quarta-feira, 29 de maio de 2013

Alimentos Crus

"Nunca se viu um leão fazer churrasco de zebra ou um boi fazer sopa de capim. Todos os animais, no seu habitat natural, ingerem os alimentos crus e sem quaisquer cuidados "higiênicos". A maior desgraça da espécie humana é o fogão para cozinhar os alimentos. 

Se é desejo da humanidade ter saúde ela deve abandonar o fogão e se alimentar de coisas cruas, frutas principalmente. Esse assunto de proteína é mito da medicina. Todo alimento é hidrato de carbono e gera proteína. O boi só come capim e é um mundo de proteína. Eu tenho 74 anos e desde 1984, meu organismo nunca entrou em desarmonia com "doenças" e não precisei ingerir remédios de qualquer espécie. Raramente bebo água, pois água já basta aquela que está nas frutas e nos vinhos. 

É evidente que frutas cultivadas com agrotóxicos fazem mal à saúde. Procure comer banana, lá da rocinha do seu João, aquelas bem pequenas, de aspecto feio, e frutas da época que não têm produção em grande escala, como jaca, sapoti, genipapo, e outras mais da sua região. Uma vez por semana, ou a cada 15 dias, você pode comer uma comidinha caseira, aquela que você gosta, feita no fogão. Mas só um pouco e viva feliz." 

Vicente Lassandro Neto - Revista Planeta, Fev/13 Edição 484 

Nota: É de se pensar e tal afirmação e no testemunho próprio do leitor Lassandro, contudo eis um contra ponto: "Cereais, frutas, nozes e verduras constituem o regime dietético escolhido por nosso Criador. Esses alimentos, preparados da maneira mais simples e natural possível, são os mais saudáveis e nutritivos. Proporcionam uma força, uma resistência e vigor intelectual que não são promovidos por uma alimentação mais complexa e estimulante." - Ciência do Bom Viver, pág. 296

"Necessitamos de educação genuína na arte de cozinhar. ... Formai classes, onde possais ensinar o povo como fazer pão de boa qualidade e como reunir ingredientes que signifiquem boa combinação de alimentos saudáveis de cereais e hortaliças." -  Manuscrito 150, 1905.

Natureza Sem Tecnologia Aumenta Criatividade em 50%

Psicólogos de duas universidades norte-americanas concluíram que passar quatro dias imerso na natureza e sem contacto com equipamentos eletrônicos aumenta a capacidade criativa e de resolução de problemas em 50%.

"Isto mostra que a interação com a natureza tem benefícios reais e mensuráveis para a resolução criativa de problemas que ainda não tinham sido demonstrados", disse um dos autores do estudo, David Strayer, professor de psicologia na Universidade do Utah.

Para o investigador, estes resultados provam que "enterrar-se em frente a um computador 24 horas por dia, sete dias por semana, tem custos que podem ser remediados com um passeio na natureza".

O estudo de Strayer e dos cientistas Ruth Ann Atchley e Paul Atchley da Universidade do Kansas é publicado na revista científica PLOS ONE, da Public Library of Science, e resulta de uma experiência realizada com 56 pessoas, 30 homens e 26 mulheres, com uma média de 28 anos.

Psicólogos de duas universidades norte-americanas concluíram que passar quatro dias imerso na natureza e sem contacto com equipamentos eletrónicos aumenta a capacidade criativa e de resolução de problemas em 50%.

Os participantes estiveram, durante quatro a seis dias, em passeios na natureza nos estados do Alasca, Colorado, Maine e Washington, nos quais não era permitida a utilização de aparelhos eletrónicos.

Dos 56, 24 fizeram um teste de criatividade com dez perguntas antes de iniciarem o passeio e os outros 32 realizaram o mesmo teste na manhã do quarto dia de passeio.

Os resultados foram claros: as pessoas que já estavam há quatro dias na natureza tiveram uma média de 6,08 perguntas certas, enquanto os outros tiveram apenas 4,14.

"Demonstrámos que quatro dias de imersão na natureza, e o correspondente desligamento da tecnologia, aumenta o desempenho em tarefas criativas e de resolução de problemas em 50%", concluíram os investigadores, sem esclarecer se o efeito se deve à natureza, à ausência de tecnologia ou à combinação de ambos os fatores.

Os investigadores recordaram estudos anteriores segundo os quais as crianças passam hoje apenas 15 a 25 minutes por dia em atividades de exterior e desportivas, que as atividades recreativas na natureza têm estado em declínio há 30 anos e que, em média, as crianças dos oito aos 18 anos passam mais de 7,5 horas por dia a usar o computador, a televisão ou o telemóvel.

"Há séculos que os escritores falam da importância de interagir com a natureza (...), mas não sabíamos bem, cientificamente, quais os benefícios", disse Strayer.


Nota: "Não é vontade de Deus que Seu povo fixe residência nas cidades, onde há constante agitação e confusão. Seus filhos devem ser poupados a isto, pois todo o organismo é prejudicado pelo corre-corre, precipitação e ruído." -  Vida no Campo, pág. 30.

