pois nesse caso o que está mandando é a emoção, o coração. O vegetariano que foi tocado pela questão dos animais, geralmente, não consegue realmente comer mais carne. A família terá que se abrir para repensar o preparo dos pratos. Os pais podem ajudar muito os filhos a adotarem a dieta com mais segurança.

terça-feira, 2 de abril de 2013

O Desnudar da Alma


"1° de abril é um ótimo dia pra se declarar pra pessoa amada se ela te der um fora é só falar que era brincadeira"


O amor se expressa de várias maneiras... Embora tenha que concordar que a expressão amorosa requerida pela frase seja o exímio amor entre duas pessoas de sexo oposto, reafirmo aqui diante deste honorável publico de amantes que amar é mais que desejar! Sentir, sonhar, tocar e delirar.

É mais que palavras belas, intrigantes e sedutoras, mais que "...pêlos, boca e cabelo, peitos e poses e apelos...".

Amar é ser abnegado... Olhar a vantagem do próximo e não a de si mesmo! Valorizar um princípio e não um sentimento de desejo que queima o peito e faz borboletas na barriga por uma boca e um cheiro em teus cabelos. Companheirismo, auxilio, força e garra! Querer ficar calado e sozinho, mas reconhecer que falar e acompanhar é o melhor... As vezes.

Entender que problemas, discussões e atritos não é o fim do mundo, mas apenas um reflexo de que não somos de ferro e temos lutas internas contra o próprio "eu", pois o exímio sentimento de desejo não deixa de existir e está além daquele momento de crise existencial.

Reconhecer que o dito amado está além de suas forças para dominá-lo, infringi-lo e maltratá-lo, mas está em suas mãos para respeitá-lo!

O maior segredo para o aprisionamento de um amor é justamente a liberdade do mesmo. E esta, é conquistada com respeito e admiração.

Ser livre para amá-la é ter a liberdade de sua particularidade! Ser livre... Para gostos, cheiros e prazeres... Ser livre... Para não ofender, magoar e sangrar... Ser livre... Para ser individualmente juntos! Complicado? É uma arte... Ser livre... Para ficar calado! Em silêncio e sozinho... Ser livre... Para estar aos teus pés e em teus braços ao mesmo tempo. Ser livre... Para ir e vir... Sozinho, mas ao mesmo tempo juntos...

Amar é sentir a libertação do “eu”, a tal extremo que o peito seja rasgado e quaisquer sentimentos egoístas sejam dilacerados e apagados com tanta brutalidade e força que tudo que o restará é um peito sadio e sorridente, aliviado do peso egoísta que o sufocava.

Amar é desnudar a alma! Diante de quem? Não importa, o amor deve ser cego! Vergonha, receio, medo e incertezas não fazem parte de um peito brutalmente dilacerado pelo amor. Apenas a prudência e a sabedoria o acompanham.

O amor precisa ser o móvel de ação, transcendendo os pensamentos. Promanar de toda a relação, mostrando-se em uma bondade meditada, em uma cortesia gentil, abnegada.

Ser desperto pelo amor não é sentir o impulso de um sentimento, pois este subitamente morrerá quando severamente provado. Ser desperto pelo amor, é ter uma escolha regida pela sabedoria e consciência clara dos atos e atitudes presentes e vindouros.

Estamos esperando o que para desnudar nossa alma? ...

J. R. Habkost