"Trabalhar na terra é uma das melhores espécies de ocupação, chamando à ação os músculos e repousando a mente. O estudo no ramo da agricultura deve ser o ABC da educação dada em nossas escolas." - Conselhos Sobre Educação, pág. 165

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O Segundo Cérebro

Carlos costuma dizer que sente “um nó no estômago” quando está angustiado ou muito estressado e sente a barriga encolher. Sebastião afirma que está “se remoendo por dentro” quando enfrenta uma situação de dúvida ou incerteza ou está simplesmente muito curioso por algo. Provavelmente você mesmo já tenha mencionado alguma vez que sente “borboletas no estômago” para explicar as cócegas causadas pela presença de uma pessoa que o atrai ou o nervosismo prévio a um encontro com alguém por quem está apaixonado. Essas e outras sensações na região do aparelho digestivo, que aparentemente têm algum vínculo com os sentimentos, podem ter uma explicação científica segundo o médico Michael Gershon, pesquisador da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e autor do livro The Second Brain (O Segundo Cérebro). O segundo cérebro de Gershon está na região do corpo chamada sistema nervoso entérico, formado por uma série de camadas de células nervosas localizadas nas paredes do tubo intestinal e que contém cerca de 100 milhões de neurônios. Nesse sistema estão presentes todos os tipos de neurotransmissores - substâncias químicas que transmitem os impulsos nervosos entre os neurônios e os nervos - que existem no encéfalo craniano, como a serotonina, cuja maior concentração se encontra justamente na região intestinal.

Esse pequeno cérebro estomacal tem uma conexão direta com o cérebro de verdade, e determina, ele também, em certa medida, o estado mental da pessoa. Também desempenha um papel-chave em certas doenças que afetam outras partes do organismo, como a maioria dos transtornos de intestino, desde a síndrome do intestino irritado até as doenças relacionadas com a inflamação intestinal e a prisão de ventre da terceira idade.

De acordo com Gershon, “o sistema nervoso entérico fala ao cérebro e este órgão responde. O intestino pode afetar o estado de ânimo, e a estimulação do nervo principal, chamado vago, que conecta o cérebro com o intestino, pode ajudar a aliviar a depressão e a tratar a epilepsia”.

O estômago não é a única parte do aparelho digestivo que mantém um vínculo com o cérebro. De acordo com outro estudo, de cientistas canadenses, a flora intestinal também se relaciona com a conduta e a memória. Segundo a pesquisa, comandada pelo médico Stephen Collins, professor da Faculdade de Ciências da Saúde na Universidade McMaster, em Ontário, as bactérias que formam a flora intestinal são capazes de se comunicar com o cérebro, além de poderem ter um papel importante no combate a algumas doenças de estômago.

Segundo Collins explicou à publicação especializada Diário Médico, a evidência obtida até agora “reforça a teoria de que as bactérias se comunicam com o cérebro e têm um efeito em algumas de suas funções”. [...]

Collins e sua equipe acreditam que "as mudanças nas bactérias poderiam explicar, em grande medida, os problemas físicos e de conduta sofridos pelas pessoas afetadas pela síndrome do intestino irritado, uma doença inflamatória intestinal”. Entre 60% e 80% das pessoas que sofrem dessa desordem gastrointestinal sofrem de estresse, ansiedade e depressão também. Até há alguns anos se pensava, inclusive, que em muitos dos casos o problema poderia ser tratar como uma doença psicossomática.

(Época)

Nota: Essa pesquisa deixa mais evidente a correlação entre “estado de espírito” e alimentação/estilo de vida. Há um século, Ellen White escreveu: “As coisas que perturbam a digestão têm uma influência entorpecente sobre os sentimentos mais delicados do coração” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 298); “Alimentos cárneos, manteiga, queijo, ricas massas, alimentos temperados e condimentos são usados livremente, por adultos e jovens. Esses artigos fazem sua obra em perturbar o estômago, estimulando os nervos e enfraquecendo o intelecto” (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 236); “O chá, o café, os condimentos, os doces, as pastelarias, todos constituem causas ativas de perturbações da digestão. O alimento cárneo também é prejudicial. Seu efeito, por natureza estimulante, deveria ser argumento suficiente contra o seu uso, e o estado doentio quase geral entre os animais torna-o duplamente objetável. Tende a irritar os nervos e despertar as paixões, fazendo assim com que a balança das faculdades penda para o lado das propensões baixas” (Educação, p. 203). Note também como, à luz da reportagem acima, este salmo se torna ainda mais significativo: “Quando o coração se me amargou e as entranhas se me comoveram” (Salmo 73:21). A ciência avança, mas a revelação já estava lá na frente.[MB]

A Revelação Divina e a Ciência

“Diz o insensato no seu coração: Não há Deus.” Salmo 14:1

“Há homens que pensam ter feito maravilhosas descobertas na ciência. Eles citam as opiniões de eruditos como se as considerassem infalíveis, e ensinam as deduções da ciência como verdades que não podem ser contestadas. E a Palavra de Deus, que é dada como lâmpada para os pés do viajante enfastiado do mundo, é julgada por esse padrão e achada em falta.

“A pesquisa científica em que esses homens se acham empenhados demonstrou ser um laço para eles. Obscureceu-lhes a mente, e eles se desviaram para o ceticismo. Têm uma sensação de poder e, em vez de olhar para a Fonte de toda sabedoria, eles se gloriam no conhecimento superficial que talvez tenham obtido. Exaltaram sua sabedoria humana em oposição à sabedoria do grande e poderoso Deus, e ousaram entrar em conflito com Ele. A Palavra inspirada declara que esses homens são ‘insensatos’.

“Deus tem permitido que uma torrente de luz irradie sobre o mundo nas descobertas na ciência e na arte; quando, porém, supostos cientistas falam e escrevem sobre esses assuntos meramente do ponto de vista humano, certamente chegam a conclusões erradas. Os maiores intelectos, se não forem guiados pela Palavra de Deus em suas pesquisas, ficarão desnorteados em suas tentativas para descobrir as relações da ciência e da revelação. O Criador e Suas obras estão além da compreensão deles; e como não conseguem explicá-los pelas leis naturais, a história bíblica é considerada duvidosa. Os que duvidam da veracidade dos relatos do Antigo e do Novo Testamentos serão levados um passo além e duvidarão da existência de Deus; e então, tendo abandonado sua âncora, irão de encontro às rochas da incredulidade. Moisés escreveu sob a orientação do Espírito de Deus, e as teorias geológicas corretas jamais alegarão terem sido feitas descobertas que não podem ser harmonizadas com as declarações dele. A ideia em que muitos tropeçam, a saber, que Deus não criou a matéria quando trouxe o mundo à existência, limita o poder do Santo de Israel.

“Muitos, quando são incapazes de medir o Criador e Suas obras por seu imperfeito conhecimento da ciência, duvidam da existência de Deus e atribuem infinito poder à natureza. [...] A Bíblia não deve ser provada pelas ideias dos homens de ciência, mas a ciência é que deve ser submetida à prova desse padrão infalível.”

(Ellen G. White, Signs of the Times, 13 de março de 1884)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Mulher Competente?



Domingo, 02 de Outubro de 2011 em pleno século XXI em meio a tantas facetas da humanidade deparo-me com a intrigante, por assim dizer “prosa”:

“O que torna um sonho irrealizável é a inércia de quem sonha!!!
Meu nome é MULHER! Eu era a Eva Criada para a felicidade de Adão;
Mais tarde fui Maria Dando à luz aquele Que traria a salvação;
Mas isso não bastaria Para eu encontrar perdão.
Passei a ser Amélia A mulher de verdade Para a sociedade;
Não tinha a menor  vaidade Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois decidi: Não dá mais! Quero minha dignidade Tenho meus ideais!
Hoje não sou só esposa ou filha Sou pai, mãe, arrimo de família;
Sou caminhoneira, taxista, Piloto de avião, policial feminina, Operária em construção...
Ao mundo peço licença Para atuar onde quiser;
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA E meu nome é MULHER..!!!!
(O Autor é desconhecido, mas um verdadeiro sábio...)
(Enviar a todas as MULHERES MARAVILHOSAS e só aos homens
inteligentes...)   --


Por referência final afirma-se que em meio ao anonimato de sua autoria encontra-se grande sabedoria. Catedraticamente afirmo e questiono: onda há sabedoria em uma mulher ser “pai, mãe e arrimo de família”, uma vez que torna-se possível isto mediante um lar desestruturado, promotor da ausência masculina que supostamente deveria ser o “pai”, o que por sua grande maioria ausenta-se por uma gravidez pré-cojugal, pela invasão inescrupulosa do álcool, ou talvez pelo infame adultério e há quem não se surpreenda, mas o avassalador e desmoralizante homo sexualismo tem entrado para a lista dos “Exterminadores do Futuro” pós-matrimoniais.
                
A base de uma sociedade jamais esteve e jamais estará nas mãos de uma mulher “sem vaidade e que busca dignidade”, há os que digam que sou machista, contudo afirmo que o mundo não gira em torno do umbigo de um homem. A base de uma sociedade digna de se admirar está em um lar bem estruturado, em uma mulher que com sua devida competência cumpre o seus devidos deveres.
              
 O conceito do anônimo de competência é ser caminhoneira, taxista, piloto de avião, policial e operária em construção, porém como devemos nominar a atitude de pilotar um avião, cordernar o transito, encarcerar ladrões e erguer ilusões nas construções enquanto crianças, jovens e adolescente são conduzidos à nuvens negras e carregadas a tal ponto que os derrubaria ao mais profundo oceano enquanto sobrevoam na suposta liberdade juvenil do século XXI? Que nome daremos ao ato de crianças, jovens e adolescente terem suas capacidades mentais furtadas por exposição descontrolada e quase “normalizada” à boa e velha senhora Mídia? Vasculhem seus dicionários se forem capazes e digam-me que nome dou ao fato de mulheres estarem construindo seus castelos de concreto enquanto o inestimável caráter de seus filhos é desestruturado, demolido e aniquilado pela suposta liberdade juvenil do século XXI?
               
Unamos a ausência paterna e materna com uma Televisão e teremos como resultado um “monstro”. Um monstro hiperativo, desleixo, respondão, irreverente, mórbido, sedentário, glutão, tóxico dependente de efeitos sonoros e visuais, alheio por completo de conhecimentos gerais, ciências, biologia, história e anatomia. Inseto de consciência para negar a literatura diária e o dinamismo prático daquilo que é acumulado.
               
Deixem o tempo tomar conta do seu tempo e promovam a liberdade das propensões imorais de seus filhos, para termos o belo resultado pintado em um quadro negro com tinta de sangue. Esta é a imoral sociedade em que vivemos, promíscua, sem limites para o prazer egoísta e a satisfação do ego, libertina e exarcebada promotora da libertinagem. Uma sociedade que em meio a tantos avanços promissores da ciência, medicina e tecnologia afunda-se na publicidade carcinogênica do fumo, dos industrializados, da insalubridade empresarial, da neo-escravatura sistemática do capitalismo e da incansável batalha para tornar o anormal em moral. Resultado: um câncer no âmago de cada ser. E qual o carcinogênese desta sociedade? A licença que as supostas competentes reivindicam ao mundo para fazerem o que quiserem.
               
Que esmero há em ser caminhoneira enquanto crianças, jovens e adolescente recebem cargas de sensualismo, violência, egoísmo e morbidade pela mídia que nos invade de maneira oportunista? Que esmero há em taxiar, pilotar e até mesmo encarcerar enquanto nossos filhos são carreados rumo ao destino aniquilador, pois a piloto abandonou o avião familiar e permitiu o encarceramento mental do futuro social. Lóbulos frontais após lóbulos frontais sendo erradicados pelo atrofismo futurístico, ilusório e artificial do que construímos neste século.
               
Ser professora no lar e garantir a subsistência física, moral e intelectual da humanidade não foi de grande apreço para a senhorita competente. O desenvolvimento pleno de todas as faculdades humanas foram permutadas pela vã propalarção da sua satisfação própria e infelicidade de ser competente naquilo que realmente lhe cabia. Tão pouco bastou ser a simples, cortes e humilde mulher virtuosa, agraciada pelo dever de educar o Salvador do mundo.
              
 Jogou como se não bastasse, poder comprar o perdão Divino por boas obras, e cega em seu desenfreado escopo tem tornado o utópico o padrão de seu profundo anseio. A satisfação própria, deposta no materialismo e reconhecimento alheio.
               
Pelo que há de mais sagrado mulheres, rogo-vos que abram os vossos olhos e enxerguem o régio valor, lugar e dever da mulher. Lugar este que lhes incumbi deveres com real, palpável e eternos resultados. Que exigem sim, deveres difíceis e padecedores contudo de profunda e longínqua honra. Valores, princípios e destrezas que estão caindo velozmente no ostracismo da utópica modernidade.
           
 Almejem mulheres, que seus nomes sejam postos ao lado do nome de grandes homens e mulheres que cravaram os seus na Rocha eterna, diante de um universo expectante pela manifestação da Glória (caráter) do Criador em Suas criaturas. E jamais se esqueçam: o perdão Divino não é obtido por vossa COMPETÊNCIA. 

J. R. Habkost 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Pré-História - Uma Visão Criacionista

Contar a história que antecedeu a História sempre foi uma tarefa mais fácil para cineastas e ilustradores do que para cientistas, historiadores e teólogos. A falta de informações sobre esse período, força qualquer pesquisador ou curioso pelo assunto a recorrer, em algum momento, à especulação. Na ficção, o tema já rendeu bons sucessos na indústria cultural, como o filme a Era do Gelo, já na quarta produção; o desenho Os Flintstones, lançado na infância dos nossos pais e que ganhou versão para o cinema em 1994; e a série de TV Família Dinossauro, exibida nos anos 90 em três emissoras brasileiras. Mas quando se trata de investigar as evidências que ajudariam a reconstituir essa época ainda obscura da trajetória humana, sobram perguntas sem respostas. Do lado evolucionista, há um consenso dogmático, mais baseado em um paradigma filosófico construído nos dois últimos séculos do que em peças que se encaixam no grande quebra-cabeça fóssil.

Para esse grupo, o homem tem origem comum com os símios e evoluiu ao longo de centenas de milhares de anos – tempo em que aprendeu a andar sobre dois pés, a se abrigar em cavernas, manipular acidentalmente o fogo, registrar seus hábitos e crenças nas paredes das grutas, e finalmente desenvolver ferramentas de pedra, bronze e ferro.

Do lado dos criacionistas, as pistas também não são muitas, pelo menos no campo da ciência. Mas, por considerarem a Bíblia um documento confiável e histórico – e não um mito, como os céticos – os cristãos levam vantagem na busca por resgatar esse tempo perdido. Como afirma o professor de Pré-História da Universidade Estadual da Paraíba, Matusalém Alves Oliveira, “o historiador não pode desprezar nenhuma fonte”. Ainda que ela seja religiosa e contrária às suas hipóteses.

É do fundo dessa caverna quase inexplorada que esta matéria pretende achar alguns vestígios dos primeiros passos do homem na História, ou melhor, na Pré-História. Quem nos ajudará nesta viagem no tempo são cientistas e teólogos criacionistas. Optamos pela interpretação deles como uma alternativa à teoria evolucionista, já bem divulgada e que até aqui moldou nossa imaginação. [Continue lendo.]

Um cientista pode crer em Deus?

Richard Feynman
Filho de judeus devotos, o físico norte-americano Richard Feynman era ateu. Mas nem por isso defendia uma incompatibilidade entre ciência e religião, ou achava irracional que um cientista tivesse fé religiosa. Na semana que vem, uma palestra que Feynman deu no California Institute of Technology (Caltech) faz 57 anos. Em “The relation of science and religion”, o físico se pergunta como um cientista pode acreditar em Deus, e explica em que bases isso é possível. 

Para defender essa possibilidade, Feynman parte de uma história familiar: a do jovem que, criado em uma família religiosa, começa a estudar ciência e passa a duvidar. E por que isso acontece?, pergunta-se o físico. Ele descarta duas hipóteses iniciais para afirmar que “uma terceira resposta que poderíamos ter é que esse jovem realmente não entende a ciência corretamente. Não creio que a ciência possa desmentir a existência de Deus. Acho que isso é impossível. E, se é impossível, a crença na ciência e em Deus – um Deus comum, das religiões – não seria uma possibilidade consistente? Sim, é consistente. Apesar de eu ter dito que mais da metade dos cientistas não crê em Deus, muitos outros cientistas creem tanto na ciência quanto em Deus de uma forma perfeitamente consistente. Mas essa consistência, embora possível, não é fácil de alcançar, e eu gostaria de tentar discutir dois pontos: por que não é fácil, e se vale a pena tentar alcançá-la”. O que chama a atenção nesse trecho é que Feynman discorda da noção de que a ciência conduz inevitavelmente ao ateísmo. [E isso é fato. O que conduz ao ateísmo é o naturalismo filosófico travestido de ciência empírica, o qual exclui a priori o sobrenatural. Mas isso, como o nome já diz, é filosofia. – MB]

A chave que abre espaço para a crença em Deus, explicará Feynman, é a incerteza. Ela é fundamental para a ciência, e é o que impulsiona a pesquisa científica. “Para progredir no conhecimento precisamos permanecer humildes e admitir que não sabemos. Nada está certo ou comprovado para além de qualquer dúvida. Você pesquisa por curiosidade, porque é desconhecido, não porque você já sabe a resposta.” Feynman defende que tenhamos isso em mente não apenas na ciência, mas em diversos outros aspectos da vida.

Como isso se aplica à crença em Deus? Feynman retorna ao caso do jovem cientista e afirma que, quando se incorpora a mentalidade da incerteza, a pergunta muda de “Deus existe?” para “Quão certo é que exista um Deus?”. Falando dos cientistas que têm fé, Feynman afirma: “Se eles são coerentes com sua ciência, acho que eles dizem a si mesmos algo como ‘Estou quase certo de que existe um Deus. A dúvida é mínima’. Isso é bem diferente de dizer ‘Eu sei que Deus existe’. Eu não acredito que um cientista seja capaz de chegar a esse ponto – essa compreensão realmente religiosa, esse conhecimento real de que existe um Deus –, a essa certeza absoluta que as pessoas religiosas têm.” [Feynman está “arranhando” o conceito de fé. É quase isso.]

Vale a pena ler todo o resto da palestra. Nele, Feynman trata da alegada irracionalidade da crença em Deus, do caráter anticientífico do socialismo, e da relação entre a ciência e os aspectos metafísico, moral e inspiracional da religião, entre outros temas. Mas eu queria ficar aqui na distinção que o físico traça entre a “maneira como o cientista crê” e a “maneira como o não cientista crê”.

Os dicionários (inclusive dicionários de Teologia) registram a expressão “fé do carvoeiro” como sinônimo de fé cega, inquestionável, sem fundamentos. Difícil saber quanta gente de fé hoje crê dessa maneira (mas, isso é minha opinião pessoal, tal fé também tem valor, especialmente entre quem não tem a possibilidade de se aprofundar naquilo em que crê). Mas, entre aqueles que têm a chance de estudar pelo menos um pouco sobre sua religião, acho que a dúvida é um fator que sempre faz parte do jogo, independentemente de a pessoa ser cientista ou não [às vezes, de fato, é preciso duvidar para crer]. Não sei se, ao falar de “certeza absoluta que as pessoas religiosas têm”, Feynman se referia à tal “fé do carvoeiro” ou de algum outro tipo de certeza mais fundamentada, como por exemplo a certeza filosófica (que um cientificista abominaria, como bem sabemos). Mas não me parece que haja tanta diferença assim entre a maneira como o cientista crê em Deus e a maneira como as demais pessoas o fazem. Eu agradeceria se os leitores que são crentes e cientistas pudessem contar um pouco sobre sua experiência pessoal.

Muito tempo atrás, li um ótimo texto sobre como a dúvida é parte integrante da fé. Pena que não guardei a referência. Até tentei uma busca enquanto escrevia este post, mas não achei o artigo que eu tinha lido. Mas, em vez disso, apareceram algumas contribuições interessantes, como as de Philip Yancey, Ray Pritchard, Doug Gibson e William Lane Craig.

domingo, 19 de maio de 2013

Uma Chave Fundamental - Alexandre Cruden


Em meios aos pioneiros da Igreja Adventista, temos em grande destaque Guilherme Miller, um homem para um tempo oportuno. Nascido em Pittsfied, Massachusetts em 15 de Fevereiro de 1782, Miller foi deísta em boa parte de sua vida, até o momento em que após assistir em sua igreja um comovente apelo de um pregador em 1816 voltou-se com ardor a Bíblia afim de compreendê-la, uma vez que sua visão era de que a Bíblia, se fosse realmente a palavra de Deus, deveria explicar por si só suas aparentes contradições. Entre 1816 e 1818 estudou intensivamente a Palavra de Deus usando apenas uma concordância bíblica de Cruden. Ok! Paremos por aqui. Comumente ouve-se falar que Miller utilizou uma concordância bíblica de Cruden, contudo, o que é uma concordância? Quem foi Cruden!?

Alexandre Cruden foi sem dúvida um homem proeminente na sistematização do estudo da Bíblia, nascido em 1699 em Aberdeen na Escócia e tendo vivido boa parte de sua vida em Londres onde faleceu em 1 de Novembro de 1770, lutou pelos direitos morais da nação e esforçou-se para trazer ao mundo um meio de facilitar o estudo e a compreensão das Escrituras.

Cruden estudou gramática em Aberdeen e formou-se Mestre em Artes em Marischal College, contudo não exerceu a profissão pois logo foi acometido de problemas psicológicos segundo algumas fontes históricas e internado em uma casa para portadores de doenças psíquicas.1

De 1722 a 1735 dedicou-se ao mundo literário, foi professor particular do filho de um grande fazendeiro, exercendo o cargo com outras famílias também, mais tarde foi contratado pelo 10º Conde de Derby como secretário e leitor, contudo por deficiência da linguá francesa acabou sendo dispensado, voltando à Londres, abriu por tanto uma loja de livros em Royal Exchange, obtendo o título de livreiro da Rainha em abril de 1735 por recomendação do prefeito e da maioria dos vereadores.2

Embora tenha obtido um título da Rainha, o seu maior desejo era ser proclamado cavaleiro da corte, uma vez que assim teria mais autoridade moral para corrigir o povo, visto que por volta de 1750 denominou-se “O Corretor do Povo”, e foi em torno de "corrigir" as pessoas em aspectos morais ou na observância do Sábado que Cruden dedicou-se.3 Era seu costume carregar uma esponja, a qual utilizava para apagar todas as inscrições imorais encontradas por ruas e casas, sendo em especial as inscrições que continham o número 45, motivo este de particular senso de dever para com o Rei George William Frederick (George III), uma vez que na edição de número 45 do North Briton foi publicado por John Wilkes um forte ataque contra o Rei, tornando assim este número popular entre os partidaristas contrários ao Rei.4 As correções morais tantas vezes proclamadas por Cruden tiveram como 'pano de fundo' sempre o real interesse de bem-estar para com as pessoas e a sociedade. Conta-se que ao repreender uma prostituta por exerce a atividade, ela declarou não ter outra opção para sustentar-se, ele buscou então promovê-la como empregada doméstica, não obtendo sucesso (pois ninguém a contratou), Cruden contratou-a, a qual trabalhou para ele fielmente até o dia de sua morte.5

Partindo do princípio de que uma sociedade bem estruturada inicia-se com a educação, 'o Corretor' dedicou-se aos jovens também, visitando em Junho e Julho de 1755 Oxfod e Cambridge, ondem foi muito bem recebido e condecorado. Promovendo a moralidade aos jovens, como estimulo Cruden nomeou “vices corretores” para representá-lo na universidade. Ele também visitou Eton, Windsor, Tonbridge e escolas de Westminster, onde ele designou quatro jovens para serem seus representantes. Atualmente uma exortação para a Universidade Cambridge é preservada entre cartas de J. Neville de Emmanuel ao Dr. Cox Macro, no Museu Britânico. 6

Sabe-se que Alexander foi internado algumas vezes em sanatórios para tratamentos psiquiátrico, inclusive uma das internações ocorreu no ano de 1720 em Tolbooth. Comumente biógrafos apresentam duas teorias principais para justificar suas internações:
1. Foi mordido por um cão e contraiu raiva;
2. Ele apaixonou-se pela filha de um clérigo de Aberdeen e não foi correspondido;7
Contudo uma fonte biográfica de Julia Keay, a qual em particular aceitaremos como a mais plausível, afirma que Cruden não era portador de loucura alguma, mas vítima de uma exploração cruel nas mãos de inimigos que encontram no hospício o melhor lugar para manterem o seu adversário trancafiado. Julia Keay escreve com habilidade e realiza uma investigação muito elaborada, com evidências primárias leva o leitor a desenvolver uma avaliação independente sobre Cruden.8 Aceitaremos essa fonte pelo contexto que já foi apresentado até o momento, afinal de contas ter em vista um homem proeminente na obra literária e mantenedor de um alto nível de moralidade não poderia ser possuidor de loucura.

Relatando as obras literárias mais conhecidas de Cruden, como a sua autobiográfica The Adventures of Alexander the Corrector, para o momento citaremos por fim sua grande obra, a qual o promoveu ao longo da história: A Concordância Bíblica. Segundo suas próprias palavras:
“A concordância é um dicionário, ou um índice da Bíblia, onde todas as palavras utilizadas pelos Escritos Inspirados são organizadas em ordem alfabética, e os vários locais onde elas ocorrem são referidos para nos ajudar a encontrar as passagens e as várias significações/sentidos da mesma palavra são comparados.”.9
Reconhecido até mesmo no meio acadêmico atual, no âmbito da Ciência da Informação10 admite-se que para o tempo em que vivera, Cruden estava além do seu tempo pois sua concordância publicada em sua primeira edição no ano de 1737 em comparação com a Bíblia que possuí 800 mil palavras, comporta extraordinariamente 2,4 milhões de palavras. Sem qualquer meio tecnológico ninguém sabe realmente como um homem poderia completar essa gigantesca tarefa que por exemplo comporta um artigo de 4000 mil palavras para referência a “sinagoga”, apenas utilizando uma versão da Bíblia King James, pena e papel em um pequeno quarto em Londres. Autores literários como o Cardeal Hugo, John Marbeck e Samuel Johnson não foram capazes de alcançá-lo ainda que Hugo tenha preparado uma concordância para a Bíblia Latina, Marbeck a primeira concordância inglesa em 1550 e Johnson seu Dicionário da Língua Inglês, ambos contaram com auxílio. Com cerca de 500 monges empenhados na produção a Concordância Latina foi concluída, e com seis secretários o Dicionário da Língua Inglês foi publicado.11 O empenho e a capacidade deste homem foram desafiadoras e sublimes. Ainda que quase unanimemente muitos concordariam que embrear-se em um trabalho de tamanha magnitude seria loucura, Cruden declara seu objetivo:
“Meu grande objetivo e desejo neste trabalho, é de tornar o estudo das escrituras sagradas mais fácil para todos os cristãos, seja cristãos leigos ou ministros do evangelho que fazem das escrituras o estandarte de suas pregações... ...é um meio de propagação entre os meus conterrâneos, e por todos os domínios britânicos, o conhecimento de Deus”.12
Alexander Cruden continuou sua vida revisando e reeditando sua concordância até sua morte em 1770. Em 1870 haviam 32 edições, entre o século XIX e XX 64 edições foram publicadas e até hoje nunca saiu de catálogo.

De maneira sublime Deus orquestrou a história – em meio as Reformas, aos martírios e a grande sede pelas Escrituras Tyndale no dia de sua morte clama pela pelo Rei da Inglaterra, sua oração é atendida, o Rei e eruditos de toda Inglaterra empenham-se com ardor para em 1611 a Bíblia mais fiel ao texto ser publicada, King James Verson.13 No entanto a providência Divina não parou por ai, Deus coloca nas mãos de Cruden esta versão e então é produzida sua extraordinária obra com base na fidelidade do seu texto, para em fim, entre 1816 e 1818 Guilherme Miller ter em suas mãos a Chave Fundamental composta da Bíblia fiel, da Concordância fiel e do Espírito Fiel! Todo o período entre o século XVI e XVII foi de grande empenho espiritual, desde os eruditos literários quanto os grandes compositores como Johann Sebastian Bach ou Jean Philippe Rameau, e tratando-se de música, esse foi o período que a música terrena mais aproximou-se da celeste14, ou seja, Deus veio unindo todos os elementos necessários para culminar no surgimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia, era Seu desejo que herdássemos não só a literatura protestante mas também a música deste período, conhecido como Barroco e déssemos continuidade a Reforma, indo avante e além das barreiras deste mundo! Assim, nada temos que temer quanto ao futuro, a menos que nos esqueçamos a maneira pela qual Deus tem guiado Sua igreja.15

J. R. Habkost

Referências 
1 NNDB, Biografia de Alexandre Cruden, MA, Marischal College; 
2 WIKIPEDIA, Alexander Cruden, 08 de Fevereiro de 2011; 
3 JULIA KEAY, Alexander the Corrector, Publicado em The Independent, 06 de Maio de 2004; 
4 NO CAMINHO DE JESUS, Alexander Cruden o Atormentado Gênio, 31 de Maio de 2010; 
5 Ibidem; 
6 NNDB, Biografia de Alexandre Cruden, MA, Marischal College; 
7 MR. JENSON LIM, Alexander Cruden – Madness or Affliction?, 01 de Junho de 2009; 
8 JULIA KEAY, Alexander the Corrector, Publicado em The Scriptorium, 20 de Dezembro de 2006; 
9 ALEXANDER CRUDEN, Citado em Alexander Cruden – Madness or Affliction?, 01 de Junho de 2009; 
10 LUCIANA G. S. S., Caracterização dos pesquisadores em Tratamento Temático da Informação, UNESP 2010; 
11 MR. JENSON LIM, Alexander Cruden – Madness or Affliction?, 01 de Junho de 2009; 
12 ALEXANDER CRUDEN, Bible Concordance, 1ª e 2ª Edição, 1737 e 1761; 
13 J. R. HABKOST, A Bíblia King James e sua História, 24 de Abril de 2011; 
14 DARIO P. DE ARAÚJO, Música, Adventismo e Eternidade, págs. 50 a 62, PR: Gráfica e Editora Líder, 2007; 
15 ELLEN G. WHITE, Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 443, SP: Casa Publicadora, 2008 – Parafraseado;

Frango com níveis alarmantes de arsênico

Você sabia que graças ao uso excessivo de antibióticos na pecuária você está ingerindo arsênico cancerígeno? Um novo estudo conduzido por pesquisadores da Johns Hopkins Center por um futuro habitável, da Escola Bloomberg de Saúde Pública, descobriu que galinhas criadas com medicamentos à base de arsênico acabam tendo arsênico tóxico, inorgânico em sua carne. Infelizmente, isso significa que inúmeros consumidores estão ingerindo essa substância cancerígena. Para o estudo, que foi publicado na revista científica Environmental Health Perspectives, os pesquisadores estudaram amostras de carne convencional, a carne sem antibiótico convencional, e frango orgânico de dez áreas diferentes. Especificamente, 116 amostras cruas e 145 amostras cozidas foram testadas para o arsênico total, enquanto 78 amostras foram submetidas à especiação. O prazo para o estudo foi de dezembro de 2010 a junho de 2011, dando tempo suficiente para o teste.

Tido como o primeiro estudo a identificar e examinar as formas de arsênico específicas, a pesquisa constatou que galinhas alimentadas com antibióticos à base de arsênico representam um risco para a saúde pública. Os autores do estudo ainda dizem que a Food and Drug Administration tem o dever de tirar as drogas como roxarsone do mercado para proteger os consumidores, como é o trabalho da organização.

Mais preocupante sobre esses resultados podem ser as concentrações de arsênico inorgânico dentro da carne. Embora a FDA não estabeleça um “nível seguro de exposição” para o arsênico inorgânico presente nos alimentos, a quantidade de arsênico na carne, onde a droga roxarsone foi encontrada, muitas vezes estava duas a três vezes acima do sugerido pela FDA em 2011, e essas concentrações deveriam ser inferiores a um micrograma por quilo de carne.

Além disso, os pesquisadores descobriram que cozinhar carne crua contendo roxarsone resultou em diminuição dos níveis da droga roxarsone, mas um aumento nos níveis de arsênico inorgânico.

O resumo do estudo concluiu: “A carne de frango convencional apresentou concentrações mais elevadas de iAs do que amostras de carne de frango orgânico sem antibióticos convencionais. A cessação do uso de drogas arsênicas poderia reduzir a exposição e a carga de doenças relacionadas com arsênico nos consumidores de frango.”

A exposição a níveis elevados de arsênico inorgânico pode resultar em câncer de pulmão, bexiga e pele, e tem sido associada com outras condições também.


Nota: Ellen G. White disse que chegaria o tempo em que deveríamos deixar de comer carne, leite e ovos (e substituí-los com inteligência e equilíbrio). Talvez já tenha chegado o tempo de considerarmos isso seriamente.

[MB]

Neurogênese e a dificuldade de derrubar dogmas

Artigo publicado na revista Nature e traduzido aqui mostra como é difícil derrubar certos dogmas científicos cristalizados. Por mais de cem anos, a hipótese central da neurociência tem sido a de que “novos neurônios não são adicionados ao cérebro de um mamífero adulto” (foi isso o que aprendi nas aulas de biologia e nas revistas e livros que li na adolescência). O artigo da Nature examina as origens desse dogma, sua manutenção - mesmo diante de evidências contraditórias - e seu colapso final. O texto todo é interessante, mas quero destacar aqui a conclusão dele: “A ideia de que novos neurônios não são adicionados aos cérebros de mamíferos adultos vem desde as origens da moderna neurociência nos fins do século 19. A persistência desse dogma em face de contradições empíricas e sua recente demolição mostram a força de uma tradição e a dificuldade de cientistas desconhecidos e jovens têm em alterar esses pensamentos pré-concebidos. Isso sugere também a necessidade de novas ideias surgirem juntamente com uma matriz de suporte de técnicas inovadoras que lhes tragam maior aceitação. A concordância geral sobre a neurogênese adulta, pelo menos no giro dentado do hipocampo, é sugestiva e sugere uma mudança no paradigma corrente. Podemos estar no meio de uma revolução no nosso conceito da plasticidade do cérebro de um mamífero adulto.”

Esse tipo de revolução já ocorreu antes e não foi fácil. Conceitos como o ponto G (embora ainda exista quem defenda a existência dele), o flogístico e o éter luminífero foram abandonados, a despeito daqueles que os defendiam com unhas e dentes. Quando será que as contradições empíricas da macroevolução também serão levadas a sério a fim de que outro dogma do século 19 dê lugar a uma teoria melhor sobre as origens, e que tenha mais relação com os fatos observados na natureza? Segundo Thomas Kuhn, isso muitas vezes só acontece quando morrem os defensores do dogma.

[MB]

terça-feira, 7 de maio de 2013

A Situação Atual da Musica na Igreja

Os tempos em que vivemos requerem que seja feita uma advertência solene:

Parece estar se desenvolvendo, em alguns lugares, uma tendência que não apenas obscurece, mas destrói a linha divisória entre o sacro e o profano. Esta tendência não prevalece meramente na música em si, mas também, na maneira como é apresentada.

A situação já seria bastante séria se apenas o ritmo da musica fosse considerado, mas, quando as plataformas das Igrejas Adventistas do Sétimo Dia são tratadas como palcos seculares, quando os cantores se balançam em uníssono com a música como dançarinos numa fila de coristas ou artistas numa boate, a situação se torna alarmante. Se o Mestre entrasse em sua casa, como fez na passado, certamente ordenaria com autoridade: “Tirai daqui estas coisas” (João 2:16).

É necessário que se estudem quatro fatores essenciais, que serão a seguir citados:

1) A linha divisória entre a música aceitável ou não é, às vezes, estreita. Por exemplo, um ritmo ou a maneira de apresentação de uma determinada música tem pouca ou nenhuma diferença daqueles encontradas em outra. No entanto uma delas e sacra, vinda de cima, a outra e profana, vinda de baixo. Isto leva alguns líderes a dizerem: “Música não é minha especialidade”, e assim lavam suas mãos do problema. Outros ainda dizem: “Não julgue, tão somente participe”.

Infelizmente estas declarações são irresponsáveis e sem sentido. João 7:17 diz “que se alguém quiser fazer a vontade dEle, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus, ou se falo por mim mesmo”. Todo o ser humano é capaz, com a graça de Deus, de fazer a distinção entre a musica aceitável e a inaceitável.

2) Outro fator contribuinte da decadência na música da igreja é que muitas pessoas em posição de liderança procuram subestimar a importância de cuidadosa discriminação na escolha da música. Freqüentemente protestam: “Que diferença faz?” “Isto não é assim tão importante.” “Estão fazendo disto um cavalo de batalha…” Talvez nos impressionasse mais essa maneira de pensar, se não conhecêssemos a história de Adão e Eva. Mas quando lembramos do fruto da árvore do conhecimento não era visivelmente diferente do fruto de outras árvores do Jardim, sentimos que algumas “pequenas” diferenças não são de fato “pequenas” – elas são “enormes”! Todos os que sinceramente desejam agradar a Deus, não as trarão levianamente. Procurarão ver as coisas como Deus as vê, e ouvi-las como Deus as ouve.

3) O gosto pessoal, tanto de jovens como de idosos estão levando a fazer pouco caso do uso ou não de música falsificada, simplesmente por que eles gostam e tem prazer em cantá-las.

4) O quarto fator é que algumas pessoas são tão desprovidas de senso de crítica, quanto a seus pontos de vista, que estão dispostas a permitir qualquer tipo de música em seu lar, na escola, ou na igreja, baseadas no argumento de que esta é a maneira de manter os jovens sob o “manto” adventista.

A Igreja nunca presta um serviço ao pecador, comprometendo-se com o mundo. E melhor que os não regenerados permaneçam fora da Igreja até que se submetam aos princípios da igreja, do que ela se tornar semelhante ao mundo, alistando como membros, aqueles que desejam trazer suas normas, seus costumes e gostos consigo.

Será que a Igreja de Laodicéia, através de sua mornidão e satisfação própria, permanecera indiferente aos perigos que enfrenta? Permitirá ela que costumes, normas e valores mundanos alterem gradativa e imperceptivelmente sua natureza distinta? Tornar-se-á a música do mundo, música da igreja? Mas o que declara a palavra de Deus sobre tal assunto?

A resposta, cabe aos responsáveis pela liderança da Igreja nestes tempos solenes, e aos que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela ( Ezequiel 9:4).

Kenneth H. Wood (falecido), foi por 16 anos editor-chefe da Adventist Review (Revista Adventista, em inglês), e por 28 anos o diretor do Centro E.G. White. O presente artigo foi o editorial da Review and Herald de 20/01/72.